Oneshots Criminal minds Parte 4
66 O Pedido De Casamento
Luke e Penelope estavam juntos há algum tempo e parecia impossível pedir Penelope em casamento sem todo o estress dos pós caso.
Para Luke, tudo o que ele queria fazer era pedir Penelope em casamento mesmo que fosse no meio de uma chuva.
— Você sabe que eu vou fazer essa viagem semana que vem. – Penelope o lembrou. – Serão três semanas longe de você e da equipe enquanto eu dou aulas de sistemas para os agentes federais.
— Eu sei e eu iria com você se fosse possível. – Luke a olhou com ternura. – Mas três semanas são pouco para quem esperou quase dois anos para te pedir para sair.
— Não seja tão mau, Luke. – Penelope sorriu. – Eu prometo que a gente pode almoçar durante o final de semana.
— Eu vou pegar a ponte aérea se for preciso. – Luke a beijou com carinho e a viu entrar em um avião. – Eu te amo.
— Eu também te amo. – Penelope passou a passagem e sorriu para ela. – Tchau.
— Tchau. – Luke não conseguiu sair do aeroporto antes de ver o avião voando bem.
Pegando o celular, ele entrou no RadarFlight e acompanhou o voo dela até o segundo que ele aterrissou em total segurança. Mas voltar para um apartamento vazio era a pior parte de uma separação.
Nos primeiros três dias, ele brincou com Roxy, organizou a casa e falou com Penelope via Skype. Ele torceu para um caso, embora os planos dos unsubs o deixassem sem um caso decente por mais dois dias, mas o caso era fácil e ele fora pego por causa de uma multa de transito.
— O que eu faço sem você? – Luke perguntou a Penelope no quinto dia. – Eu estou louco aqui. Esta casa parece ter sido arrumado por um decorador de casas.
— Só fazem cinco dias e você já está louco? – Penelope segurou uma pasta em seus braços. – Eu só vou corrigir esse último trabalho e vou tomar um banho.
— Queria ter você tomando banho aqui. – Luke sorriu. – Mas eu vou contar os segundos até amanhã.
— Sobre isso. – Penelope ficou séria. – Acho que eu não vou poder vir. Apareceu uma sessão extra e eu não posso pegar o voo.
Luke ficou em silencio e assentiu.
— Então, o que acha de almoçarmos em Scranton? – Luke tocou a caixinha. – Fica há uma hora de carro de New York e eu posso te encontrar naquele posto de gasolina no meio do caminho.
— É um encontro. – Penelope sorriu. – Boa noite, meu amor.
— Boa noite, Penelope. – Luke sorriu e desligou o Skype ao mesmo tempo que Penelope.
Ele voou cedo naquela manhã e alugou um carro. Ele curtia a coisa de se arriscar por seus sonhos e Penelope era o sonho dele há muito tempo.
Vendo o posto de gasolina, Luke não pode deixar de pensar na ironia do dia estar chovendo. Ele esperou Penelope e percebeu que se ele queria que ela ficasse com ele para sempre, ele tinha que ser romântico.
Nem a primeira semana e ele já sentia falta dela.
Penelope estacionou o pequeno carro alugado e saiu do carro.
— Luke, eu nem acredito que você realmente veio. – Penelope correu para ele e o beijou. – Deus, eu senti sua falta.
— Não tanto quanto eu senti a sua. – Ele a rodou no ar. – Eu sei que são apenas seis meses e que a gente disse que iria esperar para fazer essa mudança, mas Penelope, eu preciso fazer isso antes que eu talvez fique louco e acabe em um hospício.
— Luke, o que... – Penelope levou a mão a boca no segundo que ele desceu em um joelho e abriu a caixinha, revelando o anel cintilante.
— Penelope Grace Garcia. – Luke não se importou em estar na cobertura de um posto de gasolina qualquer. – Em toda a minha vida eu desejei encontrar a mulher certa e você é exatamente isso. A mulher certa. Eu sempre disse que eu não iria cair de amor por alguém, mas eu me rendi a você. Então, sem mais enrolar eu te pergunto: quer se casar comigo?
Penelope corou vendo uma pequena multidão de fregueses se juntarem. Mas ela sabia que Luke era o único que importava para ela.
— Sim. Eu vou me casar com você. – Ela viu Luke deslizar o anel em seu dedo e o beijou, ganhando palmas.
— Você acabou de me fazer o homem mais feliz. – Luke sorriu e a beijou. – Eu acho que deveríamos comer alguma coisa.
— O que eu quero não está no cardápio de qualquer restaurante. – Penelope deu um olhar lascivo para Luke. – Acho que você me entendeu.
— Mulher, você vai ser a minha morte. – Luke deu uma risada e a levou para o hotel onde estava.
— Espero que não. – Penelope comentou.
A saudade não diminuiu na segunda semana e Penelope estranhou que nenhum de seus colegas ligara para dar parabéns.
— Como assim você não contou? – Penelope perguntou para Luke. – Você não quer que todo mundo saiba que agora você é dessa deusa?
Luke deu risada da falsa indignação de Penelope e colocou o telefone no alto falante, subindo na cadeira. Sim, ele estava disposto a receber comentários indiscretos e até repreensão, tudo porque ele amava Penelope.
— Pessoal, Penelope e eu queremos contar uma coisa. – Luke falou.
— Olá meus amigos finos e peludos. – Penelope disse via telefone.
— Na semana passada eu fiz a pergunta. – Ele viu JJ abrir a boca como um peixe. – E bem, tenho o prazer de anunciar que...
— Eu disse sim! – Penelope completou, ouvindo o silencio. – Olá?
— Pen, acho que a gente deixou todo mundo em choque. – Luke deu uma risada e viu Rossi correr para ele, o derrubando no processo.
— Eu sinto muito. – Penelope parecia chocada, mas caiu na gargalhada. – Luke, você está bem?
— Eu fui atropelado pelo furacão Rossi. – Luke brincou. – Mas estou bem.
— Meu Deus, Penelope. – JJ gritou. – Você precisa voltar para essa agencia porque você vai ter uma festa de noivado.
— Eu volto na semana que vem. – Penelope viu um dos outros professores acenar para ela ir. – Desculpe, meus anjos, mas eu preciso ir embora.
Um a um eles deram tchau a Penelope e Luke ficou sorrindo de ponta a ponta enquanto ouvia o toque continuo do telefone. Ele desligou e foi beber um copo de água.
Quando Penelope voltou, Luke foi receber ela no aeroporto. Algumas mulheres deram olhares de reprovação quando Penelope beijou Luke e ele a beijou de volta com empolgação. Ele sorriu porque ele não trocaria Penelope por nenhuma delas.
Aquela noite foi passada apenas com os dois em casa com a pequena Roxy e Sergio vendo comédias românticas, roubando beijos e comendo pipoca. Eles poderiam ter acabo dormindo no sofá e feito amor três vezes.
Mas ninguém poderia roubar o prazer que era estarem juntos.
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