Only Girl

22 Capítulo Vinte e Um - Sensations


Edward POV.


- Pronto, filha. – Ajeitei-a no berço. Ela suspirou fraquinho e se encolheu, colocando a mãozinha no rosto. – Até amanhã, princesa.

Escutei o telefone tocar, mas continuei ali, parado, olhando para a minha filha, que a cada dia se encontrava uma mistura perfeita entre Bella e eu.

Seus olhos verdes, seu cabelo castanho, seu nariz delicado – igual ao da mãe – assim como a boca... Ela era perfeita. E era minha filha. Minha filha e de Bella.

Peguei a babá eletrônica comigo e saí do quarto, apagando a luz. Desci as escadas, com um sorriso no rosto, mas parei assim que cheguei à sala e vi Bella, com o telefone sem fio nas mãos, enquanto lágrimas corriam pelo seu rosto.

- Bella! – Corri até ela e me abaixei, colocando a babá eletrônica na mesa e segurando o rosto de Bella entre minhas mãos. – Princesa, o que aconteceu?

- Ja... Jacob. – Sua voz não passou de um sussurro, mas não pude deixar de escutar. – Ele ligou...

- Shh... Está tudo bem, princesa. – Eu a puxei para meus braços e suspirei. O FBI estava conosco; estávamos seguros. Não tinha como Jacob nos atacar. – Estamos seguros aqui.

- Ele disse que eu vou ser dele, Edward. – Bella tremeu. – Disse que eles nunca o pegarão... Que ainda não acabou.

- Bella. – Eu me afastei e a fitei. – Ele nunca vai te ter. Nunca, escutou? Estamos seguros, todos estão procurando pelo Jacob. Se ele tentar sair do país, ele será preso.

Bella POV.

E se ele nunca tentasse sair do país? E se ele ficasse me ameaçando e ameaçando a vida da minha família para sempre? Eu nunca poderia conviver comigo mesmo se algo acontecesse com eles.

- Por que você não sobe e toma um banho enquanto eu converso com alguém por aqui? – Edward sugeriu, alisando meu rosto.

Eu o amava tanto, mas tanto! Nunca poderia ter imaginado que iria me apaixonar daquele jeito, que teria uma filha dele, que estaríamos nessa situação hoje.

Respirei fundo, procurando tirar essas memórias da minha cabeça e assenti.

- Ótimo. – Ele se pôs de pé e me puxou junto com ele. Deu-me um selinho breve nos lábios. – Eu já vou subir, ok?

Eu subi no modo automático, partindo direto para o banho, onde permaneci por não sei quanto tempo. Saí, vesti um pijama confortável e me joguei na cama.

Alguns minutos depois eu vi Edward entrando pelo quarto, com uma bandeja nas mãos. Eu sorri para ele e ele retribuiu o sorriso.

- Já resolvi tudo, princesa. – Ele colocou a bandeja na cama e se sentou também. – Trouxe alguma coisa para você comer.

- Não estou com fome.

- Bella... – suspirou.

- Eu sei, Edward. – Respirei fundo. – Mas não posso evitar, entende? Eu só tenho medo.

- Eu sei, Princesa; eu sei disso. Mas vai ficar tudo bem, acredite em mim.

Eu me aconcheguei em seus braços e assenti; eu realmente torcia para que tudo ficasse bem.

_

Jacob não voltou a ligar e os dias foram logo passando. Todos haviam voltado a trabalhar, o que eu não concordava muito, sendo seguidos por agentes do FBI o tempo todo.

Edward era o que trabalhava menos. Eu acho que, mesmo me passando toda a força, ele tinha um pouco de medo também, o que fazia com que eu me sentisse ainda mais culpada.

E a cada dia que passava, Anna se tornava mais e mais linda. Ela já tinha completado seus seis meses e foi emocionante dar sua primeira papinha. Ela adorou e se lambuzou completamente. Tenho certeza de que terei aquelas fotos comigo para sempre.

Minha vida não era perfeita e eu sabia que sempre teríamos problemas; como qualquer casal normal. Assim como eu também sabia que as coisas iriam, sim, melhorar.

Assim que Jacob estivesse bem longe de nós.

Terceira Pessoa POV.

O ambiente não era nada agradável e nem grande. Tornava-se ainda menor graças ao número de pessoas que se encontrava nele. Todos enfileirados, próximos a parede, observando o chefe andando de um lado para o outro, o rosto sério e fechado.

Ninguém ousava dizer nada, ninguém ousava sequer respirar diferente. Desde que Isabella havia escapado, desde que o FBI entrara na história, que ele estava assim. Um suspiro a mais o fazia explodir – e ninguém queria ter o mesmo fim que um dos companheiros de Black tivera ao contrariá-lo.

- Mas que... porra! – Sua voz ecoou firme pelos cantos da sala e seus punhos se fecharam, encontrando a parede. – Preciso da Isabella, por causa do filho da puta do meu pai. E agora não posso sair do país! Eles conhecem os meus truques, sabem o que irei tentar... Que merda!

Seus passos se tornaram mais enfurecidos e xingamentos saíam a todo o momento de sua boca. Ele não estava particularmente com ninguém, mas todos ali tremiam.

O chefe se tornava pior a cada dia que passava. Antes ele era bem mais controlado. Agora qualquer coisa o tirava de sério.

- Tenho que pensar em alguma coisa – sussurrou. – Nem que eu tenha que me casar com ela e matá-la depois. Eu preciso dessa empresa.

Depois, respirando fundo, ele se virou para todos e os fitou.

- Todos – começou – agora vão começar a pensar em uma maneira de trazer Isabella até a mim. Quem conseguir que ela venha, terá um prêmio. Eu prometo.

E nunca, em toda a sua vida, Jacob Black havia quebrado uma promessa.

Edward POV.

Era estranho, às vezes, estar trabalhando e ter que conviver com vários agentes do FBI andando de um lado para o outro, disfarçados, no hospital. Assim como também era bem incômodo tê-los vasculhando a vida de meus pacientes, para conferir se eles não eram capangas disfarçados.

Mas eu aceitava isso.

Porque era pela segurança da minha esposa e da minha filha.

Era para a segurança da minha família, para a segurança de todos nós.

A cada dia que passava eu me via mais apaixonado por Bella e mais apaixonado por Anna, nossa pequena garotinha de seis meses. Tinha uma foto das duas no meu consultório, ambas sorrindo, e eu me sentia como um bobo apaixonado toda vez que algum paciente comentava o quão lindas elas eram e o quão minha filha parecia comigo.

E ficar em casa também era algo maravilhoso.

Anna conseguia ficar sentada já e seu corpo já era mais durinho. Ela conseguia se sustentar sozinha. Seus olhos verdes demonstravam curiosidade e as gargalhadas que ela dava era a coisa mais linda que eu já tinha ouvido.

Eu e Bella podíamos ficar ali, com ela, todas as noites, que estaríamos felizes. Eu mal conseguia acreditar, às vezes, que ela era mesmo minha filha. Que aquele anjo era algo que eu havia feito, junto da mulher que eu amava.

E estar com Bella, daquele jeito, sabendo que tudo o que ela havia feito era para nos proteger, era algo também que não tinha preço. Senti-la novamente comigo, em meus braços, como minha e de mais ninguém, sabendo que ela nunca deixara de me amar...

Não tinha preço.

Era só tudo acabar, o Jacob ser preso e o FBI ir embora, que eu pretendia pedi-la em casamento.

E queria, dessa vez, tudo certo. No civil e na igreja, com direito a uma grande festa, a convidados, a tudo o que tínhamos direito.

Tinha que ser perfeito.

E seria. Porque ela e a Anna estariam lá.

Minhas duas princesas.

E era só a hora de ir para casa chegar que eu me via com um sorriso no rosto, nem me importando que dentro do meu carro dois agentes iriam comigo, enquanto um carro nos seguia atrás.

Tudo pelas duas. Tudo pela minha família.

Mal conseguia conter meu sorriso ao estacionar o carro e sair dele, sem me importar com os carros a nossa volta. Entrei em casa e coloquei minha maleta na mesa, logo após trancar a porta. Encaminhei-me até o andar de cima e estranhei que Anna não estivesse no berço. Eu tinha ficado até um pouco mais tarde e ela sempre dormia cedo. Segui, então, até o quarto que eu dividia com Bella.

Bella estava deitada em nossa cama, nossa filha ao seu lado, com os olhos fechados. Os de Bella estavam abertos e ela sorria.

- Ei. – Aproximei-me com cuidado e dei um beijo em sua bochecha. – Está tudo bem?

- Oi. – Ela sorriu, corando um pouco. – Anna está um pouco irritadinha hoje, ela tem mais um dentinho nascendo.

- Oh. – Sorri, feito um bobo. – Ela demorou a dormir?

- Sim – suspirou. – Chorou um pouco e não quis mamar nem comer. Eu passei aquela pomada que você comprou e ela dormiu por agora. É uma pena que vou ter que acordá-la para comer.

Assenti.

- Eu vou tomar um banho rápido, ok? – sussurrei. – Quando eu sair do banho, a gente a acorda e vê se ela come.

Bella somente sorriu.

Meia hora depois, quando saí do banho, encontrei Bella sentada, a TV ligada baixinho e Anna ainda dormindo. Aproximei-me das duas, depois de acender a luz, e me sentei do outro lado da cama, deixando Anna entre nós dois.

- Vai amamentá-la? – perguntei, já pegando Anna cuidadosamente no colo. Ela resmungou um pouco, mas abriu os olhos e ficou quietinha no meu colo.

- Vou – sorriu. – Não quero dar nada para ela comer agora.

Assenti.

- Ei, princesa. – Beijei sua testa.

Não demorou muito até que Bella a amamentasse e ela estivesse dormindo de novo. Eu a levei para o berço e voltei para o quarto.

- E você, minha princesa... – Puxei-a para meus braços. – Como foi seu dia?

- Normal – deu de ombros.

- Bella... – suspirei. – Está tudo bem?

- Só preocupada. – Sua voz não passava de um sussurro. – Jacob anda quieto demais.

Eu a apertei mais em meus braços.

- Eu sei, princesa, eu sei. Mas viver com esse medo não vai adiantar muita coisa. Estamos sendo protegidos; todos nós. Vai dar tudo certo, você vai ver.

- Eu te amo, Edward.

- Eu também te amo, Bella.

- Quer que eu faça algo para você comer? – Ela murmurou, seus olhos se fechando.

Eu ri baixinho, beijando sua bochecha.

- Não precisa, amor. Eu comi no hospital.

Bella POV.

Acordei de madrugada escutando um resmungo vindo da babá eletrônica. Com cuidado para não acordar Edward, desvencilhei-me de seus braços e desliguei o aparelho. Ele tinha trabalhado até mais tarde hoje e eu sabia que ele estava cansado.

Dirigi-me até o quarto de, encontrando-a acordada. Seus olhos verdes estavam abertos e ela chorava um pouquinho.

- O dente está incomodando de novo, meu bem? – Ergui-a no meu colo e encostei meu rosto no dela. Suspirei. Ela estava com febre.

Infelizmente eu teria que acordar Edward.

Voltei para o quarto, com ela no meu colo, e acendi a luz.

- Edward? – chamei. Ele se mexeu um pouco. – Edward?

Seus olhos se abriram e ele piscou algumas vezes, um pouco confuso.

- Algum problema? – sussurrou, se sentando.

- Anna está com febre – suspirei. Ela estava mais calma, agora que eu a tinha pegado no colo, mas ainda reclamava um pouquinho.

Entreguei-a para Edward e peguei o termômetro. A febre dela não estava muito alta, mas ele mesmo deu um remédio para ela e disse para eu dormir, que ele ficaria acordado.

- Você trabalha amanhã – murmurei. – Eu fico com ela.

- Não, princesa – riu. – Eu estou de folga amanhã.

Confesso que não discuti muito depois disso.

Terceira Pessoa POV.

- Esse plano é brilhante. – Ele riu alto, sem conseguir acreditar que tudo daria certo. – Eu tenho certeza de que vai dar certo.

O garoto que havia proposto o plano sorria ao ouvir o chefe dizer aquilo.

- Obrigado, Freddy. – Deu-lhe uns tapinhas generosos nas costas. – Você vai ser recompensado por isso, garoto.

E saiu, sem dizer absolutamente mais nada.

Agora era hora de colocar o plano em ação.

Bella POV.

­

Os dias se tornaram semanas e logo Anna completava seus sete meses e depois oito. Agora uma mulher nova, do FBI, ficava conosco dentro de casa. Eu não conseguia confiar muito nela, mas ficara calada. Para ela estar ali, era porque confiavam nela, não era? E além do mais, havia vários carros com vários agentes do lado de fora da minha casa.

- O Edward vai chegar mais cedo hoje, Cathy. – Sorri para ela. – Então, você poderá ir embora.

- Tudo bem. – Ela sorriu. – Se você quiser ir tomar um banho, pode. Como você disse, o Dr. Cullen vai chegar daqui a pouco e a Anna está dormindo.

- Eu posso esperar – ri. – De verdade.

- Você quem sabe – deu de ombros. – Mas pode ir. Vou ficar sentada aqui, vendo TV e você pode levar a babá eletrônica para o banheiro.

- Não precisa. – Eu realmente não queria ir. Não sabia dizer por que, mas sentia que devia ficar ali. – Vou até a cozinha, fazer o jantar. Se quiser ir embora, pode ir.

- Vou esperar.

Eu assenti e dei as costas, indo até a cozinha. Não sei dizer quanto tempo passou, até que eu ouvisse um barulho atrás de mim.

Virei-me só minha cabeça e vi que era Cathy ali, encostada na parede.

- Precisa de ajuda? – perguntou.

- Não – ri. – Não precisa.

Eu me virei novamente e demorou algum tempo para eu perceber que Cathy estava bem atrás de mim.

- O que...

Só que eu realmente não me lembro de muito mais depois que ela bateu algo em minha cabeça. Simplesmente fechei os olhos e não vi mais nada.

Edward POV.

Eu não sabia explicar porque estava sentindo essa vontade enorme de ir embora para casa, só sabia que queria mais do que nunca estar com Bella e Anna.

Mas faltava um paciente. Depois eu podia ir para minha casa.

Porém, antes que eu pudesse chamar a minha paciente, um dos agentes disfarçados entrou na minha sala, sem ao menos bater.

- Dr. Cullen. – Ele estava muito sério. – Já avisei aos seus outros familiares. Acho melhor o doutor ir para casa.

Notas finais
N/A: Ei, amores, como vão? Eu sei que demorei quase vinte dias para postar esse capítulo, mas as coisas estão extremamente agitadas e esse capítulo não queria sair de jeito nenhum. Saio de casa, agora, antes das sete da manhã e só chego quase sete da noite. Até sábado de manhã tenho aula agora, então é tenso escrever.

Enfim, a fanfic está entrando na reta final. Acredito eu que vão haver mais três capítulos e o epílogo, então... É isso.
Desculpem-me mesmo pela demora e vou tentar não demorar tanto com o próximo. Tentar. Porque na semana que vem tenho simulado sábado e domingo :/.

Beijos, beijos e até o próximo.

Deh C.

/ Frii (L)

N/B: Estou rindo histericamente aqui, mas de nervosismo. Déborah, estou com uma imensa vontade de ir aí em BH te bater e minha mãe perderá uma sobrinha, Just it.