Only Best Friends
29 Liberdade
Capítulo dedicado pra Juliana idiota que fica me ameaçando e me enchendo o saco no twitter! Me ama demais!
O telefone ainda tocava, mas eu não tinha forças para atende-lo. Ele tocou mais algumas vezes e depois parou. Eu sai do chão e me deitei na cama, ainda chorando. Eu não acredito, to eu aqui nesse quarto de novo, trancada, chorando. Havia se passado uns minutos desde a ultima vez que o celular tocou... uma meia hora já tinha dado será?
Só sei que escutei batidas na janela, me levantei assustada a encarando e acendendo o abajur, dei de cara com o Justin ali, eu quase cai pra trás de susto, só não se tornou uma cena engraçada pois estavam os dois tristes. Ele pediu para mim abrir e eu disse que estava trancado. Forcei a janela, mas não deu em nada, ele também tentou e não deu.
Ele se sentou encostado na janela pensando no que fazer e eu apenas procurava algo pontudo para tentar abrir. Comecei a revirar as gavetas de uma forma silenciosa, caramba, eu tinha que ter algo pontudo! Comecei a fuçar mais um pouco e encontrei aqueles abridores de carta que parecem facas sabem?
Forcei a fechadura da janela, mas ela não se abriu, faltava força pra menina que estava magra, pálida e chorando! Fiz a maior força que consegui, mas não deu. Quebrar não ia ser a solução, eu não ia passar por esse buraquinho! Me sentei no chão não acreditando no que estava acontecendo, separados por uma janela de vidro minúscula! Justin pegou o celular e ligou pra mim.
-Porque não me atendeu antes? – ele disse meio bravo, pela janela eu via as suas expressões e lia seus lábios.
-Desculpa, eu estava chorando! Meu pai me trancou aqui de novo, tiraram fotos da gente! – eu disse o olhando pela janela.
-Consegue abrir? – ele disse calmo.
-Não, eu to muito fraca pra isso! – eu disse limpando algumas lágrimas.
-Bom, eu não sei o que fazer, não tem nada aqui pra abrir essa janela!
-Eu não sei mais o que fazer, minha vida ta um inferno! – eu disse começando a chorar de novo.
-Por favor meu anjo, não chora! A gente vai fugir, a gente vai ser feliz! – ele disse dando um sorriso fraco tentando me consolar.
-Eu te amo tanto! Eu não sei como vai ser o futuro, como vai ser a nossa vida daqui pra frente, mas o que eu mais quero no momento é fugir com você, eu quero ficar com você! – eu disse limpando as minhas lagrimas e sorrindo fraco.
-Eu te amo! Eu não vou desistir de você! Eu tenho um plano! – ele disse.
Ele me contou exatamente o que eu tinha que fazer, eu sorri com isso! Ele me deu tchau pela janela e a minha vontade era apenas de quebra-la, mas não ia adiantar porra nenhuma. Me troquei e dormi. No dia seguinte acordei com uma dor de cabeça horrível, mas nada ia me atrapalhar, nada!
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Me troquei e me olhei no espelho, estava decido, era isso que eu ia fazer, eu não vou voltar atrás! Desci as escadas e todo mundo estranhou eu estar de mochila. Tomei meu café da manha em silencio como mais um dia. Entrei no carro e passei o caminho inteiro encarando aquelas ruas que talvez eu passe um bom tempo sem encarar.
Estávamos a alguns quarteirões da escola, parados em um sinal. Pedi o telefone de Gui emprestado discretamente e ele me passou, eu tinha que avisar meus amigos, eu queria muito abraça-los, mas não ia dar tempo, não mesmo!
“Vitor, é a Ally, desculpa, hoje eu não vou na escola e talvez nos próximos meses também não! Eu to indo, eu vou fugir! Eu não aguento mais, meu pai se tornou um monstro, eu preciso sair daqui. Vou sentir muitas saudades suas e do Pedro, vocês são anjos que apareceram na minha vida e que eu nunca quero perder! Eu não sei quando vão voltar para o Brasil, mas eu vou encontrar com vocês de novo, eu preciso! Eu amo vocês, da um beijo no Pedro ok? Haha, eu te amo meu anjinho de olhos verdes!”
Deu mais de uma pagina, mas o problema é dos créditos do Gui. Estávamos parando na porta da escola, meu coração começou a bater mais forte, tava chegando a hora. Quando meu pai parou em frente a escola eu olhei pra esquina e ali vi o carro preto parado novamente. Sorri com isso. Meu pai destravou a porta e eu desci normalmente, junto com o Gui.
Meu pai como sempre também desceu, pra assegurar que a gente ia mesmo entrar na escola. Ele se apoiou no carro e eu olhei para a esquina, ele tava lá, ele sorriu pra mim. Chamei Gui e ele me olhou estranho, ele veio até mim e eu abri os braços pedindo um abraço. Ele me abraçou, eu não queria largar ele, não agora.
-Promete que vai ficar bem? – cochichei.
-Porque esta falando isso? – ele perguntou.
-Promete? – eu disse o soltando.
-Prometo! Mas porque?
-Eu te amo, eu falo com você, eu te dou noticias, fala pra mamãe e pra Isa que eu amo elas!
-Alice, Guilherme, não vão entrar? – meu pai disse em um tom grave.
-Eu te amo mais que tudo! – eu disse e olhei pra trás.
-Eu também, eu te amo, seja feliz! – ele disse também olhando pra onde eu olhava.
-O que esse moleque ta fazendo aqui? – disse meu pai desencostando do carro bravo.
-Ele veio me buscar! – eu disse já começando a correr.
-ALICE! – berrou meu pai correndo atrás de mim.
-ENTRA NO CARRO! – eu berrei pra Justin que assentiu correndo pro lado do motorista.
-ALICE VOLTA AQUI! – meu pai berrou, ele estava quase alcançando.
Justin já havia ligado o carro e aberto a porta, estava com uma cara de preocupado, eu por um momento acreditei que meu pai me alcançaria. Entrei no carro e fechei a porta, com Justin arrancando em seguida! Meu pai nos olhou com fúria e a única coisa que eu ouvi foi: eu vou te pegar! Ele berrou alto, para todos ouvirem.
Mandei um beijo pro Gui que estava na frente da escola que apenas me deu um aceno, sorrindo fraco, triste. Eu procurava o ar que não existia ali, eu estava cansada, eu estava morrendo, corri mais do que eu podia.
-Eu não acredito que eu fiz isso! – disse colocando as mãos na cabeça – eu não me despedi de ninguém praticamente, eu... – eu disse jogando minha cabeça pra trás.
-Calma, eles vão te entender! – disse Justin colocando a mão na minha cocha – eles vão te entender! – ele disse me olhando e sorrindo.
-Eu te amo!! – eu disse dando um beijo na bochecha dele.
-Não podia ser em outro lugar? – ele disse fazendo bico me fazendo rir.
-Awwn, coitado! – eu disse dando um selinho nele – a gente vai pra onde? – perguntei.
-Vamos viajar o mundo! – ele disse sorrindo.
-Oi?? – eu disse incrédula.
-Isso mesmo! Ou esqueceu que eu estou em turnê? – ele disse.
-Na verdade, eu nem sabia! Ou esqueceu que estou sem notebook e celular faz uns 3, 4 meses? – eu disse e ele riu.
-Ok, você venceu essa! Mas então, eu fiz um show já em NYC, no Madison Square Garden! – ele disse sorrindo.
-O que vendeu todos os ingressos em 30 segundo? – eu disse sorrindo.
-Esse mesmo!
-Eu sinto tanto orgulho de você! – eu disse.
-Que bom ouvir isso! – ele disse sorrindo – eu acabei de voltar de Toronto, mas estamos voltando pro Canadá hoje! Natal e Ano Novo com a família e depois vamos entrar na turnê de novo! Primeira cidade que você vai comigo é Salt Lake City... eu acho! – ele disse sorrindo.
-Legal! Nunca fui pra lá! E depois?
-Depois nós vamos pra Denver... eu acredito!
-E depois? – eu disse rindo.
-Olha, a minha memoria não é tão grande assim! – ele disse me fazendo rir.
-Desculpa! – eu disse.
Conversamos mais um pouco, mas logo chegamos no aeroporto, aonde tinha um jatinho nos esperando, graças a Deus meu pai não tinha vindo atrás de nós! Dormi durante a viagem, mesmo sendo um espaço bem menor que a minha cama, eu dormi bem melhor que nesses últimos meses, muito melhor!
Chegamos em Toronto e já era a tarde. Descemos pra descansar um pouco e depois voamos pra Stratford. Cheguei lá com mais sono que sei lá, tinham fotógrafos no aeroporto, o que não é muito comum por aqui! Nem com o Justin aqui, porque o que ele quer é privacidade, pra aproveitar o fim de ano com a família em paz.
Justin pedia para eles nos darem licença, mas pareciam não nos escutar. Ele segurou a minha mão e me levou até um carro que tinha, entramos nele e ele dirigiu até a casa dele. O que era uma ironia do destino, afinal a um ano atrás eu estava aqui, só que na posição de amiga, da menina que achou o cachorrinho de Selena Gomez e Justin Bieber.
Justin acendeu as luzes e todas as imagens vieram na minha cabeça. Eu e ele correndo pela sala, rindo no sofá, correndo em volta da mesa de jantar. Era estranho estar ali, era uma sensação estranha! A minha sensação de culpa estava de volta, eu sabia que Selena morava aqui com o Justin antes de eu acabar com tudo, sabia que por aqui corria um cachorro que eu achei, que eu entreguei nas mãos do casal mais fofo pra algumas beliebers.
-O que foi meu anjo? – disse Justin me abraçando por trás e colocando o queixo no meu ombro.
-É tão estranho vir aqui!
-É por causa da Selena? – ele disse.
-Sim! – eu disse fazendo carinho na mão dele.
-Isso agora é nosso, somos nós dois nessa casa! Eu e você! Eu te amo! – ele disse me dando um beijo na bochecha me fazendo sorrir.
-Eu também te amo! – eu disse dando um selinho nele.
-Vem, vamos dormir! – ele disse segurando minha mão e me puxando escada a cima – coube um pijama dentro dessa bolsa minúscula? – ele disse rindo.
-Sim! Coube ate sapato ok? – eu disse entrando no quarto que era enorme e lindo.
-Ahan, ta bom, agora fala quantos? – ele disse fechando a porta.
-Contando com o tênis... 3! – eu disse e nós rimos.
-Ok, agora vamos dormir que eu to morrendo de sono! – ele disse se jogando na cama.
-Posso tomar banho pelo menos? Escovar os dentes seria uma boa também viu senhor Bieber!
-Eu vou escovar os dentes senhora Bieber! Eu só não posso dizer que vou dormir de pijama!
-Pelado é que não vai! – eu disse tirando as minhas coisas da pequena mochila.
-A, porque? Eu gostei da ideia! – ele disse fazendo bico e eu ri.
-Cala a boca, você pelo menos com uma calça vai dormir! – eu disse rindo e entrando no banheiro.
-Posso tomar banho com você pelo menos? – ele disse vindo até a porta do banheiro.
-Justin, tchau! – eu disse o empurrando pra fechar a porta.
-Espera! – ele disse segurando a porta – me da um beijo antes, vou sentir saudades! – ele disse e eu ri mais.
-Ok! – eu disse e dei um beijo nele – agora eu posso tomar meu banho?
-Te espero na cama! – ele disse com a voz rouca e piscando me fazendo gargalhar.
Tomei meu banho pensando em tudo que eu já fiz até agora, como eu fui louca! Sai do banho, não tão longo, mas longo o suficiente pra mim pensar. Coloquei meu pijama, escovei os dentes e sai do banheiro secando o cabelo. Justin estava deitado na cama mexendo no Iphone, encostei na porta do banheiro sorrindo pra ele.
-O que ta fazendo? – eu disse e ele me olhou.
-Eu to no twitter, minhas beliebers! – ele disse sorrindo – eu ainda leio os tweets ok?
-Nunca deixei de acreditar nisso!
-Bom vou tomar um banho rápido e já venho! – ele disse levantando da cama, me dando um beijo e entrando no banheiro.
Logo ele saiu, apenas com uma calça de agasalho enxugando os cabelos. Parei de mexer na tv e me sentei melhor na cama o encarando, com certeza ele percebeu que eu estava encarando o corpo dele pra ser mais exata.
-Você gostou? – ele disse referindo-se ao corpo.
-Sou mulher, acha que eu não gostei? Acha que eu to com você porque? – eu disse.
-Esta comigo pelo meu corpo então? – ele disse jogando a toalha em algum lugar.
-Pode ser! – eu disse desinteressada.
-Hm... – ele disse vindo em minha direção – você ta linda hoje sabia?
-Eu sou linda! – eu disse o encarando nos olhos, com ele já em cima de mim.
-Metida! – ele disse e me beijou.
-Hm... – eu disse parando o beijo – nem pense nisso Bieber! – eu disse saindo de baixo dele – pedofilia se for contra a minha vontade! – eu disse me arrumando na cama.
-Droga! Ótimo ano pra se fazer 18 anos! – ele disse e eu ri desligando o abajur enquanto ele se deitava do meu lado, me envolvendo pela cintura.
-Justin, desce essa mão agora! – eu disse com ele já com a mão na altura do meu estomago.
-Porque? Não vai me dizer que... – ele disse com a voz sapeca.
-Sutiã me machuca ok? Agora desce essa mão, na altura do meu umbigo fazendo o favor! – eu disse autoritária e ele riu.
Dormimos daquele jeito. Isso não ta sendo sonho demais? Eu e ele, aqui, sozinhos finalmente! Sem o meu pai pra atrapalhar e me prender no quarto. Eu ainda tenho que falar com o Vitor e o Pedro, conversar com Anne!! Afinal, to na mesma cidade que ela caramba! Tenho que falar com a minha mãe, mas eu não sei o que pode acontecer se eu falar com alguém daquela casa, eu não sei o que o pai vai fazer!
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