Oneshots Criminal Minds

23 The Replicator Attacks


Logo depois de derrubar o helicóptero com a equipe da BAU, John Curtis resolveu que estava na hora de colocar a última parte do plano em prática.

Ele viu a ansiedade de Garcia e soube que ela estava pronta para fazer parte do seu final.

— Senhorita Garcia. – Ele foi até ela. – Venha. Eu vou te dar uma carona.

— Obrigado. – Penelope nem tinha idéia do perigo. – Eu tenho que chegar até eles.

— Eu sei. – Ele abriu a porta para ela. – Vamos descer de escadas. É mais rápido.

Penelope agradeceu e começou a descer os degraus, alheia ao homem atrás dela. John pegou a seringa de trás do blazer e começou a retirar a tampa da seringa. Ela já estava quase pronta para dar a ultima carta.

Ele se sentiu injustiçado por Penelope estar em uma posição de confiança na BAU e ele não. Agora, depois de matar Strauss, era a vez de ela pagar.

— Eu pensei que você tinha um carro. – Garcia se virou. – Olá?

Ela não o viu então se virou e nesse momento, John penetrou a agulha da seringa e empurrou o embolo até o fim.

Penelope tentou lutar, mas suas mãos estavam presas pelo homem e ela tentou gritar, o que logo foi impedido por uma mão em sua boca.

— Como se sente sendo vítima Penelope? – John sussurrou no ouvido da técnica. – Eu sempre soube que você era fraca demais.

Quando ela sentiu que era uma luta perdida, ela começou a apagar. Em um ultimo ato, ela se virou como se estivesse em câmera lenta e olhou direto nos olhos do homem mau.

— Tenha bons sonhos. – John disse. – Porque serão os últimos.

Pegando o corpo completamente drogado de Garcia em seus braços, ele a levou para a van e deu o fora de lá.

— O que diabos aconteceu? – Derek disse quando recuperou os sentidos. – Eu sinto como se tivesse sido agredido com um martelo.

— Acho que nós caímos ou algo assim. – Hotch falou. – Estão todos bem?

— Eu estou bem. – JJ limpou o vidro quebrado. – E você, Spence?

— Vou ficar. – Ele olhou para Blake. – Você está bem?

— A dor de cabeça é insuportável. – Ela avaliou. – Onde estamos?

— Não sei. – Hotch saiu do helicóptero. – Ligue para Garcia e tente achar um meio de sairmos daqui.

Rossi estava apavorado. Depois de saber que Penelope teria saído as pressas até a equipe, ele tentou ligar para a amiga muitas e muitas vezes. O celular dela foi encontrado nas escadas do FBI e uma seringa contendo um sedativo também.

Isso não deveria acontecer. O celular rosa de Penelope começou a tocar no saco d evidencias e ele sabia que era Derek. Por sorte, ela estaria com ele.

— Ei Baby Girl. – Derek disse ao ser atendido. – Garcia?

— Não Derek. – Rossi falou. – Sou eu, Dave.

— O que está fazendo com o celular de Penelope? — Derek disse e os outros o olharam. – Onde Penelope está?

— Não sabemos. – Rossi confessou. – Ela sumiu e não conseguimos encontrar ela.

— Mas esse é o telefone dela! – Derek gritou. – Como ela pode ter desaparecido sem ninguém saber ou ver do prédio? É o FBI por Deus! Ninguém é sequestrado no prédio do FBI.

— Eu sinto muito, Derek. – Rossi estava chorando. – De verdade.

Derek desligou o telefone, se sentindo fraco. Ele não queria que isso acontecesse com Penelope. Ela era especial para todos na agência e agora que ele estava começando a abrir seu coração para ela, isso aconteceu.

Ninguém ousou falar alguma coisa por alguns minutos. Eles ainda absorviam a idéia de Penelope ser a vitima pretendida desse cara e que eles terem sido derrubados fora a estratégia que esse doente usou.

Hotch estava nervoso e com medo. Penelope era próxima de Jack depois que Haley morreu e ele ficaria muito chateado se algo acontecesse. Além de tudo, ele a trouxe para a agência.

JJ ficou sentida por Henry e Penelope ao mesmo tempo. Ele adorava Garcia com toda sua alma. Especialmente os presentes que ela trazia para ele.

Blake não conhecia Garcia a tanto tempo e apesar de ela ter se estranhado a primeira vez com Penelope, era compreensível. Ela pesquisou a história de Penelope e descobriu o porque disso.

Reid corria as estatísticas e ele não gostou de nenhuma delas. Penelope deve ter sido subjugada e levada. Então o Unsub era da agência. Se ele perdesse Garcia, sua vida seria menos alegre.

Derek era o mais desesperado. Ele enfrentaria desertos, ilhas e oceanos para ter sua menina de volta e colocaria esse cara a sete palmos de terra. Onde diabos estava Rossi quando Penelope sumiu? Onde Kevin estava que não a ajudou?

Ele cogitou que talvez o técnico esquisito fosse cumplice ou fosse até mesmo o próprio unsub. Mas a idéia foi afastada quando o técnico telefonou para Hotchner.

Eles tinham um nome, uma placa de carro e um lugar possível. Penelope voltaria para casa. De preferencia viva e direto para seus cuidados.

Penelope acordou presa a uma cadeira. Ela tinha medo de perguntar o que havia acontecido antes. E de verdade, ela nem queria saber.

— Finalmente acordou. – John disse. – Achei que você dormiria para sempre.

— Onde estou? – Ela perguntou ansiosa. – O que estou fazendo aqui?

— Isso é obvio. – Ele riu. – Você está presa a uma cadeira, com cadeados e correntes grossas pelo corpo. Estamos em uma casa abandonada e você vai demorar muito tempo para ser encontrada.

— Quando eles vierem. – Garcia se debateu na cadeira. – Você vai tomar meu lugar aqui.

— Não conte com isso. – John passou a mão pela bochecha dela. – Você não sabe quem eu sou. Mas eu sei bem quem você é.

— Eu-eu não fiz nada para você. – Penelope tentou convencer John. – Eu nem o porque isso está acontecendo.

— Você entrou na BAU. – Ele a acusou. – Tomou o lugar que seria meu por direito. Eu entrei para a academia, fiz todos os testes. Quando eu estava na lista, eu descobri que você foi recrutada pelo agente Hotchner e aceitou.

— Mas eu não sou agente de campo. – Penelope sabia que ele delirava. – Eu fico ao computador. Eu nem sequer possuo licença para um Taser.

— Eu não ligo. – Ele deu um tapa nela. – Era o meu lugar, minha vez, minha chance. E você estragou isso.

— Onde Strauss entra nisso? – Penelope estava assustada. – Por que matar ela?

— A recomendação digital. – John falou. – Ela falou de você para todo mundo e você sempre ganhou tudo.

— Isso foi há dois anos. – Agora Penelope se desesperou. – Há quanto tempo você nos segue?

— Tempo suficiente. – John se colocou atrás dela e começou a massagear rudemente os ombros dela. – O suficiente para conhecer você.

Garcia não falou mais nada. Isso não teria um fim decente.

— Eu vou dizer o que vai acontecer agora. – Ele acariciou o cabelo dela. – Você precisa de alguém que te conheça bem para te tirar daqui em segurança.

Rossi dirigia feito louco pela estrada até o endereço onde Penelope estaria. A moeda de sobriedade de Erin estava em sua mão. Ele prometeu a ela que faria justiça por ambas. Ele já perdeu sua namorada, não poderia perder Garcia que nada tinha a ver.

Derek colocou o pé no acelerador da SUV. Ele pegou uma própria para ele. Seu olhar cheio de ódio era o que ele precisava agora. Ele resgataria Garcia.

— Acha que Derek e Rossi podem matar esse cara se ele machucar Garcia? – Reid perguntou. – Você sabe que Rossi perdeu Strauss e Derek ama Penelope.

— Não seria errado. – JJ disse em voz alta. – Eu faria a mesma coisa se tivesse perdido Will.

— Eu fiz isso. – Hotch compreendia. – Quando Foyet matou Haley na minha frente. Eu surrei ele até a morte.

Todos sabiam como esse assunto ainda machucava Hotch, mas todos concordaram com o modo que acabou com Foyet.

Em sincronia, Derek e Rossi pararam ambas as SUV's na entrada e em silêncio entraram. Era apenas um complexo de tuneis.

Eles chegaram a sala principal e abriram a porta. Penelope parecia assustada e fechou os olhos quando a porta se abriu.

— Baby Girl. – Derek se aproximou. – Eu preciso que você seja forte agora.

— Eu quero ir embora daqui. – Penelope estava ansiosa e nervosa. – Eu não quero mais isso.

— Nós vamos te ajudar Garcia. – Rossi viu o olhar de terror nos olhos da garota. – Eu prometo que vai ficar tudo bem.

— Eu não fiz nada para ele. – Penelope disse, em desespero. – Eu não fiz nada para ele me odiar.

— Nós sabemos Garcia. – Rossi olhou para o cadeado. – Precisamos das datas, Derek. Não vai dar certo.

— Penelope. – Derek a olhou implorando com os olhos. – Datas importantes por favor.

— Battle? – Ela tentou adivinha. – Talvez o ano que eu entrei no FBI?

— Muito provavelmente. – Rossi falou. – Quando foi?

— 2004. – Penelope falou. – Estou com medo.

— Aguente Garcia. – Rossi suava. – Vamos tirar você dessa. Promessa.

O resto da equipe parou do lado de fora e seguiu o túnel. Olhando para os colegas, Hotch avançou e pegou Penelope depois de estar livre.

— Não! – Spencer gritou. – É um sensor de pressão.

— Onde vocês acham que vão? – John ameaçou com a arma em punho. – Vocês todos estarão mortos assim que a bomba detonar.

— Vão! – Rossi gritou, empurrando a porta. – Eu lido com ele. Levem Garcia para um check up.

— Dave! – Penelope relutou em sair. – Não!

— Eu vou em seguida. – Ele sorriu para ela. – Nunca pare de sorrir, Kitten. A gente precisa disso todos os dias.

— Eu não vou sair! – Penelope avançou. – Eu não vou deixar você com esse maluco!

— Derek! Hotch! – Rossi gritou para os agentes. – Tirem ela daqui.

Hotch e Derek a puxaram em seus braços mesmo com Garcia lutando para se soltar.

— Não! Dave! – Penelope queria ajudar. – Me solta Hotch! Nãããooo!

Penelope se debateu tanto que Reid veio em auxilio. A arrastando para fora do quarto e da casa, Penelope não conseguia parar de chorar.

— Está tudo bem, Penelope. – Derek a abraçou. – Vai dar tudo certo.

— Ele não deveria se arriscar. – Ela se sentiu culpada. – Eu tenho que salvar ele.

Dentro da casa, John e Dave se enfrentavam. A porta fechou outra vez e era o último confronto dos homens.

— Você a salvou. – John disse, sarcasticamente. – Eu não entendo.

— Você matou Erin. – Rossi disse com raiva. – Eu só quero olhar nos seus olhos e dizer que você não venceu.

— Ela morreu bêbada. – John riu. – Como ela sempre foi.

— Ela morreu sóbria. – Dave rebateu. – Você não estragou um ano completo de sobriedade. Você perdeu, John.

— E ainda assim. – John moveu os braços. – Estamos aqui.

— Não por muito tempo. – Dave empurrou a porta e tirou a moeda da sobriedade. – Vá para o inferno, John.

A porta se fechou mais uma vez, a última de todas. Rossi correu pela sua vida, mas também pela necessidade de ver se Penelope estava bem.

Chegando ao lado da equipe, a casa explodiu e ele olhou para as chamas. Foi o final que Strauss adoraria ter.

— Ela está bem? – Dave olhou para uma Penelope adormecida na maca. – Eu fiquei assustado.

— Ela está indo para o hospital. – Hotch falou. – A descarga de adrenalina não foi boa para ela na verdade.

— Vejo que Derek está todo possessivo. – Rossi sorriu para o agente. – Eles formam um belo casal se você quiser saber.

— Vamos esperar que eles finalmente façam algo. – Hotch também riu. – Vem, vamos examinar esse machucado na bochecha.

Derek segurou a mão de Garcia enquanto ela estava sendo levada para o hospital para passar a noite em observação. Ele se sentiu muito mal por tudo o que passou e por tudo o que ele podia ter perdido.

Por outro lado, Ele sentiu tristeza pela perda de Rossi. Ele perdeu a pessoa que amava para um maníaco e ele viu que apenas duas horas antes, ele quase perdeu a dele.

— Ei. – Ele sorriu para ela quando ela acordou no hospital. – Como está Baby Girl.

— Como se tivesse sido sequestrada. – Ela tentou brincar, mas gemeu de dor. – Cara, ele me acertou.

— O enterro de Strauss é hoje. – Derek lembrou a ela. – Ninguém vai achar menos de você, se você não for.

— Eu quero ir. – Penelope estava decidida. – Apesar de tudo, ela era uma boa pessoa.

— Mesmo tentando tirar Hotch do cargo? – Derek levantou uma sobrancelha. – Você não guarda rancor de ninguém mesmo, não é?

— Ela ajudou Hotch depois da morte de Haley. – Penelope lembrou. – Ela deu a ele uma escolha final.

— O que o mundo fez para merecer você, Baby Girl? – Ele a olhou profundamente. – Eu queria te perguntar algo, mas não porque isso tudo aconteceu. Você seria minha namorada, Penelope?

— Você quer namorar comigo? – Ela parecia incrédula. – Quando você pode ter qualquer exemplar magro?

— Eu quero que os exemplares magros, se danem. – Derek lambeu a orelha dela. – Quando estiver pronta, eu vou te devorar toda.

Ela sorriu logo depois de aceitar o pedido dele.

O funeral de Strauss foi lindo e Rossi a recebeu com tanto carinho e ela começou a chorar.

Juntos, cada um conseguiria superar seus próprios pesadelos, que eles saberiam que viriam de qualquer maneira.