Oneshots Criminal minds Parte 4
79 Novos Começos
Penelope Alvez desligou o alarme perto de sua cama. Se olhando no espelho, ela sorriu para si mesma. Ela parecia perfeita, apesar de uma ou outra ruga, ela parecia perfeita.
— Bom dia, senhora Alvez. – Luke passou uma xicara de chá para sua esposa da porta do quarto. – Eu estava muito ocupado vendo você dormir.
— Que bom. – Penelope o beijou.
Os anos em que eles ficaram casados e com duas filhas gêmeas era um dos melhores. Antonella e Gisele tinham cinco anos agora e ela era a orgulhosa mãe de uma versão menor dela mesma.
Entrando na cozinha, ela percebeu suas duas princesas já tomando seu café da manhã. Um copo de vítima de goiaba, um copo de Nescau e frutas acompanhavam as duas meninas.
Elas usavam marias chiquinhas em seus cabelos compridos e Penelope olhou para o marido orgulhoso do outro lado da mesa.
— Que bom que você se juntou a nós, Penelope. – Luke mandou um beijo de longe. – As duas pequenas estão prontas para ver o trabalho da mamãe e do papai?
— Sim! – Antonella pulou feliz por ver seu tio Reid. – Eu estou ansiosa para ver o menino gênio. Acha que ele gostara do meu desenho?
— Eu tenho certeza que ele vai, querida. – Penelope sorriu para Gisele. – E você, querida?
— Estou louca para ver a sala da mamãe. – Gisele exclamou, toda cheia de Nescau na boca. – Opa.
As meninas haviam nascido apenas um ano depois do primeiro encontro oficial entre Pen e Luke. Naquela noite os dois estavam tão feliz que acabaram juntos na praia. Penelope havia pedido para voltar, porque não havia aguentado de saudades da equipe e descobriu que poderia fazer ambos os serviços ao mesmo tempo.
Emily havia sido empossada como a primeira mulher diretora do FBI e JJ havia sido promovida a chefe de equipe. Ela sorriu, sabendo que era assim que ela queria se tornar.
Reid agora era o segundo no comando e Rossi havia se tornado um consultor da equipe, apesar de ainda estar com eles no FBI.
Simmons e Lewis estavam por lá ainda. Lewis havia conseguido se casar com uma pessoa especial e era feliz.
— Muito bem, antes de irmos para o elevador. – Penelope se virou para as filhas. – Quais são as regras?
— Não pode correr pelo corredor, não gritar e não pedir para entrar na sala durante as explicações de um caso. – Antonella começou. – Não pode entrar sem permissão e sem brigas com a irmã.
— E tem que ficar sempre por perto ou com pessoas conhecidas. – Gisele completou.
— E quando a mamãe ou o papai chamam, devemos ir e sem birra. – Luke completou e Penelope sorriu. – E quando o pai beija a mãe, as princesas tapam os olhos.
— Luke, você prometeu não ser tão superprotetor. – Penelope o beijou. – Mas pelo menos já sabe que elas não gostam de beijos.
— Vamos, minhas meninas. – Luke deu um tapa na bunda de Penelope. – Linda.
Quando as portas do elevador abriram no andar, as meninas seguraram cada um na mão de um pai e foram com eles para dentro. O lugar era agora quase exclusivo para os membros da BAU, então estava deserto.
— Bom dia, Penelope. – Rossi falou. – Luke.
— Bom dia, Dave. – Penelope o abraçou. – Olha quem nós trouxemos.
— Minhas netinhas postiças. – Rossi beijou cada uma das garotinhas. – Como vocês duas estão?
— Bem, vô Dave. – Antonella disse. – Acredita que mamãe adotou uma pequena gatinha ontem? Ela é linda!
— Oh, eu imagino que sim. – Dave pegou as duas crianças pela mão. – Eu vou levar essas suas miniaturas comigo. Talvez elas me contem como fazem para crescer tão rápido.
— Boa sorte, Dave. – Penelope olhou para Luke e o beijou antes de dizer as palavras que ela sempre adorava. – Eu te amo para todo o sempre.
— E eu te amo para todo o sempre, também. – Luke a beijou com fome. – Espero que logo tenhamos outra garotinha.
— Luke Alvez, está querendo mais crianças, é isso? – Penelope apenas o olhou com carinho. – Bem, isso pode ser providenciado.
— É sério? – Ele parecia no céu. – Eu vou cobrar.
JJ abraçou Penelope quando a encontrou. Ela não admitiria, mas ter a amiga de longa data sempre perto a tornara mais confiante e ela já havia admitido que a analista era sua irmã.
— Estou tão feliz por você e Luke. – JJ sorriu. – E que agora eu e você somos mães. Me diga, quais são seus planos agora?
— Fazer mais um filho com Luke. – Penelope foi sincera. – O que se o que confirmar, não vai demorar muito.
— Você está grávida, PG? – JJ viu Emily chegando para se juntar a festa. – Ei, Lewis, venha também.
— Qual a ocasião? – A agente perguntou, curiosa e festiva.
— Penelope pode estar grávida de novo de nosso Luke. – JJ disse baixinho.
— Já fez o teste, Pen? – Emily estava ansiosa.
— Sim. – Penelope olhou para o relógio. – Mas eu gostaria que vocês três estivessem comigo nesse momento.
— Querida, é um teste de gravidez, não frango a passarinho. – JJ brincou, usando uma frase de “the Fresh prince of Bel-air”. – Estou brincando, Pen, vamos. Eu quero ver se você vai ganhar um chá de bebê em breve.
As três garotas desapareceram dentro do escritório novo de Penelope. Agora o espaço tinha uma área de recreação para as filhas de Pen quando elas iam para o serviço com a mãe e um banheiro anexo.
Pegando o graveto do recipiente, Penelope olhou para ele, um sorriso cruzando seu rosto e ficando cada vez maior.
— Então? – JJ estava apreensiva. – O que diz?
— Antonella E Gisele vão ganhar um irmão ou irmã. – Penelope sorriu, pensando em como estava sendo feliz. – Gente, é muito bom.
— Oh, amiga. – Emily a abraçou. – Eu digo que as bebidas estão sobre mim hoje. – Emily saiu, mandando beijos para suas melhores amigas. – Menos para a senhorita Penelope, que vai tomar apenas suco, água ou refrigerante.
— Há Shirley Temple também. – Penelope ganhou olhares espantados. – É o que Luke dá para nossas filhas. Ele diz que elas só podem beber isso até os 34 anos.
— Ainda bem que tenho apenas garotos. – JJ brincou. – E mesmo assim, Will é superprotetor.
— Vamos trabalhar ou ficar fofocando? – Tara perguntou, apenas para ter certeza.
As três se olharam e com um sorriso sabiam a resposta.
— Fofoca! – Elas largaram o que estavam fazendo e começaram a rir.
Luke estava passando pelo escritório de Pen para buscar ela para o dia. Ele a viu pesquisando sapatinhos de bebê e a abraçando por trás ele se perguntou o que aquilo poderia querer dizer.
— Luke, estou grávida. – Ela foi direta. – E você está tendo outra chance para ter um filho.
— Eu realmente não me importo com o que vem. – Luke a virou e a olhou nos olhos. – Porque vindo de nós e feito com amor é tudo que eu quero.
Pegando as pequenas crianças, Luke e Penelope deram banho nas duas e as colocaram na cama para dormir.
— Doa noite, meu algodão doce. – Penelope beijou a cabeça de Antonella. – Durma bem.
— Mamãe? – A pequena chamou Penelope antes que ela desligasse a luz do quarto. – Tio Reid vai ficar bem?
— Sim, querida. – Penelope voltou e se sentou ao lado da cama dela. – Ele só precisa de tempo para se curar. Ele amava a mãe dele.
— Tanto quanto eu amo você? – Antonella viu os olhos de Penelope brilharem.
— Do mesmo jeito, querida. – Penelope abraçou a filha e desligou a luz do quarto.
Chegando em seu próprio ela se olhou no espelho. Sim, definitivamente ela se amava cada vez mais.
— Boa noite, minha mulher maravilha. – Luke a abraçou antes de desligar a luz.
— Boa noite, meu super-homem. – Penelope o beijou e os dois dormiram.
Não haviam duvidas que os dois se amavam. E iriam continuar se amando para todo o sempre.
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