Oneshots Criminal Minds
11 Interrogatório não autorizado.
Notas iniciais
Seria uma noite perfeita para Luke, Penelope e Reid. Eles combinaram de ir a um bar perto do escritório beber algo depois do ultimo caso.
Esse caso era bastante estranho. O suspeito afirmava que havia sido dopado e sequestrado por agentes do governo e interrogado. Depois de muito explicar ele não foi levado a sério. Duas horas depois, ele estava morto na cela, sem nenhum sinal de veneno.
A equipe tentou achar algo de concreto nesse caso e eles não conseguiram nada. Era tão frustrante. Então eles voltaram para casa, ainda achando que o suspeito falava a verdade.
Mas não tinham uma base sólida para determinar. Quando Penelope chamou Luke e Spencer para beber era porque eles eram amigos. Ok, tecnicamente ela e Luke estavam namorando escondidos a seis meses, mas ninguém precisava saber. Ele inventou o namoro com Lisa para a equipe e ela o namoro com algum médico que na verdade era seu amante latino.
— Bebidas Reid? – Penelope balançou o copo para Spencer. – Vamos, apenas uma.
— Certo. – Ele precisava disso agora. – Ainda não me convenci sobre esse caso.
— Nem eu. – Luke disse, afastado de Penelope. – Não é como se ele mostrasse traços psicóticos.
— Na década de 60 e 70 os relatos de agentes, principalmente da CIA. – Reid drenou outro gole de sua vodca. – Eram grandes. Pessoas sumiam por dois, três dias e voltavam sem memória.
— O que você acha que eles fazem? – Penelope estava aterrorizada. – Implantam chips cerebrais e fazem lavagem cerebral?
— Afogamento simulado. – Reid apenas disse. – Muito usado para extrair informações inimigas. As traqueias das pessoas estavam machucadas.
— Já presenciei. – Luke colaborou. – É horrível de se ver. A pessoa fica com problemas respiratórios se não for morta.
— Ok, senhores. – Pen decidiu dar um fim naquilo. – Para o bem de nossos estômagos, vamos parar com esses detalhes.
— Você está com medo, Garcia? – Reid sorriu. – Você seria um alvo fácil desse tipo de gente. Não que eu te ache fraca. Mas você se colocaria em risco por qualquer um de nós?
— Eu sou leal. – Pen ergueu a margarita em suas mãos. – Aguentaria dois dias de tortura fácil.
Eles riram, alheios a presença do homem observando o grupo e mais especificamente Penelope. Era o seu alvo hoje. Ele teria que levar a moça curvilínea para o local onde eles estavam fazendo essas "experiências."
Penelope ficou com vontade de urinar e percebeu que o banheiro da porta era o menos ocupado. Se despedindo de Luke e Reid avisando que precisa urinar, ela seguiu.
A cabeça girava e ela nem notou o homem nas suas costas antes de ele injetar algo nela. Penelope soltou um suspiro forte e caiu nos braços do homem totalmente apagada.
Outro homem ajudou o agente a levar Penelope para van em espera. Luke e Reid conversavam e não conseguiram notar.
Olhando para o relógio Luke percebeu que Garcia estava demorando no banheiro. Ele se desculpou com Reid, pedindo para ele tomar cuidado enquanto ele seguiu para verificar o banheiro.
Duas garotas estavam por lá e o examinaram, mas Luke nem quis saber delas. Ele estava muito feliz com Penelope.
— Vocês viram uma garota loira aqui? – Luke perguntou. – Ela tem curvas maravilhosas, um cabelo loiro como seda e uma boca com gosto de cereja.
As garotas perceberam que era caso perdido tentar ganhar a atenção do latino.
— Não! – Elas responderam com raiva.
— Ela não vale a pena. – Uma das garotas se aproximou de Luke. – Eu sou melhor que ela.
— Vocês não são meu tipo. – Luke foi categórico. – Eu preciso achar minha namorada.
— Algum problema Luke? – Reid estava atrás dele. – Já encontrou Garcia?
— Ela nem veio para cá. – Luke juntou um cenário horrível. – Você acha que?
Eles se olharam. Nenhum deles queria dizer em voz alta. Isso não poderia estar acontecendo. Luke pagou as bebidas e depois de explicar levou as imagens de vigilância.
Penelope acordou amarrada em uma cadeira. Ela sabia depois de ver cenas de crimes diárias que ela provavelmente foi levada por algum psicopata. Ou o suspeito anterior estava realmente certo. Eles estavam conduzindo interrogatórios clandestinos.
— Bem-vinda senhorita Garcia. – Uma voz ao fundo disse. – O que achou do meu complexo?
— Horrível. – Ela estava nervosa. – Qual é o seu jogo? Me torturar com água ou com seringas induzidoras de dor?
— Nada tão chato. – Ele saiu das sombras. – Eu tive tempo para bolar esse pequeno plano desse que sua equipe me prendeu.
— É. E você deveria estar preso. – Penelope sabia. – Você não só contratou gamers como soldados para matar crianças, mas matou o suspeito de uma série de mortes. Acha que a minha equipe não vai atrás de você?
— Quando eles fizerem isso. – Ele tocou o rosto de Penelope. – Você estará sob total controle meu que vai fazer qualquer coisa que eu quiser.
— Eu era seu alvo o tempo todo? – Penelope começou a puxar as cordas. – Eu não vou fazer teu jogo.
— Veremos. – Ele sinalizou para dois técnicos. – Comecem a fazer ela mudar.
— O que? – Penelope tentou se afastar, apenas para ser contida. – Não! Me solta! Não.
Penelope lentamente começou a apagar depois que benzodiazepina foi colocado na veia dela. Ela não sabia o que iria acontecer, porém ela sabia que isso seria um passo a menos para sair daqui.
Um IV foi colocado na mão dela e ela foi ligada a maquinas de monitoramento de todos os tipos.
Borgdan Krilov era um manipulador de lembranças. Ele foi contrato para suprimir algumas lembranças de Penelope. E implantar outras. Uma delas era que Emily queria matar ela e ela deveria matar a agente antes.
Luke andava de um lado para o outro na sala de conferencias. Cada segundo, minutos e horas eram mais um segundo, minutos e horas que Penelope estava deus sabe onde.
Um homem do governo estava na gravação tão bem posicionado que a câmera nunca o pegou de frente. Ele precisava de um pouco de ar. Um pouco de café seria bom também.
— Ela está pronta? – O homem olhou para uma fortemente drogada Penelope. – Está finalmente feito?
— Completamente. – O Dr. Krilov disse. – Apenas a leve para o ponto de soltura e ela vai começar a fazer o que precisa.
O homem sorriu e mandou eles fazerem. Ele sabia que iria dar tudo bem. O que ele não sabia é que se algum agente dissesse o nome dela, ela voltaria com todas as memórias.
Não seria justa para Penelope ficar a mercê desse homem. O dr. Krilov não achava justo reprimir lembranças de pessoas boas como Penelope por prazer de outras como esse cara.
Um dos ajudantes do ex executivos colocou um anular de sedativos em Penelope e ela acordou com a arma em seu lado. Ela estava de volta a sede do FBI e preparou seu plano para atacar Emily, mesmo que ela não soubesse porque.
Quando as portas do elevador se abriram na BAU e Penelope saiu dele com a arma em mãos, Matt e Reid tentaram parar ela.
Ela os empurrou e seguiu. Os dois se olharam e viram que ela tinha marcas de injeção. Ou eles a drogaram ou fizeram qualquer coisa ruim.
Emily olhou para cima quando Penelope abriu a porta rudemente. Rossi fez a mesma coisa. Ela viu a arma que Penelope apontou para ela e olhou para Rossi e sabia que algo aconteceu nas 24 horas que ela desapareceu.
— Por favor. – Emily tentou se mover o menos possível. – Eu não sei o que houve com você ou o que eles fizeram com você, mas eu não sou inimigo.
— Eu preciso matar você. – Penelope parecia distante. – Eu só preciso fazer.
— Kitten. – Rossi levantou as mãos quando ela virou para ele com arma. – Por favor, nos deixe ajudar você.
— Não! – Penelope gritou. – Eu tenho que fazer isso.
— Penelope. – Luke a chamou. – Você não quer fazer isso. Você foi drogada. Tudo isso não é real.
Ouvindo seu nome, ela deixou cair a arma e afundou no chão. Spencer tirou a arma de perto enquanto Luke e Rossi a acalmavam. Ela olhou para o home de sua vida e apenas apagou.
— Leve-a para o hospital, Alvez. – Emily disse. – Peça um exame de toxinas e qualquer substância. Eles deram algo a Garcia e eu quero saber.
— E quanto ela apontar uma arma? – JJ perguntou. – Ela não vai ter problemas, não é?
— Eu não deixaria, JJ. – Emily respondeu. – É obvio que Penelope ter sido levada e ter vindo aqui e tentado me matar, tem um significado.
— Alguém está atrás de nós. – Rossi concluiu. – Eu vou com ela.
Todos olharam quando Luke possessivo não deixou ninguém tocar Penelope.
— Quando eles vão dizer que estão namorando? – Matt perguntou. – Está mais do que na hora.
— Paciência gafanhoto. – Reid brincou. – Podemos finalmente pagar a aposta.
Luke e Rossi chegaram ao hospital e pediram guardas na porta do quarto de Penelope. Era quase certo que tentaria matar ela agora que o plano foi falho.
Depois de ter todo o sangue coletado para analises, Penelope foi colocada em uma intravenosa limpa. Ela deveria dormir por algumas horas. Cada corte, picada e digital diferente foi coletada e fotografada.
Luke olhava para ela e sorriu pela sorte de ter ela de volta. Se o teste de drogas viesse carregado, ele sabia que ela seria inocentada.
E veio. Cheios de drogas que eles nem tinham idéia de para o que serviam.
A mais presente era Mescalina. Penelope deveria ficar mais dois dias internada para possíveis sintomas.
Emily sabia quem queria atacar a equipe através de Penelope. O mesmo que usou gamers para missões.
Prentiss sentiu a raiva subir e decidiu que deveria ela mesma acabar com tudo aquilo.
Levando Rossi consigo, ela chegou até o armazém onde ele conduziu a experiência em Penelope. Ela não pensou duas vezes quando entrou.
Lá estava ele, em uma cadeira, como se fosse um trono de rei. Seu sorriso era como se um demônio habitasse seu corpo.
— Eu sabia que você viria agente. – Ele se levantou, com a arma em punho. – Quer dizer que Penelope, a doce Penelope está morta.
— Ela está se recuperando. – Emily foi direta. – E você não deveria dizer o nome dela.
— Oh! – Ele soltou uma risada. – Ela sempre foi desobediente. Ela foi durona eu tenho que admitir.
— Chega! – Rossi gritou. – Desista e venha numa boa.
— Eu não penso assim, agente Rossi. – Ele apontou para ele. – Eu prefiro a via alternativa.
A bala perdeu o ombro de Rossi e ele e Emily atiraram no homem. Ele caiu no chão, já morto. Finalmente eles pegaram o Unsub do outro caso.
Luke segurava a mão de Penelope. Emily mandou uma mensagem avisando que Garcia estava livre de qualquer acusação e que o Dr Krilov estava enfim preso.
Ela abriu os olhos devagar. A combinação de analgésicos a deixava lenta e cansada. Ela viu Luke sorrir para ela e sabia que tudo estava bem.
— Está tudo bem. – Luke deu um beijo na testa dela. – Todos estamos bem.
— O que aconteceu? – Ela estava confusa. – Eu matei Emily? E eu estou presa?
— Não para ambas. – Luke garantiu. – Emily está viva e você foi liberada das acusações.
— O que fazemos agora? – Penelope estava preocupada. – Digo, eu não posso olhar na cara de Emily nem de Matt ou Reid. Eu os empurrei.
— Garanto que eles te perdoaram. – Luke não estava mentindo. – Mas eles virão de qualquer maneira amanhã. Você estará aqui por dois dias.
— O que ele fez comigo? – Penelope perguntou nervosa. – Ele não me estuprou?
— Ele alterou sua mente. – Luke disse. – Colocou uma memória falsa e fez você tentar matar Emily.
Penelope começou a chorar. Ela não queria acreditar que isso realmente estava acontecendo.
— Ei Garcia. – Emily apareceu na porta com flores. – Se não tentar me matar de novo, acho que podemos ser amigas.
Era uma tentativa de brincadeira de Emily. Ela não culpava Penelope. Se alguém era culpado, era aquele homem.
— Então. – Emily se sentou. – Quando você e Luke iriam me contar que estão namorando?
— Você sabia? – Pen perguntou baixo. – Eu achava que éramos discretos.
— Somos profilers, Garcie. – Emily tocou o joelho dela. – Trabalhamos em analisar pessoas.
— Estamos encrencados? – Luke estava esperando. – Porque se for um problema posso me transferir.
— Não é problema nenhum. – Emily sorriu. – Seis meses e conseguiram manter longe do escritório? Acho que é um recorde.
Emily tirou algo da bolsa e entregou a Penelope. Ela abriu e fez uma cara de curiosa.
— São de Rossi. – Emily explicou. – Ele achou que depois disso tudo vocês precisavam de uma viagem. Ele também sabe que o Hawaii é o melhor lugar para isso.
E com isso ela saiu. Penelope olhou para Luke que a olhou de volta e apenas sussurrou algo na orelha dela.
— Compre um biquíni, minha chica. – Ele deu uma lambida no lóbulo dela. – Estamos indo para essa viagem assim que você sair daqui.
E foi o que eles fizeram. Passaram duas semanas no Hawaii. Mas não muito na praia. Eles gastaram a maior parte dos dias na cama, tendo suas pequenas aventuras sexuais.
Luke sempre se surpreendia com Penelope e sempre precisava mais e mais dela. Ela voltou obviamente grávida do Hawaii. Mas ela deixaria para depois revelar.
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