Oneshots De Séries

3 Same Mistake - Magnum P.I


Thomas estava preocupado. A reunião com Juliet logo iria começar e ela não apareceu. Ele sabia que havia alguma coisa errada. Mesmo que Rick insistisse que ela estava apenas atrasada.

— Tem certeza que quer seguir pelo caminho da negatividade? – Rick olhou para Thomas. – Ela pode ter ficado empenhada com o carro, sei lá.

— Vai por mim, Rick. – Thomas olhou para o céu. – Eu espero que ela esteja mesmo empenhada com o carro por aí.

Entrando na mansão que agora era da moça, Thomas deixou a Ferrari e começou a ir em busca de Juliet.

Ele tentou ligar para ela, tentou até mesmo chamar Zeus e Apollo, mas nenhum deles apareceu.

— Eu vou precisar disso. – Thomas ligou o notebook de Juliet e começou a rastrear o telefone da amiga.

Enquanto isso, Juliet estava amarrada a uma cabana no meio de uma mata. O corte em sua testa já não era tão ruim, mas ela teria que conversar com Thomas sobre a segurança.

— Senhorita Higgins. – Um homem entrou no pequeno quarto onde ela estava. – Desculpe pela apresentação forçada.

— Você vai ver o que é uma apresentação forçada quando eu sair daqui. – Juliet ganhou um tapa. – Thomas vai se divertir com você.

— Oh, logo saberemos. – O capanga se aproximou e cortou uma mecha de cabelo. – Você não é o nosso objetivo.

— Vocês querem o Thomas. – Juliet olhou espantada. – É por isso que me sequestraram.

— Garota esperta. – O homem apenas sorriu e saiu do lugar sem outra palavra.

Katsumoto correu para dentro da mansão. Ele foi chamado por Thomas que ligou apavorado.

— Alguém já falou com Ethan? – Gordon viu um olhar sombrio em Magnum. – O que foi?

— Não conseguimos encontrar Ethan. – Thomas respondeu. – Tecnicamente ele não existe.

— Tecnicamente? – Agora Katsumoto estava curioso.

— Ethan na verdade é um nome falso. – Rick respondeu. – Recebi isso de uma amiga em Quântico. Ela trabalha com o FBI há anos e me enviou essas informações.

— Se esse cara que se passava por Ethan não é médico, como ele poderia ter operado a Juliet? – Katsumoto perguntou antes de ver as informações na página seguinte. – Isso é impossível. Ele deveria estar morto há quatro anos.

Ricardo D’Amico era um italiano radicado no Havaí desde que seus pais foram mortos. Ele era parte da máfia havaiana e Katsumoto havia dando a ele um tiro no peito.

— O corpo sumiu durante o tiroteio, mas vi a nota de morte. – Gordon se sentou enquanto Thomas se levantou. – Ele vai ficar bem?

— Ele precisa de tempo. – Kumu entrou e entregou a Katsumoto uma xicara de café. – Só precisa de tempo.

Puxando a carta de seu bolso, Thomas não havia contado a ninguém sobre ela. Ele, no entanto, pediria a Rick para levar ele e trazer Juliet em segurança.

O homem que atualmente estava com Juliet foi um cliente dele. Ele prendeu um dos familiares e agora ele veio cobrar uma culpa que o investigador não tinha.

— Rick, posso conversar com você? – Thomas viu Gordon olhar para ele. – Eu preciso de um favor seu, meu amigo.

— O que? – Rick e ele se sentaram em uma arvore.

— Eu preciso que me leve para uma troca. – Thomas olhou para Rick. – Eu recebi uma carta deles e eu me ofereci como moeda de troca. Sei que estou me arriscando, mas eu preciso.

— É por que você a ama? – Rick nem precisava dizer quem era.

— Eu a amo, sim. – Thomas respondeu. – Apesar dela não saber.

— Está tudo bem. – Rick pegou as chaves. – Quando vamos?

— Agora de preferência. – Thomas se sentou no banco do carona e suspirou. – Leve ela até um hospital e não precisa voltar para me salvar.

Rick não falou nada. Ele sabia que Thomas faria qualquer coisa para salvar Higgins.

— Eles se foram! – TC correu de volta para dentro de casa. – O carro de Rick sumiu e Thomas e ele não estão em absolutamente lugar nenhum.

— Gordon! – Kumu chamou o detetive. – Aqui.

Ele se levantou e encontrou a carta e a mecha de cabelo. “Venha sozinho. ”

— Olha, eu sei que você está louco para ir até lá, mas Thomas está fazendo algo arriscado. – TC impediu Katsumoto de passar. – Se algo der errado, podemos perder os dois e mais o Rick.

— Tem sorte de ser meu amigo. – Katsumoto suspirou. – O que a gente faz agora?

— Bem, eu tenho uma idéia. – Kumu abriu uma garrafa de vinho e deu um copo para cada. – É melhor que Vodca.

Rick estacionou o carro no lugar designado para a troca. Thomas desceu com Rick ao seu lado.

— Eu fui bem claro. – O homem disse, quase com raiva. – Sozinho.

— Ele não é policial. – Thomas disse sem pensar duas vezes. – Ele só está aqui para garantir que a Juliet vai chegar em casa bem depois de ir para o hospital.

— Está bem. – O homem empurrou Juliet para frente. – Você, venha aqui.

— Leve-a direto para o hospital. – Thomas começou a andar. – Você está bem?

— Ele só me bateu. – Juliet olhou para o homem que amava. – Eu venho por você.

Thomas apenas assentiu e logo sentiu suas mãos serem amaradas para trás dele. Juliet entrou com Rick no carro e observaram quando um capuz foi colocado na cabeça de Thomas.

— E agora? – Thomas foi saudado por um silencio e algo em seu braço.

Ele sentiu seu braço começar a adormecer assim como o resto dele. Logo ele estava amarado no porta malas.

Juliet entrou correndo dentro de casa e ao invés de ir para o hospital, ela correu e jogou todas as pastas antigas de Thomas no chão. Ela pegou uma em especial e colocou ela em cima da mesa.

— O que aconteceu com você? – Kumu trouxe a caixa de primeiros socorros. – Juliet, você precisa de cuidados.

— Thomas precisa de nós. – Juliet abriu a pasta. – Lembra desse homem?

— O que tentou matar a moça que estava em coma e roubou a loja depois que ele a obrigou? – Katsumoto quase viu Thomas morrer depois de pular de telhados e outros lugares.

— O irmão dele me levou e agora pegou Thomas. – Juliet ativou um sinal GPS. – Coloquei uma pulseira GPS no porta-malas do carro. O burro nem percebeu.

Thomas sabia que estava em perigo quando finalmente acordou em alto mar. Ele se viu amarado e com dois homens a sua frente.

— Bem-vindo, bela adormecida. – O que parecia ser o chefe deu um soco em Thomas. – Você ainda não está morto.

— É para ficar alegre com isso? – Thomas sentiu outro punho. – Cara, pare de fazer isso.

— Não até eu conseguir o que eu quero. – O homem apontou uma pequena faca para Thomas. – Meu irmão. Você o prendeu. Ele era tudo para mim.

— E ele era um cara que matou um jovem inocente e tentou matar mais pessoas para esconder o roubo dele. – Thomas o sentiu passar a faca pelo punho. – Eu fui treinado para resistir a tudo.

— Bem, acho que teremos que aumentar o jogo. – O campanha logo se aproximou e jogou Thomas ainda amarrado na água. – Boa sorte.

Ele estava agora à deriva do mar, sentindo seu corpo perdendo sangue e cada vez mais cansado.

Ele só precisava de uma saída para esse problema. E logo.