Oneshot's - Histórias aleatórias.

1 Fliperamas: o lugar que mais gostamos!


Notas iniciais
História sobre um irmão e uma irmã que adoram fliperamas.

Em uma pequena cidade pequena...

“Hehehe, onde tu vais Rafael? Me espera” – Disse com um sorriso em sua face, sua irmã, Rafaela, a Rafael. “O fliperama não vai sumir não, tá.” – indaga fazendo um beicinho. Correndo em direção ao seu irmão e agarrando seu braço, sorrindo. O mesmo, com uma feição de meio tediosa, meio raiva, indaga: “Sempre a mesma coisa, Ráfa. Tu nunca me deixas em paz, mesmo quando estou à procura de uma diversão solo com videogames e muitas porcarias para comer.”

“Bem, isso não é problema meu. Se eu gosto de ti, tu vais ter que me aturar” – afirma mostrando um rosto de deboche/sorriso.

Ambos os irmãos adentram em seu ônibus cotidiano que mesmo com bancos rasgados, um motor pouco funcionante e um motorista nada agradável, ainda sim é usado para irem à escola, aos parquinhos que tanto adoram, ao centro de jogos etc., ou seja, é extremamente útil.

Discutindo, brincando e jogando, passaram-se algumas dezenas de minutos dentro do ônibus o que acarretou na chegada do ponto tão esperado pelos irmãos, logo à frente de seu já citado local preferido.

Ao entrar o canto dos lábios na face dos irmãos subiram ainda mais do que já haviam de estar. O ar, à temática, o espírito deste local transpassa aos irmãos o que eles sentem de maior felicidade; alegria. Poucos locais ou situações conseguem dá-los tanta alegria quanto o fliperama. “Vamos, vamos, irmão, devemos jogar Pacman.” – sorrindo, Rafaela diz ao seu irmão.

Correndo, os irmãos vão em direção a sua cabine de jogos favorita: a cabine do jogo Pacman. Apesar de bem antiga, ainda estando conservada, continua a ser um jogo bem popular entre as pessoas em geral. Um jogo de dificuldade mediana, períodos de jogatina e diversão deveras elevado, tanto em alegria quanto em tempo. Principalmente quando os períodos de histeria e raiva ao perder uma partida são compartilhadas com outros.

Rafaela, com seu entusiasmo já aparente ao encostas na máquina, esquece-se que a mesma exige uma ficha para funcionar. “Rafael, vá até a entrada e compra algumas dúzias de fichas. Hoje irei me esbaldas nessa cabine!”

Logo após a compra, Rafaela pega uma das fichas, insere na máquina e inicial o jogo no modo de maior dificuldade que existe naquela cabine. Observando Pacman correndo para lá e para que na tela e morto pelos fantasmas diversas vezes, Rafael, com toda sua calma – ou preguiça, dependendo do ponto de vista – indaga uma opinião a sua irmã: “Tu devias ter escolhido um modo de jogo que seja mais fácil, pois tu és bem mediana neste game, não?”

“Hã? Eu sou boa! Tu não vês? Apesar de ter morrido algumas vezes já quase completei as fazes algumas outras. Tu que é chato e não quer reconhecer a minha capacidade de jogar, seu bobo. Venhas cá e jogue melhor que eu então.” – com indignação Rafaela observa o rosto preguiçoso de seu irmão. Sai da frente da tela logo após perder mais uma partida (e mais uma ficha) para dar lugar ao seu irmão, cujo insere mais uma ficha para conseguir jogar. Senta-se, observa uma estratégia para conseguir ganhar o jogo.

Inicia a partida com o Pacman um pouco abaixo da caixa que contêm os tão temidos fantasmas. Correndo em direção a leste, Pacman desvia de alguns fantasmas para encabeçar diversas bolas para ganhar pontos, transpassa na porta dimensional que leva ao outro lado para que, assim, não seja pego pelos fantasmas cujo se aglomeraram em um só lugar. Correndo pela lateral direita superior, Rafael utiliza o Pacman para ir à área de menor densidade atual no mapa, donde há alguns pontos à mais. Comendo o ponto maior, os fantasmas ficam piscando em branco e azul escuro, aonde se caracteriza essa parte do game à habilidade ao Pacman de comer seus adversários o que os transporta de volta a caixa no meio do game. Dependendo da estratégia, poderá ser uma vantagem tê-los comido no final do game, porém, Rafael não calculou isso bem, o que o fez desperdiçar essa bola especial presente em pontos estratégicos do mapa.

Rafael, percebendo seu erro, começou a fugir com velocidade em direção a ala esquerda inferior do mapa, donde, ali, não há nenhum fantasma. Sendo assim, reorganizando sua estratégia, Rafael, com uma expressão concentrada, move seu Pacman em direção a ala esquerda média, para que consiga passar pela porta dimensional em direção a ala direita média. O fazendo, Rafael move seu Pacman em direção ao canto superior direito, donde não comeu praticamente bolas nenhuma. Indo até o local, comendo-os e fugindo dos rapidíssimos fantasminhas, Rafael mostra uma superioridade estratégica com relação a Inteligência Artificial antiga dos pequeninos. Depois que a parte superior do mapa já estar praticamente finalizada, tendo apenas a parte inferior direta com ainda diversos pontinhos, grandes e pequenos, Rafael dirige seu Pacman até o loca. Fugindo dos fantasminhas, Rafael termina de comer todos os pontos e finaliza a fase, mostrando superioridade técnica com relação a sua irmã, Rafaela.

Depois de mais algumas dúzias de partidas e algumas horas de diversão, os irmãos vão em direção ao ponto do ônibus que os levará até sua casa. Com um beicinho estampado em sua face, Rafaela segura o braço de seu irmão com muita força, deixando algumas marcas vermelhas no loca. O irmão, indiferentemente, apenas suspira um pouco mais forte, indiferente com relação a imaturidade de sua irmã.

“Ei, tu queres um sorvete antes de pegarmos o ônibus? Eu pago.” – disse Rafael. Sua irmã até então com uma face de poucos amigos, abre um belo sorriso. “Claro!!”

Com um grande sorvete e um belo sorriso no rosto, irmão e irmã, para finalizar o dia, vão em direção a sua casa. Mais um dia feliz de um irmão e uma irmã que são extremamente ligados emocionalmente.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Postem uma review, por favor.