Only Girl

19 Capítulo Dezoito - Light


Notas iniciais
Ok, eu sei que postei ontem, mas... explico na n/a! Boa leitura, babies.
;*

Bella POV.


Eu me sentei no sofá, respirando fundo, sentindo mais uma contração passar. Elas estavam vindo de quarenta em quarenta minutos. Mas minha bolsa havia estourado, e como eu havia prometido, liguei imediatamente para Angela.

E eu só esperava que ela chegasse logo, porque eu estava assustada demais e não tinha ideia do que fazer.

Edward POV.


- Meu filho? – murmurei. – Minha filha...


Angela suspirou pesadamente, olhando o relógio mais uma vez.

- Se você não quiser ir, eu entendo... – sussurrou. – Mas se for, precisamos ir agora. A bolsa da Bella já estourou e eu nem sei de quanto em quanto tempo as contrações estão vindo...

- Será que você pode me explicar o que está acontecendo? – indaguei, sem saber explicar o que eu estava sentindo naquele momento.

- Edward, filho... – Meu pai me segurou pelos ombros. – Angela disse que explica depois. Precisamos confiar nela e fazer o que ela diz agora, ok? Sente-se capaz de ajudar no parto ou...

- Eu vou – afirmei. – Vamos.

Ela abriu a porta de emergência e saiu rapidamente, enquanto eu e meu pai a seguíamos. O carro de Ben estava estacionado próximo dali, mas não era exatamente o carro dele.

- Rápido! – Ele sussurrou.

Assim que entramos, Ben arrancou o carro, saindo de próximo do hospital o mais rápido possível.

- Informaram a alguém sobre a saída de vocês? – Ben perguntou, dirigindo rapidamente.

- Cuidei de tudo. – Angela informou. – Disse que para todos vocês ainda estavam no hospital, em uma cirurgia.

- Certo. – Ben suspirou. – Vai dar tudo certo, Jasper já está em contato, nesse momento, com o FBI.

- Jasper? – Meu pai sussurrou. – FBI?

- O que está acontecendo? – indaguei, sentindo meu coração apertar no peito.

O que poderia ter acontecido com Bella para tudo termos que fazer tudo isso? Por que todos estavam envolvidos em mentiras e segredos? Por que ninguém me disse nada?

- Depois, Edward... Bella precisa de nós agora.

Ficamos calados por alguns segundos, e, então, o celular de Angela tocou, fazendo com que ela pulasse um pouco no banco de carona.

- Bella! – murmurou. – Calma. Estou indo. Isso... De quanto em quanto tempo?

Eu me sentei, rígido, esperando pela resposta. Estava tomado por emoções, nem sabia dizer direito o que estava sentindo; raiva, por ninguém ter me contado; felicidade, porque eu veria Bella e teria uma filha; e amor e tristeza e um aperto estranho no peito. Por que meus sentidos pareciam querer dizer que Bella sofrera mais do que aparentara algum dia?

Angela desligou o telefone e respirou fundo, pedindo que Ben andasse logo.

- As contrações estão vindo de meia em meia hora, ainda. Mas acho melhor nos apressarmos.

Bella POV.

Eu joguei o telefone sem fio em qualquer lugar, sentando-me no sofá e respirando fundo. Coloquei as mãos em minha barriga e respirei fundo, jogando a cabeça para trás.

Não se passou cinco minutos quando escutei a porta dos fundos sendo aberta.

- Bella? – A voz de Angela surgiu, preocupada.

Respirei fundo, pronta para responder, mas mais uma contração chegou. Agarrando uma almofada com força, soltei um grunhido de dor.

Sabia que eu tinha denunciado aonde eu estava, porque passos ecoaram pela casa. Não era só Angela que estava ali; quem mais ela trazia?

Então, quatro pessoas surgiram a minha frente. E eu simplesmente arregalei os olhos, ainda apertando a almofada.

Porque era Edward ali; eram seus olhos verdes, aflitos, preocupados, cheios de emoções. E era Carlisle... Deus!

Eu soltei mais um gemido de dor, fechando os olhos com força.

Edward POV.

Eu mal conseguia acreditar no que estava vendo naquele momento. Era Bella ali, soltando um grunhido de dor. E era nossa filha que estava em sua barriga; era nosso bebê, o bebê que eu vinha acompanhando desde sempre.

- Vamos começar. – Angela tirou-me de meus devaneios. – Algum de vocês leve Bella lá para cima, por favor. Ben, entre em contato com Jasper. Eu vou pegar algumas toalhas, água e tudo o que precisamos.

Meu pai me olhou, como se perguntasse se ele devia pegar Bella no colo. Porém, eu que queria fazer aquilo – eu tinha o total direito. Aproximei-me do sofá, vendo uma Bella já mais relaxada.

- Eu quero andar. – Ela sussurrou. – Eu preciso... Isso... ajuda.

Eu peguei sua mão, lutando para controlar as lágrimas. Depois de meses, longos meses, eu estava pegando em sua mão, puxando-a para cima e sustentando seu corpo, enquanto a ajudava andar.

- Eu vou ter que te carregar nas escadas – murmurei, sentindo meu coração martelar no peito.

Não demoramos muito a chegar ao quarto de Bella – de acordo com Ben. Ele logo saiu, para ligar para Jasper, enquanto eu e meu pai assumíamos tudo.

Angela chegou em alguns minutos, pedindo que eu e meu pai fôssemos limpar nossas mãos, enquanto ela colocava uma camisola em Bella.

- Como você está? – Meu pai sussurrou, quando estávamos sozinhos no banheiro.

- Não sei – sussurrei. – É tanta coisa...

- Sim, é. – Ele me fitou. – Mas não julgue, Edward. Ouça a explicação primeiro, e depois resolvemos, ok? Para o FBI estar envolvido, para ter essa segurança toda, deve ser algo bem grave.

- Sim... O senhor está calado.

- Só pensando. Pronto para trazer sua filha e minha neta ao mundo? – Ele riu suavemente. – Ou prefere ficar assistindo?

- Vou fazer – murmurei. – É minha filha... Deus, nem acredito que vou ser pai.

Nós voltamos ao quarto, encontrando Bella de camisola e respirando rapidamente. Seus olhos estavam fechados, e ela apertava os lençóis com força – mais uma contração.

- De quanto em quanto tempo agora?

- Quinze minutos. – Angela sussurrou, depois começou a murmurar palavras gentis para Bella.

Eu me aproximei, certo de que tinha que me controlar. Precisava trazer minha filha ao mundo com segurança.

- Eu peguei a maleta de vocês no hospital, desculpe. – Angela riu. – E tenho tudo o que precisamos aqui.

- Certo. – Balancei a cabeça. – Bella, eu preciso que você confie em mim e em meu pai, ok?

- Eu confio. – Seus olhos castanhos, cansados, me fitaram e ela sorriu de forma triste. – E eu sinto muito por tudo, mas era o melhor...

- Depois conversamos sobre isso, ok? – sorri. – Vamos trazer nossa garota ao mundo?

Ela assentiu, enquanto lágrimas saíam de seus olhos.

Deus! Como eu ainda a amava, ainda mais do que antes.

Permaneci com Bella o tempo todo, assim como meu pai e Angela. Quando as contrações ficaram mais frequentes e Bella estava dilatada o suficiente, eu me posicionei.

- Quando vier uma contração, eu quero que você empurre, ok?

Não foi rápido; pelo contrário, foi extremamente longo. Bella empurrava, enquanto eu, meu pai e Angela a incentivávamos.

- Só mais uma vez – sorri. – Ela está vindo, princesa!

Eu mal notei que a havia chamado de princesa... Fazia tanto tempo desde a última vez...

E quando a contração veio e Bella empurrou... Eu simplesmente peguei minha filha e ela era o ser mais lindo que eu já havia visto. E eu que fiz o parto, eu ajudei a trazê-la ao mundo. Ouvir seu choro foi algo tão... especial, algo que simplesmente eu não era capaz de descrever em palavras. Eu cortei seu cordão umbilical e eu examinei-a. E eu a levei até o colo de Bella, já enrolada em uma manta que Angela havia arranjado.

- Ela é tão pequenininha... – sussurrou, assim que eu a coloquei no colo.

E nossa garota abriu os olhos, revelando a cor deles: verdes, iguais aos meus.

Não sei explicar quanto tempo eu fiquei ali. Mas nossa garota logo dormiu e Bella também. E eu não conseguia parar de olhar para minhas princesas.

- Edward... – Meu pai segurou meu ombro, sorrindo. – A Angela quer falar com você.

- Não posso deixá-las... – sussurrei. Minha filha dormia em um berço que já estava no quarto e Bella na cama. – Eu sinto que posso ficar aqui o dia inteiro.

Ele riu.

- Eu sei – murmurou. – Mas a Angela disse que é importante. Eu vou ficar aqui com elas e qualquer coisas te chamo, prometo.

Assenti e me levantei. Acariciei o rosto de Bella, depositando um beijo de leve em sua testa, e fiz o mesmo com nossa filha, antes de sair do quarto.

Angela me esperava no corredor, sorrindo.

- Vem aqui, Edward – murmurou. Eu a acompanhei até um cômodo, o escritório. Angela tinha um papel em suas mãos. – Logo que Bella veio para cá, ela me mostrou essa carta, pedindo para que eu jogasse fora.

- Que carta é essa? – perguntei, curioso.

- Uma que ela escreveu antes de te deixar... Mas ela desistiu e escreveu outra logo depois, mas guardou essa por algum tempo, enquanto era mantida em cativeiro...

- Cativeiro? – murmurei, os olhos arregalados. – Bella esteve...?

- Fica calmo, depois explicaremos tudo, ok? Agora leia.

Eu peguei o papel em sua mão e o abri; só assim percebendo o quão trêmulas minhas mãos estavam.

Edward, dizia.

O que dizer em um momento destes? Eu queria tanto estar com você nesse momento, queria tanto poder abraçá-lo, beijá-lo, amá-lo... Queria tanto ser capaz de dizer que te amo mais uma vez.

Mas é mais seguro que eu... É mais seguro para você se eu ficar longe; para você e sua família. Estou partindo. E eu não vou voltar.

Os meses que vivi com você foram os melhores de minha vida e eu os levarei comigo para sempre, independente do que aconteça. Só que a minha vida sempre pareceu ser um livro. Com um início, meio e fim.

E o meu fim – o nosso fim – chegou. É hora de eu começar uma nova história; uma história rodeada da verdade que eu sempre temi, que eu sempre quis esconder. Espero, de coração, que você seja feliz e seja capaz de seguir em frente. Você merece uma mulher completa, não alguém como eu...

Dizem que o passado está sempre presente.

Essa frase descreve de forma completa minha vida. Você nem imagina o quanto.

Vou entrar em contato, em breve, para darmos início à papelada do divórcio.

Perdoe-me por tudo, Edward. E obrigada...

Eu te amo.

Muito.

E é por te amar e amar a sua família que estou fazendo isso.

Com amor,

Bella.

Eu fechei a carta, sentindo lágrimas se formando em meus olhos. Bella tinha sofrido, ela não amava outro cara...

- Ela mentiu para nos proteger... – murmurei. Angela assentiu. – Por que ela não confiou em nós?

- Porque é algo que está fora de alcance – deu de ombros. – É preocupante e perigoso...

Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, Ben adentrou o escritório, sorrindo um pouco.

- Conheci a mais nova Cullen agora a pouco – sorriu. – Parabéns, cara.

- Obrigado.

Angela riu.

- Então, conseguiu falar com Jasper? – indagou-o.

- Sim – suspirou. – Tudo certo. O FBI foi informado, recebeu as provas, e estão se organizando em grupos para vir para cá. Alguns deles vão buscar seus parentes, Edward, assim como o casal que ajudou Bella quando ela chegou aqui, e trazer todos para cá. Peço que fiquem aqui e não saiam por nada. Essa casa não está sendo vigiada, mas não quero que corremos risco, ok?

Assenti.

- Vocês só vão explicar o que está acontecendo quando todos estiverem aqui, certo? – sussurrei.

- Sim.

E eu apenas assenti mais uma vez.

Bella POV.

Eu abri meus olhos, respirando fundo. Estava me sentindo extremamente cansada, mas feliz. Lembrava-me de tudo o que acontecera; minha menina era saudável, Edward estava ali...

Eu só esperava que ele pudesse me perdoar.

Eu não sabia quantas horas haviam se passado desde o nascimento, nem mesmo a que horas meu bebê havia nascido. Olhei o relógio, assustando-me um pouco quando me dei conta de que passava da meia noite. Eu realmente estive em trabalho de parto por tanto tempo?

Tentei me sentar, mas estava um pouco difícil. Então, mãos fortes me ajustaram na cama, e eu encarei Edward.

- Oi... – murmurei. – A bebê acordou?

- Ainda não...

- Faz muito tempo desde o parto? – indaguei-o. Bebês acordavam para mamar sempre, não acordavam?

- Você cochilou por menos de uma hora, Bella. Se quiser, pode dormir, te acordo quando...

Só que resmungos da nossa filha interromperam Edward, fazendo-o sorrir.

- Acho que ela quer amamentar – riu. – Vou pegá-la, ok?

Eu assenti, sorrindo.

Ele a pegou com tanto cuidado, sorrindo ao vê-la se remexer em seu colo. Acomodou-a em meus braços, e rimos quando sua boquinha se abriu, procurando por algo.

- Ela está com fome.

- Eu... – corei. – Eu sei que parece estúpido, mas não sei muito bem como amamentá-la... Eu já vi em filmes, li os livros, mas...

- Hei, calma. – Edward sorriu. – Se quiser, se estiver envergonhada, posso chamar Angela para te ajudar com isso.

Eu mordi o lábio inferior.

- Não precisa. Eu... Você pode me ajudar?

Edward assentiu, ainda sorrindo.

Ele me ajudou a abaixar a camisola, assim como o sutiã. Ajeitou nossa menina nos meus braços e colocou sua boquinha no meu mamilo. Ela sugou, com força.

- Ai – resmunguei. – Dói...

- É só nos primeiros dias, até você produzir leite o suficiente... Eu posso me sentar com vocês?

- Claro.

Como a cama era de casal, Edward não encontrou dificuldades em se sentar ao meu lado, observando enquanto eu alimentava nosso bebê.

- Você escolheu um nome para ela? – murmurou.

Assenti.

- Se você não gostar, pode dizer, mas... – hesitei. Ele esperou. – Eu pensei em Anna ou Anne.

- Eu gosto mais de Anna – sorriu. – Combina com ela... E como segundo nome?

- Seria Anne ou Anna Grace Cullen.

Edward assentiu.

- Nossa pequena Anna... – Ele se esticou todo, dando um beijo na testa dela. Eu senti meu coração bater mais rápido. – Bem-vinda à família, filha.

E eu sorri, em meio as lágrimas. Porque parecia surreal demais para ser verdade.

- Sabe... – Edward sussurrou. – Eu gosto do Grace, mas eu queria que ela ficasse com o seu Marie.

- Sério? – murmurei. – Parece... Não sei.

Ele riu.

- Bom, seu apelido na lanchonete da Carmen e do Paul era Marie... – sussurrou. – E eu sempre gostei dele.

- Por mim, tudo bem – dei de ombros.

- Seja bem-vinda... – Ele repetiu. – Anna Marie Cullen.

Eu sorri imensamente, sentindo que aquilo era certo... Eu, Edward e nossa filha ali, naquele momento, juntos, parecia exatamente o certo.

Só que eu congelei, de repente, ao lembrar de tudo.

- Edward, você tem que sair daqui... – disparei. – Ele vai descobrir que você está aqui, ele vai... Por favor, eu...

- Shhh... – murmurou. – Fique calma, Angela e Ben cuidaram de tudo. O FBI foi informado, eles chegarão logo.

Respirei fundo.

- Desculpe, por tudo... Eu... Eu não queria que as coisas fossem daquele jeito, nem queria te privar da gravidez, mas parecia ser o certo naquele momento.

- Vai dar tudo certo – sorriu. – Anna terminou de mamar. Amanhã ficarei sabendo de tudo e a gente conversa, ok? Vai dar tudo certo.

Assenti.

Ele me ensinou a colocá-la para arrotar e depois a levou de volta ao berço. Depois sentou-se na poltrona que havia ao lado da cama, fechando os olhos.

- Sabe, Edward... – sussurrei. Seus olhos se abriram e me fitaram, curiosos. – A cama é grande, se você quiser se deitar aqui...

- Não vou te incomodar? – perguntou.

- Eu sei que estamos divorciados, sei que muita coisa mudou, mas... – dei de ombros.

Ele assentiu.

Eu o senti se deitar ao meu lado e respirei fundo, rezando para que tudo desse certo; porque eu merecia isso, Edward e nossa filha também.

Notas finais
N/A: Eu sei, eu postei ontem. Mas esse capítulo já estava pronto, vocês comentaram, e eu tinha demorado tanto para postar... Então, não me custava nada postar outro, né?

O próximo capítulo está praticamente pronto, mas só irei postá-lo quando tiver o outro pronto também, assim eu fico com uma folguinha. E minhas provas bimestrais começam nessa semana, não vou ter muito tempo para escrever, então... u.u.

E é no próximo capítulo que a Bella contará toda sua história para vocês. Comentem bastante, vou tentar postar o mais rápido possível. E espero que tenham gostado desse capítulo.

Beijos e queijos.

Deh C.

/ Frii (L)