Oneshots Criminal minds Parte 4
11 Camaleão
Aquele dia foi complicado. A possível saída de Penelope, a morte de seis agentes do FBI, Rossi estar obcecado por Lynch fizeram Emily suspirar.
Ela sentiu seu coração quebrar quando ouviu o vice-diretor substituto dizer que a oferta de ser a próxima diretora do FBI estava fora de questão agora.
Chegando em casa, ela abriu a porta, largou a bolsa, pegou uma taça de vinho, colocou uma música romântica e suave e deitou no sofá. A casa estava silenciosa naquele momento porque Hotch havia saído para um trabalho e ainda não tinha voltado.
Ela soltou os saltos, entrou no chuveiro e relaxou finalmente.
A possibilidade de Penelope ir embora foi a pior de todas as coisas. Ela não podia perder a amiga para sempre.
Hotch entrou na casa que agora ele e Emily compartilhavam. Desde o momento em que eles pararam de correr um do outro, eles resolveram se mudar juntos. Então entrar na casa e ver as coisas espalhadas de Emily acendeu uma luz vermelha nele.
Ele caminhou até o banheiro de sua casa e encontrou chuveiro aberto, mas Emily estava deitada na banheira e dormindo.
— Emily? – Hotch chegou perto dela e desligou o chuveiro. – Você está aqui há muito tempo?
— Não tenho certeza. – Emily sentiu a agua fria. – Eu estou cansada agora.
— Eu vou te secar, ok? – Hotch pegou Emily nos braços e a levou para a cama. – Querida, estou aqui se quiser conversar.
— Tudo está finalmente chegando a mim, Aaron. – Emily começou a chorar. – A possibilidade de Penelope deixar a equipe, Rossi e a obsessão com Everett Lynch....
— Se você quer saber a verdade, essa foi uma das coisas que me fez recusar voltar depois da morte de Scratch. – Hotch escolheu uma bela camisola para Emily. – Quer ajuda?
— Quero saber como eu tive a sorte de ter você. – Emily se sentiu muito mais aberta. – Eu preciso ligar para Penelope.
— Eu estarei aqui te esperando. – Hotch entrou no banheiro e se transformou em uma camiseta básica e cuecas brancas.
Emily desceu as escadas, esperando Penelope atender o celular, mas ela não o atendeu. Emily tentou o de Luke, mas aparentemente nenhum deles estava atendendo. Emily estava ficando preocupada com isso.
Hotch desceu no momento que viu Emily olhando para a janela e ela parecia preocupada com algo.
— Amor, está tudo bem? – Hotch a viu se virar e ela parecia pálida. – Emily?
— Tentei ligar para Penelope e Luke, eles não atenderam. – Emily sentiu uma queimação no estomago. – Aaron e se algo aconteceu com eles?
Hotch retirou o celular dela e a abraçou. Ele não queria pular conclusões precipitadas. Talvez eles só estivessem se divertindo, talvez eles estivessem em perigo.
Talvez se ele tivesse considerado a segunda opção, eles poderiam ter evitado algumas situações.
Penelope e Luke acordaram amarrados a uma parede na casa de Luke. Ele tinha um corte na testa e Penelope tinha marcas pelo corpo todo. Everett Lynch havia dado a ela uma surra.
Luke havia acordado primeiro. Ele respirou e percebeu que Lynch estava olhando para ele com os olhos cheios de riso. O primeiro instinto foi de tentar se soltar, mas ele estava tentando evitar que Pen se machucasse ainda mais.
— O que você quer com a gente? – Luke perguntou. – O que você quer com Penelope?
— Eu só quero que David Rossi sofra. – Everett se aproximou de Pen e tocou uma mecha de cabelos. – Ela é tão linda, não acha?
— Não ouse tocar nela. – Luke ganhou um tapa de Everett. – Você vai nos pagar.
Lynch desferiu um chute no rosto do agente e ele apagou. A surra que ele desferiu em Penelope havia deixado a técnica inconsciente a noite toda.
Rossi apareceu na casa de Emily e Hotch com uma preocupação.
— Dave? – Emily olhou para o relógio. – São cinco e meia da manhã. Qual é o problema?
— Penelope E Luke não estão atendendo o telefone. – Dave viu a preocupação em Hotch e Emily. – Nós havíamos combinado de jantar ontem à noite e como eles não apareceram eu tentei tocar a campainha, ligar para todos os telefones de Pen e Luke, mas nada.
— Eu vou me vestir. – Hotch correu e pegou uma roupa, agradecendo por Emily ter se arrumado antes de atender a porta. – Vamos.
Pegando as armas e distintivos, tanto Emily quanto Hotch e um preocupado David Rossi foram para o SUV. No caminho ligaram para Lewis, Matt, Reid e JJ. Foi decidido que uma parte iria a casa de Luke e a outra para o apartamento de Penelope.
Rossi, Emily, Hotch e Matt Simmons foram para o apartamento de Luke. Um medo e pavor subindo nos agentes.
Reid, JJ e Lewis haviam ido ao apartamento de Penelope e descoberto que ela havia se mudado para a casa de Luke. Correndo para a casa de Luke, todos se encontraram na esquina.
— Achamos que Penelope e Luke estão com problemas. – Emily começou. – Dave?
— É uma mensagem de Everett Lynch. – Rossi mostrou o celular e ele viu Emily suspirar. – Me deixe ir sozinho.
— Dave, é perigoso. – Hotch colocou uma mão em seu amigo. – Tem certeza que quer ir sozinho?
— Se eu não voltar a tempo, diga a Joy que eu a amo demais e diga a Krystall que o colar de diamantes de presente de casamento está no cofre. A combinação é o nosso dia do casamento.
Dave preparou a arma do lado do quadril e a cobriu com o casaco. O colete do FBI escondido embaixo de algumas camadas de roupas para Everett achar que poderia ter ganhado.
Batendo na porta, Dave ouviu barulho de passos e sentiu uma presença na porta.
— Estou aqui, Lynch. – Rossi falou, sabendo que era o homem. – Me deixe entrar e liberar Penelope e Luke.
— Nada disso, eles são minhas garantias. – Everett abriu a porta e o deixou entrar. – Está armado?
— Eu seria idiota se não estivesse. – Rossi entrou e notou o sangue no corredor. Ele caminhou um pouco mais e encontrou Penelope coberta de hematomas e Luke amarrado. – Deixe eles irem, Everett.
— Nem fodendo. – Everett usou um palavrão. – Sabe porque eu queria você aqui?
— Porque você não pode ver uma mulher loira sem pensar na degenerada da sua mãe. – Rossi estava observando Penelope. – O que fez com ela?
— Ela não me deixou escolha. – Everett encolheu os ombros e fez sinal com o revolver. – Quando eu cheguei aqui, ela estava no sofá, beijando aquele idiota ali e então gritou quando eu apareci. Então a peguei pelos cabelos e a joguei no chão. Foi quando bati com a arma no babaca e dei uma boa surra nela.
Emily e Hotch estavam falando com Dave no ponto e pedindo que ele levasse Lynch para um ponto especifico.
JJ ajeitou o rifle e se preparou. Ela havia ido até o prédio sem que Lynch a visse e preparou a mira.
— Onde acha que está indo? – Everett viu Dave se mover. – Pare aí mesmo.
Eles estavam de frente a uma janela. Um vento estranho começou e Dave puxou a arma e Everett reagiu como o esperado e três tiros simultâneos soaram. Um através da janela, diretamente na cabeça de Everett, vindo de JJ, outro no coração do homem, cortesia de Dave e o último veio de Emily, do outro lado da janela que mais uma vez na cabeça.
Everett caiu no chão com um baque surdo e toda a equipe entrou em seguida. Luke foi libertado e correu para Penelope, enquanto Reid e Simmons a libertavam e a deitavam suavemente no sofá. Reid checou Penelope e acharam melhor levar Luke, Pen e Rossi para o hospital.
Os três foram checados. Penelope se recuperaria da concussão e do braço quebrado. Luke fez seis pontos na testa e Dave foi tratado de um possível choque.
— Eu não quero mais ir embora. – Penelope viu todos sorrirem. – Vocês são minha família e hoje provaram isso de muitas formas.
— Então, a Luke e Penelope, que finalmente deixaram o amor entrar e a Hotch e Emily que fizeram o mesmo. – JJ viu todos erguerem seus copos de suco. – E a família BAU. Que fiquemos juntos por muitos anos.
— A família! — Todos concordaram e brindaram com suas bebidas de laranja.
Emily sorriu e verificou uma mensagem no celular. Era do vice-diretor substituto se desculpando pelo modo como agiu e dizendo que a vaga era dela se Emily quisesse.
Apesar de querer e muito ser a primeira mulher diretora do FBI, Emily decidiu ficar um pouco mais com o time.
Everett Lynch estava finalmente morto, a equipe estava toda junta e ela e Hotch provavelmente se casariam.
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