One-shots Violetta
2 Voy por ti - LEONETTA
Notas iniciais
A chuva estava muito forte, raios caindo por todos os lados. Foi tudo muito rápido. Um clarão apareceu no céu e a cidade inteira se apagou. Pessoas gritavam em desespero, vários carros pararam na estrada e a escuridão tomava conta de tudo.
– Violetta! – gritei.
– León! Cadê você? Não to enxergando nada. – ela dizia quando ouvimos um barulho de tiros.
– Segue a minha voz, amor. Vou tirar você daqui! – comecei a procura-la no escuro.
– León! – ela agarrou meu braço e eu agarrei sua cintura num abraço rápido.
– Vem, minha casa não está muito longe. Lá estaremos seguros.
Usamos nossos celulares para iluminar o caminho e corremos o mais rápido possível até minha casa. Uma onda de assaltos se instalou na cidade devido ao apagão causado pela chuva. Minutos depois estávamos na porta de minha casa. A rua estava um caos. Abri o portão e coloquei Violetta do lado de dentro o mais rápido possível. Tranquei a casa.
– Pronto, agora estamos seguros. – eu disse em meio a escuridão.
– Quem disse? E se entrou alguém aqui? – sua voz era apenas um sussurro.
– Ninguém consegue abrir aquele portão, Vilu. Só abre com as digitais do pessoal aqui de casa. – eu disse.
– E cadê eles? – perguntou tremendo, estava ensopada.
– Viajaram hoje a tarde. Eu ia te dizer antes da gente... Você sabe, brigar. – completei.
– Hum. – murmurou. – Bom, isso não mudou. Vou esperar tudo ficar mais calmo e ir pra minha casa. Ainda estou brava com você. – disse.
– Também estou. – tirei meu casaco e comecei a desabotoar minha camisa e retirar meus sapatos.
– León, o que você tá fazendo? – seus olhos não saíam do meu corpo e ela tremia de frio.
– Eu não quero morrer de frio. Sugiro que você faça o mesmo. – dei de ombros.
– Eu não vou tirar a roupa. – disse.
–Tanto faz. Vou subir e me trocar. Se quiser tem roupas suas aqui.
– Não, não sai daqui. Tá muito escuro. – pediu com a voz entrecortada devido ao frio.
– Violetta, vem. Você vai congelar. Lá em cima você se troca no banheiro. – estendi minha mão pra ela.
– Ok. – ela passou reto em minha direção. Sorri com a infantilidade do gesto.
– Se você quer que seja assim. – disse rindo.
– Não entendo o que há de tão engraçado. – disse séria. – Poxa León, eu não aguento mais brigar com você. Não aguento mais a gente brigando todo o santo dia por causa do Alex. Qual é? Não se garante? — me desafiou.
– A pergunta é: E você? Você me julga por sentir ciúmes do Alex quando eu sei que ele é apaixonado por você, mas vive se mordendo por causa da Gery. Tem certeza de que eu que não me garanto? – provoquei, estava me divertindo.
– Quer saber? Com você não dá pra conversar. E outra, to com fome! Vou até a cozinha. Não. Me. Siga. – ela saiu pisando duro.
Violetta às vezes parecia uma criança. Não entendia que eu a amava e que nenhuma outra poderia substituí-la. E quanto mais eu dizia isso a ela, mais ela duvidava. Nosso relacionamento começou a ficar repetitivo, quase não nos beijávamos depois da chegada de Alex e Gery. Nem me lembrava da última noite em que tínhamos passado juntos. Na verdade eu lembrava sim. Já fazia um mês. Foi logo depois do fim da turnê. Ela havia ido ao meu quarto, pra me dar boa noite, só de camisola. Violetta sabia me provocar. Essa lembrança me deu uma ideia.
– Violetta, vai continuar assim até quando? Nós dois sabemos que essa discussão não vai durar por muito tempo. Que se eu quiser o rumo dessa conversa muda agora. – eu disse entrando na cozinha enquanto ela estava tomando um gole de suco na bancada em meio à escuridão.
– Como é? Se você quiser? Cala a boca! Sério. Hoje você tá impossível. – ela virou de costas pra mim. – Juro pra você que quando essa luz voltar eu vou embora sem pensar duas vezes. E amanhã vou chegar ao Studio e ter uma conversinha com a sua anãzinha. Dizer que ela pode engolir você se quiser. Você é um chato.
– Se eu sou chato você é infantil. E você também não é lá muito alta, Violetta. – ela se virou pra mim com os olhos fervendo de raiva. – É sério, não dá pra conversar com você agindo assim.
– Olha aqui cala a sua... – ela tropeçou e caiu em direção ao meu peito, segurei-a firme e nossos olhares se encontraram na escuridão. – Me solta...
– Não to sentindo muita firmeza no seu pedido. – eu disse sentindo a respiração ofegante de Violetta batendo em meu rosto.
– Sério, me larga ou eu vou sentar uma panela na sua cabeça. – ela disse firme. Ignorei-a. Levei meus lábios em direção ao lóbulo de sua orelha.
– Qual é? Eu te amo. – sussurrei em seu ouvido. – Ninguém poderia substituir você. – beijei levemente o canto de sua boca e senti seu corpo estremecer, porém ela se afastou.
– Sabe? Talvez eu deva dar atenção pro Alex mesmo. Você anda muito fraco. – fiquei puto na hora.
– Eu digo que te amo e você diz que vai procurar o Alex? – ela assentiu sorrindo com malícia. – Pois quero ver... – agarrei sua cintura com força. – Quero ver se o Alex faz isso aqui com você do mesmo jeito que eu faço.
Ataquei seu pescoço e comecei a chupá-lo com vontade enquanto descia minhas mãos até sua bunda, apertando-a com força. Violetta soltou um gemido surpreso. Beijei sua boca de maneira selvagem e ela levou as mãos até meus cabelos, puxando-os com força. Coloquei-a sentada sobre a bancada e abri bem suas pernas de maneira que elas se entrelaçassem ao meu corpo.
– Alguém já te pegou assim, Violetta? – perguntei. – Nem o Diego, nem aquele idiota do Tomás fizeram isso com você. Sabe por quê? Porque você é minha.
– Cala a boca. – sua voz era um sussurro.
– Admite vai. Admite que só eu te deixo desse jeito. – sussurrei em seu ouvido enquanto percorria uma das mãos em suas coxas, a outra se ocupava de seu cabelo, acariciando-o levemente.
– Já disse. Você anda muito fraco. – dessa vez ela riu e mordiscou o lóbulo de minha orelha.
– Fraco é? – alcancei o elástico de sua calcinha e deixei a mesma em pedaços. – Você vai implorar pelo fraco aqui. – comecei a acariciar sua intimidade despudoramente enquanto ela gemia. – Sempre tão molhada. – sussurrei em seu ouvido.
– Não se iluda. Tava chovendo lá fora. – ela soltou um risinho e um gemido logo em seguida, quando comecei a massagear seu clitóris.
– A chuva não faria isso com você, princesa. Só eu faço. – mordisquei seus lábios.
– León... – suas unhas cravaram-se em minhas costas gostosamente enquanto ela rebolava em direção à minha mão.
– Quero te pegar por trás hoje. – sussurrei em seu ouvido, chupando seu lóbulo. – Se apoie na bancada e vire essa bundinha pra mim. – apertei sua coxa.
– Fode. – pediu manhosa descendo da bancada e apoiando-se nela, ficando de costas pra mim.
– O que é que eu vou fazer com você, hein? – mordisquei meus lábios observando aquela bunda maravilhosa. Agarrei seus quadris e os trouxe em direção a meu corpo, roçando minha ereção em sua bunda enquanto provocava seu clitóris com uma das mãos. – Tão molhada. Tão gostosa... – mordisquei o lóbulo de sua orelha.
– Tão safado. – eu aumentava a intensidade das carícias em sua intimidade. – Eu preciso de você dentro de mim, amor. – ela dizia enquanto empinava e rebolava os quadris em direção a minha ereção.
– Seu desejo é uma ordem.
Retirei todas as peças de roupa que impediam nosso contato direto. Levei Violetta até a parede e coloquei seus braços acima de sua cabeça. Comecei a beijar e chupar seus seios, arrancando gemidos consideravelmente altos dela. Ela puxava meus cabelos de uma forma gostosa enquanto eu a acariciava. Em seguida usou uma das mãos para arranhar minhas costas gostosamente. Ela sabia que eu adorava quando ela fazia aquilo.
– Preciso estar dentro de você. Te necessito. – a beijei romanticamente dessa vez, sem pressa.
– Eu amo você, León. Amo muito. – ela disse acariciando meu rosto. – To com tanta saudade de você... A gente nunca mais teve um tempo pra gente depois da turnê e eu sinto muito a sua falta. Depois que voltamos tudo ficou um caos e eu não quero brigar com você, ainda mais pelos mesmos motivos de sempre, que é o nosso ciúmes. – ela me deu um selinho demorado enquanto eu agarrava sua cintura. – Depois de todo esse tempo sem você, eu preciso ser sua de todas as formas hoje. – sorriu maliciosamente. — Quero o meu León selvagem, como da última vez. Quero essas mãos gostosas me apertando. – levou minhas mãos até seus seios e eu comecei a massageá-los. – Quero essa boca beijando cada centímetro do meu corpo. – comecei a beijar seu pescoço e deixar alguns chupões. – Quero esse pau delicioso dentro de mim, bem gostoso, como só você faz. – sussurrou em meu ouvido.
– É isso que você quer? – a virei de costas pra mim e a encostei na parede. Ela assentiu sorrindo safadamente. – Então você gosta das minhas mãos no seu corpo? Te pegando assim? – brinquei com um de seus mamilos enquanto a penetrava com um dedo. Ela gemia. – Então você quer que eu entre em você? – retirei meu dedo e usei a mão, agora livre, para apertar sua bunda maravilhosa.
– León, por favor. – ela gemeu rebolando em minha direção. – León! – ela praticamente gritou quando comecei a roçar minha intimidade na dela, sem a penetrar.
– Implora. – ela continuava a gemer meu nome e tentar a todo custo um contato maior com minha intimidade. – Isso princesa, geme pra mim. – agarrei seus seios novamente enquanto continuava com a tortura roçando nossas intimidades, minha boca estava em seu pescoço.
– Gostoso. – ela gemia só pra eu ouvir. – Me fode, vai. Anda! Faz daquele jeito que só você faz.- ela pedia quase num sussurro.
– Sim, só eu posso fazer isso com você. Você é minha. – levei uma das mãos até seu clitóris enquanto roçava nossas intimidades e o pressionava. – Vou fazer você gozar assim, nessa tortura. Você sabe que eu posso, não é? – mordisquei sua orelha.
– Você pode. Só você, amor. – intensifiquei as carícias. – Isso amor. Fode essa buceta, vai! – Violetta rebolava intensamente seus quadris, e estava cada vez mais sensível ao meu toque.
Foi então que a levei pra bancada da cozinha e fiz com que ela ficasse apoiada nela. Finalmente a penetrei com vontade, ela gemia meu nome cada vez mais alto e apertava meu membro dentro de si gostosamente.
– Assim você vai me matar, princesa. Você é muito gostosa. – eu aumentava o ritmo das estocadas.
– Deixa eu cavalgar em você. Eu quero que você goze enquanto rebolo em cima de você. – ela dizia entre gemidos. – Quero te dominar. – Ela sabia que eu adorava quando ela tomava o controle da situação, que adorava quando ela me dominava na cama, ou melhor, na cozinha.
– Vem. – me sentei em um canto no chão e apontei meu colo pra ela.
– Com todo o prazer.
Violetta se encaixou em mim de uma só vez e começou a cavalgar em mim como nunca antes. Nossos corpos estavam em perfeita sincronia e nossos olhares estavam presos um no outro. Contato visual entre nós era a maior marca de nossa relação. Através desses olhares nós sabíamos que pertencíamos um ao outro. Sabíamos que as discussões eram meros passatempos. Nos amávamos tão intensamente que ninguém nunca poderia estragar o que tínhamos e nós sabíamos disso. Nossos movimentos começaram a ficar mais sincronizados, então pude perceber que ambos estávamos chegando ao ápice juntos, como em todas as vezes. Estávamos tão conectados que nossos corpos se entendiam da mesma maneira, nos tornávamos um só.
– Violetta, eu te amo. – eu disse olhando em seus olhos e a beijando enquanto ela rebolava em cima de mim.
– Eu também te amo. – e, assim, chegamos ao orgasmo juntos.
A chuva ainda não havia parado, a luz não havia voltado. Ainda éramos só eu e ela ali, no chão da minha cozinha.
– Me lembre de anotar sexo de reconciliação toda semana na minha agenda. – ela disse me beijando ternamente.
– Olha, se você quiser a gente pode brigar todo dia pra nos reconciliarmos depois. Não ligo de fazer isso toda hora se você quiser. – mordisquei seus lábios.
– Bobo. – ela sorria pra mim. – Agora, apesar de todo esse calor que você me fez sentir, acho que deveríamos tomar um banho, porque o risco de um resfriado é grande. – ela me deu um selinho rápido e levantou, saindo do meu colo.
– Também acho. – me levantei em seguida. – Mas, antes... – a agarrei por trás e ataquei seu pescoço, automaticamente seu corpo se rendeu ao meu.
– Você não cansa? – disse ela num sussurro.
– De você? Nunca. – eu disse sincero.
E pela segunda vez naquela noite, nós nos amamos. Pertencíamos um ao outro de corpo e alma e sabíamos bem disso. Violetta era minha luz, o motivo do meu sorriso. E, segundo ela, eu era seu príncipe, que sempre estaria ali por ela. Sim, eu sempre estaria ali por ela. Não me cansaria de provar a ela todos os dias, que ela é e sempre será o meu mundo.
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