Oneshots De Séries

256 Alexei Stanovich - Criminal Minds


Penelope estava ansiosa demais para voltar para casa. Ela havia voltado há quase um mês para a BAU e estava feliz demais para deixar que qualquer coisa a fizesse mal. Ela tinha o homem que queria e estava se sentindo a deusa que sempre foi.

Mas algo naquele dia estava diferente. Ela destravou a porta de seu novo carro e se sentiu no volante e fechou a porta. O lindo Ford Mobi que foi um presente de David Rossi parecia diferente.

Ela nem chegou a ligar antes que ela sentisse uma seringa ser colocada em seu pescoço e um embolo sendo empurrado. Suas mãos deixaram o volante e ela sentiu uma sensação de letargia.

Não havia chance de ela ligar para Luke.

Alexei jogou Penelope para o banco do carona e colocou um par de óculos escuros nela, tentando fazer com que ela parecesse estar dormindo. Ele pegou as chaves do carro dela e jogou o celular dela junto com a bolsa para fora, arrancando com ela de lá.

Luke estava sentado em sua mesa na BAU, mas tinha algo de muito errado. Penelope disse que ligaria para ele assim que chegasse em casa e isso foi há quase duas horas. A sensação de incomodo não deixava o estomago dele e só aumentou quando Emily se aproximou com Rossi.

— Alvez, podemos conversar? – Emily se sentou e fez sinal para que todos os outros agentes chegassem perto. – Temos um problema.

Colocando a bolsa de Penelope na mesa, envolta em um saco ziploc de provas, ela podia ver a cara de Luke e JJ.

— Luke, eles acharam a bolsa de Pen jogada na rua. – Emily viu Luke ficar pálido. – Havia um drive usb dentro dela. E quando abriram para uma verificação, haviam arquivos de alguém Alexei Stanovich dentro dele.

— Não pode ser. – Luke sentiu como se ele não tivesse mais chão. – Ele não pode ter pego ela.

— Se há algo que precise contar, eu sugiro que conte agora. – Rossi exigiu, sabendo que Penelope estava em apuros. – Por favor, por algum motivo vocês dois resolveram esconder isso da gente.

— Eu disse para ela contar para todos, mas Pen disse que não havia perigo real. – Luke pegou uma pasta de sua gaveta. – Alexei Stanovich é um russo que vem ameaçando Penelope de todas as formas indignas.

— Meu Deus! – JJ soltou um soluço. – De novo não.

— Isso parece ser pior que a ameaça dos 4 mercenários. – Reid viu a cara de Luke. – Longa história. Vamos nos focar nesse cara primeiro.

Enquanto isso, Penelope foi arrastada por um galpão vazio. As pernas dela estavam com pequenos cortes por causa de algumas pedras no chão. O sangue jorrava por eles, mas Alexei não se importava com isso.

Parando em frente a uma cadeira de balança presa a uma parede, ele a deixou enquanto pegava alguns lacres de pasticho de uma caixa de ferramentas. Um rolo de fita preta isolante serviu para amordaçar a técnica.

— Finalmente eu tenho você onde eu quero. – Alexei bateu uma foto de Penelope e a enviou para Luke. – Hora de começar.

— Eu disse para ela contar para alguém, mas Penelope estava assustada e achava que ele nunca viria para os Estados Unidos. – Luke começou. – Vocês já leram as coisas que ele escreveu para ela?

Reid pegou uma das folhas e precisou se sentar quando seu estomago revirou lendo.

— Eu vou te amarrar a uma cadeira, cortar seu cabelo e deixar você saber que deveria ter seguido minhas ordens. – Reid sentiu vontade de vomitar. – Eu vou...

— É o suficiente, Spencer. – Rossi disse. – Precisamos achar esse doente.

Luke sentiu seu telefone vibrar e o largou assim que viu a foto enviada. Seus olhos lagrimejavam e ele se sentou.

— Sabemos a verdadeira identidade desse corno? – Matt estava fervendo. – Eu quero a cabeça dele.

— Todos queremos. – Emily olhou para Luke. – Ela já chegou a mencionar algo?

— Ela disse que sabia que Alexei Stanovich era um pseudônimo, mas nunca conseguiu realmente descobrir a verdadeira identidade dele. – Luke olhou para os amigos.

De pé na frente de Penelope, Alexei tirou a máscara e a peruca, liberando seus cabelos e os deixando cair sobre os ombros.

Pen começou a voltar a si e olhou para os olhos diante dela. Seus olhos não conseguiram distinguir a pessoa na sua frente da pessoa que ela conheceu anos atrás.

— Jordan? – Pen sentiu o punho da ex-agente se conectar com seu rosto e sentiu o gosto de sangue.

— Olá, Penelope. – A mulher na sua frente disse, sorrindo maniacamente. – Achou que poderia escapar de mim?

— Eu não entendo. – Pen a viu pegar uma máquina estranha e ligar. – O que é isso?

— Bem, eu soube que você tem uma tatuagem então eu achei que você gostaria de fazer mais uma. – Ela viu o instrumento ficar quente. – Acredite em mim. Isso vai doer.

— Por que está fazendo isso? – Pen tentou se desviar de Jordan e aquele instrumento estranho.

— Bem, eu posso guardar rancor por muito tempo. – Ela colocou o aparelho diretamente no peito de Penelope. – Grite o quanto quiser, querida. Ninguém pode te ouvir.

Luke correu para a sala de Pen em busca de alguma resposta sobre onde ela poderia estar.

— Agente Alvez. – O substituto de Pen girou a cadeira quanto Alvez entrou. – Acho que tenho algo.

— Diga-me, por favor. – Luke o viu abrir uma tela de gps. – O que diabos é isso?

— Uma das medidas de segurança de Penelope depois de você e o agente Simmons serem raptados foi colocar em todos um chip GPS. – Aram abriu a tela e apertou o dispositivo de Pen. – Eu a achei.

Sentindo seu celular vibrar, ele sorriu para o analista e correu para a equipe, que parecia finalmente ter descoberto sobre a identidade.

— Eu acho que descobrimos algo. – Emily apertou o botão do controle. – Jordan Todd era uma de nossas agentes do contraterrorismo. Ela substituiu JJ quando ela teve Henry e logo depois se demitiu e saiu do radar.

— Achamos que ela tem ódio de Penelope há muito tempo. – Reid disse. – Quando Derek ainda estava na equipe, Jordan queria flertar com ele, mas Derek apenas a ignorou.

— Penelope E Derek sempre foram como irmãos. – Emily continuou. – Jordan achava que eles eram amigos coloridos, se me entendem.

— Temos o endereço onde ela levou Pen. – Luke informou e todos pegaram suas armas.

Penelope caiu contra a cadeira, cheia de dor e com o corpo pegando fogo. Jordan estava satisfeita com sua obra. Desligando o aparelho, ela apenas olhou para a mulher a sua frente, sem se importar com ela.

Indo até a parte de trás do lugar, Jordan abriu a porta onde havia jogado o corpo de seu comparsa. Ele havia sido uma peça em seu jogo.

O homem havia ido contrato apenas para ser um disfarce para a mulher. Ela jogou a máquina de pirografia depois de usar e nem se preocupou com o sangue que vazou logo depois de fazer isso.

Luke estava na direção do carro da equipe dele. Matt e Rossi estavam com ele, sabendo que Penelope iria precisar de ajuda.

— Vamos achar ela e eu vou pedir aquela maravilhosa em casamento. – Luke parou na frente de um galpão. – Aram, está no viva a voz.

— Ótimo, porque eu tenho notícias estranhas para todas. – O agente em questão tinha algumas muito estranho. – Descobri a verdadeira identidade dela.

— Dela? – Emily ainda estava dentro do carro, do outro lado do prédio.

— O nome dela é Jordan Todd. – Ele sabia que eles a conheciam. – Sim, ela fazia parte do FBI e substituiu JJ. Ela se demitiu logo depois de voltar para o contraterrorismo. Aparentemente, ela culpou Penelope por não ter ficado com o agente Morgan.

— Mas Derek agora é casado e não com Pen. – Luke sabia que a namorada havia sido apaixonada por Derek, mas não mais. – Ela está comigo.

— Sim, e há um motivo ainda maior. – Aram se virou na cadeira do escritório de Penelope. – Ela nunca se conformou com o amor que a equipe tinha com Pen. Sentiu tanto ciúmes disso que começou um blog para difamar Penelope.

— Eu não sei o que essa dona está pensando, mas eu vou resgatar Penelope. – Luke arrumou a arma e chutou a porta, fazendo Jordan olhar para ele. – Surpresa, vadia.

Ela deu um sorriso e se afastou, virando a cadeira de Pen em direção a Luke.

Alvez sentiu seu sangue ferver no segundo que viu sua namorada desmaiada e com sangue escorrendo por sua camisa.

— Afaste-se dela, sua maluca! – JJ gritou antes que Luke pudesse. – Não acredito que te chamei para me substituir.

— Vai atirar em mim como fez com Battle? – Jordan puxou Pen como escudo humano. – É assim que vai funcionar. Eu e Penelope aqui vamos....

Antes que ela conseguisse terminar, Pen começou a voltar e se afastou o suficiente para que Luke conseguisse atirar bem no meio da testa dela.

Jordan acabou caindo no chão, segurando Penelope com ela.

Luke largou a arma e correu para segurar sua namorada. Ele a pegou bem a tempo e a viu olhar para ele.

— Estou bem aqui, querida. – Luke a pegou nos braços e a levou até uma ambulância parada do lado de fora. – E vou estar sempre.

Pen sabia disso. E ela adorava estar nos braços de Luke.

Uma semana depois...

— Estou tão feliz por estar em casa. – Pen sorriu enquanto colocava sua mala no sofá. – O melhor é que temos literalmente duas semanas para ficar sem roupas.

— Pen... – Luke se joelhou e esperou que ela se virasse.

Logo que se virou, Pen sorriu ao ver que Luke estava de joelhos para ela e sorriu. Ela então percebeu que o vestido que Emily, JJ e Lewis a fizeram vestir era proposital.

— Quando você foi raptada, eu senti um medo terrível de perder você e nunca mais quero isso. – Ele assobiou para Roxy vir para o momento. – Roxy e eu queremos que você se case comigo.

— Eu quero muito ser sua esposa, Alvez. – Ela beijou Luke, fazendo Roxy latir para ganhar beijos também. – E ser a mamãe dessa linda.

Luke beijou Penelope e Roxy entendeu a deixa e voltou para sua caminha. Ele levou Penelope para o quarto, sorrindo para a sorte de ter Pen ao seu lado definitivamente.