Only Girl

9 Capítulo Oito - Scared


Notas iniciais
Ei, ei 'o'

Bella POV.


Eu ofeguei, extremamente nervosa. Tinha que ser uma alucinação, um pesadelo, ou qualquer outra coisa do tipo! Esse tempo que fiquei longe do México tinha sido tão bom, eu consegui viver de verdade e agora parecia que tudo não tinha existido.

Ou, talvez, fosse uma pausa. E era hora de voltar a vida real.

- Não vai me convidar a entrar, Bella? – Jacob perguntou, sorrindo. Eu senti meu coração acelerar, mas não como acelerava com Edward. Agora, eu estava com medo. Eu estava assustada.

- Vai embora – pedi, com a voz mais firme que consegui.

- Ora, Bella, você realmente não vai me convidar a entrar e me apresentar ao seu maridinho? – Seu tom de voz era cínico. Eu me senti tremer quando ele disse maridinho.

- Jacob, vai embora – pedi mais uma vez. – Eu vou chamar a polícia, se você não sair daqui.

- Não vai, Bella – riu. – Eu sei que não vai. E você também sabe, afinal, não quer que nada aconteça ao... Edward, não é?

Eu tremi.

- Jacob...

O celular dele tocou, interrompendo o que eu iria dizer.

- Infelizmente eu tenho que ir – disse ao olhar seu celular. – Mas não pense que eu me esqueci que temos um assunto interminável, Bella. Eu volto qualquer dia desses. E nem ouse pensar em fugir.

Ele saiu e eu fechei e tranquei a porta, tremendo. Fui até a cozinha e desliguei tudo.

Eu estava tremendo demais. De repente, senti uma imensa vontade de vomitar tudo o que havia colocado para dentro durante o dia. Corri para o banheiro do quarto que dividia com Edward ao mesmo tempo em que o ouvia me chamar do andar debaixo.

- Bella? – repetiu, já subindo as escadas.

Eu vomitei violentamente, apoiando-me e tentando respirar fundo. Não demorou para que eu sentisse uma mão de Edward segurando meus cabelos e a outra acariciando minhas costas.

Ele mesmo deu descarga e me ajudou a levantar quando terminei. Escovei os dentes rapidamente, com Edward ainda me apoiando, e suspirei.

- Você está bem? – Seus olhos preocupados me analisavam.

- Sim – suspirei. – Foi só uma comida estragada que eu comi na lanchonete hoje.

Edward insistiu para que deitássemos um pouco. Eu ainda tinha a conversa de Jacob em minha cabeça e não consegui relaxar; tinha medo do que ele fosse querer agora.

Uma hora depois de ter tomado um remédio, Edward me arrastou até a cozinha e me fez comer.

- Pronto – disse, dando um beijo em minha testa. – Eu não quero minha mulher doente.

Eu tentei sorrir, mas pareceu mais uma careta.

- Agora nós vamos deitar e dormir – disse. – Eu quero a senhora descansando.

- Edward... – murmurei.

- Sem discussões – sorriu. – Eu vou apenas tomar um banho e me deito com você, está bem?

Eu assenti e me deitei, encolhendo-me na cama.

O que Jacob poderia querer agora, meu Deus?

Será que eu nunca poderia ser feliz na minha vida?

Edward POV.

Bella permaneceu quieta durante o resto da noite. Ela quis que eu ficasse perto dela e grudou em mim durante o resto da noite. Eu não consegui dormir bem, confesso. Fiquei analisando seu rosto perturbado.

- Não, Edward, por favor, não me deixe... – Sussurrou Bella, durante o sono.

- Estou aqui, meu bem – murmurei, abraçando-a. – Estou aqui.

Eu queria que ela se abrisse e me contasse o que estava acontecendo, mas Bella parecia tão calada, tão quieta. Eu tinha medo de que ela se fechasse demais.

Preocupado com ela, decidi tirar a manhã de folga. Iria levá-la para passear um pouco.

_

Na manhã seguinte, coloquei meus planos em prática. Levantei cedo, liguei para o hospital e consegui deixar tudo resolvido pela manhã. Eu só teria que ir até lá depois do almoço.

Arrumei o café da manhã e coloquei tudo em uma bandeja, levando até o quarto. Bella parecia mais tranqüila e eu até fiquei com dó de acordá-la, mas eu tinha, se quisesse fazer tudo o que eu queria fazer.

- Bella? – sussurrei, beijando sua bochecha. Ela gemeu e se encolheu mais contra a cama. Eu sorri. – Princesa?

- Hmmm... – murmurou, sorrindo. Seus olhos se abriram e ela sorriu ainda mais. – Bom dia.

- Bom dia, meu bem – ri. – Vamos, vamos tomar café!

- Nossa, que animação é essa? – perguntou, se ajeitando na cama.

- Vamos passear! – ri mais uma vez.

Bella estreitou os olhos para mim, mas deu de ombros. Nós comemos em meio a risadas. Eu me senti bem por ver que Bella parecia melhor.

- Agora vá tomar um banho bem quentinho – disse, assim que terminamos. – E nós vamos sair!

- Edward – riu –, eu trabalho.

- Na verdade – sorri –, hoje não. Eu liguei para a Carmem e ela mandou que eu deixasse descansar essa manhã. Você e eu só trabalhamos depois do almoço.

Por fim, Bella foi se arrumar. Eu fiquei esperando-a no andar debaixo, e ela logo apareceu, toda linda. Estava simples, como sempre. Seus cabelos presos em um rabo de cavalo, usando uma camisa branca e jeans.

- Pronto – riu. – Aonde vamos, afinal?

- Passear – sorri. – Como um casal.

Eu senti seu sorriso vacilar um pouco, mas decidi ignorar. Eu sentia que Bella estava era um pouco carente, então apenas tirei-a de casa.

Bella POV.

Nós passeamos durante a manhã e foi maravilhoso. Eu ainda estava um pouco apreensiva quanto ao Jacob, mas tinha decidido ignorar. Ele não podia fazer nada mais, certo?

Eu, pelo menos, esperava que não pudesse.

Nós almoçamos fora e depois, Edward me levou em casa onde peguei apenas um casaco. Ele pegou sua maleta e nós seguimos em direção a lanchonete.

- Ah, Bella, espere. – Edward me disse quando eu já ia descer do carro. – Tome.

Eu peguei o aparelho celular de sua mão e o fitei.

- Hmmm... Aceite, ok? – riu quando viu minha carranca. – Bella, é apenas um celular.

- Edward... – comecei.

- Caso você precise me ligar – cortou-me –, ligue. Assim não precisa ir até telefones públicos nem nada do tipo.

- Tudo bem – bufei. – Até mais tarde.

- Até. – Ele se inclinou e me deu um selinho. – Não coma nada estragado, por favor. Eu te amo.

Eu sorri, feito uma boba.

- Eu também te amo.

Eu entrei na lanchonete, feliz.

_

Cheguei em casa no mesmo horário de sempre, já correndo até o banheiro e tomando um banho longo. Deixei o celular que Edward me dera jogado na cama; se ele precisasse me ligar, ligaria para o telefone fixo, então não havia necessidade de andar com o celular de um lado para o outro. Desci, animada, e fui preparar o jantar.

Estava começando a descascar as batatas quando ouvi o barulho do celular tocando lá de cima.

- Droga – murmurei.

Corri até o quarto e peguei o telefone. Era uma mensagem.

Eu estava na metade das escadas quando decidi lê-la.

E isso me assustou.

Você e o seu Edward formam um casal lindo, uma pena que isso não vai durar muito, não é, Bella? Não pense que eu me esqueci de você. Tenho algumas coisas para resolver, mas logo irei aparecer. Estou ansioso pelo nosso próximo encontro, querida.

Como Jacob conseguira o número do telefone que eu havia acabado de ganhar?

E... Meu Deus! Ele estava me seguindo agora?

Nervosa, atrapalhei-me na hora de descer as escadas, e quando dei por mim, estava no chão. Minha perna esquerda doía muito.

Eu havia caído nela.

- Droga – choraminguei.

Com as mãos trêmulas, peguei o celular que havia caído ao meu lado e apaguei a mensagem que Jacob mandara. Apoiei-me no corrimão e me ergui, sentindo as lágrimas escorrerem ao tentar apoiar minha perna esquerda no chão.

Eu sabia que se ligasse para Edward ele iria se desesperar. Decidi, então, ligar para um táxi.

Foi com dificuldade que cheguei até a porta, pegando a bolsa que, graças a Deus, eu tinha deixado no sofá. O táxi não demorou nem mesmo dez minutos para chegar.

Eu lhe dei o endereço do hospital. O trânsito estava bem tranqüilo, então não demorou muito e tínhamos chegado. O taxista me ajudou a entrar e me colocou apoiada no balcão da recepção.

- Sem troco – murmurei, depois de lhe entregar uma nota de vinte dólares. O homem sorriu e agradeceu. Eu me virei para a moça que estava ali. – Boa noite. Você poderia chamar o Dr. Cullen?

- Do que se trata? – Sua voz era monótona.

- Sou a esposa dele.

Ela assentiu e pegou o telefone.

- O Dr. Cullen está no terceiro andar, senhora. Acha que pode ir até ele?

- Não posso – suspirei. – Acho que quebrei a perna... Não tem como pedir a ele para vir aqui?

- Claro – sorriu. – Acho que a senhora deveria se sentar.

Foi com dificuldade que consegui me arrastar até as cadeiras que haviam ali. Eu percebi que tinha alguns machucados leves no braço. Fora isso – e minha perna, provavelmente quebrada, estava bem. Respirei fundo. Até quando Jacob atrapalharia minha felicidade?

Edward estava demorando muito e eu me via incapaz de agüentar aquela dor.

Peguei meu celular e disquei os números de Edward.

- Oi, princesa. – Ele atendeu imediatamente. – Já chegou em casa?

Recepcionista imprestável. Olhei para o balcão; ela nem estava ali mais.

- Hmmm... Edward? É... Alguém te avisou alguma coisa?

- Avisar? Por quê? Aconteceu algo?

- Eu estou bem, não precisa se preocupar – disse. – Eu só acho que quebrei a perna...

- Bella! Onde você está agora?

- Na recepção do hospital...

- Aqui? Fique parada, está bem? Eu estou descendo.

Ele desligou, sem me deixar falar nada. Eu fechei meus olhos.

Então, meu celular tocou.

Era mais uma mensagem.

Continua desastrada. Pelo jeito, as coisas nunca mudam. Procure ter mais cuidado na hora de andar, Bella. Você sabe que eu preciso de você.

Eu apaguei a mensagem rapidamente, minha respiração vindo rápido. Tentei me acalmar.

Ele só quer fazer com que eu me sinta assustada... Só isso.

Vi Edward andando em minha direção rapidamente. Eu tentei me levantar, mas minha perna tinha piorado muito, então tudo o que pude fazer foi gemer de dor.

- Bella! – A voz de Edward parecia um pouco mais controlada. Ele se ajoelhou a minha frente. – O que foi que aconteceu?

- Eu caí – suspirei. Edward tocou minha perna esquerda e eu gemi. – Da escada.

Edward disse alguma coisa, mas eu estava com dor demais para conseguir prestar atenção. Ele me pegou no colo, ignorando os olhares alheios, e me levou para a ortopedia.

Mais tarde, ambos saímos do hospital. Eu, com a perna quebrada, e muletas, e Edward, com um receituário na mão.

- Vamos passar em uma farmácia e vamos para casa – disse, ajudando-me a entrar no carro. Ele deu a volta e entrou. – Como conseguiu chegar até aqui, Bella?

- De táxi – dei de ombros. Observei o enorme gesso na minha perna e suspirei. Como é que eu iria trabalhar agora?

- Por que não me ligou, assim que caiu?

- Porque você estava trabalhando, iria ficar preocupado, e eu iria acabar te atrapalhando.

- Bella... – suspirou. – Você não me atrapalha, princesa. Quanto a isso, pode ficar despreocupada, ok?

Nós paramos em uma farmácia e Edward me fez ficar no carro, esperando por ele.

Assim que chegamos em casa, ele me ajudou a trocar de roupa, me deitou e me deu os remédios.

- Eu iria fazer o jantar – murmurei. – Desculpe.

Edward revirou os olhos.

- Não se preocupe com isso – sorriu. – Vou pedir uma pizza, o que acha?

- Hmmm... Seria ótimo.

Ele pegou o celular e discou. Eu fique ali apenas fitando-o, sem conseguir imaginar se no futuro estaríamos juntos.

Será que, algum dia, Jacob poderia me deixar em paz?

Assim que Edward desligou, eu me aninhei em seus braços e suspirei.

- Eu te amo – murmurei.

Eu senti-o sorrir.

- Eu também, princesa. – Ele ajeitou minha perna. – Hmmm... Está com dor?

- Não. Eu vou ter que ficar com esse gesso durante quanto tempo?

- Duas semanas. E eu tirei folga. Não quero a senhora, nem por um minuto, sozinha.

- Edward – corei –, eu não quero te atrapalhar no serviço.

- Bella – revirou os olhos –, aquele hospital me deve mais de cinco meses de férias. Acredite em mim quando eu digo que duas semanas não me afetarão em nada.

- Mas eu posso ficar aqui – insisti. – Tudo bem que eu não sei como vou trabalhar, mas...

- Você não vai trabalhar – disse-me. – Eu já liguei para Carmem e lhe disse. Ela mandou melhoras e disse que viria te visitar qualquer dia desses.

- Edward!

- Nem adianta discutir, princesa. Meu trabalho aqui é apenas cuidar de você.

E eu somente o abracei, incapaz de dizer qualquer coisa.

_

Duas semanas depois, me livrei do gesso.

Eu estava super contente; além de não ter mais que me preocupar com usar muletas, Jacob não me mandara mais nenhuma mensagem.

Nessas duas semanas, eu e Edward ficamos juntos o dia todo! Nós saímos diversas vezes – de carro. Visitamos seus pais, conversamos muito com Jasper, Alice, Rose e Emmett. Eu me sentia totalmente da família e Edward parecia imensamente mais feliz cada vez que me via conversando com seus pais, irmãos e cunhadas.

Ele tinha voltado a trabalhar hoje, mas eu voltaria só daqui a dois dias. Estava me sentindo bem, e jogada no sofá, assistindo a TV.

Ouvi a campainha tocar e me encolhi. Não iria atender, não iria...

Alguns minutos depois, escutei meu celular tocar. Tremendo, estendi a mão e peguei-o.

Não quer atender a porta? Tudo bem, eu deixo. Mas vou lhe avisando, Bella, eu não vou desistir. Sua felicidade está contada. E, acredite em mim, se não fizer o que eu quiser, aqueles que você ama, irão sofrer.

Trêmula, deixei o celular cair no chão. E chorei.

Chorei porque eu percebi que Jacob nunca me deixaria em paz.

Ele sempre iria me ameaçar, sempre iria me perseguir.

E agora?

O que seria de mim e Edward?

Notas finais
N/A: Jacob mal, não é? Coitada da Bella... Cortou-me o coração escrever esse capítulo! D:

E agora? O que vai da Bella, tadinha?

Comentem, comentem, amores.

Beijos, beijos e até o próximo :*

Deh C.

/ Frii (L)

N/B: Gente que babado esse Jacob chegando do além... Aff, ele bem que podia ficar no México forever alone lá u.u
Então, queridinhos da tia –nnnn haha Comentem, ok?

Beijos,

Frida.