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10 Especial parte II Dramione
Notas iniciais
O sétimo ano não deveria ser refeito, mas nesse caso, os alunos não fizeram o sétimo, por conta da guerra. Harry e Ron não quiseram retornar a escola, mas Hermione não perderia isso por nada, não é mesmo? A sabe-tudo não iria abandonar os estudos se pudesse refaze-los, depois de seu beijo com Ronald, decidiram serem apenas amigos mesmo, era o melhor para ambos.
Esse ano a garota estudaria no mesmo ano que suas amigas, Luna e Gina e também reveria os alunos que decidiram, assim como ela, refazer o ano. Alguns desses alunos eram: Pansy Parkinson, Blásio Zabini, Draco Malfoy, Theodore Nott, Neville Longbottom, Dino Thomas e muitos outros. Esse ano seria, em sombra de dúvidas, diferente de qualquer outro ano, não teria mais um louco correndo atrás de um menino e a escola não seria usada como campo de batalha.
Hermione estava em sua cabine, lendo, como de costume. Estava tão absorta em seus pensamentos que nem notou a presença de um rapaz ao seu lado, ao terminar o livro virou e deparou-se com a figura mais do que comum a seus olhos.
– Olá, Malfoy. O que deseja? – perguntou sarcástica.
– Seu perdão. Eu sinto muito por tudo o que te causei, eu nunca queria ter te humilhado, desculpa ter estragado nossa amortentia, mas ela tinha seu cheiro e eu tinha raiva de mim mesmo por sempre te rebaixar e te desprezar, quando o que eu mais queria era te abraçar, rir junto com você e não de você. Eu queria tanto voltar no tempo e falar para mim mesmo, não a despreze, porque no final você se apaixonará por ela de qualquer modo. Talvez tenha sido melhor assim, talvez não, mas o que foi já não importa mais, eu quero recomeçar, eu quero mostrar que eu nem sempre fui esse monstro que eu fui, o que te mostrar o Draco Malfoy que não usa essa máscara, o verdadeiro Draco, então será que podemos tentar de novo? Me chamo Draco Malfoy e você é? – respondeu e arriscou.
– Hermione Granger, pode me chamar de Mione. Prazer. – brincou.
– É acho que finalmente seremos amigos não é mesmo, rata de biblioteca? – disse.
– Tenho certeza, doninha. – falou.
E assim se seguiu até o trem parar e todos começarem a desembarcar, ao olhar para Hogwarts os olhos da morena encheram de água, antes tinha um semblante feliz e brincalhão, mas agora sua face era um misto de nostalgia e tristeza, desabou ali mesmo, abraçada ao loiro sem se importar com o que fossem falar ou se estava molhando a camisa do amigo.
– O que foi, Mi? – sussurrou.
– Eu não quero ter que dizer adeus, eu cresci nesse lugar, aqui sempre foi meu lar, eu não quero ter que partir, eu não quero abandonar o único lugar onde me sinto acolhida, lembro como se fosse ontem do nosso primeiro ano e apesar de estar aterrorizada com todos os acontecimentos, estava segura. Hogwarts sempre foi e sempre será meu lar, eu só me dei conta do quanto amo esse lugar ano passado. Meus pais estavam certos, você não um lar até perde-lo e o que Voldemort fez ano passado com essa escola, meu Merlin arrancou me coração, foi ver minha infância ser destruir, fui como se tivessem arrancando meu coração da pior forma possível, eu não quero que o ano acabe, eu não quero ter que dizer adeus aos meus colegas, amigos e professores, além dos elfos que sempre me ajudam, dos fantasmas, sentirei falta até mesmo do Pirraça e da Murta. – desabafou.
– Calma morena, você pode continuar trabalhando aqui o que implicaria em você morar aqui também, então você nunca teria de dizer adeus. E tenho certeza que poderia dar qualquer aula que quiser, você é a melhor aluna da escola e será a melhor professora que Hogwarts já teve, estou pensando em dar aula de poções assim nos formarmos. – falou.
Ela apenas deu um sorriso fraco, mas para bom entender meia palavra basta e Draco percebeu que ela iria levar aquilo adiante e tentaria uma vaga em algum setor, provavelmente em DCAT e eternizaria todos, ou quase todos os professores que tivemos. Remo Lupin e Olho tonto, é ao que parece a maioria dos professores que eles tiveram dessa matéria eram odiados pelos alunos.
A amizade dos dois acabou virando romance e como nenhum deles voltaria para casa para passar o natal com sua família, resolveram passar o natal juntos em Hogwarts. Mione estava andando pelas mesas do salão, até que viu uma cena que a deixou completamente nostalgiada, três amigos estavam conversando, uma menina e dois meninos. Os garotos jogavam xadrez de bruxo.
– Quem é Voldemort? – indagou o ruivo.
Sim, Voldemort sempre fora um tabu, ao menos seu nome, mas agora até mesmo sua imagem fora proibida, apenas os veteranos falavam desse bruxo com frequência.
– Por que não vão na biblioteca? – a menina disse.
Hermione sorriu ao lembrar da cena de anos atrás, mas quem eles procuravam não era o senhor das trevas e sim Nicolau Flamel.
– Já fomos lá um milhão de vezes. – o ruivo insistiu.
– Não na seção reservada. – a menina falou.
Ela deu de costas e saiu atrás de um garoto loiro, essa parte da história ninguém conta, mas no seu primeiro ano Mione foi se despedir de Draco e desejar-lhe um feliz Natal.
– Acho que fomos uma péssima influencia para ela. – o ruivo comenta e o moreno apenas assenti.
Antes de Hermione se virar para ir procurar o seu loiro, sente uma mão em seu ombro e ouvi a voz rouca que já estava mais do que acostumada a ouvir.
– Eu vi tudo, sente falta deles? Digo do Potter e do Weasley? – pergunta.
– Muita, é o primeiro ano em que não estou com eles, está sendo difícil e apesar de te ter e te amar mais do que tudo, sinto falta dos meus irmãos para desabafar, entende? Eu perdi tudo, meus pais, meus avós, eles são a única família que me restou. – disse.
– Entendo, meus pais faleceram após a batalha e apenas hoje sei o que Harry passou, quer dizer não sei exatamente como é, mas agora sei o porquê de ficar tão irritado quando falavam de seus, dói demais nos os ter perto de você, dói saber que vai chegar em casa e eles não o estarão esperando de braços abertos. – murmurou.
Se abraçaram e sorriram, foram de cabeça erguida até a mesa em que seus amigos estavam sentados e não ser surpreenderam nem um pouco quando viram Blás e Luna de mãos dadas, já estava na cara que ficariam.
– Eu tenho um presente para você. – Hermione disse entregando um pacote.
– Obrigado, como sabia que eu gostava de desenhar? Disfarça namorada mais inteligente da escola, detalhes, já entendi. Eu tenho dois, apesar de já te chamar de namorada, quero oficializar, colocaram as alianças. O segundo não é algo material, são duas pessoas na verdade. Olhe para a porta. – falou.
Quando virou seu rosto, Mione viu seus dois irmãos correndo em sua direção. Os abraçou como nunca antes, no segundo quem entrara correndo fora ela, desse vez foi a vez deles.
– Eu senti tanto a falta de vocês, me prometam que nunca mais vão fazer isso comigo. – disse.
– Não, você vai ser professora de DCAT, Draco de poções, eu de voo e Ron de Adivinhação. – Harry falou.
Granger explodiu em lagrimas, os deixo a par de tudo o que aconteceu nesses meses em que estiveram fora e voltou para namorado, após dar um selinho nele, o abraçou e ficaram assim até o fim da noite. Quando uma amizade é forte, nem os piores momentos os afastam, aliás os fortalecem, esses quatro jamais se separarão.
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