Oneshots Criminal minds Parte 4
102 Candy Lips
Era uma manhã atípica na BAU. Penelope ainda não estava na agencia e Derek estava lá, sozinho. Ele não conseguia dormir direito. E dessa vez não eram os pesadelos que o deixavam acordado.
Eram sonhos muito indecentes com Penelope. Ele fechava os olhos e a viu ali na frente dele. Ele acordava e não conseguia tirar a imagem dela.
Ele pegou o telefone do florista que Rossi havia lhe dado, aparentemente sem razão na noite anterior e fez uma encomenda de flores.
Rosas vermelhas, amarelas, rosas, laranjas e azuis. Ele se certificou que Penelope soubesse que ele estava apaixonado por ela. Ainda mais agora que ela e Kevin se separaram. Ele não queria perder o coração dela para ninguém mais.
Ele ligou para uma loja e encomendou uma caixa de chocolates e para uma amiga que tinha uma loja de roupas. Ele encomendou um vestido de noite tão lindo quanto a sua bebê.
Ele planejou que cada uma das surpresas viessem durante o dia todo e que a última, um belo colar de pérolas fosse entregue para que ele mesmo entregasse a ela e pedisse que ela fosse sua namorada.
Ele havia desligado o celular quando ela finalmente o agraciou com sua presença. Tão linda como sempre e seus lábios que ele tinha certeza que tinham gosto de bala.
Ela era tudo e mais um pouco que ele queria e ele só precisava dela.
— Bom dia, coisa linda. – Derek a viu sorrir. – Como você está manhã?
— Perfeita, Hot Stuff. – Pen percebeu que ele demorou mais no abraço. – Fazia tempo que você não me abraçava tanto assim.
— Eu prometo compensar isso todos os dias da minha vida. – Derek sorriu e foi em busca de um banheiro.
Penelope ficou lá, com um sorriso agraciando seu rosto e percebeu que ele estava excitado ao abraçar ela.
— Bom. – Ela balançou os cabelos e foi começar o dia.
Abrindo a porta de seu escritório, ela encontrou um belo buque de rosas de todas as cores e um cartão, provavelmente digitado para ela.
“Você é o meu sol. Seja minha”. Ela olhou para o corredor e tentou ver quem havia colocado aquelas flores, mas quem fez aquilo tinha um bom treinamento em como evitar câmeras.
Ela sabia que não eram de Kevin e se ele se valorizasse, ele ficaria longe dela. Ela pensou que fossem de Derek, mas talvez ele estivesse batalhando por perdão.
Quando o relógio bateu meio dia, ao invés de Derek Morgan, um agente trouxe uma caixa com mais um cartão. “Você é o sol da minha vida”. Ela abriu a caixa e descobriu um belo vestido de noite preto cheio de brilho, brincos e pulseiras.
Ela viu Derek sorrir para ela de longe e percebeu que ele era o seu admirador. Se ela era apaixonada por ele antes, ver ele tomar todo o cuidado de cativar ela antes de dar um passo era algo que ela valorizava.
Derek viu o sorriso de Penelope e sabia que ele poderia morrer naquele momento. Se aproximando dela, ele a empurrou para dentro do covil, fechou a porta com a chave, deixou a caixa com cuidado sobre o sofá e a beijou.
Uma corrente elétrica passou pelos dois e o beijo só aumentou. Eles lutavam por controle como dois maníacos por controle.
— Deus, Baby Girl. – Derek se separou, procurando por ar. – Você é tudo o que eu ando precisando.
— Derek... – Penelope não pode falar antes de ser beijada de novo.
— Não precisa dizer nada, querida. – Derek a abraçou com cuidado. – Eu iria esperar até de noite e ver você vestida com o vestido, te trazer perolas e te pedir em namoro, mas eu preciso fazer isso agora.
— Então faça, Derek. – Penelope o viu puxar uma caixa do casaco.
— Penelope Garcia, eu te amo desde o segundo em que vi você e eu fui tomado, mas eu era muito imaturo para dizer algo. Agora eu não quero ver você com outro alguém. – Derek pegou a mão dela e a segurou. – Aceita ser minha namorada? Com direito a tudo o que for de direito?
— Eu quero sim. – Penelope beijou Derek e ele colocou o colar ao redor de seu pescoço.
— Você é linda, bebê. – Derek a beijou e a levou devagar para a cadeira dela.
Eles começaram a se beijar e antes que percebessem, já estavam se tocando.
Uma batida na porta os tirou de seu pequeno sonho.
— Penelope, abra essa porta. – Hotch estava preocupado com ela. – Garcia, não me faça arrombar isso.
— Calma, já estou indo. – Penelope ajeitou o batom o máximo que pode. – Abri.
Hotch olhou para Derek sentado na cadeira e o batom meio borrado e apenas balançou a cabeça em descrença.
— Posso lhe ajudar chefe? – Penelope perguntou quase angelical.
— Eu vim descobrir porque você não atendeu o telefone quando liguei. – Hotch olhou para Derek. – E a julgar que Derek também não atendia o dele e ele está aqui...
— A gente estava revisando um dos relatórios dele, senhor. – Penelope sorriu, quase como se fosse inocente. – Ele estava cansado. Ele não tem dormido muito.
— Sei. – Hotch balançou a cabeça. – Pen, eu fico feliz que vocês dois finalmente estão juntos, mas por favor, sem sexo nesta sala.
Derek olhou para ela, que apenas começou a rir. Ele não entendia o que havia de tão engraçado em ser quase pego por Hotch com a mão no pote de biscoitos.
— Por que está rindo? – Ele se arrumou. – Quase fomos pegos por Hotch.
— A questão é essa, Derek. – Penelope voltou a trancar. – Quase. Quer dizer que se a gente quer fazer aquilo, precisamos ficar em silencio.
— Eu devia ter dado o primeiro passo há tempos se você fosse tão safada assim. – Derek a puxou para ele e levantou o vestido dela. – Em silencio é mais gostoso.
— Hum, adoro. – Penelope o beijou e os dois fizeram uma sessão quente dentro do escritório dela.
Hotch ficou esperando os dois saírem da sala. Ele havia esquecido de avisar sobre o briefing diante das novidades, mas ele resolveu ir para sua sala.
— Aaron, o que foi? – Rossi perguntou. – Parece que comeu uma minhoca azeda.
— Antes fosse isso, Dave. – Hotch se deitou no sofá. – Acho que há um romance por aqui, mas não quero me meter.
— Está falando de Derek e Garcia, certo? – Rossi se serviu de um copo de uísque. – Não precisamos nos meter, mas temos que falar com os dois para poder falar com Strauss.
— Eu vou fazer o papel do chef metido de novo? – Hotch fechou os olhos. – Só quero que ela seja feliz.
— Eu falo com Strauss. – Rossi saiu e sorriu para Derek e Pen que entraram, tentando evitar comentários.
Os dois ainda não estavam prontos para compartilhar com todos, mas não era de todo ruim. Escondido era bom demais.
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