Oneshots NCIS'S
20 The Storm
A ligação veio naquela manhã estranha. Uma chuva torrencial havia começado e não parou. Gibbs sabia que havia algo muito errado na maneira que Vance lhe disse o que estava lhe dizendo.
Abby havia sido sequestrada em los Angeles e apesar de todos os esforços da equipe de LA, eles não conseguiram descobrir quem ou o que havia levado Abby. As câmeras do bar era quase nulas e a câmera presente não capturou nada sobre nada.
— Eu sei que temos casos, Leon, mas estou indo para Los Angeles. – Gibbs desligou seu celular e pegou algumas roupas básicas para ele e alguns dos pijamas de Abby.
Ele sempre a fazia ficar com ele caso passasse da hora de dirigir. Abrindo o celular, seus dedos discaram um número conhecido. Gibbs precisava desse favor. Abby poderia não ter muito tempo.
— Fornell, eu preciso de um favor e rápido. – Gibbs arrumou as malas para ir ao aeroporto.
O carro de Tony parou na entrada e o agente estava pronto com Tim e Ziva. Eles supostamente tiraram um dia de férias e Gibbs sorriu para o time e entrou com eles. Fornell havia conseguido o jato emprestado do FBI depois de ameaçar entregar segredos de oito agentes.
— Eu estou indo junto, no entanto. – Tobias falou. – Eu gosto de Abby tanto quanto vocês.
E lá foram todos em busca da amiga. Cada um refletindo o que poderia ter acontecido nos momentos antes dela provavelmente ser raptada.
McGee segurava um colar de morcego, que fora um presente dela, mas ele nunca o usara no pescoço, uma vez que guardava em um bolso de sua mochila como um amuleto de coragem.
Callen e Sam aguardavam a equipe no aeroporto. Eles estavam preocupados, apesar de Callen ter uma espécie de pé atrás quando a cientista chegasse que fora esquecida no segundo que ele percebeu que ela não queria ensinar ele a fazer seu trabalho.
— Como Eric está? – Foi a primeira coisa que Gibbs perguntou ao entrar no carro.
— Ele ainda acha que é culpa dele. — Callen apertou as mãos no volante. – Nenhum de nós, nem mesmo Nate tinha conhecimento que demos Abby para o assassino de bandeja.
— Nenhum de nós pensou isso. – Tony claramente estava se culpando. – Mas sabendo que se alguém quisesse chegar a nós usariam Abby, uma vez que ela não anda armada e é adorada por todos.
Entrando na sede da NCIS de Los Angeles, Gibbs viu Eric correr para cima. O rosto do jovem estava completamente vermelho de tanto chorar.
— Jethro. – Hetty abraçou Gibbs um pouco mais forte. – Como está lidando com isso?
— Nada bem. – Gibbs não tinha motivos para mentir. – Mas vai ficar melhor quando Abby voltar.
— Então talvez devesse ver algo. – Hetty apontou para cima e Gibbs subiu. – Tony, McGee e senhorita David.
— Prazer. – Tony fez um sinal de reverencia a Hetty e subiu, seguindo o chefe.
— Oi. – Ziva deu um abraço mais apertado do que o costumeiro. – Desculpe, mas eu não estou lidando com isso, apesar de ser uma agente treinada.
— Ninguém espera que você faça, querida. – Hetty deu um beijo em sua testa. – Timothy, bom ver você.
— Senti sua falta. – McGee e Hetty realmente se conheciam. – Eu preciso subir.
— Vá. – Hetty despenteou o cabelo ralinho dele. – Agente Fornell.
— Hetty. – Fornell apenas trocou um olhar com Hetty.
Eles subiram bem a tempo de ver Gibbs sair correndo da sala. O agente desceu as escadas, vasculhou a bagagem e saiu voando da sede. Algo o fez ter essa reação. Entrando na sala em questão, Abby aparecia com sangue escorrendo pelo rosto, mas ainda viva.
Callen recebeu um aceno de cabeça de Hetty e foi ao encontro de Gibbs. Encontrando ele no estacionamento, Gibbs fez ligação direta em um carro qualquer e Callen apenas abriu a porta e se sentou.
— Não me olhe assim, Gibbs. – Ele colocou o cinto de segurança. – Você não vai sozinho ao encontro de um psicopata.
— Exatamente chefe. – Tony abriu a porta e foi seguido por Ziva e Tim. – Estamos todos nessa por Abby.
— Sim, ela é nossa amiga. – Ela olhou para McGee. – Ok. Talvez para Tim seja mais que amiga ou irmã.
Ele não disse uma palavra, mas Gibbs ligou o carro e eles foram em busca da amiga.
— Eu consegui descobrir uma parte da mensagem. – Eric falou pelo comunicador. – Barulho de construção. Procurei algumas propriedades que eram do Smith e descobri uma que tem uma obra. Já está em seus celulares.
Parando na porta do prédio, Gibbs sentiu que parecia muito fácil.
— Parem! – Eric gritou no fone. – Abby sinalizou. Barulho de construção, armadilha nas portas.
— Deve ser gás butano. – Gibbs passou a mão com cuidado. – Como vamos fazer isso?
— Há uma claraboia. – Eric mandou a planta. – Vai dar direto no meio da sala.
— Isso quer dizer que precisamos de alguém rápido no gatilho. – Callen olhou para baixo e deu um suspiro. – Miami?
— Miami era a metade disso e a gente ainda se machucou. – Sam havia chegado bem na hora assim como Kensi.
— Um de nós poderia pular e cair bem. – Callen deu um falso sorriso, observando Gibbs ficar longe disso.
— Se um de nós fosse o Peter Pan. – Sam respondeu.
— Chega. – Gibbs pegou a mangueira de incêndio. – Me segurem.
— Pessoal, precisam entrar logo! – O grito desesperado de Eric interrompeu a discussão. – Agora!
Gibbs já havia amarrado a mangueira em sua cintura e com todos os agentes disponíveis o segurando, ele preparou a arma e pulou.
Abby estava com medo. Especialmente quando viu o homem se aproximar dela com um machado. Ela fechou os olhos com medo do destino. Ela iria morrer aqui e a equipe nunca descobriria o que houve com ela.
Mas ouvindo o vidro quebrar e bater em sua cabeça, ela os apertou mais. Tiros soaram e Abby teve medo de abrir seus olhos.
Alguém claramente havia pousado a sua frente e ela sentiu que a arma era guardada.
— Abbs? – Gibbs quase implorou para ela voltar a abrir seus olhos. – Acabou agora.
— Gibbs? – Ela abriu os olhos, mas se sentiu cada vez mais tonta. – O que está acontecendo?
— Eu não entendi? – Gibbs viu quando Abby desmaiou ainda amarrada a cadeira. – ABBY!
— Gibbs, não quero que assuste, mas tem gás vazando e precisamos puxar vocês dois por cima. – Tony falou. – Coloque a corda em volta de você e preciso que segure Abby com você quando nós erguemos vocês.
Gibbs cortou as cordas de Abby, passou a mangueira de volta e a pegou. Puxando um pouco, eles foram levantados do chão e passaram pela clarabóia.
Uma ambulância parou e Abby foi descida, assim como Gibbs. Ele teria que ir ao hospital de qualquer forma, então aproveitou para ir com Abby na mesma ambulância.
Depois de os dois serem verificados e cuidados, Gibbs estava sentado na cabeceira da cama de Abby. Ela tinha um curativo que descia pelo couro cabeludo até o rosto devido ao corte profundo que Tom Smith, o fantasma havia feito nela no momento que a raptou.
— Ela vai ficar bem, eventualmente. – Gibbs falou para Ziva. – Pode ir para casa, ok?
— Eu vou para o hotel, Gibbs. – Ziva sorriu para ele. – Me chame se Abby acordar.
Gibbs tentou pegar um livro e ler, mas ouviu uma entrada de ar vindo de Abby. Ele olhou para a cientista e sorriu quando ela acordou.
— Ei, Abby. – Gibbs virou-se para ela. – Como está?
— Como se eu tivesse sido raptada e quase morta. – Ela viu que a brincadeira afetou Gibbs. – Sinto muito.
— Não sinta. – Gibbs sorriu para ela. – Ele está morto, você está viva e Vance pode ir tomar no cú. Não quero saber se ele vai me demitir, me suspender. Fiz isso porque não abandono minha equipe.
Abby sorriu, mas teve que parar quando uma dor a atingiu.
— Vá com cuidado, Abbs. – Gibbs a ajudou a respirar com calma. – Quando você for liberada, vai ficar na minha casa.
Abby apenas relaxou na cama do hospital. Ela precisaria dar depoimentos, dar sua versão dos fatos, talvez acabar sendo investigada pela corregedoria, mas a coisa que veio de tudo isso foi um encerramento para os parentes de 15 outras vítimas, inclusive, Frank McKellon, o recém pai morto.
Eric havia ido ao hospital e Abby apenas disse a ele que não era a culpa dele e que queria tomar uma bebida sem compromisso. Afinal, Tim finalmente decidiu dar um passo para a própria felicidade, perguntando a Abby sobre namoro.
Afinal, Ziva e Tony estavam juntos em segredo.
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