Onix canyon - Interativa
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Lucy se apressou e chegou rápido em casa, trazendo Yujin no colo. Wendy pulou em cima deles, mas a criatura permaneceu tranquila, apesar do grito de sua dona: ― Wendy!
―Oh, nossa, ele é macio! Pensei que era gosmento!― A pequena disse, puxando a orelha do Pokémon. Lucy a interrompeu: ―Não puxa a orelha dele!― E o pôs de volta no chão, que ele começou a farejar instantaneamente.
Seu pai lhe cumprimentou da cozinha, limpando uma faca de legumes que ele deixou sobre a pia. Vestia um avental de estampa de Raichu por cima das roupas quando veio lhe abraçando. ―Lucy! Conseguiu seu Bulbassauro finalmente, hein? Ah, minha garota! Estamos orgulhosos de você, filha!
―Obrigada, pai, mas isso é só o começo! Ainda nem batalhei com ele!― Procurou Yujin com o olhar para se certificar de que ele estava bem: ―O nome dele é Yujin. Acho que vai dar sorte à nós.
―Eu tenho certeza que sim! Sabe, eu tive um Pikachu quando era criança. Minha mãe disse que os pokémons elétricos são os melhores, por terem salvado o vovô na Guerra, mas quer saber, o melhor Pokémon é o que estiver do seu lado, Lucy.― Ele disse, e ela pode ver um brilho emocionado em seus olhos enquanto falava. Se abraçaram mais uma vez e juntos admiraram a criatura que já se encaminhava até o tapete da sala, onde a janela grande e aberta deixava uma boa quantidade de sol entrar. O pokémon rodou em círculos e deitou sobre ele, completamente relaxado.
Matthew interrompeu o silêncio, voltando à cozinha: ―Sua mãe foi no supermercado, ela sempre faz isso... Depois ela reclama de eu não dar conta de cozinhar tudo que ela compra! Agora ela está lá em cima arrumando suas coisas, enquanto eu me viro aqui...
Lucy riu: ―É. ― E piscou os olhos suspirando, um pouco melancólica; Era bom finalmente poder ser uma treinadora, mas desde já sentia que seu coração estaria mais leve quando voltasse pra casa. Dali a pouco, sua mãe apareceu, e após guardarem as compras juntos e almoçarem, se reuniram na sala para a despedida. Sua mãe lhe entregou a mochila de camping, com um grande saco de dormir cor de rosa enrolado em cima:
―Tome querida, está tudo aqui; Conferi umas três vezes. Tem insulina o bastante pra toda a jornada e mais um pouco, mas também coloquei algumas balas, pro caso de uma hipoglicemia, ok? Por favor, tome cuidado com sua carteira de treinadora, só pode usar o Centro Pokémon se estiver com ela. E não se esqueça de fazer suas refeições nos horários, e...
—Eu sei, mãe. Pode deixar. Obrigada.— Abraçaram-se com força. Sentiu algumas lágrimas escorrendo, mas sorriu.
Olhou pra Wendy então; Céus, como sentiria falta daquela pirralha. De brincarem juntas contando a ela histórias de como Magikarp subia a montanha pela cachoeira para voar pelos céus como um imponente Gyarados! A pequena sorria, sem nem sequer imaginar que a verdade era dos Magikarps serem praticamente os bodes expiatórios do mundo Pokémon.
—Olha Wendy, eu só quero que me prometa uma coisa...
—O quê?
—Quando você tiver os seus Pokémons, vamos ter uma batalha, ok? Valendo uma porção de balas!
—Sim!
Seu pai lhe abraçou então, desejando boa sorte. Lucy agradeceu pela última vez e partiu em sua bicicleta, Bulbassauro na cestinha, o vento soprando sobre os rostos deles.
As pradarias verdejantes de Pallet se estendiam a sua frente, com poucas árvores fazendo sombra sobre o sol das quatro da tarde. Tinham a tarde inteira pra chegar na cidade de Viridian e procurar por alojamento, pensou. Parou por um momento, observando um Pidgey ciscando o chão à poucos metros; Imediatamente, ordenou: —Yujin, vá até aquele Pidgey! Use o ataque investida!—O pássaro não resistiu mais que dois ou três golpes, então caiu desmaiado; Levaria algum tempo até ele se recuperar, pelo que sabia. O Bulbassauro parecia entusiasmado. A treinadora sorriu:
—Gostou né? Certo, ali tem mais outros! Vai!— O Pokémon correu em direção ao grupo de pássaros, que bateram em revoada por alguns metros, até pousarem num gramado próximo. Voar não era para Pidgeys, pelo menos não em tal estágio evolutivo. Adentrando a pradaria encontraram muitos outros, Rattatas, Oddishes, Geodudes. Capturou um de cada, apesar de não planejar usá-los naquele momento.
Apontou a pokedex para o inicial, para descobrir em que nível tinha chegado:—Nossa, nível 10! Trabalhamos bem, hein?— Verificou o suprimento de potions na mochila; Precisariam comprar mais logo. Bulbassauro ofegava, mostrando sinais de cansaço claros. Lucy lhe fez um carinho na cabeça e o convocou de volta à Pokebola: —Você foi um bom menino, merece um descanso! Vamos pra Viridian!—Subiu na bicicleta, voltando a pedalar pelo caminho.
Viridian parecia bem mais próxima no mapa do que se mostrou depois de uma tarde correndo atrás de Pidgeys e rattatas. Sentia o estômago roncando, e de fato era capaz de ouvir os ruídos de suas entranhas famintas. Viu a pokébola se remexendo na cestinha; Provavelmente Yujin achava que estavam sendo atacados por um Pokémon selvagem. Falou-lhe com calma:— Xiu, sou eu Yujin! Ai, tô morrendo de fome, mas não posso comer qualquer porcaria... Já sei, em Viridian deve ter uma lanchonete que tenha sanduíche natural. Se não tiver, vou ter que cozinhar eu mesma...— Pedalava, quando um grupo de garotos interpelou o seu caminho:
Parou de súbito, freando a bicicleta. Eram Marty e seus amiguinhos puxa-sacos, que riam, vindo até ela.
—Uou, Snorlax! Cuidado pra não cair com seu peso! Vai afundar o chão.—Lucy apertou forte o guidão da bike, desviando o rosto. Yujin rosnou um grunhido irritado, enquanto os três garotos os rodeavam.
A raiva borbulhava dentro de si, quando Lucy os encarou um por um, gritando:
—Sai da minha frente, Marty! Se não sairem, passo por cima de vocês!
Houve um muxoxo geral, e o líder da gangue falou: —Quer passar por cima de mim, é? Vem então, sua putinha...— desafiou, rindo. Chega, pensou Lucy; Tinha chegado ao seu limite. Sem pensar muito, gritou, apontando para o bully:
—Folhas navalha!
E foi o que bastou. Numa fração de segundo, Yujin pulou da cesta, atacando o garoto com uma enxurrada de folhas que cortavam como lâminas, e ouviu-se um grito de dor de Marty, que caiu no chão.
Ao ouví-lo, Lucy ordenou que seu Bulbassauro parasse, o que ele obedeceu imediatamente. A garota se abaixou até o monstrinho, atônita, e assim que o vendaval verde passou, ela e os dois meninos puderam ver o estrago que tinha sido feito a Marty. O menino gemia, chorando ainda deitado no chão, as mãos cobrindo o rosto; Preocupados e curiosos, seus colegas o forçaram a baixá-las e foi aí que Lucy viu: Sua face estava retalhada em vários cantos, no nariz, na boca, um corte profundo na sobrancelha fazia o sangue escorrer abundante no lado da cabeça até a gola de sua camisa preta com estampa de Elekid, o líquido vermelho escuro manchando o amarelo dourado do Pokémon.
Lucy suou frio. Rapidamente, convocou o Pokémon de volta a seu invólucro e sem dizer nada, partiu o mais depressa que podia, ouvindo os gritos ao longe:
—Sua criminosa! Assassina!
Lucy não se virou, não respondeu, nem pensou. Seus olhos agora eram cascatas jorrando a água e embaçando sua visão. Por que ela tinha que ter feito aquilo? Por quê? Aquele idiota! Se tivesse aguentado as provocações dele ou usado sua própria força... Por Arceus, o que seus pais lhe diriam se soubessem? Pedalava tanto e tão rápido que se houvesse uma árvore em seu caminho, teria provavelmente com ela.
Foi pra muito longe, e quando enfim avistou um arvoredo escuro e isolado, meteu-se ali, largando a bicicleta no chão e se abaixando. Tremia, as mãos no rosto, olhando por todos os lados.
—Preciso ficar calma...— Murmurou, sentindo uma fraqueza repentina, como se estivesse prestes a desmaiar. Puxou a mochila, alcançando o pacote de balas. Colocou três de vez na boca. Após mastigá-las lentamente, sentiu-se melhor. A hipoglicemia passara, mas a culpa continuava.
—Meu Deus... O que eu fiz...— Silenciou. Seus pensamentos a envolviam como um turbilhão; Aqueles meninos, eles com certeza voltariam pra Pallet Town, e contariam a todos o que tinha feito. Imaginou as reações de todos que conhecia, seu pai, sua mãe, Wendy. O professor Carvalho, que confiara tanto nela.
Invocou Bulbassauro, que lhe cheirou amistosamente. Abraçou-o. —Eu estraguei tudo, Yujin.
Alguns quilômetros perto dali, um rapaz caminhava num andar furtivo, a mochila um pouco surrada no ombro, um boné preto sobre seu cabelo espetado da mesma cor, a pele bronzeada pelo contato prolongado com o ar livre. Tirou o mapa de Kanto da mochila: Desembarcara no porto de Vermilion, e depois andara fora da rota até Pallet ao invés de seguir a rota em direção à Saffron. Riu consigo mesmo. Nenhum daqueles policiais otários iria procurá-lo naquela região calma de treinadores iniciantes. Um recomeço até que caía bem, pensou;Era tudo que precisava naquele momento. Uma nova região, novos pokémons, e o principal, uma nova identidade. Guardou o mapa, e olhou rapidamente para as seis pokébolas que carregava na mochila: Chimchar, Buizel, Starly, Roserade, Riolu e Elekid tinham trabalhado duro e precisavam de descanso. Tinha chegar logo em Viridian para comprar mais potions e revives e então sumir. Também compraria comida para si e para eles, pensou, limpando o suor do rosto, observando o riacho que corria próximo à estrada, enquanto a cidade de Viridian despontava entre as planícies.
Parou, se abaixando sobre ele para encher seu cantil—Não sabia se teria de sair correndo de lá ou não, afinal. De repente, ouviu um ruído, parecendo um miado de algum Skitty. No começo era baixo, mas depois pareceu ir se aprofundando. Então caiu em si; Não era um miado, era um choro de criança, bem alto, por sinal. Ergueu a cabeça, encontrando enfim a direção. Vinha de trás do arvoredo do outro lado do riacho. Daria um passo sobre as pedras que cruzavam de uma margem a outra, quando estancou ali. “Você já tem muito com o que se preocupar. Deixe os outros resolverem seus próprios problemas.” Dizia uma voz interna. Olhou para o arvoredo; era escuro, nenhuma criança entraria lá sem um motivo forte. E se estivesse ferida?
—Droga!— Fechou os punhos, com raiva, se virando. Não era problema dele. Quem quer que fosse poderia se virar bem, a cidade estava a poucos metros... Sentiu uma pontada no braço, no mesmo lugar onde aos seis anos, o Pinsir do dono de uma banca de frutas o atacou por estar roubando. Suspirou.—As cidades daqui devem ser mais hospitaleiras...—murmurou entredentes. O choro ia ficando mais insuportável aos seus ouvidos. Podia ser e certamente era todas as coisas ruins que ouvira gritarem para si, mas uma coisa ele não era, e isto seria um covarde. Cruzou o riacho, indo até lá, a voz apitando: “Você ainda vai se ferrar de novo um dia, Pablo!”
Foi se aproximando cauteloso, até que avistou a fonte daquele ruído: Uma menina gorducha. Devia ter uns onze, ou doze, mas era difícil dizer. Tinha um Bulbassauro ao qual chorava abraçada. O Pokémon logo o percebeu escondido e rosnou na direção dele. A menina o encarou, os olhos azuis arregalados e as faces avermelhadas e lacrimosas: —Quem está aí?
Se colocou de pé, mostrando as palmas das mãos, tentando tranquilizá-la. A menina também se pôs de pé, assustada, Bulbassauro parecendo cada vez mais ameaçador. Tentou falar algo, mas as palavras não lhe vinham à mente com facilidade:
—É que eu ouvi um choro, e eu vim checar pra ver o que era...
—Você estava se escondendo, isso sim! Sai daqui, seu pedófilo!
Pablo franziu a testa, estarrecido: —Escuta aqui, eu não sou nada disso não! Eu só não queria... Te assustar, ora.—acrescentou, sem poder falar a verdade.
—Ah, claro, como se se esgueirar pelos arbustos não fosse assustador.
O rapaz botou as mãos nos quadris olhando a menina de lado, incrédulo: —Sabe de uma coisa, eu estava preocupado com o choro, mas pensando bem, você me parece muito bem. Acho melhor eu ir andando. Passar bem! — Deu meia volta, quando ela gritou.
—Espera! Por favor!— Se virou, parando. Deixou que a menina corresse até ele, então ouviu-a:
—Você vem de Pallet?
—Hã, sim. É claro.— Devia ser a resposta certa.
—Você conhece Marty Steel? Ou a família dele?— Franziu a testa; Não conhecia ninguém em Kanto! Menina ingênua, tinha acreditado nele.
—Não. Por quê?— respondeu logo.
—Eu estou com problemas com ele.— Olhou para ela. Problemas, pffft. Pra uma menininha bem vestida como aquela, problema devia ser ter emprestado um Pokémon ao tal Marty e não conseguir que o devolvessem. Assentiu, perguntando desinteressado:
—Que tipo de problemas?
—Grandes, do tamanho de um Blastoise.— A menina disse, o que só aumentou a sua suspeita de que era uma coisa absolutamente sem importância.
—Hã-hã. Olha garotinha, eu tenho certeza que alguém da sua cidade pode resolver o seu problema. Eu preciso ir.
—O problema é esse! Eu não posso voltar, eles vão me prender!
—Olha menina, eu não sei o que você fez, mas tem que ser uma coisa muito grave pra te prenderem, sabe... Se você não matou ninguém, então acho que está tudo certo.
A menina caiu aos prantos na mesma hora, sentada no chão. Pablo assistiu, estupefato: — Espera aí, você matou alguém?
—Eu não sei! O Marty, ele me aborrecia o tempo todo! Eu não queria matar ele, mas é que na hora eu fiquei tão zangada... que eu...—dizia entre soluços. Pablo tentava arrumar aquele discurso de forma compreensível: —Está dizendo que você tem esse colega, o Marty, e ele te irritava muito, então você...
—Mandei meu Pokémon usar folhas navalha nele... Quando eu vi, eu mandei parar, mas já era tarde... O rosto dele ficou todo esfolado, em carne viva, e ele gritava muito. Acho que eu matei ele, mas não sei, eu saí correndo.
—Por Arceus, a coisa é séria mesmo. Olha garotinha...
—Meu nome é Lucy.
—Hum, ok, Lucy... Escuta, eu acho que você tá certa em se preocupar, pelo que você me disse, ele deve estar bem machucado, e é muito bom que você esteja arrependida.—Ela encostou o rosto em sua jaqueta, ainda chorando. Apesar do desconforto da situação, tocou-lhe o ombro tentando acalmá-la: — Sabe, às vezes ferimos os outros quando estamos feridos.— Pablo ia falando e se surpreendeu com a maturidade de suas palavras. Ela o encarou, parecendo mais tranquila.
—O que vai acontecer comigo?
—Acho que se você fosse maior de idade seria mais grave. Mas você sendo uma treinadora iniciante, acho que você seria impedida de continuar a jornada, pelo menos até o ano que vem.
—Eles vão tirar meus pokémons de mim? Até o Yujin?
—O seu inicial? Ah, pra dizer a verdade não sei, não tenho certeza.—A menina limpou as lágrimas remanescentes.
Pablo baixou os olhos, sem conseguir afastar a imagem dela de si. Acabou dizendo: —Vá pra casa, menina. Não vale a pena viver fugindo e se escondendo se você pode voltar pra sua família.— Se levantou, se preparando para ir embora quando ela lhe puxou a mãos pelas pontas dos dedos, falando timidamente: —Obrigada...Qual o seu nome?
Demorou um pouco, e respondeu, falando baixo, um pouco envergonhado:—Paburo.— Era a versão em japonês do seu nome, que ele pronunciara assim especialmente para a compreensão dela.
—Você quer dizer Pablo, não é?
—Er...—Ficou um pouco desconcertado, até que ela explicou:
—Tudo bem, eu sei falar espanhol, um pouco. Aprendi na escola.
Pablo assentiu com um pequeno sorriso, e então se virou, continuando seu caminho. —Adeus, Lucy. Boa sorte.— disse, seguindo em direção à Viridian. Apesar da despedida e do seu conselho, aquela estaria longe de ser a última vez que a veria.
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Lucy se virou para seu Pokémon. Após um último abraço, apontou a pokébola para ele, ordenando que voltasse e ergueu a bicicleta do chão com um olhar vago. Teria de encarar todos que depositaram confiança nela mesmo, então que fosse do modo menos vergonhoso possível.
Arrastava sua bicicleta em direção à Pallet, já quase anoitecendo quando ouviu o celular tocando dentro da mochila. Atendeu aflita , ouvindo a voz de sua mãe, que lhe falava quase num sussurro:
—Lucy! Minha filha, você está bem?
Seu coração deu salto, e ela começou: —Mãe, eu sinto muito! Não queria que nada disso....— Pra sua surpresa, Greena a interrompeu, sua voz saindo arranhada fazendo força pra se conter através do murmúrio:
—Eu sei, Lucy! Aquele pirralho nojento do Marty!
—Mãe?
—É isso mesmo, ele veio acusando você, mas eu iria acreditar em quem? No menino era mal-educado desde a pré-escola ou em você?
—Mãe, ele me cercou enquanto eu treinava, junto com os amigos dele. Me xingaram e riram de mim, fazem isso desde que entraram na escola, mas eu não tive coragem de contar, achei que não iria me deixar ser treinadora...—Desabafou, soluçando. Houve uma pausa, então a voz cálida de sua mãe continuou:
—Olha, eu não gostei de como você reagiu, mas não vou deixar eles tirarem esse sonho de você, Lucy! Se tivermos que ir pra justiça, nós vamos, mas não vão te impedir agora, entendeu?
Lucy não sabia o que dizer; Seus olhos se enchiam de lágrimas novamente:—Mãe...
—Sem mais! Vou mandar o dinheiro pra você pela sua conta na internet, assim você pode comprar potions e revives e não precisa passar no centro Pokémon. Também evite as policiais Jenny, elas são programadas pra identificar e prender treinadores ou pessoas procurados. Procure a sua avó, Eleanor, no ginásio de Vermilion. Ela vai te ajudar.
—Mas e vocês, como ficam?
—Eu vou tentar convencer a família do Marty a retirar a queixa e o processo, mas isso não importa agora. Vá! Corra!
—Obrigada, mãe!— Lucy desligou, montando na bicicleta e pedalando o mais rápido que podia de volta a Viridian, o coração se enchendo de esperança novamente.
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