Penelope se sentia grande. Apesar de se amar muito, ela tinha sérios motivos para se odiar naquele momento. Ela estava grávida de quase nove meses. E bem, talvez ela estivesse exagerando.

Luke estava cada vez mais apaixonado por ela, mas tudo o que ela queria era ter suas filhas e curtir suas filhas. Mas apesar disso, ela se amava.

— Bom dia, minhas meninas. – Penelope sorriu para a visão de seu ventre. – Hoje estamos oficialmente no nono mês. Estou louca para conhecer vocês.

— Falando com sua barriga? – Luke surgiu por trás dela e a abraçou. – Linda demais.

— Luke, você acha que quando as nossas meninas nascerem você vai dormir? – Penelope se virou para ele. – Eu acho que não.

— Eu te amo demais. – Luke a beijou. – E se eu vou ficar acordado durante a noite, você vai poder descansar.

— Eu vou descansar enquanto você está atolado em mamadeiras, chupetas e fraldas? – Penelope sorriu para o marido. – Desde que a gente se casou, você tem sido o melhor marido e agora vai ser o melhor pai.

— Não vou fazer mais que a minha obrigação. – Luke a segurou nos braços, mas a viu gemer. – Ah, Pen. Você sempre gostou de ser pega.

— Não é isso, Luke. – Penelope se sentou e gemeu de novo. – Luke, acho que Elizabeth e Sophie estão chegando.

Luke se afastou e correu para o segundo andar em busca da bolsa da maternidade de sua esposa. Roxy desceu com Luke e mesmo que não pudesse entrar no hospital, ela ficaria dormindo no carro de Luke até Rossi vir buscar ela para ficar com ele.

— Vamos amor. – Luke segurou a mão de Penelope e sorriu. – Como estão as contrações?

— A cada dez minutos. – Penelope parou assim que uma contração a atingiu. – Ai meu Deus.

— Vai ficar tudo bem, ok? – Luke ajudou Penelope a entrar em seu SUV. – Sem cinto.

— Com o cinto. – Penelope deu um olhar para Luke e ele nem discutiu.

— Vamos lá. – Luke ligou o carro e foram em direção a maternidade.

No caminho, ele telefonou para a equipe e Rossi prometeu levar a pequena Roxy para sua casa. Kristall estaria cuidando dela.

Chegando no hospital, Luke desligou o carro, fechou a porta do motorista, com as bolsas de maternidade das meninas e ajudou Penelope a sair do carro e ir em direção ao hospital.

— Por favor, alguém me ajude. – Luke pegou uma cadeira de rodas para colocar Penelope. – Ela está tendo gêmeas!

Isso fez quatro enfermeiras se movimentarem. Uma chamou o médico no meio de sua soneca. A outra levou Penelope para uma sala de parto moderna.

— Senhora, por favor, me diga qual é a intensidade das contrações? – Ela observou Penelope gemer de novo. – De 0 a 10?

— 20! – Penelope gritou em dor. – Por favor, me ajude!

— Senhora Alvez, sou o doutor O’Brien. – Ele levantou a peça que protegia Penelope e a enfermeira fechou a porta com Luke dentro. – Certo, você está pronta. São gêmeas, então vamos logo com isso.

Luke se posicionou ao lado de Penelope, tomando a mão dela na sua, não se importando com a dor.

— Eu quero que no 3 você empurre com toda a força. – O médico sorriu. – 1.2.3. Agora!

— AHHHHHHHH! – Penelope gritou, literalmente esmagando a mão de Luke.

— AHHHHHH! – Luke gritou junto.

— Eu estou vendo a cabecinha. – O médico sorriu e Penelope empurrou ainda mais.

A equipe toda estava reunida na sala de espera do hospital, rezando para que desse tudo certo.

— AHHHHHHHHH! – Pen gritou de novo, sentindo como se seu estomago estivesse saindo.

De repente, o choro de um bebê foi ouvido e todos na sala de espera deram um sorriso grande. A primeira estava no mundo.

— Senhora Alvez, ainda temos mais uma. – Ele viu Penelope acenar positivamente. – Ok, então vamos lá.

Luke segurou a mão de Penelope, sorrindo, apesar de vários dedos levemente machucados.

— AHHHHHHH! – Penelope nem precisou ser informada sobre empurrar. – AHHHHHH!

— Eu a peguei. – O médico literalmente adorou a ajuda de Penelope empurrando.

O choro de uma segunda criança foi ouvido e Luke, não aguentando de amor, desmaiou.

— Luke? – Pen olhou para o marido e começou a rir. – Ele vai ficar bem?

— Já tivemos pais aqui que literalmente desmaiaram e ficaram com suas esposas. – O médico viu duas enfermeiras cuidando de Luke. – Ele vai ficar bem.

— Que bom. – Penelope suspirou olhando para as duas filhas. – Elas estão bem?

— Elas são saudáveis e com o choro delas, eu tenho certeza que seus pulmões estão muito bem desenvolvidos. – O médico sorriu para Penelope e viu Luke olhando para ele. – Senhor Alvez, que bom se juntar a nós novamente.

— Sim, desculpe. – Luke segurava um saco de gelo. – Elas são lindas.

— Sim, amor. – Penelope sorriu. – E todas nossas.

— Nós vamos levar as meninas para os exames, mas não vejo motivos para levar as duas para casa amanhã, se estiver tudo bem. – O médico sorriu e abriu a porta. – Você vai ser levada para uma sala para descansar.

— Obrigada, doutor. – Penelope se sentiu bem e cansada. – Nossos amigos. Chame eles, sim?

— Com certeza. – Luke beijou Penelope na testa e saiu. – São meninas! Elas estão bem, estão indo para alguns exames de rotinas.

— E como vai a nova mamãe? – JJ perguntou com o urso de pelúcia nas mãos. – Estou ansiosa para ver ela.

— Eles estão levando Penelope para um quarto privado e logo todos podemos ver ela. – Luke se sentou e sorriu. – Eu desmaiei na sala de parto.

— Nós ouvimos. – Emily deu um soquinho no braço dele. – Papai.

— Nem parece estranho eu estar andando nas nuvens. – Luke sorriu. – Vamos?

— Com certeza. – Simmons foi ao lado de Luke.

Entrando no quarto de Penelope, praticamente todo decorado com balões de gás escritos “é uma menina”, todos sorriram ao perceberam que eram duas meninas.

— Olá, mamãe. – Rossi foi na frente de todos. – Você parece cansada.

— É chamado “dar à luz”, Dave. – Penelope brincou. – Ainda mais duas lindas meninas.

— Sim, é uma emoção. – Emily sorriu. – Para as duas primeiras garotinhas da equipe. Até agora só tivemos meninos, acho justo.

— Obrigada, Emily. – Penelope sorriu ao encontrar mamadeiras cor de rosa e vermelha. – Elas serão fashion.

— E isso é para elas também. – JJ passou o urso para Penelope. – Meu e de Will.

— Elizabeth E Sophie vão amar muito. – Penelope viu a enfermeira com as duas garotinhas nos braços. – Senhores, senhoras. Elizabeth e Sophie.

— Elas são lindas! – JJ pegou Lizzie nos braços enquanto Luke pegou Sophie.

— Quando vocês vierem para casa, vamos dar uma pequena festinha lá em casa. – Rossi disse. – Claro que haverá leite nas bebidas.

— Obrigado, Dave. – Luke sorriu. – Que tal uma foto de equipe?

Todos se reuniram perto de Penelope e sorriram para a câmera. Aquele momento ficando registrado para sempre na vida de todos.