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12 Especial parte IV Captain Swan e todos os shipps de OUAT
Notas iniciais
Era noite de natal e Storybrooke não podia estar mais animada, todos saiam em busca do presente perfeito, aproveitavam o dia para estar com quem amavam, brincavam, faziam guerra de bola de neve, fazia tempo que a cidade não via tanta alegria, a maior parte do tempo estavam lutando contra algum vilão, tentando descobrir o que queriam, quebrando maldições ou viajando no tempo.
Apesar de toda essa alegria, todos estavam atentos, não importa se era natal ou não, estavam tão acostumados com coisas incomuns na cidade, que mesmo naquele dia estavam com um pé atrás, prontos para lutarem e deterem o mal.
Regina e Robin haviam se acertado de vez, Marian sairá do caminho dos dois e apesar de ainda falar com Roland, o menino preferia a madrasta, afinal fora ela que levou ele para tomar seu primeiro sorvete, fora ela quem contou a primeira história para ele, fora ela que ficou acordada até tarde conversando com o menino e fora ela quem ele recorreu quando teve seu primeiro pesadelo, fora ela quem deu seu primeiro hambúrguer e as primeiras vezes uma criança nunca esquece.
Branca de Neve e David estavam arrumando a casa para o natal e logo em seguida iriam ajudar a vovó organizar o restaurante para a festa que dariam, todos os convidados levariam um prato e Mary Margarete estava fazendo uma torta de morango, Emma havia comprado uma casa perto das docas, e ao mesmo tempo perto da casa de sua mãe e da prefeita.
Swan preparava o café, ovos e panquecas, enquanto Henry levantava e ia para a cozinha, os dois tinham uma vida parecida com a que tinham em Nova Iorque, só que sem um primata como namorado e agora tinham mais desafios e mais perigos para enfrentarem. Hook estava a caminho da casa da loira, tinham combinado de tomarem café juntos e decidiram que era hora de contar o que estava acontecendo entre os dois para Henry. Assim que ao comida ficou pronta, a campainha tocou.
– Está esperando alguém, mãe? – o menino falou.
–Sim. – respondeu e foi abrir a porta.
Assim que abriu a porta, uma figura que estava encostada na parede, levantou e deu um selinho na loira. A figura era a figura de um homem alto, cabelos pretos, olhos azuis, roupas, mesmo mais comuns, de couro e um gancho no lugar da mão. Os dois entraram e se sentaram para comer, Henry viu a cena que ocorreu poucos minutos antes, mas preferiu pensar que nada aconteceu, depois perguntaria para sua mãe o que estava acontecendo entre ela e o pirata.
– Filho temos que te falar uma coisa. – a loira começa.
– Eu e sua mãe estamos juntos. – o moreno completa.
– Eu sei, já sabia há muito tempo. Fico feliz por você ter encontrado alguém, mãe. E quanto a você, Jones precisamos conversar. – o garoto diz.
Depois desse pequeno diálogo, voltaram a comer e não disseram mais nada, enquanto os três comiam, Ruby estava conversando com Whale, decidiram que passariam o natal juntos, derem a desculpa de que seria um natal de monstro para monstro, mas no fundo todos os habitantes da pequena cidade sabiam que não era por isso, Snow conhecia a amiga melhor que ninguém e ficou feliz em saber que a garota loba estava dando outra chance a si mesma de ser feliz ao lado de outra pessoa, e sabia que Victor Frankenstein também estava se dando essa chance. Afinal fosse de algo que apenas os “monstros” compreendesse, pelo menos era o que o casal pensava.
Bela estava com um ar um tanto quanto melancólico, havia acabado com Sr. Gold e dessa vez, era para sempre. Não podia imaginar que o rapaz por quem havia se apaixonado era aquele monstro, sabia que ele nunca fora uma pessoa fácil, sabia de seu passado obscuro, mas não sabia que ele podia ser tão frio a ponto de quase Killian, apenas para ter mais poder. O mandou para fora da cidade e ele nunca mais retornaria.
Ariel estava brincando com Eric perto do mar congelado, o rapaz já sabia que sua esposa era uma sereia, mas ficou contente de saber que ela podia ser humana também. Os dois não iriam para Storybrooke, mas Snow insistiu tanto que resolveram comparecer a festa.
Aurora, Phillip e Mulan, também foram convidados de Branca, apesar de ter um começo de amizade meio conturbado com a princesa e a guerreira, e quando tudo parecia estar calmo o casal virou dois macacos voadores, eles ficaram íntimos. Branca convidara praticamente todo mundo para aquela festa.
Agora Henry estava em um banco sentado perto do lago acompanhado de Killian, ainda não podia o chamar de padrasto, pois sua mãe não era nem sua namorada, quanto menos sua esposa.
– Da última vez que estive nesse banco, acabei indo para a Floresta Encantada no momento em que seus avôs se conheceram. – lembra o pirata.
– E você adorou, especialmente quando dançou com minha mãe. E é sobre ela que quero conversar com você. Ela é mais forte do que imagina, mas mais frágil também. Passou por tanta coisa, primeiro fora abandonada por seus pais, depois quando tinha 13 anos fugiu do primeiro orfanato em que ficou e passou a vida fugindo, quando conheceu meu pai, após roubar um carro que já era roubado, sofreu uma traição enorme dele e foi presa, me teve na cadeia e teve que me abandonar, quando se reencontrou com meu pai descobriu que ele estava noivo, mas antes ela te conheceu, não sentiu nada de primeira, mas depois de Neverland ficou confusa, não sabia se te escolhia ou escolhia Neal, quando achou que ia ficar com meu pai, ele morre. Quando achou que ia ficar com você, quase morre na frente dela. Ela já te disse uma vez e eu repito, ela tem medo de se envolver com você, por um simples fato, todos por quem ela se apaixonou morreram. Graham, Neal e até mesmo Walsh, ela não quer te perder também, seria doloroso de mais. E apesar de ser um bom sobrevivente, se algo te acontecer ela se culpará pelo resto de sua vida, por isso te chamei aqui, tenho um plano que a deixará mais segura. – desatou a falar.
– E qual seria? – o moreno diz com certo interesse.
– Hoje, quando der meia – noite, todos vão começar a se beijar e você vai sair. Ela irá atrás de você, provavelmente gritará e brigará, mas vai valer a pena. Prepare um jantar no navio, compre flores e deixe tudo impecável. Na hora da sobremesa, se ajoelhe e a peça em namoro. Isso vai fazer com que ela se sinta segura e admita o que sente por você, ela estará pronta para se entregar novamente. – disse confiante.
– Então você me ajudará, certo? – indagou o mais velho.
– Sim, vamos chamar isso aqui de Operação Xerife. – o mais novo falou.
Após tudo pronto, tanto no navio quanto nas casas, o Granny´s começou a encher, trocaram os presentes, comeram o delicioso banquete que todos ajudado. Mary tinha feito uma torta, Regina levou um doce de maçã e sorvete, Emma levou um peru, Bela levou o Tender, Aurora uma bandeja de frutas, Mulan uma salada, Ariel casquinha de siri e camarão, o que soa meio irônico vindo dela, que protegia toda a vida submarina e Marian levou o arroz. Ruby e a vovô fizeram duas travessas de lasanha.
Depois do jantar, foram abrir os presentes, tinha papel e caixas por todos os lados, os papéis eram coloridos: tinha azul, prata, branco, vermelho e dourado, as caixas tinham tamanhos distintos, pequenas, grandes e médias. Foi uma festa só e quando deu meia- noite, todos começaram a se beijar, como Henry havia previsto. Killian saiu o mais rápido que pode, mas não foi rápido o suficiente, quando estava chegando no navio, Emma já estava em seu alcance.
Comeram novamente, era um jantar mais simples, mas mesmo assim era um jantar digno de palmas, estava tudo ótimo e tão caprichado, na hora da sobremesa Hook pegou a caixa que estava em seu bolso e se ajoelhou.
– Eu nunca me senti assim, como o coração acelerado, parasse que estou com ele na minha mão, mas ele não é mais meu, agora ele pertence a você. Eu também fui abandonado, meu pai me deixou e nunca tive notícia de minha mãe, virei pirata, fiquei amigo de Barba Negra e quando consegui, comprei esse navio, o Jolly Rogers, eu nunca tive uma família, mas com você e com todos os habitantes de Storybrooke eu sinto que é possível, com você poderemos construir a família com a qual sempre sonhamos, sem abandonos, maus tratos ou qualquer ação do gênero. Você aceita ser minha namorada? – o pirata disse.
– Sim. Eu acho que já está na hora de parar de fugir dos meus sentimentos, está na hora de me entregar a você, está na hora de assumir que eu te amo. – a loira respondeu.
Henry estava atrás de uma árvore observando tudo e ficou feliz ao saber que sua mãe estava se dando a chance de relaxar e de viver um outro amor, nem todos os homens eram como seu pai, mas sabia que no fundo ele havia feito tudo para salvar os dois e o mundo dos “personagens”, contudo as feridas causadas por ele demoraram muito para cicatrizar.
E assim acabou a noite de natal, todos se beijando, dançando, dando novas chances para outras pessoas, cirando confiança e o mais importante cirando mais esperanças.
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