Notas iniciais
Desculpem pela demora mais uma vez, o carnaval tomou todo o meu tempo, e como as férias tem fim, eu precisava aproveitar! Bom, mas aqui está! Boa leitura!

O velho suspirou pesadamente, e então encarou-os com seus olhos azuis apertados:
—Meu nome é Ken Sugimori, eu escavo fósseis de pokémons pré-históricos por aqui há pelo menos duas décadas, e cânion nunca deixou de me surpreender. — Dizia, apoiado em sua bengala, os ombros baixos e as costas pesadas: — Mas nada mais foi igual desde aquele maldito dia...—Ele tomou um dos assentos e começou seu relato:

“Foi há um mês mais ou menos eu acho, que tudo aconteceu. Vejam, eu estava pendurado escavando uma encosta aqui perto, junto com meus Kadabras, quando ouvi alguém me chamando, com um assobio alto. A princípio, me espantei, porque ninguém vem aqui normalmente, então me virei e vi o garoto." Apontou então para Marge, falando: "Ele não devia ter mais que a sua idade, com cabelo despenteado e um bracelete de treinador. Falei que se afastasse, preocupado com os deslizamentos que acontecem de vez em quando na área, mas ele me ignorou. Ao invés de me ouvir, me chamou de velho e perguntou se eu queria trocar pokémons. Ele ficou interessado nos Kadabras. Eu queria fingir que não tinha ouvido, ele era muito impertinente. Não sei o que me deu, mas ao invés de ignorá-lo, respondi que sim. Vejam bem, eu passo a maior parte do tempo longe de pessoas, achei que desse modo ele me deixaria em paz e iria embora. Desci e lhe mostrei um dos meus pokémons, que são tudo que tenho por companhia nesta cova de Arceus. E ele me disse: “Preciso trocar meu Onix pra que ele evolua, você me dá esse Kadabra, e quando ele tiver evoluído, você me devolve ele que eu devolvo o seu Kadabra como um Alakazam!” Eu concordei. Não me custaria nada, e eu ainda poderia ver meu Pokémon preferido evoluir, algo que não seria possível em minha vida solitária e ocupada. Assim, entreguei a pokébola a ele, que fez o mesmo. Logo um brilho começou a emanar da que ele segurava, mas a minha não. Ele liberou Kadabra, e vimos que ele tinha evoluído para Alakazam, mas o Onix dele continuava o mesmo. Frustradíssimo, ele me acusou de não fazer a troca do jeito certo, e que eu o tinha enganado pra levar vantagem.” O grupo ouvia atentamente e Lucy soltou uma exclamação: —Nossa!— Ele continuou:

“Eu lhe disse que quem errou foi ele, pois não equipou o Pokémon com o item certo, uma cobertura de metal, se não me engano. Isso teria feito o Onix dele evoluir pra Steelix. Devolvi o Pokémon dele sugerindo que ele tentasse novamente usando o item, mas ele me encarou com um sorriso maldoso, dizendo que eu era um velho trouxa, e saiu correndo, com a pokébola do meu Alakazam na mão e o Onix dele. Fiquei furioso, mas o que eu poderia fazer sozinho, sem policia? Convoquei outro Kadabra, e o enfrentei antes que conseguisse se esconder. Ele aceitou lutar, usando aquele Onix. Mas eu não suspeitava, nunca pensei que veria o que eu vi... Meu Kadabra conseguiu dar algum dano ao Onix, mas nunca seria páreo pra um Pokémon com 60 de nível, então eu aceitei a derrota e estava a ponto de partir sem Alakazam, quando o que eu vi, eu realmente nunca pensei que seria capaz de ver nem nos meus piores pesadelos.” Dizia, e Marge se inclinou para frente em sincronia com o restante do grupo:

“O menino, aquele pobre rapaz não estava mais no chão, mas sim erguido à metros dele, as pernas balançando e chutando o ar, num esforço inútil. Suas mãos não seguravam mais a pokébola com o Alakazam, mas sim esmurrando a cauda de pedra do monstro, que pressionava o corpo frágil do seu o próprio dono. Me escondi com medo, e vi quando a cabeça dele saltou do corpo, ploct!” O grupo se encolheu e exclamaram em horror, mas não ousaram interromper o velho.

“Por fim, o Onix o largou e passou por cima dele, esmagando-o contra o chão. Eu quase não conseguia me mexer, de tão apavorado. Em seu ataque de fúria, a criatura arrastou o corpo por todas aquelas pedras escarpadas ali, deixando pedacinhos por todo o canto possível. Consegui recolher a pokébola do meu amado Alakazam antes que ele também acabasse esmagado, e corri pra minha cabana o mais rápido que consegui. Telefonei pra polícia, e mal conseguia falar. Demorou até que eu disse: “O Onix, matou um menino.” Desligaram na minha cara. Eu insisti umas três vezes, quando eles finalmente anotaram o endereço e prometeram vir aqui verificar. Eu me tranquei com todos os meus Kadabras aqui dentro, nessa sala, e esperei. Fiquei sentado o tempo todo nessa janela, espiando pela falha. O monstro percorria o lugar todo, enfurecido, mas não conseguia furar as pedras de granito do alto, sólidas demais pra ele. Desse modo, fiquei mais tranquilo em saber que aqui estaria seguro, mas não deixei de continuar apavorado. Me teleportava com os kadabras, esperando que quando voltasse ele tivesse sido removido, mas as autoridades não chegaram a encontrá-lo, nem ao corpo. Eu fiquei estarrecido, afinal certamente haveria evidências por todos os cantos. E ainda insinuaram que eu poderia estar louco, acreditam nisso?”

—Pô, cara, mas esse Onix é real, nós vimos, ele quase matou a gente!— Edu falou, exaltado: —Veja só o estado da minha namorada!

O velho balançou a cabeça: —É, mas as autoridades não querem ver. É um problema pra eles. Esse Onix é esperto, passou esse tempo todo se escondendo, e agora está mais forte do que nunca!! Aquele monstro, ele não pode ser coisa de Arceus. Ele é um demônio, um Pokémon possuído por um ódio além da nossa compreensão. A única razão pela qual ainda não saí daqui é que não quero abandonar duas décadas de trabalho árduo.— Ele apontou em direção às estantes nas paredes e em todos os cantos visíveis da casa: —Vejam, só! Todos os fósseis que tenho coletado neste sítio, todos sem catalogar ainda, e há mais, muitos mais por aí, mas é impossível escavar abaixo.

O relato havia chocado a todos, mas Lucy era sem dúvida a pessoa mais chocada do grupo: — O Billy White... Não pode ser ele... Ele não faria uma coisa dessas...— Murmurava.

—Perdão?— O sr. Sugimori perguntou, e ela falou mais claramente: —O Billy, quer dizer, esse garoto, não pode ser ele. Eu conheci o Billy, ele não trataria ninguém dessa maneira, humano ou Pokémon.

O senhor Sugimori baixou os olhos, tristemente: — Bem, nunca se sabe o que se passa na cabeça dos outros... Mesmo assim, não estou falando mal dele, Arceus que o guarde. Ele era um jovem impetuoso, cometeu erros, mas quem não comete? Eu apenas sinto muito por ele ter tido tal desfecho. Ele era só um jovem, um menino como vocês. E foi andando em busca de aventuras que ele encontrou seu terrível fim.— Disse o dono do Kadabra melancolicamente, apontando o vale que se estreitava a frente deles.
—E quanto ao meu pai? Ele veio aqui... Por esse garoto idiota!— Foi a vez de Alex se exaltar. Marge pôs a mão em seu ombro, tentando consolá-la:
—Calma, Alex. Talvez ele ainda esteja vivo, só não conseguiu se comunicar ainda...

Lucy se afastou um pouco do grupo, se dirigindo até a janela. Suspirou. Yujin estendeu uma vinha até ela, acariciando seu rosto. Pablo chegou perto, com as mãos nos bolsos.

—Tudo bem? Olha, me perdoe...É que, ver aquele Onix de novo, atacando sem que conseguíssemos tirar uma lasquinha dele, me lembrar de tudo aquilo de novo.
—Tudo bem, Pablo. Não é culpa sua. Mas eu não tô mais chateada por isso, é só que... Ainda não acredito que o único garoto que me estendeu a mão no parquinho tenha sido capaz de tal coisa... O Billy parecia tão gentil. Ele foi bom comigo, e nem me conhecia...
—Nem todo mundo é o que parece. Acho que a fama e a fortuna como treinador fizeram a cabeça dele.
—Mas o Onix... Eu também não acredito que um Pokémon pudesse se rebelar dessa forma.

Pablo se revoltou, andando para o outro lado, resmungando:
— Ora e quem pode culpá-lo? Ficar servindo a um pedaço de asno feito aquele, e ainda ser trocado? Se eu fosse um Pokémon, também não aceitaria!

Dessa vez, quem se aborreceu foi Lucy: —Pois se você fosse um Pokémon, seria um Magikarp, e dos mais burros!

Pablo deu de ombros: —Pensando bem, eu bem gostaria de ser um Magikarp e nadar tranquilo, sem estar preso aqui com você e essa cambada de moleques!— E saiu cabana afora, acompanhado de Lucario.

Lucy voltou pra cozinha, onde o senhor Sugimori fazia um curativo em Julia, improvisando talas para o pé dela. Edu agradeceu-lhe fervorosamente.— Obrigado, muito obrigado, senhor! Se eu puder fazer qualquer coisa pra agradecer...
—Traga-me aquela chaleira, acho que a água já está quente. Gostariam de um chá das montanhas? É feito com ervas, de outra região, é claro. Acho que são de Sinnoh...

Peter olhava o horizonte pela porta, afastado dos demais. Edu se aproximou dele, mordiscando um biscoito: —Ei, cara, que pose é essa de cara atormentado? Se não correr, vai ficar sem!— Disse, mastigando com satisfação, mas Peter dispensou a oferta.
—Eu gostei do seu Flygon lutando, foi o máximo! E sinto muito por ele ter fugido...Meu Skiddo fez a mesma coisa, só que ele era um cagão mesmo ao contrário do seu pokémon.

Peter sorriu, contendo o riso. —Esquece. Só queria ter um meio de sairmos daqui. Parece que meu pai finalmente conseguiu o que queria: Me condenar pra sempre.
Edu acenou a cabeça, comovido—Você e o seu pai tem uma treta violenta, né? Mas espera, e esses Kadabras aí?—E se voltou para os pokémons, puxando um pelo rabo— Senhor Sugimori, eles poderiam nos teleportar, não?— Perguntou. O pokémon deu-lhe uma patada no rosto, fazendo Edu soltá-lo.
O senhor baixou a xícara, num tom entristecido: —Hum, receio que não. O último Kadabra que podia fazer isso faleceu semana passada. Eu o enterrei à sombra daquela velha árvore ali. Todos os outros esqueceram como fazer isso assim que evoluíram. Este é outro dos motivos pelo quais eu não posso sair.
—Bem, e o telefone que o senhor usou? Podemos usar?— Alex questionou, atenta a tudo que o velho dissera. Sugimori acenou em negativa:
—Anteontem, acho que aquele maldito Onix causou um deslizamento que derrubou o poste da companhia telefônica. Sem poder comprar nem comida nem falar com ninguém, francamente, eu já me preparava para aceitar a morte.

Pablo já voltava pra dentro da cabana quando Marge levantou a voz: —Ninguém aqui tem que morrer! Esse Onix é um Pokémon e pode ser vencido!— Ele continuou, se dirigindo a cada um ao redor da mesa: —Nós devíamos ter um plano, pra quando ele aparecer, nós contra atacarmos! Sem piedade!

Pablo se manifestou: —Concordo, mas como? Meu Lucario não luta sozinho contra aquele infeliz de novo, mas nem fudendo... —Julia lançou um olhar de reprovação, tapando os ouvidos de Hikari, mas Pablo não se incomodou: —E fora um ou outro, a maioria dos pokémons que temos são fracos. Não teríamos chance contra ele.—Os outros concordaram, então foi a vez de Julia se manifestar:
—Gente, esqueceram, somos um grupo!—ela se inclinou, sugerindo: —Podemos treinar nossos pokémons aqui e quando estiverem fortes, atacamos ele!
—Acho que pode funcionar.— Lucy disse, e Julia estendeu-lhe a mão para darem um highfive. Depois apertou a mão de Hikari: — E aí, vamos batalhar?

Hikari deu um sorriso enorme, abraçando a amiga: —Eba! Eu quero que meu Quill evolua, que nem a sua Bayleef!!

—Senhor Sugimori, o senhor por acaso teria algumas berries ou potions para nossos pokémon por aí? Por favor, vamos usá-las com sabedoria.—Lucy pediu.

—Com certeza, vamos ver...—O idoso se abaixou até a cristaleira da sala, parecendo ter dificuldade em abrir uma gaveta. Edu vasculhou o móvel ao lado da estante, uma velha cômoda de carvalho envernizado, abrindo uma gaveta distraidamente. Arregalou os olhos ao ver seu conteúdo: Dezenas, se não centenas de pokébolas! Pegou duas nas mãos.
—Que isso? Nossa, senhor Sugimori, o senhor é dono de um safari?
—É claro que não! Essas são as pokébolas dos pokémons revividos em laboratório através dos fósseis que eu escavei. Estava estocando, pra mandar pros laboratórios especializados em estudá-los, mas elas ficaram presas aí por causa do Onix.— Ele disse, empurrando a gaveta de volta pra dentro.

Edu tornou a se virar pra ele: —Então são todos pokémons antigos, tipo Kabutops, Omanytes...—O velho pegou as pokebolas de suas mãos, irritado.
—Sim, e gostaria que não mexesse neles. São espécimes raros a serem estudados. — Tentou diminuir o tom de irritação da voz, mas este era claramente percebido. Edu se afastou. Depois o senhor Sugimori anunciou: —Como vocês são minha esperança de sair vivo daqui, podem dormir em minha casa. Minhas acomodações são modestas, mas melhores do que dormir ao relento.

O grupo acenou em concordância estendendo os sacos de dormir e colchonetes pelo chão da cozinha e sala em meio aos vários Kadabras, enquanto o senhor Sugimori desejava boa noite e se retirava para o quarto.
Peter se recostava no saco de dormir, mas um Kadabra parara bem à frente dele. Reclamou: —Aff, eu não vou conseguir dormir com essa coisa me olhando...— E jogou o lençol em cima da cara do Pokémon. Marge, Alex, Lucy e Julia riram, mas Edu permanecia deitado de barriga pra cima, sério. Julia franziu a testa, cochichando a ele:
—Ei, Edu, que cara de sério é essa? Aqueles biscoitos te deram azia?
—Não, Julia. É, que... Tem uma coisa estranha que eu não contei... Sabe aquilo que eu faço, de adivinhar o Pokémon dentro da pokébola? Quando eu toquei as pokébolas que eu tirei da gaveta, eu não senti a presença de nenhum Pokémon dos que ele falou. Ao invés disso, eram um Blastoise e um Eevee. Será que eu tô perdendo os meus poderes?

Julia acenou negativamente: —Edu, não brinca comigo! Isso é sério? Melhor contar à Alex e aos outros amanhã. Até lá, esquece, se o velho ouve pode achar que a gente tá de implicância e nos expulsar.
—Tá bom.— Edu concordou, se encolhendo no saco de dormir. O cansaço era grande, e o medo também... Se estivesse perdendo seus poderes, isso seria ruim, mas se não, seria o mesmo que admitir que o velho mentia; Nesse caso, por quê? E sobre o que mais ele poderia estar mentindo?

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Logo de manhã cedo, o grupo se levantou e após um café da manhã bastante frugal, se puseram a batalhar entre si do lado de fora. Edu liderava seu Croconaw contra o Gengar de Marge, e Julia batalhava ao lado de Clauncher contra o Cyndaquil de Hikari, e uma luta entre Achilles, o Umbreon de Alex, e o Lucario de Pablo ocorria perto dali.Peter e Lucy se enfrentavam usando Kingdra e Yujin, o Yvisaur, respectivamente, enquanto o senhor Sugimori os assistia sentado numa cadeirinha, cercado por seus Kadabras. Todos se empenhavam na tarefa, quando uma fera alada cruzou o ar acima de suas cabeças, pousando numa rocha próxima, sua orelhas verdes e com círculos eretas, a cauda comprida e pontuda agitada enquanto rosnava na direção deles.

—Olha, um Noivern!— Marge apontou:— Ele é dos tipos dragão e voador!— Ele dizia, quando Alex exclamou, reconhecendo-o:—Daegal! É o noivern do meu pai!— E correu até ele, abraçando-o. O dragão se mostrou contente, deixando-se acariciar. — Daegal... Você está vivo!Deve ter se assustado com o Onix.— Alex acariciava o focinho e a testa do Pokémon morcego, quando notou algo preso em seu dorso: — Uma mochila? E de criança?

Hikari ergueu a cabeça ouvindo a conversa: —Hã? Tem florzinhas de tecido nela?
—Sim, e tem pokébolas também!— respondeu.

Hikari correu na direção dela: —É minha! Meus pokémons! Absol, Blissey, Lapras e Espeon!—Liberou os respectivos pokémons, gritando em comemoração e os abraçando. Depois se virou pra eles: —Obrigada, senhorita Alex.— Disse com uma reverência, satisfeita. Alex, acariciou o topo de sua cabeça:
—De nada. Na verdade, é ao Daegal que você deve agradecer, nem sei como ele foi ficar com a sua mochila presa...

Edu bateu na própria mão, encaixando o quebra-cabeças mentalmente:
—Mas é claro! Foi quando a Hikari tinha entrado no cânion, e o Onix ia atacá-la! Foi por isso que ela estava lá no alto daquela rocha! O noivern tentava salvá-la.

—Nossa...— Hikari murmurou, pondo a mão no focinho do pokemon morcego. —Obrigada, Daegal.

Alex se virou então para o pokémon:
—Cadê o meu pai, onde ele está?— O Pokémon baixou a cabeça com as orelhas eretas, em estado de alerta, mirando fixamente para o chão.
—No subsolo! Deve estar em algum túnel... Muito bem...—Acariciou o Pokémon voador e subindo nele, deu o comando para que alçasse vôo.
—Aonde você vai? Não pode ir lá sozinha!— Marge gritou, e os outros o acompanharam, apesar de ela já estar a uma boa distância. O senhor Sugimori se juntou ao coro:—Aquela fera, só Arceus sabe o que poderia fazer...

Alex se deteve, retirando uma pokébola do bolso e atirando-a no chão. Ninetales pulou dela. Marge permaneceu estático sem entender, até que ela disse:
—Monta no Kitsune. Acho que ele aguenta o seu peso. — Marge fez o que ela disse, elevando o punho para o alto: —Raw! Para o alto e avante!

Uma vez em cima da raposa de fogo, avançaram rápido pelo vale em direção ao túnel. Os cabelos pretos de Alex dançavam com o vento conforme Noivern batia suas asas, e Marge sentia um calor que não podia estar sendo emanado do Ninetales. Devaneava se ela teria um namorado, se seria muito exigente... Uma menina inteligente como ela, só podia ser... Tentaria um lance com ela, se ainda saíssem vivos dali...
Ao chegarem perto da entrada indicada pelo Noivern, Alex mandou que ele pousasse, seguiram a pé com Kitsune e Aiden do lado. O túnel era rochoso e um pouco úmido por ter atingido o lençol freático do subsolo. Andavam pé ante pé quando chegaram a uma curva no túnel. O que poderia estar do outro lado era impossível de ser visto com antecedência.
—Vamos com cuidado...— sussurrou Alex, quando Marge disse:
—Espera!— E liberou um Gengar da pokébola, explicando em voz baixa:—Vou por o Gengar pra ir primeiro, na nossa frente, afinal, se ele é um fantasma, não precisa ter medo de morrer, né mesmo?
—É uma ideia maluca, mas deve funcionar...— acenou para o fantasma roxo, que sorriu maliciosamente a eles, se infiltrando e sumindo pelas rochas. Apareceu instantes depois, chamando-os.
—Vamos!— Marge seguiu na frente, acompanhando a sombra cheia de pontas e espinhos de Gengar conforme se infiltravam. De repente, Alex se deteve:

—Ouviu isso?

Marge, ergueu a cabeça para o alto, e logo escutou também. Era um som grave, como um eco. Poderia ser uma rocha que tinha se desprendido, ou a movimentação deles mesmos. Ouviram de novo.

—Não sei, acho melhor esperar, Alex!— Marge gritou quando Alex disparou na sua frente: —Pai! —Marge correu em seu encalço, pouco antes de vê-la desaparecer nas sombras. Gritou:

—Alex! Cadê você?!— O breu a sua frente o encarava de volta conforme ele gritava, ouvindo seu próprio eco. Então ouviu o grito, o mais pavoroso de toda sua vida. O coração acelerou e ele correu às cegas: —Droga, Alex!

Notas finais
Como sempre, comentem e tentarei retomar o ritmo das postagens! Acredito que a fic será encerrada daqui a dois ou três capítulos! Até mais! ;)