Oneshots De Séries
155 Without You - Calisa - NCIS LA
Os sons das sirenes feriam seus ouvidos. Callen tentou abrir os olhos, mas descobriu que uma luz o bloqueava.
— Agente Callen? – Uma voz o chamou. – Agente Callen, pode me ouvir?
— O que aconteceu? – Ele olhou para onde estava agora e sentiu um frio percorrer pela sua espinha. – Onde está Elisa?
— Sua noiva está a caminho do hospital em outra ambulância. – A enfermeira com ele o acalmou. – O senhor bebeu?
— Não, eu não bebo e dirijo. – Callen começou a ficar nervoso. – Ela está bem? Eu preciso ir até ela.
— Senhor, eu creio que vocês vão para o mesmo hospital. – A moça tentou confortar seu paciente. – Podemos fazer um exame de sangue para ver se o senhor não bebeu?
— Faça o que quiser, mas eu não coloco a minha segurança em risco. – Callen viu Sam pela primeira vez. – Sam?
O agente olhou para seu parceiro.
— Sim? – Ele se aproximou.
— Como Elisa está? – Callen perguntou. – Eu preciso saber.
— Ela está inconsciente. – Sam se sentou mais perto. – Eles acham que é só por causa da batida, mas o hospital é bom.
— O carro veio para cima da gente. – Ele começou a ficar ansioso. – Eu tentei desviar, mas ele me cegou.
— Isso condiz com o que a testemunha viu. – Sam suspirou.
Felizmente Callen só teve uma concussão, mas Elisa teve uma concussão grau dois. Ela ficaria por um tempo inconsciente. Callen se sentou com ela, band-aids neon e tudo. Elisa estaria dando muita risada da cara dele assim que que estivesse consciente.
O médico entrou no quarto e notou Callen olhando para a noiva deitada na cama e sabia que ele estaria dando munição para uma bala, mas a pessoa que fez aquilo com a jovem na cama merecia o que estava vindo.
— Desculpe interromper. –Ele entrou com calma no quarto. – Eu tenho os resultados de sangue da sua noiva.
— Está tudo bem, doutor? – Callen viu a face do médico e teve medo.
— Bem, nós descartamos qualquer coisa e também descartamos um traumatismo. – Ele começou. – Ela está apenas inconsciente por causa da batida. Mas ela poderia ter morrido. E o bebê também.
Callen olhou para o médico e precisou se sentar.
— Bebê? – Callen repetiu e olhou para a noiva. – Elisa está grávida?
— Sim, parece que de dois meses. – O médico sorriu. – Algumas vezes é tão grave que a pessoa perde o bebê, mas seu bebê é forte. Ele está bem. Ela também quebrou a perna por causa do impacto e precisa ficar afastada de toda e qualquer atividade por dois meses, o que dará ao feto mais chances.
O médico se despediu dele logo depois de passar a Callen todas as recomendações.
Olhando para a noiva, ele sentiu uma nova onda de proteção sobre ela. Seus olhos caíram sobre a barriga dela e ele suspirou. Dois seguranças foram designados para a porta de Elisa.
Em outra parte da cidade, Anna bateu a porta de seu apartamento e entrou no quarto, puxando a mala que tinha sob a cama e começou a colocar todas as roupas de seu armário nela.
Ela puxou seu passaporte e dinheiro. Pegou algumas perucas ruivas e óculos de sol. Seria preciso morrer para nascer outra vez, mas ela estava querendo fugir das responsabilidades.
Quando Callen terminou com ela, ele havia dito que nunca mais iria namorar, mas então Elisa surgiu na vida dele e agora ela estava se sentindo a maior idiota do mundo. Então ela dirigiu durante a noite toda e finalmente os viu vindo de uma festa.
Pulando fora do carro, Anna viu quando o carro dela bateu no de Callen e o veículo virou. O dela foi parar debaixo da ribanceira. Parando alguém aleatório, ela sacou a arma e o obrigou a cair fora.
Callen estava na NCIS agora. Gibbs ofereceu ajuda e ele adorou. Todos que trabalharam com ele no último caso estavam prontos para ajudar. Pen olhou todos os contatos mais recentes e os nomes de criminosos que Elisa e ele tiveram em comum.
Eric fez uma pesquisa na database por qualquer veículo roubado e Tim e Abby olharam para possíveis pessoas.
— Anna Kolchek. – Sam disse, deixando Callen em estado de atenção. – Ela não gostou de você terminar com ela.
— Anna não seria louca de mexer com Elisa. – Callen olhou para o amigo. – Ou seria?
— Não quero generalizar, mas mulher rejeitada é bem perigosa. – Sam disse. – Olhe para os casos que tivemos.
— Sim, olhe para o ex de Abby que tentou sequestrar ela e iria imitar a letra dela. – Tim deu sua opinião.
— E para o ex de Pen que tentou matar ela jogando da escada. – Luke colaborou.
— Certo, Anna Kolchek. – Callen olhou para a foto. – Eu disse a ela que eu nunca mais iria ficar com mulher nenhuma. Ela me traiu com um criminoso e depois tentou me vender para o talibã.
— Sim e você sabe que ela é bem capaz. – Sam olhou para Eric. – Eric, procure carros em nome de Anna ou qualquer um dos pseudônimos que ela tem.
Eric filtrou a busca e descobriu quatro carros. Um em especial havia sido dado como acidentado naquela manhã.
— Isso não é coincidência. – Callen disse, olhando o relatório. – Merda, foi essa vaca.
— Callen, eu acho que devemos agir de acordo. – Jenny olhou para Ziva, JJ, Emily e Kensi. – Garotas, vocês vão.
— Callen, acho que você e eu vamos para o hospital. – Sam o puxou.
— Mandou as meninas porque sabe que elas não tem problemas em bater em mulheres. – Gibbs sorriu. – Perfeito.
— Anna deixou de ser mulher quando ela tentou matar Elisa e o bebê. – Jenny sorriu. – Eu sei que ele prefere ir para o hospital. E Anna pode aparecer por lá.
Callen entrou na unidade de recuperação. Elisa ainda dormia e dessa vez parecia muito melhor. Ela tinha oxigênio no nariz e Callen sentiu que ela gemeu quando ele a beijou.
— Grisha? – A voz de Elisa o tirou de sua contemplação. – Você está comigo?
— Oh, sim. Desculpe. – Ele sorriu. – Fiquei com tanto medo de perder você.
— E o bebê? – Ela sorriu. – Eu sei que ele te contou.
— Eu achei que você estava inconsciente. – Callen sorriu desde que ele soube que Anna havia feito o que fez. – Você e eu vamos cuidar desse pequeno amendoim.
— Oh? – Uma voz chata falou da porta e Callen se levantou, colocando a arma para proteger a amada. – Você vai ter um filho com ela? Porra, Grisha. Achei que era um desejo seu comigo.
— Não desde que você me traiu, Anna. – Callen estava prestes a fazer um buraco nela. – Eu sugiro que solte essa arma.
— E eu que cale essa boca. – Anna olhou para Elisa. – Eu realmente esperava que você morresse.
Emily chegou por trás, vendo os dois seguranças no chão. JJ colocou um dedo neles e suspirou quando percebeu que eles estavam apenas desacordados.
Callen não queria se mexer. Ele não queria que Elisa se machucasse e não reagiu quando JJ e Emily apareceram em silencio.
— Anna, coloque essa arma para baixo, agora. – Emily segurou a arma na cabeça dela. – Sugiro que faça.
Se virando, Anna tentou bater em Emily, mas ela a subjugou e a fez se ajoelhar no chão.
— Está me machucando, vadia! – Anna gritou. – Me deixe ir!
— Nunca mais. – Callen chegou e passou as algemas nela. – Anna, você está presa por tentativa de homicídio de um agente federal, de uma promotora e de um bebê nem nascido. – Ele levantou ela com força. – E eu espero que você fique bem feliz que está viva.
— Pode apostar que eu volto. – Anna gritou.
— Acho que não. – Callen beijou Elisa. – Então, eu tirei dois meses de licença.
— Sério? – Elisa sorriu. – Eu vou ficar sem atividades extras por todo esse tempo.
— Sempre vamos encontrar algo para fazer. – Callen sorriu e Elisa riu dele.
Sim, eles encontrariam algo para ser feito.
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