Oneshots De Séries
144 The Sun Is Rising - NCIS
Faziam oito anos desde a suposta morte de Jenny Shepard. Gibbs como todos os meses estava no tumulo dela, com um novo buque de flores em suas mãos. Ele sempre vinha até aqui para desabafar.
Tudo o que ele queria era ter tido tempo para dizer a ela o que ele sentia.
Naquele dia, ele tinha um pouco mais de culpa dentro de si. Abby havia deixado a agencia depois dela ser atacada e Clayton Reeves morrer do mesmo evento. Ele não sabia o que fazer.
— Oi, Jen. – Gibbs se sentou assim que colocou as flores sobre a placa do tumulo. – Tem sido tempos difíceis. Abby deixou a agencia na semana passada e eu não sei porque eu não contei tudo a ela.
Gibbs olhou para uma foto de Jenny sorrindo. Ele havia escolhido aquela foto em especial, já que ele sentia que ela iria adorar não parecer séria.
— Queria muito que você estivesse aqui para conversar sobre o que aconteceu. – Gibbs suspirou. – Especialmente sobre a noite em que a gente ficou junto antes de LA.
Enquanto isso, em Paris, uma mulher morena segurava a mão de uma pequena criança de oito anos. Ela a ajudou a subir no carro e a afivelou no cinto de segurança.
— Kate, eu quero que você me ouça. – A mulher se sentou ao lado da filha. – Seu pai não sabe sobre você ainda, mas provavelmente é a coisa certa a se fazer.
— Mãe, eu tenho oito anos e eu queria demais ter meu pai comigo. – Kate disse, chateada. – Você sempre me fala sobre ele, mas eu queria ver os barcos que ele constrói em casa.
— Eu prometo que assim que eu falar com essa tia, eu posso dizer algo sobre isso. – A mulher deixou a filha com seu joguinho, no carro superprotegido e foi em direção ao restaurante onde a mulher morena cheia de tatuagens estava.
— Eu esperava esse dia. – Abby se levantou ao ver Jenny ali, viva. – Eu sabia que você não estava morta.
— Foi a única saída para mim. – Jenny serviu um café para a amiga. – Fazem oito anos que estou escondida, Abby. Estou pensando em fazer uma aparição para Gibbs.
— Talvez deva fazer uma pré aparição antes. – Abby mordeu uma torrada. – Você vai dar a ele um ataque cardíaco.
— Eu sei que depois do sequestro dele e de Tim, Gibbs deixou de falar com você, Abbs. – Jenny viu a cientista ficar chateada. – Gostaria de conversar sobre isso?
— Não. – Abby decidiu mudar de ideia. – Você disse que tinha uma missão para mim.
— Certo, está aqui. – Jenny deixou um arquivo cair na mesa em frente a Abby. – Miami, Florida.
— Esse é perigoso? – Abby queria saber de uma vez. – Quem mais está vivo?
— Ziva. – Jenny foi direta. – Foi o único jeito de proteger ela e acabar com a ameaça que Kort simbolizava na agencia.
— Trabalha para a CIA agora? – Abby tomou um gole de seu café. – Achei que eles esconderam segredos bem fundos.
— Bem, Kort matou Reneé Benoit e tentou me incriminar. – Jenny apontou para o arquivo. – Você verá um nome muito conhecido.
— Quando eu devo começar? – Abby suspirou olhando para o carro. – Porque o seu carro parece ter uma garotinha dentro?
— É a minha filha. – Jenny foi sincera. – Com Gibbs.
— Caramba, acho que vou pedir um pouco de vinho. – Abby deu risadas, mas sorriu. – Eu sabia que você tinha um segredo quando Gibbs levou você para o aeroporto.
— Sua missão começa na semana que vem. – Jenny sorriu. – Ligue-me se precisar de ajuda.
Abby se levantou e depois de pagar a conta, deu uma olhada na ex diretora e agora sua mentora e foi em direção ao aeroporto.
Começava ali, sua missão encoberta.
Um mês se passou antes que qualquer coisa acontecesse de interessante. Jenny tinha deixado Paris com Kate. Ela comprou uma casa dois quarteirões da casa de Gibbs e se instalou com a filha.
Pegando o celular enquanto olhava para Gibbs de longe, ela recebeu uma mensagem de Abby com um pedido de ajuda. A palavra “pimenta” escrita em maiúscula. Ela precisava de ajuda de Gibbs, mas ainda estava tecnicamente morta.
Ela ligou o carro e foi em direção ao colégio onde Kate estava estudando. Com a desculpa de levar a filha para o dentista, ela conseguiu tirar ela para uma apresentação adequada.
Abby estava nervosa. Ela sabia que seria contra as regras ligar para Timothy, então tudo o que ela fez foi enviar a palavra que os dois haviam combinado depois do atentado.
McGee olhava para a mesa de Torres enquanto ele estava digitando algo no computador. Ele sempre suspeitou que havia algo acontecendo entre Abby e torres e estava feliz por tudo, mas ele notou que Torres estava cada vez mais chateado.
Seu telefone tocou e ele notou a palavra de segurança de Abby na tela. Ele logo correu de sua mesa e jogou o telefone na mesa de Gibbs.
— Acho que Abby está com problemas. – Tim não queria uma desculpa. – Temos que ajudar.
— Tim, ela deixou a agencia. – Gibbs suspirou ouvindo novamente o elevador apitar. – Talvez a gente deva ficar de fora.
A voz de Timothy ficou presa enquanto notava a mulher ruiva caminhando com sua filha pequena e igualmente ruiva para ele. Pelo menos, ele achava.
— Timothy... – Gibbs se levantou ao ouvir os saltos pararem há alguns metros dele e ele se virou. – Eu não posso acreditar.
— Olá, Jethro. – Jenny ficou frente a frente com Gibbs. – Faz um tempo.
— Você está viva. – Não era uma pergunta de Gibbs. – Mas como? E quem é a menina?
— Sua filha. – Jenny olhou para Kate. – Kate, querida. Esse é o seu pai.
A menina olhou do alto de seus óculos cor de rosa para Jenny e depois para Gibbs. Torres, McGee e Bishop olharam para a troca a sua frente, curiosos e de certo modo chocados.
— Desculpe entrar assim e vamos ter tempo depois para conversar. – Jenny literalmente não deixou Gibbs falar nada antes de continuar. – Mas Abby precisa de ajuda.
Gibbs sentiu seu mundo virar de cabeça para baixo enquanto olhava a mulher que ele sempre amou na sua frente e viva. Mas foi quando seus olhos caíram sobre a pequena Kate que ele entendeu.
Não era apenas um sonho. Kate veio até ele com expectativa e ele apenas envolveu seus braços ao redor da garotinha, a sentindo devolver o abraço.
Ele poderia esperar depois de resgatarem Abby para as explicações. Mas ele sabia que fosse qualquer o resultado da conversa e das explicações, ele nunca deixaria de fazer parte da vida de Kate.
Por agora, ele tinha que correr para salvar Abby, que era como uma filha para ele.
Fale com o autor