Oneshots Criminal minds Parte 4
112 Bloody Wedding
Luke não podia acreditar que o casamento perfeito dele e de Penelope havia terminado daquele jeito horrível.
Ele segurava em suas mãos o véu que ela usava no casamento, com uma mancha vermelha nele. O vestido de noiva descansando ao lado da cama deles. Ele também tinha uma mancha vermelha.
Ela estava bem, sem ter se ferido, mas nenhum deles teve coragem de celebrar ou fazer amor, mesmo que fosse a lua de mel deles.
Penelope ainda estava recebendo mensagens de seus irmãos sobre terem visto na televisão o ocorrido. Rossi havia colocado segurança extra no quarto de hotel onde os dois se hospedaram.
Ele voltou no tempo, fechando os olhos, tentando perceber o que deu errado.
Duas semanas antes...
Luke e Penelope estavam noivos há quase seis meses e agora faltavam pouco menos de duas semanas para o grande dia. Luke foi ao escritório de sua amada e a viu cheirando um vaso de flores.
Ele torceu o nariz ao ver aquela cena.
— Luke, obrigada pelas flores. – Penelope o beijou, mas sentiu que ele estava tenso. – O que foi?
— Pen, eu não quero que entenda mal, mas não mandei essas flores. – Luke a viu ficar tensa e ele logo pegou a mão dela. – O que não quer dizer que eu não te mandaria.
— Não havia um bilhete com elas então eu presumi que eram suas. – Penelope olhou para ele. – Mas se não foi você, então quem foi?
— Não faço ideia. – Luke pegou o vaso e o levou para fora. – Mas só por precaução, eu vou deixar ali fora.
Penelope se sentou. Ela não podia demonstrar o medo que sentia por alguém que ela não conhecia estar tentando chamar a atenção dela.
Luke havia comprado flores para ela e substituiu as que ela ganhou por mais bonitas.
Os dias foram passando e Penelope recebeu flores, um urso de pelúcia e também um chaveiro de coração. Ela havia doado os ursos, colocado os chaveiros para doação e as flores deu para várias mulheres da BAU.
Emily checava pessoalmente cada presente que Penelope recebia e via o quanto a analista se sentia com medo de tudo o que estava acontecendo.
Alexei se misturou aos agentes que entravam no jardim de David Rossi. Eles decidiram que era um lugar melhor que a exposição de uma igreja.
Ele se sentou em um lugar bem discreto e usando uma peruca e um bigode falso, ele sabia quando dar o bote em Penelope. Como uma cobra, ele a morderia.
Penelope se olhou no espelho, apreensiva. Ela poderia ser chamada de louca, mas sentiu como se algo de errado acontecesse.
— Desculpe, senhorita, mas o agente Rossi me pediu para checar você. – Alexei mentiu. – Você está pronta?
— Sim, eu só tenho que pegar meu buque e... – Penelope sentiu o clique familiar de uma arma e se virou para ver uma apontada para ela. – Por favor, não me machuque.
Alexei se moveu para trás de Penelope e colocando um braço no pescoço dela, ele beijou o pescoço dela a sentindo choramingar.
— Ande, docinho. – Ele a cutucou com a arma e a obrigou a andar com ele. – Eu vou acabar com você onde todos possam me ver.
Luke estranhou a demora de Penelope. Para uma noiva era normal, mas já faziam mais de duas horas e nada de Penelope.
Ele desceu do altar. Seu terno brilhantemente no lugar e sua arma na frente dele. Rossi percebeu a agonia de Luke e foi atrás, fazendo com que todos o seguissem.
Luke parou quando chegou a porta de onde Penelope estaria se arrumando. Ele podia ouvir alguém chorando e quando abriu a porta, seu coração se partiu. Penelope estava amarrada a cadeira com fitas e seu vestido um pouco rasgado.
— Ora, ora, se não é o belo agente Luke Alvez. – Alexei surgiu. – Finalmente eu tive a oportunidade de te conhecer.
— Deixe ela em paz. – Luke entrou devagar, seguido por Rossi e Emily. – Eu deveria te matar agora, seu porco.
— Se quiser me matar, tente, mas eu não garanto que essa vadia vai ficar bem. – Alexei passou as mãos pelos cabelos de Penelope. – Tão linda e tão vagabunda. Ela recusou todos os meus presentes.
— Eu recomendo que você a deixe em paz. – Rossi olhou para Alexei. – Ou vai ganhar mais que apenas uma bala.
— Agente Rossi, por favor. – Alexei se levantou e deu risada. – Não me faça de idiota.
Reid entrou e vendo Penelope amarrada a cadeira com lágrimas nos olhos esqueceu de todo o treinamento do FBI sobre situação de reféns. A verdade era que quando envolvia alguém que era como uma irmã para ele, Reid sabia muito bem como resolver.
Luke entendeu o que Reid faria e pediu que ele fosse o único que atirasse em Alexei.
— Alexei, olhe para mim. – Reid começou. – Você desenvolveu uma grande fixação em Penelope, mas saiba que você não é o único que admira ela. Ela é como uma irmã para mim.
— Essa cadela imbecil acabou com meu império do crime. – Alexei se afastou um pouco de Penelope. – Ela merece morrer.
Luke viu a brecha e atirou entre os olhos de Alexei. O sangue do homem espirrou no vestido branco de Penelope e no véu dela.
— Está tudo bem, Pen. – Emily correu para a amiga. – Tragam um paramédico aqui.
— Você não espera que ele tenha sobrevivido a isso. – Rossi ganhou um olhar de Emily. – Ah, está bem.
Depois que a situação foi controlada e Penelope tinha um vestido diferente, ela finalmente conseguiu subir ao altar para casar com Luke. Ela poderia ter ficado a cerimonia toda sentada, mas Luke estava preocupado que ela estivesse muito nervosa.
— Penelope Grace Garcia, aceita Luke Alvez como seu legitimo esposo? – O padre perguntou com calma.
— Sim. – Penelope sentiu que poderia desmaiar agora.
— Luke Alvez, você aceita Penelope Grace Garcia como sua legitima esposa? – O padre perguntou a Luke.
— Sempre. – Ele apertou a mão dela com carinho.
— O que Deus uniu o homem não separa. Eu os declaro marido e mulher. – Ele sorriu. – Pode beijar a noiva.
Luke ajudou Penelope a se levantar e a beijou, fazendo todos sorrirem pela primeira vez naquele dia.
Luke e Penelope decidiram não ficar para a festa e Luke ajudou Penelope a retirar o vestido de noiva e entrar em um confortável pijama.
Ele se deitou, deu um beijo nela e olhou para o vestido manchado de sangue. Ele queria estar fazendo amor com sua esposa agora, mas sabia que ela precisava de um tempo para descansar.
Luke fez uma promessa enquanto olhava para sua esposa deitada na cama. Ele apagaria Alexei da memória dela e faria com que ela fosse amada a vida toda.
Com o tempo Penelope ficou bem, mas ela ainda sentia um pouco de medo em ficar sozinha.
A festa de casamento foi realizada no dia seguinte entre a equipe e Rossi deu a eles uma passagem para a argentina descansar um pouco.
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