OneShots
23 É o fim?
Notas iniciais
Festa de despedida
Emma: Não, eu não acredito que vai nos abandonar.
Emma 2 (autora): Não encare isso com um abando, apenas como um até logo.
Hook: Eu vou sentir sua falta, amava as situações em que me colocava, apesar de ser estranho, eu gostava.
Emma 2: Calma gente não é o fim do mundo, sei que estão todos muito emotivos, mas vamos animar essa festa. Afinal temos mais motivos para comemorar do que para lamentar.
Scorpius: Exatamente. Toca aqui.
– le hi-five –
Regina entrou na sala e ligou o som, começou a tocar balada boa do Gustavo Lima, nada contra ele e suas músicas, mas já estava cansada disso. Ouvia todo dia, afinal Brasil é Brasil. Resolvi colocar uma das minhas músicas preferidas de todos os tempos, Jesus Of Suburbia do Green Day. Comecei a dançar como se não houvesse amanhã e me toquei que realmente não tinha, aquilo era o fim. Não ia me deixar abalar, como eu mesma tinha dito aquilo era uma comemoração e não um velório.
Depois de algumas músicas e muita comida, já estava suando e morrendo, pensando que Jack não viria, mas toco a campainha e corro abrir a porta, assim que avisto o loiro e não hesito em o abraçar. Era incrível a semelhança que tínhamos, mesmo ele sendo o guardião que espalhava neve por todo canto e eu apenas uma escritora que amava prestar atenção nas situações a sua volta.
– Hey! Você veio. – exclamei.
– Claro que vim, achou mesmo que ia deixar minha melhor amiga e a única que me entende perfeitamente e por completo, sozinha? – indagou com um certo exagero proposital.
– Não. – respondi enquanto ria.
Estava tocando Shadow do Austin Mahone e começamos a dançar juntos, depois subimos na mesa e começamos a cantar She´s a Rebel do Green Day. Todos já tinham tampado os ouvidos por conta dos gritos e tinha certeza que meus vizinhos iriam chamar a polícia a qualquer momento, mas quem liga? Afinal era uma festa e eles que se danem.
– Cara, amo essa música, encena ela comigo? – Jack sussurrou.
– Claro, loiro. – respondi mais alto do que pretendia.
Nesse momento algumas me encararam, com uma cara de: qual de nós? Eles eram Draco, Scorpius, Luke, Peeta, Finnick, David e Jack que tinha um sorriso travesso nos lábios e parecia se divertir com a confusão dos outros, isso nunca iria mudar, afinal ele era Jack Frost o guardião da diversão.
Bohemian Raspodory do Queen era a música que ele quer encenar e assim foi feito, a cada palavra uma ação, um sentimento, uma sensação. É assim que descrevo as letras e as palavras, soltas são frias, cruéis e terríveis, mas juntas são lindas, enigmáticas e libertadoras.
– Vamos jogar verdade ou desafio? — propus.
Não preciso nem dizer que todos concordaram, Harry encantou uma garrafa para que ela soltasse uma fumaça vermelha a cada mentira e uma fumaça verde a cada verdade.
Girei a garrafa e caiu em mim e no Hook. Eu perguntava.
Eu: É verdade que você pretende casar e construir uma família com a Emma?
Hook: Sim.
A fumaça ficou verde e ele girou a garrafa, Emma perguntava e Elsa respondia.
Emma: Verdade ou desafio?
Elsa: Verdade.
Emma: É verdade que você ficou com ciúmes da amizade do Jack com a nossa querida autora?
Elsa: Não.
A fumaça ficou vermelha e ela corou, girou a garrafa e caiu para o Ron perguntar e o Scorpius responder.
Ron: Verdade ou desafio?
Scorp: Verdade.
Ron: O que você quer com a minha filha?
Scorp: O amor dela.
A fumaça ficou verde, a maioria das garotas soltaram um gritinho de emoção e os garotos reviraram os olhos, eu apenas ri e me diverti, as tretas estavam começando. Scorpius girou a garrafa e ele perguntaria e Alvo responderia.
Scorp: Verdade ou desafio?
Al: Verdade.
Scorp: É verdade que você tem ciúmes do Hugo por ele ser namorado da Lily?
Al: Não, eu morro de ciúmes dele, não é só ciúmes.
A garrafa ficou verde a sala explodiu em risadas. O jogo seguiu por muitas horas, já devia ser 3 da manhã e só tinha sido pergunta de verdade, quando Finnick girou a garrafa e caiu para mim, ele perguntava e eu respondia, sabia que teria que mudar o rumo do jogo e para isso precisaria ser cobaia.
Finn: Verdade ou desafio?
Eu: Desafio.
Finn: Eu te desafio a ficar 30 segundos sem respirar.
Ri com o desafio dele e cumpri o desafio mais fácil que já tinha visto, é claro que não seria boazinha a esse ponto, na verdade estava pensado em ser mais ousada e fazer desafios relacionados a comida, como eram personagens nunca tinham comida pimenta nem nada picante. Já tinha o desafio perfeito, eu perguntava e Draco respondia.
Eu: Verdade ou desafio?
Draco: Desafio.
Falou com um tom superior e uma cara de quem está por cima, mal ele sabia que seria o primeiro a experimentar uma colherada de pimenta do reino misturada com wasabi. Levantei, fui até a cozinha peguei a colher, o vidro de pimenta e o tubo de wasabi, mas o detalhe era que o wasabi que eu tinha era um dos mais fortes. Misturei os dois, entreguei a colher para ele e com um sorriso vitorioso disse:
Eu te desafio a comer essa colher inteira sem cuspir nem beber água.
Sei que fui maldosa, mas eu estava louca para ver ele tossir, porém a reação dele foi assustadora, ele quase morreu engasgado com a própria saliva, mas como era um sonserino não deu o braço a torcer. Depois disso foi só desafio desse nível, comidas, beijos, abraços, falta de ar, água gelada e entre outros desafios como ligar para alguém desconhecido, passar trote, apertar a campainha de uma casa e sair correndo.
Já era 5 da manhã e ainda estava escuro quando um Alvo louco, creio que por conta do sono, começa a gritar e correr pela sala sem camisa e com uma gravata amarrada na cabeça.
Alvo: Eu sou um lêmure ambulante. Eu sou um lêmure.
Eu: Al, vai dormir.
Alvo: Não! Lêmures não dormem.
Merlin o que fiz para merecer isso? Me diz senhor? Pensei.
O dia já tinha amanhecido, todos tinham ido dormir e quando acordamos almoçamos e todos foram embora, fechei a porta e escorreguei por ela, sabia que mesmo com o coração vazio e lágrimas, aquilo não era o fim, era apenas o começo.
Tudo estava bem.
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