Oneshots Havaianas
31 Agencias Irmãs
Era uma situação fora do controle para a Five 0, algo que era inédito até para eles.
Um traficante de armas estava em terras havaianas e eles não estavam conseguindo lidar sozinhos com ele. O homem era arrogante demais e já tinha mandado um recado para os agentes tomarem cuidado com suas parceiras e parceiros.
Steve deixou Anna e Wal em uma casa segura nas últimas semanas, mas elas não poderiam viver lá por anos se fosse o caso. Ele precisava de reforços e foi por isso que ele ligou para um de seus amigos.
— Sam, eu preciso de ajuda. – Steve ligou para Hanna. – Eu preciso da NCIS nesse caso. Sei que vocês estão lidando com ele e eu preciso da ajuda.
— Conte como feito. – Sam olhou para Callen, Kensi e Deeks. – Estaremos no primeiro avião que conseguirmos.
Desligando o telefone, Sam se levantou e foi falar com Hetty a respeito de ir para o Havaí. Eles não tinham tempo para pensar em uma resposta e Hetty viu a preocupação de Sam.
Ele já havia perdido Michelle para um inimigo e não conseguia se ver perdendo Any para outro.
Eles decidiram levar suas parceiras para a ilha. Elas ficariam a salvo na casa segura que as outras garotas já estavam.
Elisa, a noiva de Callen embarcou na viagem, mesmo estando de três meses de gravidez. Ela não queria ficar longe de G e sabia exatamente que ele a protegeria de qualquer perigo.
— É bom ter vocês aqui. – Steve esqueceu do aperto de mão e abraçou Callen. – Senhorita.
— Essa é minha noiva, Elisa. – Callen a apresentou. – Aquela é a namorada de Sam, Any. Achamos melhor trazer as nossas companheiras.
— Siderov é uma pedra afiada. – Sam respondeu. – Nem acredito que o deixaram livre.
Deeks e Kensi desceram do avião, entrando em contato com Steve e Danno. Os dois pareciam preocupados com alguma coisa e Kensi decidiu perguntar.
— Há algo que a gente não sabe? – Kensi cruzou os braços. – Vocês dois parecem estar escondendo alguma coisa.
— Siderov mandou uma mensagem, se pudermos chamar assim. – Steve passou o telefone para os agentes. – Ele conhece todas as esposas da gente. Chin e Kono estão com seus parceiros e famílias na casa segura, assim como minha esposa e a esposa de Danno.
— Então, vamos acabar com essa peste. – Callen pegou a mão de Elisa e a colocou em um carro junto com Any e Duke. Elas estavam indo para a casa segura. Nada de deixar as duas correr o risco.
Anna resolveu dar uma pequena caminhada pelo lugar. Parecia tudo tão calmo até sentir uma mão a puxar para longe da casa e outra tapar sua boca. Ela foi puxada para dentro de um carro e foi drogada com tranquilizante, antes mesmo de sair da propriedade.
Wal estava preocupada com a demora de Anna na sua volta e percebeu tarde demais que ela havia sido raptada. Olhando para os dois oficiais na casa, ela correu para o andar de cima, trancou a porta e pegou um isqueiro e um frasco de desodorante.
Quem passasse por aquela porta e não fosse amigo, ela queimaria.
Steve sentiu um aperto no peito e se virou para a rua. Era como se alguém o socasse e correndo, ele pegou o camaro com Danno tomando o maior susto quando o amigo entrou e deu a partida para ir até a casa segura.
Ele notou a calma e o seu coração ainda doía e cada vez mais forte. Ele então correu até a casa, nem deixando o carro estacionar direito e entrou na casa. Os dois oficiais agora o olharam assustados.
— Onde está Anna? – Steve exigiu saber. – Onde está Wal?
— A senhorita Willians se trancou no quarto. – Eles olharam para Steve. – Achamos que a sua esposa foi raptada.
— ESTÁ DEVERIA SER UMA CASA SEGURA! – Steve ficou nervoso e chutou uma lata de lixo, correndo para fora.
— Steve, onde diabos você está indo? – Danno precisava acalmar o amigo. – Não vá fazer besteiras.
— Siderov raptou Anna. – Steve viu o amigo ficar branco. – E eu vou quebrar a cabeça dele.
Ele nem esperou uma réplica de seu amigo antes de correr porta a fora. Ele estava puto e Siderov teria sorte se recebesse uma bala apenas na cabeça.
Callen e Sam sabiam então que mandar as mulheres para o quartel general da Five 0 era a melhor opção.
Se juntando a Steve, toda a equipe correu para resgatar Anna.
A garota estava amarrada a um poste, bufando de raiva. Ela não era uma donzela em perigo, mas ela também não era treinada em armas, apesar de agora ser uma das primeiras coisas que ela pediria ao marido.
— Escuta aqui, seu feioso. – Anna ganhou a atenção de Siderov. – Se você acha que meu marido não vai vir atrás de você, você pode tirar seu cavalinho da chuva.
— Eu não tenho cavalos. – Siderov não entendeu o ditado. – Mas eu sei que Steve McGarrett não tem poder de fogo como eu tenho.
— O enterro é seu, de qualquer jeito. – Anna começou a bolar um plano B.
Steve pegou o helicóptero de Kamekona assim que conseguiu. Ele prometeu ajudar o amigo a comprar um segundo e um terceiro se ele o deixasse usar o atual. Como Kamekona sabia que Steve era louco por Anna, ele deixou.
Callen, Sam, Deeks, Chin, Kensi e Kono se espremiam no helicóptero, mas nenhum deles deixou Steve ir sozinho. Cada um com sua própria arma e Steve com sua sede de vingança.
Siderov ouviu o som distinto de um helicóptero chegando perto e pegou Anna, a forçando a ficar de pé antes de quebrar o braço dela para provar que ele falava sério.
Ele não percebeu que estava mexendo com a pessoa errada de novo.
Steve desceu do helicóptero. Jerry, Eric e Nell haviam conseguido a localização de Siderov e nenhum deles quis dizer como.
Steve parecia estar pronto para a guerra. Ele substituiu a arma tradicional por um fuzil e colocou cartuchos no peito. Rambo teria inveja dele.
Derrubando a fechadura com um único tiro, Steve a chutou. Ele atirou em três capangas de Siderov e Danno e Callen no restante. Uma coronhada no homem de confiança do traficante e ele finalmente estava cara a cara com Siderov e seu aperto mortal no pescoço de sua esposa.
Ele olhou para o braço dela e notou que ele estava quebrado. A raiva que já estava borbulhando agora estava completamente explosiva.
— Solte ela, Siderov. – Steve colocou a cabeça do homem na mira. – Acredite, eu não vou poupar balas em você.
— Faça isso, mas precisa ter certeza que não vai perder sua puta. – Ele puxou Anna mais perto. – Ela não é perfeita? Ela disse que você viria. Você deve ter orgulho dela.
— Eu sempre tive e sempre terei. – Steve respondeu. – Agora, eu a soltaria. Você pode ter sangue frio, mas eu também tenho.
— Que bonitinho. – Ele zombou. – Trouxe seus amigos.
— Sim, ele trouxe. – Callen tinha feito um plano. – Olá, seu lixo.
— Agente Callen. – Siderov agora sorriu. – Sam está aqui?
— Acredite quando eu digo que ele está. – Callen disse e um ponto vermelho surgiu na cabeça do homem. – Eu a soltaria se fosse você.
— Eu nunca iria ser tão... – Siderov não terminou a frase quando Anna pisou no pé dele e um tiro perfurou seu crânio antes mesmo que ele colocasse o dedo no gatilho.
Ele caiu no chão, sangrando e Steve não satisfeito deu quatro tiros no homem.
Anna o impediu de descarregar a arma quando ela chegou perto dele e ele largou a arma no chão.
— Meu amor. – Ele a abraçou, mantendo o aperto dela. – Ele quebrou seu braço.
— Nada como o carinho de alguém que eu amo que não vá melhorar. – Ela o beijou e sentiu que ele a erguia nos braços. – Eu posso andar, você sabe.
— Eu sei, mas eu quero te levar. – Steve a sentiu se aproximar de seu peito e fechar os olhos. – Eu sempre posso ser seu protetor.
Todos olharam para o casal juntos e foram em direção aos carros de polícia que agora se juntavam. Anna foi colocada na ambulância e Steve ficou com ela, deixando Callen pilotando o helicóptero.
Descendo o helicóptero, as esposas correspondentes os esperavam. Os cabelos delas balançavam com o vento e como se fosse uma cena de 007, Callen, Danno, Sam, Chin e Kono desceram em direção a seus correspondentes.
Any beijou Sam, Elisa beijou Callen, Danny beijou Walkiria, Chin beijou Abby e Kono beijou Adam. Para não ficarem de velas, Kensi e Deeks se beijaram, finalmente liberando a tensão sexual que mantinham.
Eric e Nell fizeram o mesmo no QG da Five 0.
Depois de ser liberada do hospital, Anna e Steve estavam relaxando a beira da praia privada de Steve. Estava rolando um churrasco com todo mundo. Eles não pareciam se importar porque estavam perdidos no próprio mundinho.
— Obrigada por vir e me salvar. – Anna o beijou. – Eu sabia que você viria.
— Eu sempre virei por você. – Ele a beijou. – Mesmo que isso me mate.
— Bobo. – Anna o beijou de volta. – Eu não quero você morto.
— Certo. – Steve a envolveu com cuidado.
Eles finalmente se levantaram, indo em busca de comida e de diversão com os amigos. Eles brindaram com suco, cerveja e refrigerante. Eles agora eram uma grande família juntos.
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