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16 Especial de Ano Novo parte III


Notas iniciais
Espero que estejam gostando do especial e espero que gostem desse capítulo. Beijos com gosto de cupcakes azuis.

Um dia normal em Panem ou quase isso, Snow tinha sido derrotado e Coin havia morrido, mas já fazia um tempo. Katniss e Peeta já estava casados, já tinham seus dois filhos e Haymitch estava “cuidando” muito bem dos gansos dele, Effie o visitava de vez em quando e os quatro viviam em perfeita harmonia, os jogos podem ter acabado com a vida deles, a revolução, com eles, mas tudo tem seu ponto positivo e o ponto de contraste deles foi a união. Permaneceram como um time até o fim até mesmo Cinna ainda fazia parte dessa equipe e isso ainda mexia com Kat, afinal ela adorava seu estilista e ele era um dos poucos amigos que a garota tinha.

Sua vida começou a passar como um flash, primeiro a morte de seu pai, depois a depressão de sua mãe, sua iniciativa de ir caçar, sua amizade com Gale, a 74 edição dos jogos, o primeiro golpe, seu romance forçado com Peeta, o terceiro massacre quaternário, seu segundo golpe. A revolução, o telessequestramento de Peeta, a morte de Finnick, a morte de Prim, o nascimento de sua filha, o nascimento do filho de Annie, o nascimento de seu filho, as pinturas de Peeta, a morte de Cinna, a morte de Seneca, as mortes das duas arenas, a amizade com Johanna, o fim da batalha, a fama para sempre. É no final participar dos jogos foi motivo para sua fama, de um modo ou de outro eles nunca mais desceram daquele trem.

Foi até a campina para espairecer e sabia que ali era um cemitério, mas depois de tanto tempo a grama voltara a crescer e a vida no 12 retornara melhor do que era antes da Revolução, os livros agora abordavam o tema dos distritos, suas vidas e funções em dois períodos, pré e pós revolução. Não caçava mais, pois ainda via as imagens dos tributos mortos, ainda tinha pesadelos e sabia que eles nunca mais iriam embora, sabia controla-los, mas eles nunca a abandonariam. Pode-se afirmar que os pesadelos a fizeram quem ela é hoje, do mesmo modo que a pintura fez Peeta tornar-se quem realmente é. Cada um tem sua válvula de escape da realidade, ela vai para natureza, Haymitch cuida dos gansos, Peeta pinta todos seus pesadelos e Effie customiza suas roupas, acabou virando consultora de moda na Capital. Pode passar quanto tempo for, podem acontecer milhares de revoluções, mas a essência dos distritos e da Capital sempre permanecerão as mesmas.

Catnip passou muito tempo na floresta, Peeta estava trancado no quarto pintando. Haymitch cuidava das crianças, mas Everdeen sabia que estava na hora de voltar, um dia seus filhos saberiam o real motivo de seus pesadelos, aprenderiam na escola, mas por hora o casal achava melhor esconder essa horrível realidade deles, o lugar preferido dos dois era a campina e não seria nada saudável dizer que o “playground” deles era na verdade um cemitério.

Mellark saia do quarto onde pintava seus quadros e sempre trancava a porta não queria que seus filhos vissem as cenas que invadiam seus sonhos todas as noites, a morte dos tributos, a morte de Finn, a morte de todos, seria terrível demais para eles. Tinha que preservá-los o máximo possível dessa horrível realidade. Everdeen Mellark um não, dois sobrenomes de grade influência nos últimos jogos todos sabiam quem eles eram, o que fizeram e como derrotaram o presidente, mas não sabiam que havia muito sacrifício e muito sangue inocente derramado no meu do caminho, essa versão da história ninguém conta.

Everdeen chegava em casa com as frutas que recolhia, talvez ela até voltasse a caçar um dia. Era véspera de ano novo, era dia 30/12 e sabia que teria que preparar um banquete daqueles, pois chamaria a equipe que cuidou dela durante dois anos, Effie, Haymitch e sua mãe. Eram 10 pessoas, mas cada um comia por 2 e não podia faltar comida de jeito nenhum, aproveitou essa oportunidade para perder seu medo de caçar era a coisa que mais amava fazer, porém os jogos destruíram até isso. Estava na hora de mostrar que Snow não conseguiu para-la. Foi até a floresta pegou seu arco e suas flechas, mirou no primeiro peru silvestre que viu, uma morte, a do Marvel. Mirou em um esquilo, Glimmer. Atirou em um coelho, nada. Continuou caçando até suas mãos doerem e quando voltou para casa e mostrou o que fez durante ouviu uma frase de seu marido que nunca pensou que ouviria.

– Olha, bem no olho do esquilo. Exatamente como me lembro, meu costumava dizer que você era a melhor, ele estava certo.

Ela apenas sorriu, estava envergonhada demais para responder. Podia até ter se casado com ele, mas nunca se acostumaria com os elogios foi criada por si mesma, ninguém nunca disse que ela era boa ou que fazia tudo muito bem, as pessoas só a lançavam olhares de pena e dó e ela abominava esses olhares.

– Bom essa é nossa ceia de ano novo. Espero que gostem e que o gosto seja tão bom quanto era de quando eu caçava quando tinha dezesseis anos. Tenho certeza de que se Prim estivesse aqui hoje, estaria orgulhosa de mim do mesmo modo que estou orgulhosa dela. Foi uma grande médica quando trabalhou e sei que seria a mais brilhante de todas. Eu sinto tanta falta dela. – Everdeen dizia.

Alguém bateu na porta após ela terminar o discurso e a figura de um homem revelava a Katniss seu melhor amigo. Gale estava ali exatamente como ela se lembrava, alto, cabelos castanho escuros, olhos cinzas típico do D12 e o uniforme de soldado. Acabou se mudando pro D2 e virou soldado lá.

– Catnip! Estava com saudades. – o rapaz disse.

– Eu também, Gale. Tenho uma novidade, voltei a caçar. – a menina disse contente.

– O jeito que você disse e agiu me fez lembrar aquela menininha tímida que conheci a muito tempo. Será que ela ainda está dentro de você? – o garoto indagou.

– Deve estar em algum lugar, talvez se todos tivéssemos fugido fosse diferente, mas provavelmente não estaríamos vivos para contar a história. Vamos deixar os “talvez” e os “e se” para lá e viver o agora. – respondeu seca.

– Essa é minha menina. Senti falta desse seu humor. – disse.

Comeram os animais que Katniss havia caçado, não havia necessidade de trocar as mercadorias no Prego, não mais. E após o banquete todos foram para fora, era hora do show de cores no céu. Os fogos começaram a meia-noite em ponto, parecia que todos os relógios do mundo estavam sincronizados e então as promessas começaram e a esperança aumentou.

De tudo o que aconteceu, todos os protagonistas aprenderam uma lição que levarão para o túmulo com eles e a passarão adiante. A esperança é a última que morre.

Notas finais
Espero que tenham gostado e por favor comentem. Beijos com gosto de cupcakes azuis.