Oneshot 113.
1 A moça do vestido vermelho
Era quarta a noite. Brian iria ao um baile de mascaras, bom, já que não tinha nada para fazer e não queria fazer as mesmas coisas de sempre, decidiu ir ao tal baile. Vestiu seu melhor terno; era vermelho com a gravata preta e sapatos sociais também pretos. Pegou uma máscara velha de seu pai que estava jogada de qualquer jeito no ármario.
Ele foi até o tal baile, ele queria fazer alguma coisa diferente pelo menos uma vez.
Chegou ao lugar aonde se realizaria o baile e estacionou o carro em frente ao um bar que ficava próximo ali. Ele entrou, tinha vários casais mascárados dançando a música lenta que tocava. Ele foi andando, procurando algum lugar, não encontrou, apenas encontrou uma moça de máscara que apenas tampava os olhos, maquiagem provavelmente leve, cabelos levemente encaracolados e morenos. Ela era branquinha e fiava muito bem ao vestido longo vermelho vinho que trajava.
- Ãnh... — Ele grunhiu. — Tem algum lugar desocupado aqui senhorita?
- Claro, pode se sentar, já estava de ida mesmo, não encontrei ninguem para dançar...
- Bom — Brian nem havia sentado. — , a senhorita gostaria de dançar comigo? — Ele se curvou e estendeu a mão a moça que pousou sua mão delicada sob a suase levantando graciosamente. Eles dançaram, ela parecia uma princesa dançando e ele um principe a conduzindo.
- Posso saber qual é o nome da senhorita? — Ele disse colocando o braço sobre o meio de suas costas deixando ela mesma se curvar sob seu braço.
- Charlotte — Ela sorriu seguindo os paços dele.
- Charlotte. — Ele sorriu enquanto pronunciava seu nome. — Meu nome é Brian. — Ele disse sorrindo e girando a moça que rapidamente desviou seu olhar para um velho relógio cuco que tinha, faltava quinze minutos para marcar meia noite.
- Oh meu Deus, preciso ir. — Ela saiu da mãos do moço e foi indo. — Me encontre aqui amanhã novamente. — Ela sugeriu sorrindo enquanto saia, ele tentou impedir ela mas foi em vão.
Os dias se passaram, eles dançavam todos os dias, e todo o santo dia ela ia e voltava na mesma hora.
Hoje era o dia de outro baile, ele trajou seu melhor terno branco e pegou outra mascara, aquela havia quebrado na ponta.
Ele chegou e a encontrou sentada na mesma cadeira, eles dançaram, faltava dez minutos para meia noite.
- Tenho que ir. — Ela tentou sair dos braços de Brian mas ele a prendeu.
- Eu te levo. — Ele sorriu, ela aceitou e entrou no carro do moço.
- Pare aqui. — Ela disse observando do outro lado da janela.
- No cemitério? Não te da arrepios? — Ele perguntou incrédulo .
- Na verdade não, esta bem próximo da minha casa, pode me deixar aqui mesmo, eu sigo.
- Tudo bem, mas aqui esta. — Ele tirou seu casaco e deu a moça — Leve, esta chovendo e pode ficar gripada.
- Tudo bem, então aqui esta meu endereço, amanhã venha pegar seu casaco. — Charlotte tirou um papelzinho do sutian com seu endereço anotado e deu ao rapaz e saiu do carro.
No outro dia, ele mal acordou, vestiu uma roupa social e foi a casa da moça esperando a encontrar novamente. Ele chegou ao endereço anotado e parou em frente a uma casa branca, aparentemente velha, tocou a campainha e uma senhora de idade antendeu, mãe de Charlotte, supos ele.
- O que deseja senhor? — A senhora perguntou saindo e limpando as mãos no avental.
- A Charlotte esta? — Quando Brian disse isso, ela fez uma cara incrédula.
- Entre, preciso te contar uma coisa. — Ele entrou e observou a casa cuidadosamente, viu que em todos os lados tinha quadros de Charlotte, com o mesmo vestido vermelho que sempre usava.
Ela tinha 23 anos meu jovem, ela estava na praia com seu filho, isso ja faz tempo. Ele estava no carrinho e ela caminhando lentamente pela areia da praia. Até que quando viu, foi tarde demais, uma onda gigante estava vindo, a maré estava muito agitada aquele dia, tinha lhe avisado umas trinta vezes no minimo que ela não deveria ir a praia aquele dia, poderia acontecer alguma coisa com ela, tanto com ela quanto há Caio, seu então filho. E o que eu mais temia aconteceu, a olha levou ela e Caio, ela morreu afogada abraçada com o filhom a unica coisa que encontraram foram os sapatos e o berço do bebê.
Ela levou a xícara de chá até a boca.
- Muitos rapazes como você veio a procura dela, você é o primeiro rapaz que eu criei corajem em falar a verdadeira história dela.
Brian estava chocado, a mulher a quem havia se apaixonado estava morta.
- A senhora pode me dar o endereço do cemitério dela?
A senhora deu um papel e uma caneta a ele.
- Ela esta enterrada na Alameda, a que tem perto daqui conheçe? — Ele sorriu de lado e anotou. — Cova 113. — Ele se despediu da senhora e foi ao cemitério, reconheceu, era o cemitério aonde tinha deixado a moça. Ele sentiu um arrepio na espinha e entrou no cemitério.
Ele caminhou até a cova da moça e encontrou seu palitó junto a máscara da moça. Se sentou em frente a lápide e a encarou, deixou uma lágrima cair, coitado, tão pouco tempo, porém tão apaixonado. Sentiu uma delicada mão pousar sob seu ombro e ouviu a voz da moça num delicado sussurro.
- Nunca irei te esquecer. — Ele se virou e não havia ninguém la. Havia encontrado seu amor, porém agora ela estava morta.
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