Oneshots De Séries

66 Primeira Provocação - Magnum PI


Thomas Magnum estava com sangue nos olhos naquele momento. Ele entrou na casa de hospedes e apesar de já morar com Juliet na casa principal, ele guardava seu material de guerra lá dentro.

Não faziam nem cinco horas que Juliet havia sido sequestrada em uma batida e sequestro e Thomas estava literalmente botando fogo em quase tudo.

— Pelo amor de Deus, Thomas! – Rick correu para dentro. – Pense no que Juliet iria querer.

— Que se foda todas as regras agora, Rick. – Thomas pegou uma AK-47, colocou alguns pentes de balas em uma mochila junto com algumas granadas. – Eu não vou perder minha namorada, a mulher que eu amo para um idiota que nem mesmo tem coragem para me dar um telefonema.

— Não vou deixar você ir sozinho para onde quer que seja. – Rick viu Thomas olhar para ele e em um segundo, ele chutou uma das janelas com tanta força que quebrou o vidro e a moldura. – Thomas.

— Ligue para Katsumoto. – Thomas olhou para o amigo. – E diga que ele terá um corpo logo.

Saindo, sem nem ao menos dar chance a Rick, Thomas jogou a bolsa em sua Ferrari e a ligou, dando um cavalo de pau e voando pela estrada.

Não importava que ele ainda tinha um curativo na testa ou que ele teve uma concussão.

Ele era muito focado em resgatar sua namorada das mãos do ser inóspito que a levou.

Juliet olhou para a porta do barraco onde estava presa. Ela avistou um prego no chão e com habilidade, ela pegou com os pés, uma vez que seus sapatos haviam sido levados.

Chutando a perna, ela conseguiu colocar o prego em sua mão e começou a trabalhar nas algemas. Ela precisava sair e saber como Thomas estava. A última vez que ela o viu antes de ser arrastada foi Thomas inconsciente na Ferrari.

— Tentando fugir, Higgins? – O homem olhou para a mão dela e viu que não tinha nada. – Eu ouvi uns sons estranhos.

— Nunca ouviu falar em ginastica de cativeiro? – Juliet sentiu um soco. – Acho que não.

— Não tente gracinhas. – Ele segurou o rosto dela com força. – Eu vou dizer o que vai acontecer.

— Thomas vai conseguir encontrar você. – Juliet cuspiu no homem. – Eu garanto que você vai ser reduzido ao pó.

— Veremos. – Ele a socou outra vez, tirando sangue da boca dela. – Fique em silencio.

Juliet ajeitou o cabelo o melhor que conseguiu presa e depois voltou a trabalhar nas algemas.

Thomas estava dirigindo como um louco pela ilha. Ele poderia ter recebido quatro multas em cinco minutos, mas todas foram justificadas.

Entrando em uma estrada quase abandonada, ele estacionou na frente de uma carroceria fechada.

— Seus colegas sabem que estou fazendo isso? – Steve McGarrett perguntou. – Eu sei o que é ter alguém que você ama sequestrada.

— Acredite em mim. – Thomas colocou o colete a prova de balas sob a camiseta. – Se eles soubessem, eu estaria atrás das grades. E você também.

— Então vamos manter em segredo. – Steve entregou uma granada de luz para Thomas e fechou o contêiner novamente.

Acelerando para um lugar desconhecido pela maioria das pessoas, Thomas sabia que as chances de ele ser morto eram enormes, mas por Juliet, ele daria seu sangue.

Juliet conseguiu se desalgemar. Ela sentiu o impacto em seus pés, mas nem sequer reconheceu a dor. Ela pegou um pedaço de madeira e abriu a porta, garantindo que não haviam armadilhas.

Ela correu para fora, apenas para ficar frente a frente com o mar. Ela suspirou. Onde quer que ela estivesse, Thomas provavelmente demoraria.

— Eu estou te falando! – Rick gritou com alguém ao celular. – Ele saiu daqui, já fazem duas horas. Apesar de esse lugar ser uma ilha, existem infinitas opções.

— Eu vou fazer uma busca por satélite. – A mulher do outro lado da linha disse, esfregando a barriga de grávida. – Fiquem seguros. E tragam meu primo a salvo.

— Pode deixar. – Rick desligou. – O que?

— Você sabe que ela provavelmente vai ter problemas, certo? – TC comentou. – Quer dizer, apesar de trabalhar para o FBI.

— E ela é prima de Thomas. – Rick recebeu as coordenadas e imagens. – E uma santa.

— Deus a proteja, nos proteja e proteja Thomas. – TC disse e viu Kumu rezando.

Juliet entrou em uma espécie de matagal. De um lado agua, de outro mato. Ela olhou para ele e viu o que parecia uma trilha. Caminhando descalça, o chão de barro afundava. Provavelmente havia chovido.

Ela acabou chegando a um lugar cheio do que pareciam caixas de agua enormes. Ela sabia que deveria haver algo mais à frente.

— Volte aqui, sua vadia! – O captor de Juliet gritou quando ela começou a correr dele. – Você não vai muito longe.

— Quer apostar? – Juliet se abaixou, pegou bolas da lama e as jogou, atingindo o rosto do homem.

Ela conseguiu ouvir o barulho de um foguete passando por ela e caindo a centímetros dos bandidos.

— Juliet! – Um Thomas todo camuflado, com uma AK-47, bombas de fumaça e um segundo foguete apareceu.

Ela queria se ajoelhar e babar no homem. Ele estava todo trabalho na raiva e na coragem.

Jogando uma arma menor, mas igualmente potente, Thomas começou a dar tiros com a AK-47. Juliet começou a dar tiros nos capangas do homem misterioso.

— Eu estou feliz de ver você, Thomas! – Juliet sorriu. – Chegou bem a tempo.

— Bem, sua tática de jogar lama neles foi perfeita. – Thomas pegou o segundo foguete e o ligou, o fazendo explodir o carro que estavam alguns capangas. – Mas podemos falar quando chegarmos em casa?

— Certamente. – Juliet se viu frente a frente com uma arma, mas um tiro soou antes que ela ou o homem pudessem atirar e ele caiu para frente, morto.

— De nada. – Rick apareceu. – Agora, se já acabaram com o massacre, estamos prontos para ir para casa, casal Rambo.

Juliet suspirou, louca para tomar um banho e para cuidar de Thomas corretamente.

Katsumoto estava com uma expressão de poucos amigos, mas logo a tirou e deu lugar a um sorriso.

— Salve o discurso para quando chegarmos em casa, ok? – Thomas disse. – Acho que nunca dei uma de Rambo.

— Agradeça a sua prima. – Katsumoto disse e viu a expressão de Thomas. – Ela disse que deveríamos nos certificar que você estivesse bem.

— Sim ou ela arrancaria nossas cabeças. – Rick suspirou. – Espero que seja uma brincadeira.

Thomas e Juliet olharam um para o outro e depois riram.

— Vai sonhando, Rick. – Juliet deu um tapa de leve no ombro do amigo.

Tanto Thomas quanto Juliet foram liberados pelo hospital e pela HPD. Na verdade, eles foram saudados como herói, porque alguns dos capangas eram responsáveis pela morte de alguns soldados.

Quanto ao homem que foi morto e supostamente era o mandante do sequestro de Juliet, ele não era o verdadeiro mandante e Thomas estava com uma nova missão. Encontrar o homem que levou a namorada e fazer com que ele pagasse.

Mas no momento, ele estava ligando para sua prima.