Oneshots Criminal Minds
41 Blecaute.
Era seta feira e Penelope e Luke eram os únicos no BAU naquela hora. Penelope em seu escritório e Luke no Bullpen.
As luzes piscaram e de repente apagaram completamente.
— Merda! – Penelope gritou. – Quem foi o filho da mãe que estruiu os fusíveis a essa hora?
Luke não podia deixar de rir de sua amiga. Normalmente educada demais, Penelope pareceu fofa xingando.
Ele estava justamente indo à sala dela na hora que tudo ficou negro. Ele tentou entrar na sala dela, mas a porta só abria com sensor e ele obviamente era movido a luz.
— Pen? – Luke bateu na porta. – Está tudo bem aí?
— Droga! – Veio outro xingamento dela e som de coisas quebradas. – Me tire daqui por favor!
A Luz voltou por alguns segundos. Luke entrou para dentro ao invés de sair. A luz caiu de novo e agora ambos estavam trancados dentro da sala de Penelope.
— Só tem algo pior que ficar sozinha no escuro. – Ela murmurou. – É ficar no escuro com você, novato.
— Ei. –Luke fingiu estar ferido. – Eu posso realizar coisas no escuro, sabia?
De onde vinha essa liberdade, ele não sabia, mas ele gostava dela.
— Luke. – Penelope estava à beira de lágrimas agora. – Eu não gosto do escuro.
— Desculpe, Pen. – Ele a envolveu em seus braços. – Vamos ficar bem, ok?
— Provavelmente não voltará até segunda. – Penelope ficou nervosa. – Eu não sei como vamos ficar até lá sozinhos. Minha bateria está baixa e eu aposto que você deixou o celular no bullpen.
Silêncio total. Ela podia ler ele no escuro tão bem quanto em dias claros.
Ela soltou um suspiro e precisou se apoiar na parede. Luke notou e logo foi para o lado dela.
— Pen? – Luke tentou falar com ela. – Qual o problema?
— Eu não sei. – Ela parecia estar tremendo. – Eu estava ali e depois a tontura apenas começou.
— É um ataque de pânico. – Luke entrou em ação. – Eu preciso que você respire, ok?
— Eu quero sair daqui. – Agora ela realmente estava em pânico. – Eu preciso sair daqui.
Luke pegou o celular, torcendo por Emily ter deixado o celular ligado. Ou Rossi, ou quem sabe Reid.
— Ei Pen. – A voz de Emily soou pelo celular. –Garcia?
— Emily. – Luke estava tentando se rápido. – Penelope e eu estamos trancados na BAU, na sala dela. Falta de luz. Pen está com um ataque de pânico.
— Luke? – Emily gritou quando a ligação caiu. – Luke?
Ela virou o carro e foi para a casa de Rossi. Seus dois agentes estavam presos no prédio federal e por algum motivo ele estava em um blecaute.
— Emily? – Rossi se desculpou com sua namorada. – Algum problema?
— Eu odeio ser estraga prazeres. – Ela se desculpou. – Mas podemos ter problemas no prédio do FBI.
— Que tipo de problemas? – Rossi perguntou ansioso. – O que está havendo?
— Luke e Penelope estão presos na sala dela. – Emily bateu em Rossi. – Houve um blecaute no prédio. A linha foi cortada.
— Tem algo mais? – Rossi sabia que sim. — O que houve?
—Penelope está tendo um ataque de pânico. – Ela viu Rossi ficar em pânico também. – Precisamos chegar até eles e logo.
Ele olhou para a sua companheira. Ela entendeu a gravidade da situação.
— Reid e Matt estão a caminho. – Emily desligou o celular. – JJ estará lá logo depois que conseguir Will para ajudar também. Tara saiu do encontro da noite.
Eles estavam preocupados com Penelope acima de tudo. Ataques de pânico podem ser muito ruins.
— Pen? – Luke tentou chamar a amiga. – Relaxe e respire para mim.
— Eu quero sair daqui. – Ela estava nervosa. – O que foi isso?
Luke olhou para fora. Foram quatro tiros bem na porta de Penelope. E a luz ainda não tinha voltado. Ele suspirou feliz ao encontrar sua arma no coldre ao seu lado.
— A sala da técnica. – Um dos homens disse. – Ela ainda pode estar ali. Peguem-na sem arranhões.
A porta foi aberta e Luke se colocou na frente de Penelope, mesmo no escuro. Ele sentiu um deles ao seu lado, porém antes de atirar, ele se sentiu imobilizado.
— Não! – Penelope começou a se debater. – Me solte! Socorro!
— Cale a boca! – Ele deu um tapa nela e tirou uma seringa. – Isso vai te acalmar loirinha.
Os gemidos de Penelope foram abafados pela mão do homem em sua boca quando ele colocou a seringa e empurrou o embolo. Penelope sentiu tudo girar e depois mais nada.
Ela não viu quando Matt e Spencer dominaram o homem que a tinha e a colocaram no chão com cuidado. Ou como Emily e Rossi ajudaram Luke a se livrar do outro suspeito.
— Pen. – Luke estava ao lado da mulher da sua vida. – Ela vai ficar bem, certo?
— Acho que Dave pode levar vocês dois para casa dele. – Emily viu como o agente mais velho ajudou a pegar Pen. – Ela foi drogada com Cetamina então logo vai conseguir voltar.
Rossi olhou para Luke na parte de traz do SUV, sendo cuidando de Penelope como se fosse seu namorado. Era fofa a relação e como ele tomava conta dela.
Ele a colocou em um dos quartos e esperou que Emily voltasse para a casa. Dando roupas limpas a Luke, Rossi sabia que precisaria arranjar algumas para Penelope, porém tudo que ele conseguiu de roupas femininas foi um roupão de banho que ele daria a Penelope em seu aniversário.
Emily chegou e subiu diretamente para onde Luke e Pen estavam. Entrando pronta para tomar o depoimento dele, ela parou e sorriu. Luke dormia aconchegado em Penelope a protegendo de qualquer ameaça.
Ela poderia volta amanhã e talvez Pen estivesse acordada. Saindo do quarto, ela olhou para Matt e Reid parados na escada.
— Eles estão dormindo. – Ela disse. – Justo depois de tudo.
— Alguma idéia de porquê desligar a luz do FBI e tentar sequestrar Garcia? – Reid estava preocupado. – Porque eles fizeram isso tudo?
— Eles trabalhavam para Alexander Kirk. – Emily respondeu. – Milionário russo. O sequestro de Garcia foi uma encomenda por alguém.
— Como os fez confessar? – Matt a olhou. – Quer saber, não me conte nada.
— Apelei para o lado humano deles. – Emily apenas respondeu. – Vamos, deixe-os dormir.
Luke foi o primeiro a acordar naquela manhã. A posição dele havia mudado. Uma mão em um dos seios de Garcia que ele rapidamente retirou. Ela parecia linda dormindo.
A casa era Rossi em todos os quartos, então ele sabia onde estava. Ele apenas ficou observando Garcia e esperando que ela acordasse. Daí ele começaria seu pequeno mundo de fantasias.
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