Oneshots NCIS'S

30 Suspeito Inesperado


Quando o caso começou, tudo parecia mais um caso normal. Um marinheiro havia sido morto pelo que parecia ter sido uma arma inovadora, mas que ainda não estava disponível para o público.

Ou para qualquer um, na verdade.

Mas o fato que essa era uma arma quase inexistente ajudou Abby a rastrear o único homem que tinha a arma. Ele mesmo: Anthony Stark. Ela se sentou em frente ao computador do laboratório ainda tentando decidir se ligava para Gibbs, para o próprio Tony Stark ou se desmaiava.

Na dúvida ela ligou para Vance, porque ele saberia o que fazer.

— Ouvi dizer que você tem um suspeito. – Gibbs entrou na sala do diretor, sem bater.

— Pode entrar Gibbs. – Leon olhou para Gibbs, tentando sem sucesso não revirar os olhos. – E sim, eu tenho um novo suspeito.

— Certo. E eu vou ter que adivinhar ou você vai me falar quem é? – Gibbs não ia muito com Vance e ele não entendia o motivo.

— Ele é um empresário e super-herói nas horas vagas. – Vance olhou para Gibbs. – Eu acho que é hora de trazer Tony Stark para uma conversa.

Gibbs olhou para Vance, tentando descobrir do que diabos o homem estava falando. Ele sabia que já havia ouvido falar nele, mas honestamente, ele não sabia de onde.

— Empresário, bilionário, magnata E super-herói. – Leon ainda viu a confusão de Gibbs, mas parecia diferente de antes. – Meu filho coleciona isso.

— E parece que agora eu também. – Gibbs apenas revirou os olhos.

Tony DiNozzo passeava pelo corredor, parecendo pronto para tietar alguém. Ele nem podia imaginar que o próprio Tony Stark estaria na sede oficial da NCIS, sendo acusado de assassinato.

— Como eu estou, McLover? – Tony perguntou pela quarta vez em duas horas. – Quero dizer, eu pareço bem?

— Vou dizer o que você provavelmente já ouviu outras três vezes. – McGee suspirou. – Você está perfeito, Tony. Mas parece que vai conhecer seu herói predileto.

— Tony Stark é como eu me imagino daqui há alguns anos. – Tony retirou algumas revistas de sua pasta. – Cheio da grana, sendo desejado por várias mulheres e trabalhando como inventor e super-herói.

— Meninos tem sonhos malucos. – Bishop falou de sua mesa. – Quando eu era criança eu queria ser astronauta. E aqui estou eu, correndo atrás de assassinos.

— Eu realizei o meu. – Tim sorriu despretensiosamente. – Um agente da lei, autor publicado, verdadeiro homem apaixonado.

— Eu acho que ele chegou. – Tony podia ouvir os cliques de câmeras do lado de fora. – Meu Deus, é agora.

O elevador apitou e todos soltaram os arquivos para ver se ele realmente estava por lá.

Tony Stark estava tendo um bom dia quando a ligação do diretor Vance interrompeu. Ele estava criando um novo dispositivo para seu protegido, homem aranha quando aquela ligação que o acusou de assassinato o interrompeu.

— Isso é ridículo e vocês sabem. – Tony Stark saiu de dentro do elevador e olhou para três agentes. – Olá, bom dia a todos.

— Senhor Stark. – Tony DiNozzo ficou frente a frente com o seu homônimo. – Sou o agente Anthony DiNozzo, Jr. muito prazer.

— Que coisa legal, você é meu colega de nome e apelido. – Tony Stark apertou a mão de Tony.

— Prazer, eu sou o agente Tim McGee e essa é a agente Bishop. – Tim viu Tony Stark olhando para Abby, que estava perto de Ducky e começou a sentir ciúmes. – Essa é minha namorada, Abby Sciuto. A melhor cientista que existe. E aquele é o Dr Mallard.

— Muito prazer, senhorita Sciuto. – Tony beijou a mão dela. – Dr Mallard.

— Me chame de Abby, por favor. – Ela corou com a demonstração de carinho de Tony Stark.

— Agora que as crianças já se apresentaram, acho que já podemos seguir para o interrogatório, Sr Stark. – Gibbs revirou os olhos.

— Oh, sim. – Tony se despediu de todos e seguiu para o interrogatório. – Espero que seja breve. Tenho que encontrar com meus amigos vingadores em 2 horas.

— E eu tenho que me encontrar com a Cindy Lauper. – Gibbs ganhou olhares de zoação. – Nem pense em fazer piada com isso.

Stark se sentou na sala de interrogatório e esperou que Gibbs chegasse. O homem mais velho chegou com arquivos em mão e se sentou na cadeira a frente de Stark.

— Onde você estava há duas noites? – Gibbs perguntou, olhando diretamente nos olhos de Stark.

— Eu estava em New York, salvando o mundo, mais uma vez. – Stark respondeu. – E eu tenho imagens de televisão que comprovam onde eu estava.

— Li em algum lugar que você pode controlar suas armaduras de longe. – Gibbs estava tentando se controlar. – Você conhecia o marinho Steve?

— Eu acho que já vi esse homem uma ou outra vez em diferentes cidades onde nós e eu incluo meus colegas vingadores estávamos. – Tony olhou mais uma vez para a imagem.

— Certo. – Gibbs passou a imagem do que era a arma provável de ser a arma do crime. – Essa foi a arma usada para matar o marinheiro Steve. Você a reconhece?

— Sim, eu a criei. – Stark entendeu o porquê de ele ser suspeito. – Mas se acha que eu tenho algo com isso, você está errado. Eu provavelmente não sou a única pessoa a ter ela.

— Você disse que não a vendeu... – Gibbs resolveu testar um pouco mais de nervoso. – Quer me dizer que pode haver outra pessoa com essa arma?

— Provavelmente. – Stark mostrou algumas imagens em seu telefone. – Há alguns anos, um fabricante de armas contratou um cara que entre tudo tentou me matar. Ele se chama Justin Hammer. Digamos que ele era um pouco pirado. Se ele conseguiu fabricar um monte de vingadores falsos, Justin poderia muito bem ter conseguido os planos da arma.

— Como tem tanta certeza? – Gibbs perguntou, quase se acreditar.

— Porque ele é maluco. – Stark apenas balançou a cabeça. – Acho que eu posso mandar o meu álibi para sua cientista.

— Sim, mas não ouse tentar se aproximar de modo diferente dela. – Gibbs cruzou os braços. – Ela é como minha filha. Se você machucar ela ou qualquer um da MINHA equipe, nós vamos ter uma conversa.

— Eu não quero namorar com ela, agente Gibbs. – Stark deu um sorriso. – Eu tenho Pepper comigo. Mas isso não vai me impedir de ser amigo da senhorita Sciuto.

Saindo da sala de interrogatório, Tony Stark tirou fotos com vários agentes, sem perder o olhar super protetor de Gibbs sobre Tim, Tony, Bishop e sobretudo Abby.

Ele parecia Nick Fury sem o tapa olho e de cabelo grisalho.

Quando o álibi do bilionário foi finalmente confirmado, a equipe seguiu as pistas que Stark mandou para Abby e chegaram a Justin Hammer, que estava projetando uma arma sem autorização.

É claro que dessa vez, ele foi preso não só pela morte do marinheiro, mas por produzir arma com poder letal. Ele foi condenado a perpetua.

Gibbs sentiu uma batida na porta e a abriu, encontrando um pacote de presente. Pegando o cartão, ele percebeu que era de Tony Stark.

“Prezado agente Gibbs.

Nesse tempo que trabalhamos juntos ou quase isso, eu aprendi algumas coisas sobre todos vocês. Aqui está m pequeno, mas bastante maravilhoso presente desenvolvido pelas indústrias Stark para o time todo usar.

Semper Fi, agente Gibbs”.

Quando Gibbs abriu, ficou sem palavras. Aquele presente simples faria a equipe se sentir como os vingadores.

Ele mal podia esperar a segunda feira para mostrar a todos.