Era o primeiro dia dela na agencia e Penelope estava insegura, para dizer o mínimo. A primeira coisa que ela fez foi tingir o cabelo para loiro. Ela adorava cabelo preto, mas ela queria se retirar da imagem de hacker.

— Bom dia. – Penelope recebeu um olhar estranho do guarda quando ela apresentou sua credencial. – Obrigada.

No elevador, Penelope subiu com outros agentes. Ela se sentia quase uma impostora na agencia.

Hotch a esperava na porta do elevador e assim que a olhou, sabia que havia algo diferente, mas com medo de todos os olhares que ela ganhava.

— Estou feliz que esteja aqui, senhorita Garcia. – Hotch a levou para a sala. – No momento o resto do time está em campo, mas não há necessidade de temer.

— Obrigado, agente Hotchner. – Penelope pegou sua identificação. – Uau, meus irmãos ficariam muito felizes com isso.

— Não que eu seja curioso, mas já chegou a contar para eles que foi presa? – Hotch viu Penelope ficar chateada. – Você não falou?

— Com todo respeito, eu não quero falar sobre isso. – Penelope saiu da sala.

Hotch apenas balançou a cabeça, sabendo que havia mais do que Penelope deixava aparecer.

Depois da sala de Hotch, Penelope foi enviada ao Pool tecnológico do FBI. Haviam técnicos, técnicas e Penelope ocupou a última cabine disponível.

— Bom dia a todos e todas. – Strauss entrou no lugar. – Temos uma nova técnica e gostaria que todos dessem um olá para Penelope Garcia.

Mas ao invés disso, ela recebeu olhares hostis de seus assim chamados colegas e abaixou a cabeça. Ela ligou o computador e começou a trabalhar em silêncio.

Mudando alguns códigos no computador, Penelope começou a criar um novo programa de computador e sistema para seu uso pessoal. Ninguém ali desconfiava sobre o que ela estava fazendo.

Terminando seu quarto dia no FBI, Penelope resolveu ir direto para casa. Ela viu dois agentes da BAU voltando de um caso e sentiu que eles não viam.

No dia seguinte, Penelope precisou de dois arquivos. Descendo até o sexto andar, ela viu os mesmos agentes junto do agente Hotchner. Ela tinha sua bolsa ver limão juntos, uma vez que ela tinha medo de deixar ela na sua mesa.

— Com licença Gomez. – Derek tentou chamar a atenção de Penelope.

Aquelas curvas dela o atraíram de imediato. A mulher realmente tinha atributos valiosos. Mas ele não recebeu atenção dela.

— Hey, Baby Girl. – Derek a viu parar, soltar o arquivo e virar para ele com um sorriso atrevido.

— Baby Girl? – Penelope levantou uma sobrancelha, dando um sorriso a Derek.

— Desculpe, eu não sabia o verdadeiro nome. – Derek coçou a parte de trás da cabeça.

— Eu já fui chamada de coisa pior. – Penelope viu Derek fazer uma expressão surpresa. – O que posso fazer por você?

— Nós temos um caso que precisa ser solucionado antes que outra mulher seja vítima. – Derek foi direto. – Poderia dar uma mão?

— Eu posso te dar um pé, Angelfish. – Penelope provocou de volta e afastou Reid do computador. – Eu pego esse louco para vocês.

Reid, Hotch e Derek observaram os dedos de Pen se moverem rapidamente pelo teclado e ela continuava resmungando baixo para si mesma.

— Peguei um rato, senhor. – Penelope clicou em mais algumas teclas e mandou o endereço, nome e telefone de Brian Mattlof para os celulares dos três. – Precisa de mais alguma coisa, senhor?

— Não, obrigado, Penelope. – Hotch a viu levantar e pegar a bolsa das mãos de Derek. – Obrigado, Hot Stuff.

Penelope voltou a sua baia muito mais feliz pela ajuda dada. Ela queria sair e logo daquele lugar.

Strauss entrou no pool tecnológico e todos se ajeitaram, largando os sites indiscretos que estavam.

— Penelope, podemos conversar? – Strauss a viu se levantar da mesa. – E traga suas coisas.

Todos começaram a dar sorrisinhos, pensando que ela seria demitida.

— Eu fiz alguma coisa? – Penelope estava preocupada.

— Foi uma coisa boa, na verdade. – O elevador se abriu no andar da BAU. – Penelope, graças a sua ajuda, conseguimos capturar um assassino maluco. O agente Hotchner foi pessoalmente me pedir sua transferência para a BAU.

Hotch, Morgan e o envergonhado doutor Reid vieram dar as boas-vindas.

— Eu sabia que tinha uma razão para eu contratar você, Penelope. – Hotch sorriu e apertou a mão dela. – Morgan, se não se importa, poderia levar Penelope para sua sala nova?

— Vou ter uma sala? – Penelope achou legal.

— Cheia de computadores. – Derek pegou o braço dela e colou ao dele. – Desculpe pelo outro dia. Eu te chamei de Baby Girl.

— Eu gostei. – Penelope confessou. – Se você fosse solteiro, eu te comeria inteiro.

— Você quer sair comigo, então? – Derek sabia que ela provavelmente se faria de difícil e com razão.

— Não ainda. – Penelope beijou a bochecha dele. – Mas me pergunte daqui a seis meses.

Derek sorriu para Penelope e ligou para uma floricultura. Tudo o que ele queria era Penelope agora. E para isso, ele usaria as grandes armas.

No dia seguinte, Penelope entrou no escritório e tinha um buque de flores sobre a mesa. Pegando o cartão, ela abriu e leu. ”Parabéns pelo seu primeiro dia com a gente. Seu sorriso faz meu dia sorrir mais do que eu possa dizer. – Derek”.

Penelope sorriu e deixou as flores sobre a bancada, embelezando o lugar.

No dia seguinte, havia uma caixa de chocolates sem muito açúcar e um copo de milk-shake. E assim foi por uma semana. Penelope procurou Derek e ela estava apaixonada pelos presentes e finalmente soube que ele não era outro jogador.

— Você quer sair comigo hoje, Penelope? – Derek arriscou.

— Com certeza, Derek. – Penelope o viu se levantar. – Mas nada de bebida alcoólica e com certeza um lugar onde pode-se dançar.

Derek pegou o casaco na cadeira e saiu todo contente com Penelope. Hotch, Reid e Gideon observaram o par sair e trocaram apenas olhares. JJ deu um sorriso vendo Penelope finalmente feliz.

— Estou feliz que você tenha decidido me deixar te levar para comer algo. – Derek abriu a porta do restaurante. – Aqui eles tem comida, sobremesa e dança.

— Maravilhoso. – Penelope sorriu quando percebeu que apesar da garçonete quase se jogar sobre Derek, ele estava interessado apenas nela. – Eu adorei todos os presentes. Mas tudo aquilo apenas para jantarmos e dançarmos é meio demais.

— Penelope, eu vou ser sincero. – Derek largou o guardanapo. – Eu realmente queria te levar para cama no primeiro dia que te vi, mas eu percebi que você merece mais que uma noite de sexo.

— E o que eu mereço? – Penelope ficou sem ar de repente.

— Você merece todas as noites de nossas vidas. – Derek retirou uma aliança de compromisso. – Você não precisa dizer sim ou não agora. Apenas saiba que meu coração é seu e só seu. Minha vida de jogar acaba no segundo que você diz que é minha.

Penelope colocou uma mão em seu braço e sorriu para ele.

— Eu quero ser sua namorada, sim. – Pen viu Derek sorrir para ela. – Mas podemos esperar algum tempo antes de fazermos sexo? Não é que eu não queira fazer amor, porque eu quero.

— Você precisa de tempo. – Derek olhou para Penelope. – Eu não vou te machucar, eu não vou deixar te amar, mas acima de tudo, eu não vou te apresar, afinal, temos todo o tempo do mundo.

Penelope ergueu a taça de refrigerante em direção a Derek e ele pegou a dele.

— A nós, bonito. – Penelope a inclinou.

— A nós, garotinha. – Derek bateu a taça com a de Penelope.

Nos meses seguintes, Penelope e Derek saíram em encontros regulares. Eles foram ao parque, fizeram piqueniques, foram a Califórnia e a Chicago. Derek nunca foi mais feliz do que quando teve Penelope em seus braços.

Eles podiam não fazer sexo, mas não abriram mão de dormirem abraçados. E quando a primeira vez finalmente aconteceu, ambos concordaram em acontecer mais.