Only Exception

5 Bônus: Gently.


Notas iniciais
Como sabem, os bônus sempre serão narrados pela Brenda. Primeiramente, peço muito obrigado para a Izzy Lessa que recomendou a história tão assim, no começo. Em um começo que eu já estou amando passar com vocês. Considere esse bônus um mergulho a mais para você nessa história. Esse capítulo foi difícil de escrever, eu tive ele escrito em um caderno e depois tive que passar para o computador e passar para a Emy ler. Se sentem magoados pela Emy ler primeiro? Relaxem, ela apenas melhora o enredo da história. Com as aulas começando, provavelmente os capítulos vão demorar a serem postados.

Estampado com um sorriso em sua face, Thomas parecia absolutamente confortável em estar andando ao meu lado no meio do Phlis mas no fundo eu sabia que ele estava extremamente nervoso e desconfortável. A cada passo que andávamos eu encontrava pessoas conhecidas por Miami, para mim aquilo era natural, para Thomas, sempre perguntava minha relação com as pessoas e o porquê delas me olharem daquela maneira.

A verdade era que todas as pessoas me conheciam do colegial e que nessa época era o tempo delas voltarem de suas Universidades para visitarem suas famílias. Ou apenas eram pessoas que Jorge conhecia de suas festas e falava de mim como se eu fosse o amuleto de sorte dele.

Thomas permanecia calado ao meu lado e minha mente se virou para ele. Pensando no beijo e em como eu fiquei animada por ele realmente tentar. Todos os momentos com o Thomas eram diferentes, ele tinha um humor modificado cada vez que deixava sua mente pesar em algo. Em um momento ele queria se afastar de sua ex e no outro queria voltar para os braços dela.

Eu nunca tinha conhecido alguém assim e nunca pensei que iria me interessar por alguém assim. Sabia que seria passageiro mais eu não podia deixar aquilo virar uma bagunça e se transformar apenas em uma visita.

Entrei em sua frente, impedindo-o de caminhar adiante. Thomas parou de olhar para os cantor e me observou por um momento. Suas mãos caíram para dentro do bolso de sua calça e ficaram esperando por algo.

— Se você quiser, — Repensei por alguns segundos no que dizer até algo sair. — podemos voltar.

— Você está nervosa. — Ele ri se divertindo da minha expressão.

— Eu estou apavorada. — Respondo, com rapidez. — Olha, eu nunca...

Thomas me interrompeu.

— Você nunca namorou? Você nunca transou e nunca pensou na possibilidade de estar com um cara como eu? — Thomas faz um ato levantando cada dedo enquanto fala. — Isso é totalmente clichê, Brenda.

— Você é patético. — Afirmo.

— Clichê. — Diz Thomas.

— Estamos em Miami. — Jogo minhas mãos para o lado. — Cada pedacinho desse lugar tem uma história clichê.

— Poderíamos ser uma. — Cogito que Thomas provavelmente estava pensando alto.

— Se, — Enlaço seu braço no meu. — você tivesse me conhecido quando eu tinha 16 anos, e você fosse totalmente um badass.

— O que eu absolutamente não sou. — Thomas joga a cabeça para o lado rindo.

— Eu não entendo. — Digo, de repente.

Thomas me olha procurando uma continuação.

— Como é possível você se apaixonar pela única pessoa que você esteve na vida? — Por um momento, quero totalmente bater em minha cara por falar isso.

— Aqui vai uma, — Ele diz, sem nenhuma expressão estranha. — a gente acha que é especial e tenta de tudo para dar certo, mesmo quando não é o certo. E talvez, isso seja o destino dizendo para encontrar outra pessoa.

— O destino é um canalha. — Thomas concluí.

— Totalmente.

— Eu não me importaria de fugir do destino. — Thomas dá ombros.

— Faz tempo que eu fujo dele. — Sussurro.

Encontramos um daqueles bancos de metal e Thomas se senta logo que coloca seus olhos nele. Ele está alguns passos a frente de mim e eu sigo-o com calma até me sentar ao seu lado.

Ele joga sua cabeça para trás e fecha os olhos. O sol ilumina seu rosto e

— Sempre foi assim? — Arqueei-o as sobrancelhas com sua pergunta. — Você fugir, quero dizer.

— Eu tive alguém especial, uma vez, não acabou bem. — Digo, tentando parecer usual.

— O quão dramático foi? — Thomas diz se jogando para a frente.

— O mais dramático possível.

— Brenda! — Thomas vozeirou chamando a atenção de algumas pessoas. — Você era a garota que se apaixonou pelo o primeiro cara que ficou?

— Claro que não! — Afirmei, imediatamente.

— Eu não acredito em você. — Ele diz em meio de risos.

— Então estamos empatados. — Levantei puxando minha bolsa para o meu ombro. Me virei esperando ele se levantar.

— É estamos. — Thomas diz se levantando e caminhando para perto de mim.

Eu conseguia enxergar cada pedaço de Thomas, eu conseguia ver que ele era mais um garoto apaixonado pela a pessoa errada. Eu não poderia pensar naquilo, Thomas em apenas dias se tornou uma tentação e eu sabia que eu poderia ser pior que Teresa para ele. Apenas negava, eu poderia consertar ele, assim como ajudei Mark, mas do mesmo modo eu iria machucar ele e sairia machucada também.

Eu estava repetindo uma história que prometi a mim mesma a não fazer. Eu sabia que me afastar de Thomas só pioraria e que se ter as mãos enlaçadas em sua nuca beijando-o era uma promessa quebrada minha, eu iria continuar com aquilo, para sempre.

Enquanto ele não se machucar, eu irei continuar. Estou indo totalmente indo para a frente, sem me importar em olhar para trás.

— Você é patético. — Repito.

Thomas sorri com satisfação.

— Você beijou um patético. — Ele rebateu.

— E eu me odeio por isso. — Digo, enquanto aproximo meu rosto do seu.

Em breves segundos eu tive a vontade de beijar Thomas, porém desviei meus lábios para sua bochecha onde deixei um beijo. Thomas tinha prendido a respiração por pensar que eu iria beijá-lo.

— Quer algo para beber?

Thomas sorri.

— Deixe que eu pego. — Thomas diz me impedindo de ir.

— Você não vai conseguir bebidas de graça.

Thomas virou as costas e andou até se aproximar de um pilastre qual ele apoiou suas costas.

Caminhei até as barracas que bebidas. Logo me deparei com Jorge servindo as bebidas para algumas meninas que gargalhavam de algo. A barraca quase não tinha espaço para alguém fazer pedidos, em dias de calor era sempre assim. Aproximei-me da barraca entrando pela pequena porta que separava os clientes dos funcionários.

Logo, Jorge percebeu minha presença. E sussurrou algo com uma garota que estava conversando e caminhou até a mim.

— O que está fazendo aqui? — Perguntou Jorge enquanto limpava sua mão no avental.

— Pegando uma bebida. — Respondo enquanto abro a geladeira ao meu lado.

— Para duas pessoas? — Jorge aponta para as duas latas de refrigerante em minha mão.

— Estou com Thomas.

— Então você conseguiu. — Jorge joga seu peso para a outra perna.

— Consegui? — Questionei.

— Fazer ele perceber que estava sendo um idiota.

— Não é assim. — Ralho. — Estou tentando fazer diferente.

— Está tentando fazer Mark sumir de sua cabeça? — Jorge diz como se não tivesse importância.

Olhei para Jorge com desprezo e virei as costas.

— Brenda, — Jorge me chama, gentilmente. — Mark sente raiva de você agora, sente raiva por você ter mentido para ele. Não deixe isso se repetir, — Ele hesita. — Thomas parece ser um cara legal.

— Ele é diferente. — Admito. — E eu nunca iria fazer isso, entende? Nunca.

— Não cuide só do coração dele, cuide do seu também.

.

Jorge estava certo, ele sempre estava certo.

Mark tinha voltado para Miami dia que eu conheci Thomas.

Ele parecia feliz e eu conseguia perceber isso.

— Brenda? — Uma voz do meu passado voltou á tona. Eu conhecia aquela voz, jamais iria esquecer. Mark.

Larguei a chave na porta e me virei surpresa. Ele continuava o mesmo, os cabelos estavam cortados curtos e os olhos acinzentados ainda brilhavam. Ele parecia o mesmo de dois anos atrás, nada nele tinha mudado.

Imediatamente, lembrei de quando ele tinha ido embora. De todas as promessas deles, as promessas que nenhum de nós cumpridos e que agora eu me lembrava de quão horrível tinha sido naquele tempo.

— Olá. — Digo, após dar um longo suspiro. — Você voltou.

— Foi a única coisa que eu consegui prometer, certo? — Ele diz, envergonhado.

— E você continua falando de promessas. — Junto minhas mãos enquanto olho para o lado.

— Vejo que você ainda não desistiu das festas. — Ele diz, seco.

— E você não desistiu de tentar me mudar. — Rebato.

— Você é uma péssima mentirosa. — Ele gracejou. — Finge que não se importa.

— Eu me importo, — Balanço a cabeça. — eu me importei. Mas isso não importa.

— Claro que isso importa. — Com somente dois passos, Mark estava em minha frente olhando fundo em meus olhos. — Diga que você nunca sentiu nada, Brenda. Diga.

— Eu nunca senti. — Me afastei com um pulo para trás. — Eu nunca senti, Mark. Eu só queria fazer você se sentir bem.

Sinto que estou lagrimejando e logo escondo meu rosto com as mãos para Mark não poder ver. Logo que retiro minhas mãos do rosto vejo que Mark ainda está parado, esperando por algo.

— Me desculpe, Mark. — Peço.

— Brenda? — A voz de Thomas invade a minha mente. — Você está bem?

Me viro para ver sua face e logo ele coloca uma de suas mãos em meu rosto gentilmente limpando uma lágrima. Seu olhar tranquilo caí em cima de mim.

— O que aconteceu? — Ele pergunta.

— Eu apenas, — Minha voz saí falha. — eu não sei.

— Vou levar você para casa. — Diz Thomas, autoritariamente.

— Não, — Toco em seu peito impedindo-o. — Podemos apenas nos afastar daqui. Quero ficar sozinha. Com você.

— Alguma ideia boa de um lugar onde não seja cheio em Miami? — Pergunta Thomas ladeado.

— A boate. — Os olhos curiosos de Thomas vidraram em mim. — Está vazia.

.

— Eu preciso falar com você. — Intensificou Thomas, logo depois de entrarmos na boate.

Cruzei os meus braços.

— Em exatamente seis meses eu vou voltar para Londres. — Ele diz se sentando em um banco. — Meus tios, ameaçaram tirar tudo o que meus pais me deixaram se eu não voltasse.

Thomas me olha de soslaio.

— Eu não consegui dar um bom argumento, apenas desliguei o telefone. — Sorrio enquanto ele me conta, aproximando-me.

— Você não pode ficar em Miami para sempre, — Digo, brincando com seu cabelo. — você tem uma vida e com certeza vai ter uma carreira incrível.

— E você? Não pode ficar aqui para sempre.

— Talvez eu entre em alguma Universidade. — Digo, sem importância.

— Brenda, — Ele me chama e eu respondo com um grunhido. — me desculpe.

Thomas se levanta me deixando curiosa com sua atitude.

— Eu não posso colocar você na minha vida e simplesmente ir embora depois. — Thomas diz passando a mão pela cabeça. — Você é inteligente, linda e extremamente maravilhosa. Eu não posso ficar com alguém sabendo que eu ainda não esqueci ela.

— Sempre se trata dela. — Digo, me virando para trás. — Você não entende, certo? Eu não vou parar de tentar, Thomas.

— Brenda...

— Eu não vou parar, e sinceramente eu não me importo de ser levada em uma carona á decepção. — Eu mereço, penso. — Você me beijou e foi simplesmente, incrível. Mas podemos diminuir tudo, podemos começar de um jeito simples.

— As pessoas começam sendo estranhos. — Cruzo os meus braços caminhando em seu caminho.

— Ótimo. — Digo. — Eu sou Brenda.

— E é um gênio. — Thomas repete as mesmas palavras de Jorge o que me faz rir. Ele estica a mão e eu a aperto. — Thomas.

Thomas solta um suspiro.

— Thomas, eu não me importo de ir gentilmente. — Digo, sincera.

— Eu sei. — Ele diz enquanto brinca com uma mecha do meu cabelo. — Eu só queria ter a chance de te beijar hoje novamente.

— Você pode fazer isso. — Respondo antes de sentir seus lábios selados ao meu.

Notas finais
O próximo capítulo será maior e veremos alguém do passado de Thomas voltar. Sim, esse Mark será um problema pra Brenda e ela terá que sobreviver com tudo o que fez. E sim, eu agora estou dando pequenos spoilers, bastam vocês comentarem. Cada comentário, um spoiler.