Only Dreamers

11 Die – Thresh


Notas iniciais
Finalmente, estou aqui. Desculpem a demora.

Meu corpo treme com espasmos de dor. Dobro os joelhos com as mãos nos mesmos e tento normalizar a respiração – o que demora um pouco –. Os clones estão no chão, estirados e com sangue. Aqui o tempo passa realmente muito rápido, tanto que alguns corpos já entraram em decomposição e estão fedendo.

– É agora que a gente vê quem sobrou de nós? – pergunta Clove, cutucando com uma das suas facas um braço de alguém que foi decepado.

– É – diz Cato, confirmando com a cabeça. – É agora.

Clove sai quase saltitando e passa por mim. Depois começa a contar os mortos.

– Que coincidência! – grita Clove, animada. – Os que morreram são os mesmos que morreram no Banho de Sangue. Ah, menos o Noah – ela completa, apontando para Noah, o garoto do 4.

Todos olham para os lados, verificando se o que ela disse é verdade. Realmente, foram os mesmos que morreram no Banho de Sangue, porém o Noah continua vivo. A garota do 3, o garoto do 5, ambos do 6 e do 7, o garoto do 8, os dois do 9 e a garota do 10 são os que acabaram de morrer. E agora eu acho que eles vão apodrecer por aqui mesmo.

– Como eles morreram? – questiona uma Carreirista, que é a do 4.

Olho para o clone de Glimmer. O rosto está completamente inchado – e boa parte do corpo também –, resultado do ataque das teleguiadas. O cadáver do clone da garota do 4 também está assim.

– Parecem que foram enviados para cá – sugere Cato. – Talvez tenha sido isso.

– Nós vamos recolher os corpos? – pergunta Glimmer. – Ou vamos deixar eles assim?

– Botar fogo – diz Clove, já com um isqueiro na mão. – Vou precisar de álcool, então já podem providenciar.

– Eu vou – Finch começa a correr para um computador gigante que está perto dos sofás. No caminho ela tem que desviar de cadáveres e pular sobre algumas armas. – Só preciso descobrir alguma coisa sobre a configuração...

Ela começa a mexer ali, fuçando nas partes internas do negócio. Demora menos de um minuto. Ela liga a tela e vai para algum outro cômodo.

– O que ela está fazendo? – pergunta alguém, é o garoto do Distrito 10, aquele com o problema no pé.

Finch volta com um tubo de álcool e joga nos corpos mortos que estão no chão. Ela faz uma dancinha, e depois sai.

Ótimo! – grita Clove. – Vai queimar. Acho melhor vocês saírem de perto.

– Nós não vamos morrer, anã – grita Glimmer como se odiasse a Clove. E talvez ela odeie. – Esqueceu?

– Acha mesmo que agora eu vou acreditar que nós não podemos morrer? – pergunta ela, com ódio. E eu acho que ela tem razão. Agora eu nem sei mais se nós vamos viver até amanhã.

Notas finais
Eu estou meio desanimado porque eu tenho 11 leitores nessa fic (que estão acompanhando), e só 4 comentam. Então deixem reviews para mim :)