OneShots
1 Uma noite pode mudar uma vida... ou gerar uma
Notas iniciais
– Emma. Quero que conheça um amigo meu. – Neal falou.
– Killian Jones, milady. – fez uma reverencia.
– Emma Swan. – disse seca.
– Que meiga, Neal só me esqueceu de dizer que era durona também. – sussurrou.
Eu não havia entendido o por que dele trazer esse amigo, mas depois de me dizer que teria que sair e tratar de uns assuntos sigilosos eu entendi, ele queria que eu ficasse com Jones para ficar protegida, queria que eu ficasse com esse amigo, para não fugir. Era incrível como ele não confiava em mim. Ficaria a noite fora e ainda era 20:30.
– Então? O que acha de irmos para seu quarto? – falou sedutoramente.
– Eu não sou assim. – retruquei.
– Sei que não, mas eu adoraria te conhecer melhor. – insistiu.
– Você é irritante assim por natureza ou só está fazendo isso para me convencer. – disse ríspida.
– Sou assim mesmo, mas vamos lá. Só por uma noite, apenas hoje me deixe ser feliz ao lado da mulher que estou amando, só por uma noite, vamos esquecer todos os problemas, apenas por uma noite, vamos nos divertir sem pensar nas consequências. – discursou
Não sei em que momento me deixei levar por Killian e subi acompanhada dele, ele era tão bonito que chegava a ser irresistível não olha-lo. Cometi um erro e nunca mais o cometeria novamente. Aconteceu o que mais temia e quando acordei, para meu alívio, ele estava no sofá fingindo que nada aconteceu. Isso foi um combinado nosso, fingir que nada disso aconteceu.
Mas estava enganada, Neal não voltaria para casa, havia deixado um relógio comigo e já se passara da hora combinada, Jones ainda dormia quando a polícia entrou. Desgraçado, me abandou e ainda vai me deixar ser presa. E assim foi, entrei no carro algemada, e pouco antes de sair da prisão, descobri que estava grávida.
29 anos depois
Encontrei meu filho, lutei com a Rainha Má, descobri quem são meus pais, que eu tenho mágica e nesse exato momento estou caindo pelo chapéu de Jefferson, ou Chapeleiro Maluco, se preferirem.
Após uma longa jornada, muitas brigas e desentendimentos, voltamos para o acampamento de Mulan, estava horrível, as pessoas haviam sido mortas e tiveram seus corações arrancados, menos um, ele estava ali me encarando e tentando me convencer que o que falava era verdade.
Como não quis colaborar, o amarrei na árvore e chamei os ogros, ou ele falava por bem, ou falava por mal.
– Quem é você? – indaguei.
– Hook, Captain Hook. – falou
– E o que você quer Jo... Hook? – disse.
– Eu quero ajuda-la, Emma. Você sabe quem eu sou e eu sei quem você é. Não é apenas pela sua fama, soube o que aconteceu entre você e o Neal. – bradou.
Droga, ele estava certo, nos conhecíamos bem demais para falar a verdade e eu não poderia abandonar um amigo, teria que confiar nele novamente e teria que deixa-lo me ajudar. Fizemos tudo o que ele mandou e pude ver que ainda era apaixonado por mim, mas tenho que confessar, depois daquela noite eu me apaixonei por ele também, vi que honrava suas promessas e não me parecia ser o tipo de homem que abandona suas companheiras.
Derrotamos Cora, juntos, e voltamos para casa. Ele tinha que conhecer Henry, se fosse ser seu “padrasto” e teria que conhecer o sogro também. Chegamos ao Granny´s e o apresentei para meu pai e meu filho, que estavam sentados.
– Filho, pai, esse é o Captain Hook, e nós nos conhecemos há um bom tempo, 18 anos atrás para ser sincera. – tentei quebrar o gelo.
– E tem mais uma coisa que vocês precisam saber. Hook é o pai do Henry. – disse.
– O que? Mais você me disse que ele estava morto. – Henry exclamou e saiu.
– Eu vou lá falar com ele, fique aqui. Seu pai deve estar tão confuso quanto qualquer outra pessoa da sua família. – Hook sussurrou e saiu.
P . O. V Hook
Fui atrás de Henry, precisava desse momento pai e filho e ele teria que ser paciente, era muita informação para todos, ele era um menino inteligente, então presumo que já saiba sobre o que vai ser essa conversa.
– Hey kid, podemos conversar? – indaguei.
– Podemos. Sobre o que você quer falar? Como minha mãe é perfeita e não tem defeitos? Ou como você me abandou? Ou por que você não estava lá quando ela mais precisou? – foi irônico.
Ele era mais parecido com Swan do que ele imaginava, principalmente nas ironias, os dois eram mestres na arte de serem irônicos.
– Se é sobre isso que você quer falar, pois bem. Sua mãe não é perfeita, eu sei disso melhor do que ninguém, eu não te abandonei, eu fui obrigado a fazer isso, o namorado da sua mãe a traiu e passei a noite com ela, foi nesse dia que você foi gerado, mas ele a dedurou e a polícia a prendeu, eu tentei detê-los, mas de nada adiantou, ela foi presa e eu para o hospital. O que sua mãe disse sobre mim? – perguntei.
– Desgraçado, ele era quem deveria ter apodrecido na cadeia, ele estragou nossa família e nossa felicidade por 28 anos. Ela disse que meu pai era um homem muito bonito, carinhoso, cuidadoso e corajoso, ela disse que ele morreu como herói, tentando protege-la e a mim. E ao que parece ela não mentiu, eu sinto muito não ter acreditado em vocês. Eu senti tanto a sua falta, pai. – esclareceu.
E após isso, me abraçou como nunca ninguém havia feito antes. Eu até chorei de emoção, eu era pai e sabia que meu filho me amava.
Voltamos ao Granny´s e ao que parece, tudo estava tranquilo por lá, eles haviam se entendido e um casamento, segundo David, deveria acontecer o mais rápido possível.
Eu e Emma não poderíamos desejar nada melhor, a não ser isso e uma família melhor, meu pai me abandou ainda quando criança e fui viver com os piratas, fiquei feliz ao saber que isso não acontecera com Henry. Swan e eu fazíamos parte de uma família que podíamos chamar de nossa. Não sei o que o futuro promete para nós, mas por hora vou viver no presente, e fingir que esse é o nosso final feliz.
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