Oneshots Criminal minds Parte 4
2 Cuidando De Uma Doente.
Emily acordou se sentindo um lixo naquela manhã. Estava frio do lado de fora e do lado de dentro, ela se sentia doente. Nariz escorrendo, cabeça doendo e dor de garganta vieram acompanhando uma febre.
— Eu me sinto um lixo. – Emily deitou na cama. – Eu vou ter que ligar para Hotch e dizer que eu não posso trabalhar.
Hotch observava a chuva cair do lado de fora. A janela parecia incrivelmente molhada e seus pensamentos viajaram por sua equipe. Reid já estava no bullpen, acompanhado de JJ.
Morgan abriu a porta para Garcia e sorriu quando este roubou-lhe um beijo quando achou que ninguém estava vendo.
Ele suspirou quando o celular tocou e viu o nome de Emily nele. Mas ele ficou preocupado.
— Sim, Emily. – Hotch ouviu a tosse do outro lado da linha. – Você está bem?
— Estou ligando para avisar que não vou vir trabalhar hoje. – Emily tossiu de novo. – Eu peguei gripe. Então, não posso ir trabalhar.
— Hum, certo. – Hotch tentou não ficar com medo. – N´s não temos um caso no momento, então você pode ficar tranquila.
— Obrigado, Aaron. – Emily respondeu.
Hotch desligou o telefone, sentindo seu coração quebrar. A voz de sua Emily estava rouca e ele olhou para a equipe. Eles não tinham um caso então, não faria mal nenhum dispensar todos e ir cuidar da sua doente.
— Pessoal, como está chovendo e não temos um caso, todos estão liberados. – Hotch olhou diretamente para Morgan e Penelope. – Por favor, não desliguem seus telefones.
Todos assentiram e foram para suas casas e famílias.
Hotch deixou a agência, indo diretamente para um mercado. Ele comprou alguns pacotes de sopa, suco de laranja, chá de guaco e mel. Também tinha uma pequena caixa de chocolates e um pote de chocolate para chocolate quente.
Ele aproveitou e passou na farmácia e comprou lenços de papel, um pequeno frasco de pastilhas de menta e anti congestionantes.
Ele comprou algumas revistas, nada clichê e também alguns livros de romance. Ele sabia que Emily não era exatamente do tipo de garota que gostava de livros românticos, mas ele precisava fazer ela entender que o que sentia por ela era mais que um simples relacionamento patrão com subordinada. Era amor. Puro e simples.
Emily estava deitada em sua cama quando ouviu uma batida. Amaldiçoando mentalmente quem estivesse interrompendo o sono dela, ela se levantou, muito a contragosto.
— Hotch? – Emily olhou para o chefe. – O que faz aqui? Temos um caso?
— Não. – Ele tinha uma sacola nas mãos. – Posso entrar? Está congelante aqui fora e eu poderia usar um pouco de calor agora.
Emily se moveu um pouco para deixar Hotch entrar e só então se lembrou que vestia um pijama antiga e meio rasgado. Mas eles eram perfeitos para uma garota que estava doente.
— Eu ainda não entendi. – Emily disse sincera. – Quero dizer, você deveria estar com Jack agora.
— Jack foi com os parentes de Haley para a fazenda deles. – Hotch colocou as coisas na mesa dela. – E como você está doente, eu pensei em cuidar de você.
— Espero que você me deixe fazer algumas coisas. – Emily cruzou os braços. – Eu odiaria ter que bater em você.
— Acredite, Emily. – Hotch deu um sorriso raro. – Eu sei que você não gosta de ser protegida, afinal você carrega uma arma, trabalhou na CIA, mas hoje é o dia de ser paparicada.
Olhando para o homem a sua frente colocando uma panela com água no fogo, Emily apenas se sentou. Ela gostava muito de Hotch, mas como ele, não tinha coragem de contar a ele.
Parecia uma coisa comum no time.
Hotch foi até o quarto de Emily e trocou os lençóis da cama dela. Ele procurou os novos e se deparou com a gaveta de lingeries dela. Ele teve que se sentar. Imaginar ela vestindo aquelas peças o fez ofegar.
— Eu pareço um adolescente excitado. – Hotch falou e de repente viu alguém.
— Aaron, eu tenho que dizer algo. – Emily se sentou, séria por um instante. – Eu sou apaixonada por você desde o dia em que nós nos conhecemos. Mas você era casado e então se separou. Eu nunca consegui...
Hotch se inclinou para frente a beijando, fazendo Emily ofegar. Ele não parecia ligar se ela estava gripada. No momento que ela ofegou, Hotch colocou a língua na boca dela e os dois se envolveram em um beijo apaixonado.
— Nós provavelmente deveríamos parar. – Hotch viu a tristeza em Emily. – Afinal, você está doente e seria errado me aproveitar de você assim. Mas eu prometo que quando estiver melhor, eu vou te levar até o céu.
Emily sorriu. Hotch era o homem que ela pediu a Deus. Eles passaram a tarde conversando, vendo filmes na televisão e em uma sessão de beijos no sofá. Hotch não estava preocupado se pegaria um resfriado. Finalmente estar com a mulher que ele amava era uma dadiva.
No dia seguinte, Emily acordou bem. Ela se olhou no espelho e sorriu. Era um milagre que Hotch deu a ela. E talvez fosse o que ela precisava para melhorar.
Vendo Hotch dormindo pacificamente ao seu lado, ela sorriu. Ela poderia se acostumar com ele dormindo ao seu lado e talvez muito mais.
Hotch acordou sentindo-se bem pela primeira vez desde que Haley morreu. Geralmente ele dormiria um pouco e seria assombrado com seu filho machucado ou até mesmo Penelope deitada lá.
Ele considerava a técnica alguém importante e sabia que se Foyet estivesse vivo e não encontrasse Haley, ele iria para Penelope, Emily ou qualquer um que fosse importante para ele.
Então, ele olhou para Emily e foi saudado por um de seus sorrisos cheio de amor. Ela se aproximou dele e deu um beijo em seus lábios. A promessa de dias felizes.
Indo para a cozinha, Hotch a observou fazer o café em seu pijama e a imaginou vestindo apenas uma de suas peças intimas que ele vira na gaveta dele.
— Você está fazendo de novo. – Emily podia sentir Hotch. – Lembra do que você disse para mim? Que quando eu melhorasse, você me levaria para o céu?
— Oh! – Hotch corou. – Você sabe de uma coisa. Se não tivermos um caso hoje, talvez eu te leve para conhecer esse céu.
— Perfeito. – Emily beijou Hotch, deixando a xicara de café na bancada.
Uma música romântica começou no rádio da cozinha e eles sentiram cada letra dela entrar em seus sentimentos. Eles apenas aproveitaram aquele momento até que o som de um celular entrou em seus ouvidos e eles se separaram.
Hotch pegou o telefone e estranhou que fosse Rossi e não Penelope como sempre era.
— Dave? – Hotch sentiu que algo estava errado. – Por que você está me ligando ao invés de Penelope?
— Aaron, algo aconteceu. – Rossi olhou para a cena a sua frente. – É Derek e Penelope. Eles foram sequestrados a caminho do FBI.
— Estarei lá. – Hotch desligou o telefone e olhou para Emily. – Derek e Penelope foram sequestrados.
O clima alegre foi substituído por um de apreensão. Ela se vestiu rapidamente pegando sua arma e seu distintivo. Ela entrou no utilitário de Hotch e eles começaram a trabalhar.
Eles recuperariam seus amigos e os trariam para casa. Depois, ela levaria Hotch para a cama e faria amor com ele.
E ela mal podia esperar para encontrar os bastardos que levaram Pen e Derek.
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