Era um dia quente de verão e aparentemente o clima dentro da BAU estava cinzento. Havia uma quantidade imensa de pessoas passeando pelo andar. A BAU e a NCIS de Los Angeles estavam em um caso complicado, trabalhando juntos.

— Agente especial Callen! – Penelope fez o agente se virar. – Eu disse não coloque esse documento no meio dos outros documentos.

— Desculpe, senhorita. – Callen viu a loira grávida de afastar. – Eu prometo não colocar o documento onde seja que eu tenha colocado.

— Mais uma vez, o belo agente Callen é batido por uma mulher. – Sam saiu com um sanduiche de presunto e queijo. – O que? Eu estava com fome.

— E eu digo que esse é o motivo pelo qual nos odeia. – Callen brincou. – Mas eu não posso dizer que ela está errada. Afinal, ela está grávida.

— Esse não é um motivo para ela gritar com você, caro. – Sam viu o amigo revirar os olhos. – Acho que estamos prestes a enfrentar problemas.

— Agentes Callen e Hanna? – Uma mulher perguntou. – Meu nome é Amélia e sob a lei de violação de identidade vocês dois estão presos.

Eles haviam acabado de participar de uma missão e aparentemente havia algo de errado. Eles tinham feito uma bela prisão, mas a mulher não parecia satisfeita com isso.

— Penelope, ligue para Elisa! – Callen gritou, quando seguiu para o elevador. – Diga a ela que eu estou com problemas de novo.

Penelope olhou para os dois agentes e em seguida viu Spencer sendo preso junto. Ela sabia que era tudo para prender Amélia por ser a espiã dentro do departamento de assuntos internos, mas mesmo assim, ela se sentiu mal.

— Derek, a gaivota já pegou os peixes. – Penelope falou em código para o marido. – Eu ligarei para Elisa.

Elisa e Callen estavam namorando há algum tempo e ela já o havia tirado de algumas situações complicadas, incluindo uma festa que ele claramente não queria estar.

— Elisa & Ashley associados como posso ajudar? – Elisa atendeu ao telefone no novo escritório. – Penelope, devagar. Como assim Callen foi preso de novo?

— Bem, tecnicamente é um plano para pegar a mulher dos assuntos internos, mas acho que eu deveria te informar de qualquer forma. – Penelope mordeu outro pedaço de maça. – De qualquer forma, quando chegar aqui, você precisa agir como se a prisão fosse real.

— E posso, sim. – Elisa sorriu ao perceber que G seria um dos responsáveis pela prisão da informante do FBI. – Estou a caminho.

Enquanto isso, na cadeia, Reid, Sam e Callen ficavam em silencio. Ambos foram instruídos a não falar nada. Reid pegou um baralho de cartas que conseguiu trazer, Callen e Sam trocavam brincadeiras quando a porta da cela foi aberta.

— Agente Callen, que prazer ter você por aqui. – Amélia olhou para os três homens. – Sua advogada entrou em contato comigo. Ela não vai poder ajudar você, no entanto.

— Eu quero e exijo falar com minha advogada. – Callen enfrentou a mulher de frente. – Agora.

Amélia saiu, cuspindo fogo pelo nariz, quase como se ela fosse confrontada por um dos agentes mais insubordinados que ela já teve.

Elisa chegou pisando como a rainha do direito que ela era.

— Eu vim ver a equipe BAU. – Elisa viu Penelope passar e puxar ela junto. – Me conte tudo.

— No começo do ano identificamos uma quebra de protocolo em nossos arquivos. – Penelope clicou. – Amélia Sachs, a chefe dos assuntos internos estava indevidamente acessando arquivos que ela não poderia e alguns deles foram parar nas mãos de um dos maiores fabricantes de armas.

— Quando descobrimos isso, o agente Hotchner se ofereceu para nos ajudar. – Hetty pegou a explicação. – Então, forjamos uma operação para que ela desse errado e precisássemos da chefe.

— Callen E Sam se ofereceram assim como Reid e os três estão ocupando uma cela. – Rossi disse. – Os arquivos que Penelope obteve e deu para ela tinham um cavalo de troia feito com a ajuda de Nell e Eric. No segundo que ela colocou no computador dela, cabum.

— Cabum? – Elisa olhou para Penelope.

— O que Dave quis dizer, é que no momento que ela upou os documentos, Penelope teve acesso as contas, endereços e cartões de crédito. – Hotch falou. – E nós te chamamos para fazer parte desse momento.

— E para ser a advogada de Callen. – Derek deu um olhar engraçado. – Sabemos da prisão dele no ano passado por tentar pegar o boneco.

— Eu levei dois dias para conseguir tirar ele da cadeia. – Elisa sorriu. – Mas ele compensou depois.

— Precisamos fazer alguma coisa. – Emily entrou correndo. – Amélia está desconfiada.

— Certo. – Todos se sentaram em seus lugares e Elisa ficou com a típica cara de quem estava nervosa.

— Dra Elisa? – Amélia entrou. – Seu “cliente” a espera. – Amélia deixou a mulher passar na sua frente. – Deixa eu ser sincera com você. Há poucas chances de Callen e seus amigos saírem da cadeia agora.

— Você subestima demais o meu poder, Amélia. – Elisa entrou na cela e fechou a porta. – Se importa se for embora?

Amélia ainda achava estranho aquela advogada interferir em tudo, mas deixou o lugar vago.

Depois de quase quatro horas, dois bules de café e duas pausas para um chá de ervas, a equipe descobriu o que estava rolando com Amélia. Havia a primeira conta em um banco da suíça que transferia o dinheiro para oura nas ilhas Cayman.

— Amélia Sachs, você está presa por traição e tantas outras acusações quanto podemos pensar. – Hotch pegou as algemas e as colocou no pulso. – Vamos, mulher.

— Incomoda a vocês o que descobri sobre sua querida Penelope? – Amélia olhou para Penelope que estava chocada. – Sobre esse casal que pode ser o novo Brangelina?

— Cale a boca. – Elisa passou por todos e chegou perto de Amélia. – Você deveria ficar calada.

Quando Callen, Reid e Sam apareceram livres, ela finalmente percebeu que havia sido enganada por todos.

— Eu não sei porque achei que seria algo verdadeiro. – Amélia olhou para Penelope, que estava protegida por Callen, Sam e todos os outros agentes. – Quanto mais você achar que está livre de problemas, mais em perigo vai estar, Penelope Morgan.

— Você não pode ameaçar alguém agora, Amélia. – Hotch se aproximou ainda mais. – Vamos. Agora.

Callen se virou para a namorada e a beijou. Afinal de contas, agora ele não precisou ser salvo da cadeia.

— Da próxima vez, me avise que vai fazer algo perigoso assim. – Elisa suspirou e o beijou. – Tem certeza que você está bem, Pen?

— Estou, sim. – Penelope olhou para todo mundo. – Eu vou lavar minhas mãos.

— Deixe que eu vou falar com ela, ok? – Elisa deixou a bolsa com o namorado e foi em busca da analista. – Penelope? Você está bem?

— Ser ameaçada é algo a que eu não estou acostumada. – Pen sorriu um pouco. – Mas eu vou ficar bem. O choque vai passar e eu vou melhorar.

— É bom mesmo. – Elisa decidiu animar a amiga. – Porque eu preciso de ajuda para levar o pessoal para comer.

— Comida é comigo mesmo, mana. – Penelope se sentia muito melhor agora.

Elas saíram juntas do banheiro e conseguiram fazer todo mundo ir para um restaurante juntos.

Apesar de grávida, Penelope decidiu pedir comida apimentada.