Oneshots Criminal Minds

1 Wounds of the past - Morgan e Garcia


Notas iniciais
Inspirado no episódio da S09E05. Penelope acaba com complicações do tiro e é transportada para um cinema até seus pais.

Penelope acordou particularmente cansada. E nem era pelo caso. Ela havia dormido mal, sua cabeça girava e ela parecia desmaiar a cada passo.

Ela estava feliz por ter chegado ao trabalho ao menos. Uma das desvantagens de morar sozinha era que não havia ninguém lá se ela desmaiasse.

Entrando na sala de briefing, Rossi e Reid falavam sobre um carro. Ela se sentou ao lado de Derek e tentou disfarçar.

— Garcia? – Hotch percebeu que a analista não estava bem. – Quer começar?

— Desculpe senhor. – Ela pegou o controle e fez um esforço para levantar. – Eu estou meia distraída.

— Está tudo bem, Baby Girl? – Derek havia notado.

— É só uma dor de cabeça. – Ela sorriu e então foi para a frente. – Desculpe senhor.

Ela deixou o controle cair no chão e olhou para ele.

— Pen? – Reid estava mais perto. – Você está bem?

Ela não conseguiu responder quando suspirou e caiu no chão.

— Baby Girl! – Derek estava em um segundo ao lado dela. – Garcia. Você pode me ouvir?

— Chame uma ambulância! – Reid se ajoelhou na frente dela. – O pulso dela está caindo.

Rossi não se importou em pegar Penelope em seus braços com a ajuda de Hotch e a levando para algum lugar mais fácil de a colocar na maca.

JJ chorava e Blake falava com a emergência. Era uma corrida contra o tempo. O caso estava esquecido. Eles apenas precisavam que Penelope ficasse bem.

Quando a emergência chegou, toda a BAU cercava Penelope como se a estivessem protegendo ela do mundo exterior.

— Qual o nome dela? – O técnico perguntou. – Precisamos levar ela para a maca.

— Eu faço isso. – Derek a colocou em seus braços e a colocou na maca, nunca a deixando. – E eu vou junto.

— O nome dela é Penelope. – Reid explicou. – Pode ter sangramento interno.

— Obrigado. – O enfermeiro sorriu. – Vamos agora.

Todos observavam Hotch e Derek seguindo Penelope na ambulância. Um era o chefe e melhor amigo o outro, era o amor da vida dela e ela era dele.

— Senhorita Garcia? – A enfermeira dentro pediu. – Pode me ouvir?

— Ela não reage. – Outro disse. – Entra com uma solução salina agora.

Penelope não sabia onde estava quando abriu os olhos. Com certeza não era no quarto do hospital onde muito provavelmente ela estava agora.

Olhando para a frente, havia Rossi no mesmo carro que viu quando entrou na sala do briefing mais cedo naquela manhã.

— Senhorita. – Rossi abriu a porta e a fez entrar. – Vamos chegar ao seu destino logo.

— Onde estamos indo? – Penelope não entendeu. – E o que está acontecendo afinal?

— Tudo a seu tempo. – Ele fechou a porta depois que ela entrou. – Agora aproveite a viagem.

No avião, o resto da equipe se olhava. Hotch e Morgan ficaram no hospital.

— O que acha que aconteceu? – JJ estava nervosa. – O que acha que aconteceu com ela?

— Não sei. – Reid disse. – Mas por algum motivo ela estava com sangramento interno.

— A cicatriz do tiro? – Rossi falou alto. – Isso faz o que? Seis anos?

— Desculpe. – Blake interrompeu. – Tiro?

— Penelope levou um tiro seis anos atrás. – Spencer começou a explicar. – Nos degraus da casa dela depois de um encontro. Pensamos no inicio que era roubo, mas o cara era um tipo de herói homicida.

— Ela ficou quatro dias na UTI. – JJ continuou. – Foi muito perto de a perdemos na verdade. Acho que depois daquilo ela começou a sair com Kevin que agora já é um passado.

Um chamado para vídeo apareceu no computador e Rossi atendeu.

— Como ela está? – Rossi perguntou. – Ela está bem?

— Os médicos disseram que é uma complicação do tiro. – Hotch estava chateado. – Eles estão preocupados. A artéria espenica dela está sangrando e isso causou a complicação.

— É. – Reid suspirou. – Battle está de volta.

— E o que acontece agora? – JJ perguntou. – Ela vai ficar bem?

— Cedo para dizer. – Hotch estava derrotado. – Eles a estão levando para a cirurgia e com alguma sorte ela vai ficar bem. – Ele olhou para o hospital outra vez. – Eu sei que todos estamos preocupados, mas uma menina foi sequestrada e precisamos encontrar. Reid e JJ você vão para a cena de crime. Rossi e Blake para o hospital tentar falar com o garoto. Eu vou pegar o primeiro voo disponível.

— E quanto a Penelope? – Reid queria saber. – Quem vai ficar com ela?

— Morgan está aqui e não vai a lugar nenhum. – Hotch disse antes de desligar.

Morgan foi direto para a capela do hospital. Ele estava em uma quando ela foi baleada e estava aqui em outra agora.

— Conseguiu achar o ponto de ruptura? – O cirurgião perguntou. – Preciso do aspirador.

— É verdade o que eu ouvi sobre ela? – O assistente disse. – Ela foi baleada por um ajo da morte?

— Quem teria coragem. – O cirurgião principal estava se apaixonando por Penelope. – Coloque mais pressão e aumente o oxigênio dela.

Penelope continuou sua jornada pelo mundo alternativo. Entrando em um cinema a moda antiga ela viu um casal sentado em duas poltronas quase na frente. Se aproximando seu coração começou a bater mais forte.

— Pai? Mãe? – Penelope perguntou assustada. – O que estão fazendo aqui?

— Olá minha filha! – Barbara disse alegremente. – Sente-se aqui.

— Eu não entendo. – Pen entrou quando seu pai vagou um lugar no meio deles. – O que está acontecendo?

— Você está morrendo, Penelope. – Barbara falou. – Mas você pode escolher voltar se quiser.

— Temos algo para mostrar agora, filha. – Emilio passou um braço por Penelope. – Eu sei que pode ser complicado de entender, mas eu te prometo que vamos explicar.

De repente a tela a sua frente começou a reproduzir um vídeo de Penelope com toda sua equipe. Alguns momentos com Kevin, mas Derek dominava todos os outros.

— Você ama ele. – Barbara comentou. – Mas você tem medo.

— Ele me vê como uma amiga apenas. – Penelope falou. – Nada mais.

— Ele te ama, filha. – Barbara a virou. – Mas como uma mulher. Ele terminou com a namorada quatro semanas atrás.

— Eu não sabia. – Pen começou a deixar lágrimas caírem. – Ele nunca me contou.

Battle apareceu de repente e Penelope congelou. Ali, diante dela estava o homem que a baleou. Não parecia que iria ficar tudo bem.

— Perdi algo? – Battle perguntou presunçoso. – Tem razão. Ele te ama Garcia.

— O que está fazendo aqui? – Pen se levantou nervosa. – Eu não te convidei.

— Eu o convidei. – Barbara falou. – Parecia ser uma boa coisa.

Então a coisa toda saiu de ordem. Pen viu Battle atirar do mesmo que ele atirou nela. Tentando parar o sangramento imaginário, ela não se deu conta do que acontecia no mundo real.

— Estamos perdendo ela! – O cirurgião pegou desfibrilador. – Carga 360.

Ele aplicou o choque, mas não resolveu. Olhando para a moça na maca, ele resolveu tentar de novo.

— Carregue para 360 de novo! – Ele exigiu. – Agora!

Penelope tentava estancar o sangramento de sua mãe, assustada com o que estava acontecendo.

— Eu preciso parar isso. – Penelope tentou sem sucesso. – Eu não quero te perder.

— Shi Penelope. – Barbara tirou as mãos da ferida invisível. – Está tudo bem. Vai ficar tudo bem.

— Eu nunca quis perder o toque de recolher. – Penelope começou a chorar. – Eu desejei que vocês não voltassem para casa. E vocês não voltaram.

— Não é sua culpa. – Emilio a abraçou. – Nós nunca estamos longe de você.

— Você precisa escolher, Pen. – Barbara disse. – Você quer voltar para viver uma vida com Derek?

— Eu quero! – Pen disse. – Porque estou me sentindo cansada?

— Você acabou de ser ressuscitada na cirurgia. – Barbara a abraçou. – Temos uma última coisa a discutir.

— O que? – Penelope perguntou.

— Você quer filhos algum dia? – Emilio perguntou curioso. – Podemos até combinar o que você quer ter.

— Não estou entendendo. – Pen admitiu e ouviu a voz de Derek, falando com ela. – Eu gostaria de um casal de filhos com ele.

— Você os terá. – Seus pais disseram juntos.

Penelope foi colocada em uma sala de recuperação. O caso havia acabado bem de certa forma, mas tudo o que Derek pensava era em ver os olhos de sua deusa abertos. Olhando para ele.

— Hey Baby Girl. – Derek se sentou e pegou a mão dele na dela. – Eu estarei aqui quando você acordar. Tome seu próprio tempo.

Ela sentiu que sua mão estava pesada e logo que abriu os olhos viu Derek na frente dela.

Ele sorriu para ela. Chegando mais perto a cada vez, ele esperou que ela tentasse falar.

— O que aconteceu? – Ela estava confusa. – Como eu vim parar aqui?

— Você desmaiou Pen. – Derek pegou a mão dela. – Você precisou de uma cirurgia.

— Derek? – Ela parecia disposta a falar dessa vez. – Eu te amo. Por favor, me diga que sente o mesmo.

— Você tem alguma duvida menina? – Derek beijou sua cabeça. – É claro que eu te amo. Mais do que qualquer outra coisa.

— O que você está fazendo? – Ela estava assustada. – O que você está tirado do bolso?

—Ei. Ei. – Derek a acalmou. – Você precisa relaxar. Estou apenas colocando algo em seu dedo agora.

Abrindo uma caixinha de joias, ele pegou o anele a olhou nos olhos.

— Penelope Garcia. – Derek começou. – Eu sei que não tivemos um namoro formal ainda, mas eu sinto que esses nove anos foram um namoro para nós. Sendo assim, Penelope Garcia aceita casar comigo?

Os olhos dela caíram na aliança que estava meia colocada em seu dedo. Ela podia sentir o anel e o peso que ele tinha.

— Eu quero Derek. – Ela disse. – Eu quero casar com você.

A equipe não ousou entrar. Eles finalmente estavam felizes porque depois de quase nove anos, eles finalmente aceitaram seu destino.

Logo, Derek e Penelope seriam marido e mulher e quem sabe, teriam até bebês.