OneShots
13 Uma nova visão
Notas iniciais
A história do menino que sobreviveu, todo mundo conhece. Mas o que não sabiam é que um tal de Jack Frost, sim um dos guardiões, é irmão de Draco Malfoy e que sua participação poderia mudar drasticamente os acontecimentos, dando um fim mais rápido a guerra.
O que vou narrar agora nunca foi contado por ninguém.
P.O.V Jack
–Norte! – gritei.
– O que foi, meu filho? – indagou preocupado.
–O mesmo sonho de sempre, eu só tenho 17 anos para ter que me preocupar com esses problemas, ou melhor eu tenho 300. Não sei a minha idade, mas não interessa, eu estou com medo. Medo do futuro. – falou.
– Fique calmo meu jovem, tudo vai se acertar. – respondeu.
– Eu ainda me lembro de um texto que sempre aparece, não importa a situação, ele sempre vem. – falei.
“Um garoto especial,
De 17 no dia do Natal,
Descobrirá um acontecimento fatal,
E mudará o mundo, mas tem um detalhe,
Seu lado na batalha,
Pode significar a vitória dos bons,
Ou a vitória do Lorde na tão esperada,
Batalha final.”
– É uma profecia, daqui dois dias isso acontecerá. Ainda vai ser um de nós, mas nesse ano não nos ajudará. Sua missão é derrotar seu irmão e salvar o inimigo dele, caso não faça isso. Breu retornará mais forte e invencível, aliado ao Lorde. – Norte disse.
Depois de recitar essa tal profecia e ouvir com atenção as palavras de meu amigo, Norte fui arrumar minhas coisas, ou não, porque eu não tenho nada para arrumar, tenho apenas uma roupa e meu cajado, mas nunca solto ele. Eu fui me acalmar e tentar relaxar, eu posso não criar meu destino, mas eu posso mudá-lo. Sei que vai ser difícil derrotar meu irmão, mas será preciso. Como guardião devo proteger as crianças, elas são tudo o que temos, são tudo o que somos.
Estava ansioso, não vou mentir. Não é todo dia que você é designado a completar uma das tarefas mais difíceis, sem dizer que nem sabe quem é seu irmão, porque até ontem eu só tinha uma irmã mais nova.
P.O. V Draco
– Mãe. – chamei.
– O que foi filho? – perguntou.
– O mesmo sonho, essa profecia não para de aparecer, assim como um menino com os cabelos brancos e que tem um cajado na mão, também não. – falei.
– Fique tranquilo e me fala a profecia. – pediu.
“Um garoto especial,
De 17 no dia do Natal,
Descobrirá um acontecimento fatal,
E mudará o mundo, mas tem um detalhe,
Seu lado na batalha,
Pode significar a vitória dos bons,
Ou a vitória do Lorde na tão esperada,
Batalha final.”
– Filho esse rapaz é seu irmão, ele terá de se juntar ao Harry e te matar para salvar a todos e garanto que ele fará, caso o contrário ele deixará de existir. – falou.
– O que? Eu tenho um irmão? Por que nunca me contaram? O papai sabe da existência dele? Qual seu nome? – disparei.
– Sim, meu bem você tem um irmão. Eu nunca disse nada, porque não sabia se ele ainda estava vivo. Ele é filho de homem que já faleceu há muito tempo e seu nome é Jack Frost. – respondeu.
– Jack Frost? O guardião? Conta outra, eu já não sou mais criança. – disse.
– É a verdade, eu era uma guardiã antes de tê-lo e a você também, vocês são gêmeos e tinham uma irmã mais nova, que você nunca chegou a conhecer, já Frost se tornou guardião após salvá-la. – explicou.
– Então, meu nome não é Draco Malfoy e sim Draco Frost? Se não sou filho do meu pai, porque devo morrer? – indaguei confuso.
– Porque seu nome é Draco Riddle e ele, Jack Riddle, Frost e Malfoy foram nomes diferentes que achei, mas parece que nosso tão amado Lorde, descobriu sua existência e como você é um bruxo completo, será mais facilmente manipulado pelo Lorde das Trevas, enquanto Jack, não. Então te peço, se você me ama, ama sua escola, ama sua vida e todas as vidas que você não conhece, eu te imploro deixe ele te matar e seu sacrifício será visto como um ato heroico, poderá até se tornar um guardião ao lado de seu irmão. – me disse.
– Tudo bem, mãe. Obrigado por responder e eu tentarei ser corajoso, eu prometo. – respondi.
Meu destino já estava feito e não tinha como mudá-lo, mas se fosse morrer como herói, então eu aceito e agarro meu destino, afinal minha vida é uma droga, que não faz diferença continuar vivo mesmo e já que não fiz nada certo nesses anos, então morrer talvez deva ser o ato mais correto agora.
– Draco, tem mais uma coisa que precisa saber. Ele quer te conhecer e precisa de ajuda com o material, amanhã vá até o beco e procure por essa pessoa, seu nome será Jack Norte. Precisou mudar um pouco o nome para não ser reconhecido. – completou.
– Sim, senhora. – assenti.
P. O. V Jack
Hoje era o dia em que conheceria meu irmão, estava perdido, mas sabia o que deveria ser feito. Eu estava ansioso e queria muito conhecê-lo, sabia que teria que matar ele, mas ao vê-lo e conhecê-lo seria mais fácil, descobriria seu ponto fraco.
– Draco? – indaguei.
– Jack! Jack! – gritou alguém da multidão.
– Draco! Draco! Aqui! – respondi e fiquei parado.
Enquanto estava parado, avistei um vulto loiro caminhando em minha direção com todo material dobrado, creio que se adiantou e comprou os meus também.
– Olá, irmão. – disse.
–Olá. Já comprei seu material, podemos embarcar e lá te deixarei com Harry, ele é meu inimigo e você também. Não quero ter um irmão, nunca quis e nunca quererei, portanto trate de ficar longe de mim. – respondeu seco.
Peguei meus pertences, embarcamos, fui me sentar com Harry e seus amigos. Entre eles estavam uma menina loira, um garoto ruivo e uma garoto com os cabelo castanho.
–Oi, qual seu nome? – Harry indagou.
– Norte, Jack Norte. – respondi.
– Não é não. Acho que ninguém te contou, mas eu tenho um superpoder e sei ver quando alguém mente. E você está. – a loire disse.
– Ok, eu menti. Eu corro perigo no mundo de vocês, eu não posso ser descoberto, vou dizer a verdade, mas vocês tem que me prometerem que nunca dirão nada do que foi falado aqui para ninguém. Tenho a palavra de vocês? – perguntei.
– Sim. – falaram todos juntos.
– Ótimo, meu nome é Jack Frost, mas na verdade é Jack Riddle, antes achei que fosse Jack Malfoy, mas descobri que meu irmão também é Riddle, ele é o Draco Malfoy e tenho que matá-lo para derrotar o Lorde das Trevas, caso eu falhe então ele se juntará ao Breu e eu e os outros quatro guardiões deixaremos de existir. – disparei.
Ficaram todos calados, apenas observando cada movimento meu e nesse instante me arrependi de ter dito a verdade a eles, mas se eu não dissesse isso, então não teria aliados ou inimigos, ainda não sei. Só sei que descobrirei logo.
Passaram-se alguns meses e estava na hora da grande batalha, não narrei nada porque ninguém iria querer saber da minha rotina na escola, mas para os curiosos era apenas acordar, fazer minha higiene matinal, tomar café da manhã, ir para as aulas no período da manhã, passar o dia com Harry, Ron (o garoto ruivo), Mione/Hermione (a garota dos cabelos castanhos) e Emma (a loira), depois ia para as aulas da tarde e jogava Quadribol, também. Para os mais curiosos ainda, fui para a Sonserina e sim meus melhores amigos eram da Grifinória, acabei me aproximando mais de Draco, mas ele deixou claro que queria morrer como herói e passamos quatro meses combinando sua morte, era agora ou nunca, não iria conseguir fazer isso depois, aprendi a amá-lo, ele me contou de sua infância e eu, o que sabia da minha, falei de nossa irmã de como é a vida de um guardião.
Fui até o campo onde a batalha ocorria, derrubei Draco no chão e com minha varinha em mãos pronunciei:
– Me desculpa, eu aprendi a te respeitar e a te amar como irmão que você é, também aprendi muitas coisas sobre e com você. Espero que tenha aprendido comigo também e espero que posso me perdoar por isso. Avada Kedrava.
Após pronunciar essas palavras, comecei a me afogar nas minhas próprias lágrimas, mas precisava secá-las e voltar a batalha que ocorria a minha volta. Enquanto Harry lutava contra Voldemort, Breu apareceu e começou a conversar comigo.
– Olha, você era novo e estúpido quando falei com você a primeira vez, mas agora que cresceu posso propor novamente, o que acha de se juntar a nós? Tão tolo que seu medo continua o mesmo, de ser esquecido de novo. E se juntar-se a nós isso nunca mais acontecerá, seremos tão poderosos que ninguém se lembrará de seus amiguinhos guardiões.
– Novamente eu recuso a oferta. E as crianças acreditam em você, caso o contrário você não estaria aqui e tem mais elas sempre saberão quem você é. – disse.
Ele sorriu e continuou: -E vocês serão esquecidos, obrigado Jack.
– Nada disso, eu disse que elas acreditam em você, mas omiti a melhor parte, porque quem ri por último, ri melhor. Elas podem até acreditar em você, mas elas não tem medo de você. – sorri vitorioso.
Enquanto Voldemort se desfazia na frente de Harry, Breu se desfazia na minha.
Acabada a batalha, voltei para o Polo Norte e lá encontrei Draco, ele podia não se lembrar de nada, mas eu sim.
P. O. V Draco
Acordei com uma dor de cabeça horrível, tentei me lembrar de algo, mas não consegui. Tinha vastas lembranças, mas eram falsas. A única pessoa em quem eu realmente podia confiar era o homem da lua.
Meu nome? Draco Malfoy e eu sou um guardião. Como sei disso? A lua me contou.
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