Notas iniciais
Sequencia de Cash for Cake. - Dois meses depois de finalmente começarem a namorar, Luke e Penelope tem a melhor supresa de todos: Há um bolo no forno sendo preparado.

Dois meses depois...

Penelope e Luke namoravam há dois meses. Eles anunciaram o namoro um mês depois para a equipe inteira, com direito a gritos de Emily e JJ e Rossi pagando uma aposta a Tara e Simmons.

Penelope acordou mais uma manhã com Luke ao seu lado, a abraçando forte.

— Bom dia amante Latino. – Ela disse. – Como vai você hoje?

— Eu ainda tenho você na minha cama. – Ele virou-se para ela e a beijou. — — Então continuo no céu.

— Sempre bajulador. – Ela sorriu para ele e saiu da cama. – Não demore. Vou fazer café para nós e dar a nossa filha meus mimos diários.

— Qualquer dia Penelope. – Luke gritou do quarto. – Eu vou fazer uma bebezinha para você estragar tanto quanto você estraga Roxy.

Penelope sorriu da cozinha. Vestida com uma das blusas de Luke, ela preparou café para eles.

Logo que o cheiro do café subiu, Penelope se sentiu enjoada. Ela correu diretamente para o banheiro ao mesmo que Luke entrou na cozinha.

— Penelope? – Luke foi atrás dela. – Está tudo bem?

Ele a ouviu vomitando no banheiro. Ela parecia bem doente e isso acendeu um alarme em Luke. Ele não queria que ela estivesse doente. Mataria ele se ele a perdesse.

Lentamente, Penelope abriu a porta e viu Luke com uma garrafa de ginger ale.

— Para seu estômago. – Ele se sentou ao lado dele no chão. – Você está melhor?

— Estou. – Penelope sorriu como conseguiu. – Isso nunca aconteceu.

— Posso levar você ao médico? – Luke queria eliminar qualquer doença e rápido. – Eu não vou sobreviver se perder você.

— O que eu faria sem você? – Penelope descansou a cabeça no ombro de Luke. – Marque e você pode vir comigo se quiser.

Luke marcou a consulta para aquela tarde mesmo. Ele ligou para Emily e a deixou saber que Penelope precisava de uma consulta e ele estaria lá com ela.

Emily suspirou quando desligou. Luke era um romântico maravilhoso com Garcia e ela merecia isso.

— Seja o que for. – Luke entrelaçou a mão na dela. – Nós vamos ficar juntos.

— Eu te amo. – Penelope disse. – Você é tão bom comigo.

Luke queria falar algo, mas bem nessa hora, o médico chamou.

Se sentando na frente do médico, Luke manteve um abraço possessivo em Garcia.

— Vejo que você teve enjoo hoje de manhã? – O Dr Woods perguntou. – Algo mais?

— Eu sinto como se meus seios fossem explodir. – Penelope disse. – Tem acontecido muito nesses últimos dias.

— Qual a data do seu ultimo período? – O médico viu Penelope hesitar. – Então?

— Dois meses atrás. – Ela parecia assustada. – Vejo que você já sabe o que está havendo.

— Vou fazer um teste simples para confirmar. – Ele sorriu. – Mas, juntando todos seus sintomas... o enjoo matinal, os seios doloridos eu só posso pensar em algo e sinceramente, eu não entendo por que não consideraram uma gravidez.

— Nunca falamos sobre isso. – Luke falou. – Porém, eu desde que comecei a namorar Penelope queria um bebê.

Penelope sorriu. O médico também. Eles pareciam um casal muito mais do que apaixonados.

Recebendo a ordem para Exame, Luke viu quando ela teve tontura ao levantar. Não perdendo um segundo, ele a colocou em seus braços e ela sorriu.

— Acostume-se com isso, Penelope. – Ele disse, cheio de malicia. – Você e meu bebê terão Tudo do bom e do melhor a partir de agora.

— Você vai me colocar em um pote de vidro também? – Ela brincou. – Acho que vou gostar disso, Sr Alvez.

Ele sorriu e a levou para fazer o exame de sangue. Se fosse um resultado positivo, ele compraria uma aliança e a pediria em casamento logo. Não importava se fossem dois meses ou seis semanas, ele já a queria a alguns anos.

— Aqui. – Ele deu a ela um pacote de jujubas. – Para minha garotinha.

— Obrigado. – Ela corou. – Mesmo estando com você e provavelmente tendo um bebê, você tem a incrível habilidade de me fazer corar.

— Eu vou fazer você minha mulher, Garcia. – Ele disse o sobrenome dela sensualmente. – E então eu vou fazer você corar ainda mais. Porque você fica maravilhosa corada.

Ela sorriu. Pegando o resultado, eles entraram para conversar com o médico. Luke apertou a mão dela e sorriu. O coração de Penelope batia forte e ela esperava uma noticia fantástica.

— Devo anunciar que você está esperando um bebê. – O médico disse. – Você está com dois meses de gravidez.

Luke nem se importou com o médico e beijou Penelope.

— Vamos ter um bebê! – Luke gritou. – Eu estou tão feliz.

— Eu também. – Ela devolveu o sorriso. – Precisamos deixar Emily saber antes de qualquer coisa.

— Lógico. – Luke ajudou Penelope a se levantar. – Ei bebê. Estou te esperando aqui. Então é melhor você vir logo. – Ele falou contra a barriga dela. – Minha avó vai amar.

— Temos tanta coisa para fazer. – Penelope disse. – Tantas decisões.

— Você pode tomar uma agora. – Com certeza, Luke era o mais feliz. – Venha morar comigo e com Roxy.

— Eu praticamente moro lá, Alvez. – Ela disse. – Mas se você aceitar pintar o quarto do bebê de roxa uva eu vou com prazer.

— Roxo uva, hein? – Luke ergueu uma sobrancelha. – Parece legal.

— Você vai amar! – Ela estava feliz. – E claro que Roxy será a irmã perfeita. E Sergio o irmão peludo.

Ele a abraçou e a acomodou no carro. Ele não podia deixar de sorrir. Ele iria ter uma família para cuidar, com a mulher que ele amava.

Penelope pediu para eles irem diretamente para a BAU. Ela precisava contar para todos na equipe. E arrastar Reid com ela nas compras.

A equipe havia acabado de concluir uma consultoria local, mas todos estavam preocupados com Penelope. Desde que Emily disse que Luke a levaria para um médico urgente, eles não pensavam em mais nada.

Spencer tinha uma leve sugestão do que poderia ser. Ela e Luke poderiam simplesmente estar tendo um bebê logo.

Luke e Garcia decidiram que iriam direto para a BAU. Ele sabia que Emily e
JJ ficariam muito animadas e Tara seria ainda mais.

Quando eles chegaram ao andar, Penelope segurou firme em Alvez que não esperou e a puxou para o colo. Esse era o Luke protetor.

— Garcie! – JJ veio para perto dela. – Você está bem?

— Estou. – Pen deu um olhar aguçado para Luke. – Ele só está sendo superprotetor.

— JJ você pode tirar os saltos dela? – Luke pediu. – Eu quero meu bebê saudável.

— Bebê? – JJ riu, não entendendo o verdadeiro significado. – Derek vai ficar com ciúmes se você a chamar de Baby Girl.

— Peaches, você poderia reunir o pessoal? – Penelope pediu. – Há algo que eu preciso dizer.

— Claro. – JJ tinha um sorriso nos lábios. – Mesa redonda. Um minuto.

Todos a seguiram. Simmons ria baixinho e ganhou um soco leve de Tara.

— Acha que é sobre a doença dela? – Reid perguntou. – Ela pode apenas estar grávida!

— Spence! – JJ o repreendeu. – Não estrague a surpresa dos outros.

Reid riu. Rossi e Emily se juntaram a equipe. Luke deixou Penelope caminhar sem os saltos. Ela poderia usar saltos bem baixos.

— Bem. – Pen entrou e puxou Alvez. – Nós fomos ao médico hoje e ele nos falou sobre o que está acontecendo comigo.

— Vamos apoiar vocês se precisar. – Emily disse. – Qualquer coisa.

— Cero. – Luke se meteu. – Porque ela vai precisar de uma licença daqui a sete meses. E eu também.

— Garcie. – JJ tinha sol na boca. – Você está grávida?

— Sim. – Penelope respondeu. – Dois meses.

Foi gritos coletivos. Tara, Emily e JJ abraçaram Penelope enquanto os homens apertavam a mão de Luke.

— Espere até nascer Alvez. – Simmons disse. – Você vai se sentir tão apaixonado por seu bebê que mataria um dragão por dia.

— Nem posso esperar. – Luke sorriu. – Se for igual a Pen então eu vou ser o homem mais feliz do mundo.

Os próximos meses foram maravilhosos para toda a equipe. Penelope arrastou Reid e Rossi para as compras com ela. As meninas estavam muito ocupadas planejando o casamento surpresa para ela.

Rossi sugeriu que ela comprasse um quarto inteiro de bebê e nem discutisse. Ele iria pagar. Era o mínimo que ele poderia fazer depois de tantas vezes que ela salvou a equipe.

Reid assim como Alvez foi superprotetor com Penelope. Ele fez tabelas com uma dieta que a nutricionista passou. Dizer que ele não a deixava comer nem um pratinho de torta do casamento era eufemismo.

Então quando eles estavam em um caso, ela pedia para Allison trazer uma torta e comia devagar. Bem, até que Reid quase ameaçou um processo. Então era hora de conversar com Spencer e determinar alguns limites.

— Spencer. – Penelope se sentou na frente do amigo. – Eu realmente aprecio a sua dedicação a mim, mas pelo amor. Não precisa ser tão profundo. Eu estou quase de seis meses e minha filha vai nascer com cara de morango se eu não comer um pedaço de torta de vez enquando.

— Desculpa. – Reid parecia agitado. – Eu só não tive alguém para sabe, mimar durante a gravidez. E eu fico um pouco ansioso.

— Eu sei querido. – Ela pegou as mãos dele. – E eu gosto disso, mas preciso ao menos de torta na vida.

— Certo. – Reid se levantou e pegou um travesseiro. – Aqui. Para suas costas.

— Obrigada. – Penelope agradeceu.

Ela e Luke foram ao médico e Luke insistiu em ouvir o coração de sua filha e gravar.

Ao entrarem, Luke começou a chorar de emoção. Ele nunca achou que esse momento viria em algum momento.

Então quando o Whosh, whosh começou a tocar na sala, os olhos de Luke começaram a soltar lágrimas e ele parecia um bebê chorando de tanta emoção. Ele gravou o som porque essa era a coisa mais linda que ele ouviu na vida.

— Ela está saudável. – O médico disse. – Vocês vão ter uma garota muito saudável.

— Você está bem Luke? – Penelope olhou para o noivo. – O que foi?

— Eu estou emocionado. – Ele limpou as lágrimas. – Eu mal estava esperando que Liz nascesse, mas agora, eu quero que venha logo.

— Eu também. – Penelope sorriu. – Fico feliz que você esteja ansioso. Porque afinal, você precisa aprender a trocar fraldas.

— Fraldas de bebê. – Luke parecia no paraíso. – Eu vou fazer um estoque delas.

Depois de chegarem do médico, Penelope foi pega por JJ e Emily e levada a uma loja de noivas. Ela queria algo simples e fofo para o casamento. Ela escolheu um solto.

Dois meses se passaram e o casamento foi feito na mansão de Rossi, do mesmo jeito que o de JJ. Todos os amigos do casal estavam por lá, incluindo Roxy e o gatinho Sergio.

Derek e sua família assim como Hotch com Jack. Todos se reuniram para ver o casamento de Penelope e Luke. A essa altura, ela estava nas portas do nono mês.

A marcha nupcial tocou e Penelope foi conduzida por Rossi que fez o papel de pai. Ele entregou Penelope diretamente para Luke e o casamento começou.

Foi tão mágico que eles nem notaram o tempo passando. A brisa da praia logo a frente fez do cenário perfeito.

— As alianças. – O padre pediu.

Roxy acompanhada de Henry entraram carregando os anéis.

— É de livre e espontânea vontade que você, Lucas Alvez aceita Penelope Grace Garcia como sua legitima esposa? – O padre perguntou a Luke.

— Sim. – Luke sorriu para Penelope e colocou a mão na barriga dela. – Sempre.

— E você. – O padre olhou para Garcia. – Penelope Grace Garcia. É de livre e espontânea vontade que aceita Lucas Alvez como seu legitimo esposo?

— Sim. – Ela sorriu para ele. – Sempre.

Luke pegou a aliança e deu um beijo singelo, nunca perdendo o contato com os olhos de Penelope.

— Penelope Garcia. – Luke começou. – Receba essa aliança como prova do meu amor. Eu prometo te amar e respeitar na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até o ultimo dias de nossas vidas.

Ela sorriu para ele assim que ele colocou o anel e deu outro beijo.

— Luke Alvez. – Ela colocou a aliança no começo do dedo dele. – Receba essa aliança como prova do meu amor. Prometo te amar e respeitar na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até o ultimo dia de nossas vidas.

Houve suspiros coletivos na igreja quando a aliança foi colocada. Estava tudo tão... perfeito.

— Se alguém é contra esse casamento. – O padre falou. – Que fale agora ou se cale para sempre.

Depois de trinta segundos de medo e ansiedade o padre enfim decidiu falar as frases que todos queriam ouvir.

— Eu os declaro marido e mulher. – Ele sorriu para Luke. – Pode beijar a noiva.

— Eu te amo. – Luke disse antes de beijar Penelope.

— Eu te amo muito mais. – Ela o beijou.

Assim que seus lábios se encontraram. Penelope sentiu uma unidade em seus pés.

Ela se separou rapidamente e avaliou a situação.

— Oh Deus! – Penelope exclamou. – Eu acho que minha bolsa estourou.

Todos começaram a sorrir. A festa aconteceria do mesmo jeito para os convidados, mas Penelope estava em trabalho de parto.

Luke colocou Penelope em seus braços e atravessou o jardim, em busca da chave do carro. Isso era no mínimo uma coisa maravilhosa. Se Liz resolveu dar boas vindas no mesmo dia do casamento, seria uma coisa fofa.

— Respire amor. – Luke acelerou com as sirenes ligadas da SUV. – Estamos quase chegando.

— Você disse que queria um casamento com aventura. – Penelope brincou entre uma contração. – Pelo menos nosso presente está quase chegando.

Luke riu. Era exatamente por isso que ele a amava. Seu senso de humor mesmo durante um trabalho de parto.

Quando Luke parou na emergência ele estava em pânico e sem saber o que fazer. Era o primeiro bebê dele, mas com certeza não o último.

Garcia foi encaminhada para a sala de parto. A equipe vestida com os trajes de casamento se acomodava na sala de espera. Reid sabia que logo iria segurar sua pequena afilhada.

Quando chegou nove horas da noite, um choro de bebê interrompeu a conversa da equipe sobre psicopatas. Era oficial. Liz estava presente.

Luke parecia criança com pirulito de tão sorridente que estava. Ele carregava um pacote rosa nos braços.

— Senhoras e senhores. – Ele virou a bebê para a equipe. – Apresento a todos Elizabeth Garcia Alvez.

Todos seguraram a bebê. Luke garantiu que Penelope estava bem e precisava descansar, assim como a menina.

Passados um mês do nascimento de Elizabeth, era hora de batizar a pequena.

— Como todos vocês são a minha família. – Penelope disse. – Eu acho que seria injusto escolher apenas um de vocês como padrinhos e madrinhas. Então se não se importarem, eu gostaria que todos fossem padrinhos e madrinhas de Elizabeth. Assim, caso um de nós falte, vocês a ajudarão.

Todos pegaram uma vela e assinaram o livro. Eles nunca foram tão felizes como agora. Nos anos que se seguiram, Luke e Garcia tiveram mais dois filhos. O amor só acabou quando os dois morreram de mãos dadas.