Oneshots Criminal minds Parte 4
51 Diamonds
Penelope Garcia não era a primeira pessoa que Spencer Reid pensaria em uma heroína, mas ela havia surpreendido ele positivamente naquele dia.
Quando o falso enfermeiro apareceu no seu quarto, depois de ter sido baleado, ela não hesitou. Momentaneamente congelada, ela puxou o revolver e atirou.
A bala passou a centímetros dele e parou direto no ombro do homem a sua frente. Ele soltou a arma, a prancheta e a seringa quando caiu no chão.
Penelope parecia completamente congelada a frente dele. Pegando a arma dela, Reid a viu sair de sua nevoa congelada e começar a balbuciar.
— Ele está se mexendo... Ok. Eu não sabia que o barulho era tão alto. – Penelope não parava de balbuciar. – Meus ouvidos ficam tapados uma semana depois que eu voo, parece que eu estou gritando?
Ela era na maioria das vezes uma mulher corajosa, mas naquele momento, tudo o que ela queria era fugir.
— Você salvou minha vida. – Reid a viu olhar assustada. – Está me ouvindo?
— É eu estou. – Penelope abraçou Spencer. – Obrigada por dizer isso.
— Obrigado por me salvar. – Reid a abraçou e olhou para Derek.
— Você está vivo. – Penelope estava tremendo. – Você está bem.
Derek finalmente se mexeu, indo em direção a Penelope. Ela parecia estar em uma onda decrescente de adrenalina porque quando sentou na cadeira, seu corpo parecia desligar aos poucos.
— Spencer... – Foi a única coisa que ela disse antes de dormir. – Você está bem.
Tanto Derek quanto Reid queriam que um médico a avaliasse. Penelope pode não ter sido ferida, mas ela parecia ter feito algo muito ruim. E Reid sabia como era balear uma pessoa pela primeira vez.
Quatro meses se passaram. Apesar de eles terem uma nova agente, Penelope ainda estava sendo atormentada por pesadelos. Greg Baylor fora condenado a morte e não passou despercebido para Reid o sobrenome do homem.
Foi o mesmo sobrenome que Jason Clarke Battle usou quando atraiu Penelope antes de tentar matar ela duas vezes.
— Ei, o que está havendo com a Penelope? – Reid perguntou a Derek, preocupado com a amiga.
— Eh, Reid. – Morgan olhou diretamente para Hotch. – A gente fala sobre isso mais tarde.
— Mas ela não está doente ou coisa assim? – Reid realmente havia percebido que Derek estava tentando evitar algo.
— Depende do que você considera doença. – Morgan sabia que parecia duro com ela, mas ele nem sabia o que se passava com Pen.
Olhando o perfil da última vítima, Reid não conseguiu parar de pensar em Penelope. Morgan parecia querer bater em Hotch e ele sabia que seria difícil para o homem mais escuro falar alguma coisa.
Reid então percebeu que se Penelope não melhorasse até o final desse caso, ele iria atrás dela e a ajudaria.
E foi o que aconteceu. Penelope chegou do Texas se sentindo horrível e Reid resolveu tomar as rédeas do “problema” para si.
Primeiro ele passou em uma loja e comprou analgésicos, sorvete, chocolate, uma cópia da Marie Claire, M&m’s, refrigerante e um dvd de mulheres ao ataque.
Entrando no prédio de Penelope, Reid precisou respirar ao se lembrar da época em que ela fora baleada. Reid estava pronto para voltar assim que visse que Penelope estava dormindo.
Batendo na porta, Reid notou alguns passos dentro do apartamento. Os cabelos de seu pescoço se levantaram e ele sabia que Pen estava acordada.
— Me deixe entrar? – Reid levantou as sacolas de compras e sorriu. – Eu trouxe pequenas delicias para você.
Penelope debateu-se entre si sobre deixar Reid entrar e a ver com olheiras e não deixar o amigo entrar, mas ela estava cansada de se proteger no apartamento. Então, ela abriu a porta.
Reid recuou, vendo que a amiga estava diferente. Grandes olheiras embaixo de seus olhos e eles estavam vermelhos.
— Penelope, eu posso entrar? — Reid sorriu quando ela o deixou entrar. – Desculpe acordar você, Garcia. Eu só precisava ver como você estava.
— Eu vou ficar bem. – Penelope olhou na direção do quarto. – Você trouxe docinhos.
— Sim, eu cheguei em uma hora ruim? – Reid sabia que ela escondia algo e ela não parecia ter medo.
— Não, Spence. – Penelope o mandou para o sofá. – Eu acho que podemos conversar.
— Eu precisei ver você, Pen. – Reid abriu um dos sacos de M&m’s. – Eu espero que você esteja melhor. E que Morgan tenha se desculpado com você.
— Eu já perdoei Derek. – Penelope mordeu um dos doces. – Mas ele ainda não sabe disso.
— Você continua um diamante, Pen. – Reid sorriu.
— Diamante? – Penelope não entendeu a referência. – O que diamantes tem a ver comigo?
— Eles são caros, raros e valiosos. – Reid sorriu. – Eles precisam de muito trabalho para ficarem perfeitos, mas você só precisou de alguns anos para ficar perfeita para nós. Cada parte de você é mais valiosa que um diamante.
— Oh, bem eu gosto deles também. – Penelope sentiu o pequeno farfalhar nas cobertas. – Ops, acho que acordamos alguém.
— Garoto bonito, o que faz aqui? – Derek apareceu apenas de cueca preta. – Oh, merda.
— Acho que Morgan e você fizeram as pazes. – Aquele simples detalhe fez Reid sorrir. – E talvez mais um pouco.
— Morgan e eu estamos juntos agora. Eu acho. – Pen suspirou. – Enfim, ele terminou com Savannah e eu e Sam nem ao menos podemos começar algo antes de você sabe. Terminar.
— Spencer Reid, trouxe doces. – Derek se sentou e pegou um dos doces. – Então, que conversa é essa sobre diamantes?
— E que conversa é essa sobre namorar? – Reid brincou de volta. – Mas sério, vocês dois juntos, estão realizando o sonho de toda a BAU.
— Você vai contar para todo mundo? – Penelope estava meio preocupada. – Eu poderia pedir a você não fazer isso?
— Poderia e eu não vou contar a todos. – Spencer sorriu. – Bem, talvez seja hora de eu ir para casa.
— Dorme aqui. – Penelope pediu. – Eu não vou te deixar ir para casa a essa hora depois de apenas seis meses de tiro.
— Em seis meses eu estou bem. – Reid viu Penelope fazendo uma cara de choro. – Certo, eu fico.
— Viu, eu disse que funciona. – Penelope sorriu e pegou um cobertor de oncinha de seu quarto. – Boa noite, Dr Reid.
— Boa noite, Penelope. – Reid sorriu ao perceber que ela estava lentamente de volta para a alegria. – Boa noite, Morgan.
— Boa noite, oncinha. – Morgan fingiu arrumar o cabelo e foi para a cama.
Na manhã seguinte, Reid foi acordado com risadinhas de Penelope e cheiro de panquecas. Penelope estava brincando com o gato dela e sentiu que a visita da noite passada mais o carinho que Derek havia oferecido a ela haviam feito a diferença.
Greg Baylor era apenas mais uma lembrança dolorida e a partir de agora, eles começariam a viver como amigo e Penelope e Derek como namorados.
Era bom começar o dia bem.
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