One-shot You Give Love A Bad Name
1 CAPÍTULO ÚNICO
CAPÍTULO ÚNICO
“...Um sorriso angelical é o que você vende
Você me prometeu o céu, então, me botou no inferno
Correntes de amor conseguiram me prender
Quando o amor é uma prisão você não consegue se libertar...”
Minhas mãos seguraram os lençóis e meu corpo se arqueou desejoso por mais contato. A dor inicial passara. Cada celular do meu corpo estavam extasiados e mergulhados em prazer. Tudo o que ouvíamos eram os nossos corpos se chocando e os sussurros. Eu podia me sentir mais feliz do que eu estou? Talvez. Mas, agora, eu só podia me sentir amada e mulher nos braços do cara que eu era apaixonada.
– Roza... – o ouvir chamar-me por meu apelido em russo me deixou mais excitada do que eu achei possível antes. Sua voz é rouca e viciante.
– Dimitri... – disse seu nome como se fosse uma prece. Eu não aguentava mais. Estava chegando ao ápice.
– Eu te amo, Roza... – disse me investindo contra mim mais uma vez. – Você é minha! Só minha! – disse ele possessivamente buscando os meus lábios.
Nossos corpos chegaram ao ápice. Meus nervos entraram em pane, meu corpo não me correspondia, sentia-me enervada. Dimitri saiu de cima de mim e, puxou-me para ficar em seu peito. Eu o beijei, havia tanto amor sufocado em mim durante tanto tempo... Que eu mostrei a ele. Afastei-me buscando por ar.
– Eu também te amo, camarada. – disse eu recuperando o fôlego.
Ficamos por muito tempo aninhado um nos braços do outro até que adormeci. Não há palavras para expressar a felicidade que tomara conta de meu peito. Eu sorria a todo o momento desde que acordei, estava de olhos fechados. Tinha medo de abrir meus olhos e perceber que era um pesadelo. Minhas mãos percorreram o lado oposto em busca de Dimitri, mas estava vazia, não havia ninguém ali. A cama estava fria do lado onde ele estava. Abri meus olhos e me deparei com um bilhete onde estava ele há pouco.
Roza,
Meu celular tocou e eu tive que partir o mais rápido possível, queria estar aqui quando você abrir seus olhos. Ontem fora a melhor noite da minha vida. Não há nada que eu queira mais nesse mundo do que você... Meu peito dói de ficar longe de você. Logo voltarei para levá-la para almoçar.
Beijos,
Eu te amo.
DB.
Meses depois...
Eu estava lendo aquele maldito bilhete de novo! Eu o amassei pela milésima vez o papel e o arremessei na parede para em instantes ir até lá desamassar o papel e guardar na gaveta.
Como se esquecer do seu primeiro amor?Como esquecer os suspiros e sonhos acordados? Cada sorriso e olhar que a pessoa amada direciona para você? As batidas descompassadas do nosso coração só de pensar na pessoa amada... Ah! Como podemos esquecer? Mas, também, há a primeira decepção. A desilusão, os choros desenfreados, as música melancólicas... E a promessa de nunca mais amar novamente.
A maioria das pessoas, — garotas -, passam por essa experiência. Algumas decidem não desistir e correm atrás do seu amor verdadeiro; atrás do seu amor épico. Eu? Eu não. Fechei-me para tudo isso. Só tenho amigos, por que eles me escolheram.
Nunca fui à pessoa mais sociável do mundo. Não conseguia nem ao menos encarar alguém nos olhos sem desviar o olhar prontamente. Minha mãe me chama de bicho do mato, mas a ignoro. Assim, como também, ignoro suas tentativas de me deixar ‘na moda’. Afinal, o que há de errado com meus jeans surrados e meus all stars? Nem de maquiagem eu gosto!Lissa juntou-se a minha mãe e tentaram me arrastar ao shopping, com o objetivo de me darem um banho de loja. Abe — meu pai -, contou-me a tempo e fugi delas. Meu pai sempre me salva das loucuras da minha mãe sempre foi assim.
Daqui a algumas semanas vou para a faculdade! Graças aos céus! Janine e Lissa não vão mais se juntar para me encher o saco. Lissa e eu iremos juntas para a faculdade. Mal posso esperar pela ensolarada Califórnia. Christian, namorado de Lissa irá junto conosco. E como sempre estou sozinha. E mais uma vez meus pensamentos viajaram para aquela noite, que fora a melhora e pior noite da minha vida.
Desde pequena faço luto, e adoro o que eu faço.Sempre estivera a frente das crianças da minha turma.Tentei fazer balé com Lissa mais não deu muito certo. Aos dezessete anos, poderia estar competindo caso quisesse, porém meu foco era outro. Eu via a luta como uma válvula de escape, para esquecer-se de tudo e, simplesmente relaxar. Fora então, que o conheci. Dimitri Belikov.
Ele era russo, alto – quase dois metros de altura -, moreno, com olhos negros que eu posso jurar que pode enxergar a minha alma. Dono de um sorriso torto capazes de fazer qualquer garota entrar em combustão. Só de pensar nele meu corpo reage a altura. Ele é dois anos mais velho que eu.
Eu fora invisível aos seus olhos desde sempre. Dimitri namorava Natasha Ozera, tia de Christian. Eu até poderia dizer que eles formam um lindo casal, se ela não fosse uma vaca total. E também, porque não sou nobre o bastante para achar lindo o cara que eu sou apaixonada ser o par de outra. Não, definitivamente não.
No final do ano houve uma confraternização na academia. Lissa me infernizou para me maquiar, com a desculpa de que era maquiagem nova – pensa que me engana. E deu-me um vestido azul que ela tinha no seu closet há tempos – que coincidentemente era do meu tamanho! – azul e que moldava meu corpo sem me deixar vulgar e num tamanho pequeno demais para a minha opinião.
Dimitri estava fora da cidade, por causa da faculdade. Por isso, não fui muito animada. Assim que eu entrei me encolhi, todos os olhares estavam sobre mim. Dirigi-me ao lugar onde meu instrutor, Stan Alto, estava até perceber que ele estava falando com um homem alto de cabelo grande e negro na altura dos ombros. Que era atraente.
Vendo o quão entrosado estavam eu ia dando meia volta, quando soou meu instrutor me chamar.
– Hathaway! Venha aqui! – chamou-me.
– Olá, Stan! – o homem se virou e pude ver quem era e... – Olá Dimitri. – disse eu de modo simpático.
– Rose... – cumprimentou-me.
– Esta é a minha melhor aluna! – disse Stan com orgulho. Ele colocou uma de suas mãos em meu ombro. – Rose não compete, porque não quer! Convite para que o fizesse nunca faltou... E olhe que foram muitos. – disse ele com falsa decepção.
– Stan! – alguém o chamou do lado oposto do salão. Ele se despediu e fora atrás de algum aluno.
– Por que você não competiu ainda? – perguntou ele curioso.
– Por que eu luto para distrair a mente e refletir um pouco. – disse eu encarando seus olhos pela primeira vez. Meu corpo se arrepiou com o olhar intenso de Dimitri em minha direção. – Lutar é um hobe. – disse eu. Seu olhar perto o meu corpo e um pequeno sorriso de aprovação brincou em seus lábios.
– Eu vejo a luta da mesma forma. – disse ele com um sorriso torto.
– Rose! – chamou-me Lissa.
– Oi! – disse eu percebendo a sua presença. – Minha tortura vai começar agora? – perguntei já sabendo a resposta com o virar de olhos de Lissa.
– Rose, eu não estou te torturando! Hoje é a nossa formatura e ficará fabulosa essa noite! Senhora Mazur, pode entrar com a cera quente. – disse liss abrindo a porta para a minha mãe.
Mamãe entrou com uma mesa de rodinhas com objetos de depilação. Eu estava de biquíni para facilitar na depilação. Depois de cobrir minha cama com um plástico deitei-me sobre a mesma e minha mãe começou a me torturar. Depois de finalmente terminar a virilha – dor dos infernos! -, eu levantei e fui tomar banho de banheira. A melhor coisa que eu fiz até agora! Lavei meus cabelos e passei o creme de hidratação. Assim que eu ia saindo do banheiro liss estava entrando para passar pelo mesmo processo que eu ainda pouco. Como estou de bom humor ainda preparei o banho dela e coloquei o seu cd favorito para tocar.
– Rose, meu bebê, será que você poderia ficar na posição certa e para de jogar a cabeça para trás? Estou tentando escovar o seu cabelo! – disse minha mãe irritada. Eu estava distraída, mas uma vez pensando em como seria se ele estivesse aqui. Será que ele me levaria para o baile de formatura? Lógico que não sua idiota! Ele fora embora e levou seu hímen junto! Recriminei a mim mesma. Arrumei a minha postura e fiz tudo o eu minha mãe mandou.
– Jane... Elas estão prontas? – perguntou papai.
– Sim! – respondendo as três juntas.
Seguimos para o salão de festas onde acontecia a formatura. Lissa morava junto conosco desde que seus pais morreram quando tinha 12 anos, pois nossos pais eram amigos e viraram guardiões legais dela caso algo acontecesse a eles. Eles morreram num acidente de carro. Cada uma tem seu quarto e, isso nos aproximou ainda mais. Somos como irmãs. Seu irmão André sumiu no mundo após o acidente e pegou a sua parte da herança, ele sempre adorou uma farra.
Assim que entramos Christian e meu amigo Eddie estavam nos esperando. Conhecemos-nos através de Christian, ele e Liss queriam que nós ficássemos, mas a amizade falou mais forte para ambos. Mesmo eu sendo tímida; Eddie e eu nos demos bem... Ele era como um irmão para mim e também vai para a Califórnia conosco. Tiramos os quatro fotos juntos e depois com nossas famílias e, por último em casais, Eu e Eddie e Liss e Chris.
– Vocês estão realmente lindas esta noite, quer dizer, ainda mais lindas. – Disse Eddie e enlaçou a minha cintura beijando a minha testa.
Eddie sofria por alguém assim como eu. O nome dela era Jill. Ela se mudou assim que eles finalmente ficaram juntos. Ele não sabe pra onde ela se mudou e, ele sabia sobre a minha história com Dimitri. Era amigo da sua irmã mais nova que estava se formando conosco Viktoria. Ela era linda, morena com olhos castanhos profundos e grandes e com pernas longínquas e um corpo esbelto, assim como, o resto de sua família. Meu peito doeu ao vê-la... Ela me lembrava tanto dele. O sorriso caloroso, os olhos e a determinação que havia em suas atitudes. Ela estava deslumbrante com um vestido verde, e seus cabelos presos em uma trança lateral com pérolas.
Eddie me chamou para dançar.
– Eddie! Você sabe que eu tenho dois pés esquerdos. – disse eu fazendo biquinho. Sempre fora invisível durante toda a minha vida escolar, mesmo sendo amiga de Lissa não mudei meu status, e não seria agora que eu pagaria mico.
– Tudo depende de quem conduz Rose. Fiquei tranquila e confie em mim. – disse ele.
E mais uma vez eu olhei para a mesa onde a família de Dimitri estava. Viktoria me viu e sorriu, eu correspondi retribuindo ao sorriso, sorrindo de volta e com um aceno de cabeça. Eddie olhou na direção que eu estava olhando e também sorriu para Viktoria. O irônico é que eu me aproximei dela depois de ter ficado com seu irmão sem que ela soubesse, por causa de Eddie que também é seu amigo. Ela é um amor de pessoa.
Olhei para Eddie e foquei na dança lenta em que estávamos dançando. Sorria para ele a cada piada que ele contava. Eu me perguntava, por que eu tinha que ter me apaixonado por Dimitri quando Eddie era um ótimo cara, é fácil de amá-lo, por quê? Nada do lado dele seria complicado; nunca! Num dado momento trocamos olhares com demasiada intensidade, como se um enxergasse a dor do outro. Ele beijou a mina testa, fechei os olhos absorvendo aquele carinho. Assim que eu abri os olhos e abaixou seu rosto e me beijou.
A sensação de seus lábios nos meus eram calmantes, porém não chegavam nem perto das faíscas que o beijo de Dimitri emanava de seu corpo, cada toque era extasiante. Ao contrário do que acontecia com Eddie. Ele é meu amigo e ainda continuaríamos sendo amigos, nossas carências não podiam acabar com a nossa amizade. Interrompemos o beijo e olhamos um para o outro e começamos a rir, ou melhor, a gargalhar! Acho que ambos chegaram a mesma conclusão. E nos abraçamos.
– Nós sempre seremos amigos, certo? – perguntou ele beijando meus cabelos.
– Sim! E inseparáveis! – disse eu o apertando mais forte.
Algo atraiu a minha atenção até a porta, onde vi as costas de um homem extremamente alto ir em direção à saída. Algo dentro da minha mente deu um estalo. Dimitri. Não sei como cheguei a essa conclusão, mas meu coração insensato dizia que era ele. Dentro de mim meu coração murcho e causa uma dor inexplicável! Eddie percebeu e me tirou da pista de dança.
– O que aconteceu pequena? – perguntou Eddie.
– Era ele, Dimitri, ele estava aqui. Eu o vi saindo do ginásio. – disse eu.
– Calma... Você tem certeza disso? – perguntou ele. Na verdade, eu não tinha nenhuma certeza e então nada respondi. E Eddie entendeu perfeitamente e me abraçou.
– Filha, nada de farra por Califórnia viu? Alimente-se direito e nada de ficar trancada no quarto também. Tenha uma vida de pessoas normais! – disse Janine me agarrando e quebrando os meus ossos.
– Talvez eu não passe daqui se a senhora continuar me esmagando desse jeito!- disse eu de modo sarcástico. – E mãe, você estão pagando uma cozinheira, lembra? – perguntei eu, como se pudesse fazer a minha mãe enxergar a razão. – Vocês podem nos visitar sempre. – disse eu devolvendo o abraço assim que a minha mãe afrouxou os braços ao meu redor.
– Jane... Desse jeito você vai esmagá-la! Solte-a para que eu possa abraçá-la. – disse Abe. – E outra, eles ficarão na casa de verão dos Dragomir! Pavel e Vladimir irão e Tamara é de confiança e colocará a casa em ordem. – disse ele trocando um olhar significativo com mamãe. Ela sorriu e foi abraçar Lissa. – Pequena, por favor, seja sensata, ok? Meus seguranças de confiança vão com vocês...
– Para nos manter seguros! Quem mandou ter um pai que é mega empresário e uma mãe que é a decoradora mais badalada de Hollywood? – disse eu sorriu e dando um pequeno soco em seu braço.
Ele me olhou sério como sempre e depois sorriu. Um de seus raros sorrisos sinceros e retribui a seu sorriso e o abracei. Minha relação com Abe era tão mais fácil! Nós nos entendíamos muito bem. Com a minha mãe era complicado, não por falta de carinho, mas por conta da ausência dela e por causa da sua futilidade.
Chegamos ao aeroporto e nos despedimos de nossos pais. Lissa segurou a minha mão e a de Christian. E seguimos para a ala de embarque. O voo fora tranquilo eu desmaiara assim que sentei em minha poltrona.
Chegamos à Califórnia e fui pega pelo clima ensolarado e úmido. Lissa me fez ir ao banheiro com ela para que trocássemos de roupa.
– Lissa! Nós estamos chegando a casa! – disse eu a convencendo a sair do banheiro, pelo menos assim, que eu saí do Box e joguei água e meu rosto. Eu tinha que admitir, estávamos de calça, tênis e Salto fechado – Lissa –, e manga três quartos. Estava suando muito. E finalmente consegui convencê-la. E fomos embora.
A casa de verão da família de Lissa era incrível! A casa em si era toda branca, o que dava a ela a impressão mais suave, havia um lindo jardim e lá em cima uma sacada que fazia com que nós pudéssemos nos juntas, mesmo que cada um saísse de seu quarto. Lá tinha duas redes e uma linda vista da praia.
Lissa me levou até o meu quarto e adorei a decoração! Aposto que tinha o dedo da minha mãe nessa história! Está com cores suaves do jeito que eu gosto! E tinha razão, a sacada proporcionava uma linda vista. Eu me sentei na rede e comecei a pensar... E logo Dimitri estava em meus pensamentos, como sempre fora. Lissa apareceu e sentou-se ao meu lado e enlaçou o meu ombro, deitando a minha cabeça sobre a sua.
– Ai amiga! Eu darei tudo para você esquecer aquele... aquele patife! – disse ele adivinhando os meus pensamentos. Eu sorri.
– Obrigada amiga, mas você perderia todo o seu dinheiro à toa! – disse eu tentando fazer graça. Meu sorriso murchou. – Cadê o Christian? – perguntei não o vendo.
– Ele fora comprar mantimentos junto com os seguranças. – disse ela.
Começamos a conversar como há muito tempo não fazíamos e contei a ela sobre a minha ilusão de ter visto Dimitri sair do salão de festas. Contei sobre o beijo que dei em Eddie e ela ficou indignada por termos rido depois de um momento “fofo”.
– Você tem certeza que era ele? – perguntou ela.
– Eu... Eu não sei! – disse eu confusa, assim como sempre fico quando toco nesse assunto. – Às vezes fico me perguntando onde é que ele está! Em que faculdade fora estudar, se é que ele está em alguma aqui dos Estados Unidos. – disse eu.
– Eu realmente não sei. – disse ela. – Pelo o que eu sei, Tasha fora para a Brown e, por este motivo ela terminou com Dimitri e, arranjou um namorado por lá, chamado Mark Linkle. – disse ela.
Christian também era órfã assim como Lissa. Sua mãe tivera um câncer há anos atrás e falecera. Seu pai não suportou a dor de perdê-la e se matou. Todos da pequena cidade de Caldwell viviam falando sobre a família dele. Desde então, ele fora morar com sua vó Ekhaterina e suas filhas, Natasha e Lilian. Ele também tinha uma irmã, Sidney que era um ano mais velha que ele. Sidney fora adotada quando tinha meses de vida, pois os pais de Christian acharam que não poderiam ter filhos e, logo em seguida o próprio nasceu. Ele era a pessoa mais forte que eu já conheci.
Sidney namora o meu meio irmão Adrian e ambos moram em Santa Barbara algumas horas longe daqui e, lá frequentam a Faculdade de Santa Barbara. Adrian era fruto de um rápido caso de meu pai com Daniela, uma perua ainda mais fútil que a minha mãe que abandonou Abe e Adrian. Por que ela era muito nova para assumir tal responsabilidade. Abe conheceu Janine por ela ter sido babá de Adrian e ambos se envolveram e eu nasci. Adrian é três anos mais velho que eu e dois anos a mais que Sidney. Janine sempre fora esforçada e, isso é o que mais me admira em minha mãe! Ela estudou e fez arquitetura. Se hoje ela tem tudo o que tem é por que fora fruto de um trabalho árduo.
– Lissa pelo amor de Deus! Chega de rebocar a meu rosto! – disse eu irritada. Lissa me acordou mais cedo do que eu queria e jogou-me da cama. Parecia um general! Argh! Fui tomar banho e, ela fez uma trança em meus cabelos e começou a me maquiar, não adianta dizer que não.
– Pronto! Você está fabulosa! – disse ela radiante. – Agora vamos. – ela saiu do meu quarto e eu a segui. Meus materiais estavam lá em baixo.
Desci e encontrei um Christian morto vivo. – Me deixe adivinhar... Ele também te derrubou da cama? – perguntei e ele sacudiu a cabeça.
Aproximei-me dele e sentei ao seu lado na mesa. Ele me deu um beijo na bochecha que e o retribuí. Lissa fora chamar os segurança para comer conosco. Eles no começo hesitaram, mas depois aceitaram até mesmo Tamara nossa cozinheira sentou-se com nós.
Nosso café da manhã foi ótimo conversamos sobre a rotina da casa, já que ajudaríamos a limpá-la, e Pavel falou sobre nossa segurança e, que logo chegaria um terceiro segurança, seu nome era Mikhail Tanner britânico.
Saímos e nos dirigimos a universidade. Todos nos separamos. Eu fui para o lado de Medicina, Lissa moda e Christian engenharia civil. Encontrei a minha sala e avistei um anuncio que me interessou.
Sistema de Tutores;
Precisa-se de tutores e, se aceita alunos para terem instrução. Caso estejam interessados, procura a Reitora Kirova.
Atenciosamente,
Kirova.
Anote a informação e anotei mentalmente que iria ver a Reitora e me inscrever. Quem sabe assim ficaria com uma ótima média? Sorri. Meu ano seria ótimo! Procurei um lugar logo a frente e sentei-me. Segundo o meu horário teríamos aula de Anatomia Humana Básica com Audrey Skull. Aos poucos a sala estava cheia.
Gritos estavam se aproximando da sala e, todos ficaram apreensivos. Entraram pela sala os veteranos.
– Todos para o ginásio agora! – gritou um dele.
Aos poucos os alunos iam saindo. Continuei sentada sem saber o que iria acontecer a seguir. Assim que vi que todos haviam saído os segui. Fui bem atrás, caso houvesse algo estranho, sairia correndo.
Assim que cheguei ao ginásio a minha ficha caiu! Era o trote. Tentei fugir, mas um veterano vetou a minha saída. Lá havia cara a partir do segundo ano até o último. Eles seriam nossos “senhores” não que eu fosse partir isso comigo. Olhei por todo o ginásio procurando um lugar com portas pelo qual poderiam fugir, em vão, todas as saídas foram bloqueadas.
– Pode começar! – gritou o líder! E logo começaram a jogar tinta, farinha e ovos em nós.
Eu fiquei ultra irritada, até perceber que todos ali estavam se divertindo. Entrei na brincadeira e tentei revidar. Saímos de lá e fomos para o vestiário. Por sorte ou destino, carreguei hoje um muda extra. Quando eu abri não havia as roupas brancas que eu havia escolhido e sim um vestido! Eu mataria liss quando tivesse a oportunidade.
O vestido era branco com pequenos detalhes, marcando a cintura, mas a saia de abria em A, sua altura era nos joelhos. Eu estava procurando por um tênis e logo descobri que liss também o havia trocado, por uma sandália de salto baixo. Ela queria morrer... só pode! Saí do chuveiro e olhei-me no espelho, estavam com olheiras horríveis. Eu as tenho como companheiras desde que ele me deixou. Optei por me maquiar, como era que liss em mim? Pó, primer, base e blush? Não... Mandei uma mensagem para ela e a mesma respondeu.
Eu estava esperando do lado de fora da sala de Kirova na recepção estava impaciente. O que estava acontecendo lá dentro? Eu estava a 20 minutos esperando estava lendo o livro, só que logo estava impassível e o joguei dentro da bolsa.
Minhas aulas foram divertidas. As apresentações dos professores eram hilárias e, vi que me daria super bem com Sônia Kerp de Concepção e Gestão. Finalmente a porta da sala da reitora fora aberta e logo a avistei junto a um homem alto. Eles estavam distraídos com a conversa, eles se despediram.
Não! Não podia ser! Dimitri estava bem a minha frente! Levantei e me fiz indiferente a sua presença assim que ele me viu veio até mim. E me arrastou da recepção.
– Solte-me! – bradei irada. Seu aperto não se afrouxou. – Solte-me Dimitri! – disse eu mais firme.
– Preciso conversar com você Rose! Por favor, vamos a um café para conversarmos?! – pediu ele implorando.
– Não temos o que conversar Dimitri! – disse eu com raiva. – Você me usou uma noite e me largou como se eu fosse um objeto sem serventia! – disse eu alterando o tom de voz.
– Não! Roza, eu nunca faria isso com você! Deixe-me explicar! – disse ele o desespero estava em sua voz.
– Por que eu acreditaria em você? Ainda mais depois de tudo o que você me fez? – perguntei com ironia. – Você quer que eu vá tomar chá com você e finja que acredito em suas histórias mirabolantes? – o sarcasmo estava em minhas palavras.
– Céus! Acredite em mim! – disse ele com a mão livre passando pelo cabelo. – Não foi como você estava pensando! – disse ele me olhando nos olhos... Ele parecia tão sincero... Não! Não iria permitir que ele me enganasse para me levar pra cama outra vez!
Dimitri me puxou e atacou meus lábios com urgência e desespero tentei afastar-me e empurrá-lo, mas não consegui. Fiquei imóvel e por mais que eu quisesse corresponder resisti à tentação. Quando ele afrouxou o aperto o empurrei sem dó e o esbofeteei.
– Nunca mais me beije Belikov! – disse eu exaltada. Sua mão estava no levou em que eu havia batido.
– Eu não desistirei sem ao menos lutar, Roza! Guarde minhas palavras. – disse ele com determinação e firmeza. Saí de lá com um sorriso sarcástico no rosto.
– Que os jogos comecem então! – disse eu com sarcasmo.
Voltei para o prédio da reitoria e conversei com Kirova e, assim que eu saí de lá fui atrás dos outros.
– Como é que é? – perguntou liss se engasgando com a suco que havia acabado de engolir.
Nesse momento eu estava contando para ela e para o Christian o que havia acontecido entre mim e Dimitri hoje mais cedo. Christian fechou suas mãos em punhos e trincou o maxilar. Ele sabia de tudo e ele me defendia com unhas e dentes, talvez até mais do que sua tia e ex de Dimitri, Natasha.
– Como aquele canalha pode? – perguntou ele entre dentes.
– Eu dei lhe uma bofetada, e disse que não desistiria de mim, ou seja, quer me levar pra cama novamente! – disse eu irritada.
Estamos jantando num restaurante hoje para comemorar o começo do ano letivo. E isso era motivo o suficiente para que Lissa me enfeitasse toda. Eu até tentei fugir, mas não consegui. Estou num vestido florido e simples e com sapatilha azul clarinho, com maquiagem leve. Lissa estava com um vestido lilás e com sapatilhas prateadas. Os nossos seguranças dessa vez ficaram em uma mesa que desse para que eles vigiassem todo o local.
Os Mazur eram negociantes turcos que estão em vários ramos desde hotelaria até exportação. Abe herdou de seus pais. Meu pai é muito conhecido mesmo sendo discreto, e eu estava foco ainda mais, por que Janine era arquiteta e trabalhava com famosos e outros ricaços. Eu sempre fui discreta e nunca saí por aí esbanjando dinheiro. Até trabalhei contra vontade de meus pais sendo babá de uma linda garotinha chamada Anne Hawthorne. Nunca vi o dinheiro como tudo em minha vida e, não gosto de pessoas que pensam assim. Caldwell parecia ser uma cidade exclusa e pequena, onde sua vida era o assunto dos fofoqueiros e desocupados de plantão.
– Rose! – chamou-me liss. – Como você está com tudo isso? – perguntou apreensiva.
– Irritada. O tempo todo ele ficava dizendo que aconteceu um imprevisto e blá blá blá... Imploro para irmos ao café que fica perto da universidade, mas eu neguei e então me beijou. – disse eu esclarecendo.
– Você fez certo, pequena! – disse Christian. Esse é o meu apelido de infância dado por Adrian. Em comparação com outros sou pequena, tenho apenas 1,68. Lissa é maior que eu e poderia ser uma modelo com certeza.
Depois de termos falado sobre a tensão Dimitri e eu. Mudamos de assunto, falando somente de conversas leves e divertidas, porém continuei pensando e repensando em tudo o que aconteceu no meu encontro como ele. Será que ele estava sendo sincero? Logo me puni por esse pensamento. Ele te sacaneou Rose! Ele dormiu com você e sumiu no mundo! Você não pode perdoá-lo.
– Rose? – perguntou liss apertando a minha mão. – Vamos? Christian já pagou a conta. – disse ela gentilmente. Lissa sabia em quem eu estava pensando, só pelo seu olhar entendi.
Ela estava sofrendo assim como eu por essa situação, Christian estava com raiva de Dimitri e louco para socá-lo assim que o encontra-se. O que me deixava impassível só com o pensamento. De repente meu celular toca durante a conversa descontraída entre meus amigos e prontamente me afasto para atender.
– Alô? – disse a pessoa do outro lado da linha.
– ADRIAN! – disse eu empolgada. – Há quanto tempo! Como você e Sidney estão? – perguntei. Eu adorava a minha cunhada.
– Pequena... Que saudades de você, estamos bem. Como estão as coisas aí na Califórnia? – perguntou ele curioso.
– Ótimas! — Contei a ele sobre o primeiro dia na universidade. Minha empolgada estava mais do que evidente em minha voz. – Mas o que está rolando? – perguntei imaginando o que viria a seguir.
Adrian riu do outro lado da linha.
– Você realmente me conhece, não é pequena? – disse ele alegre. – Eu finalmente pedi Sid em casamento. – disse ele.
– E ela como a sensata da relação disse que não! – disse eu fazendo piada.
– Ela aceitou sim e mais... Vamos ter um bebê! – disse ele.
Minha boca ficou seca.
– O QUE? – perguntei surpresa. – Mas... mas você são muito novos! Adrian você tem somente 21 anos e Sid 19! Abe vai surtar quando souber disso. – disse eu preocupada com o meu irmão. Ele gargalhou do outro lado da linha telefônico. Idiota.
– Abe já sabe e, por incrível que pareça está radiante com a ideia de ser vovó! – disse ele.
Eu sorri com seu entusiasmo.
– Vamos no casar nesse final de semana em Las Vegas e estamos convidando vocês! Sidney pediu para Lissa a ajudar com o vestido, mandou-me dizer que mandará as medidas dela por e-mail. – disse Adrian. – Diga para ela caprichar! Quero exibir minha mulher por aí e, pode tyer certeza de que vamos ter como ministro de paz um Elvis. – disse ele. Eu caí na gargalhada e em seguida ele também. Adrian tinha um gosto para a bizarrice... Me pergunto como Sidney permitiu tudo isso!
– Pode deixar. Mande beijos para a minha cunhada preferida e meu sobrinho. – disse ele divertida.
– Você só tem uma cunhada Rose! – disse ele.
– Por isso mesmo! – disse eu rindo. – De todas que eu já tive ela é a melhor! – disse eu.
– Eu ouvi isso cunhadinha! – disse ela do outro lado da linha.
Nós nos despedimos e voltei para a mesa. A tensão era visível de longe. Dimitri fora até a mesma e com certeza atrás de mim, ele estava levando a sério o lance de “lutar pelo meu amor”. Aproximei-me da mesa e vi a expressão homicida de Christian e a desconfortável de Lissa.
– O que você quer Dimitri? – perguntei fechando a cara. – Já não basta o showzinho de hoje a tarde? – disse eu com sarcasmo.
– Dimitri, fique longe da Rose! Eu estou avisando... — disse Christian entre dentes. – Você a fez sofrer demais! – disse ele.
Christian era superprotetor quando se tratava de Lissa, Sidney e eu. Por mais que fiquemos implicando um com o outro, ele sempre me defendia.
– Por favor... – disse Dimitri me encarando. – Deixe-me explicar o que aconteceu. Ouça-me Roza, eu imploro! – disse ele.
– Ok... Pode falar! – disse eu com ar de indiferença.
– Pode ser a sós? – perguntou ele gentilmente.
– Não. Não pode! – disse um Christian que logo depois urrou de dor. Lissa o chutou de baixo da mesa. – Ai! Isso dói! – disse ele esfregando o local e fazendo uma careta de dor.
– Pode falar aqui na frente deles. Não temos segredos, como você pode ver. – disse eu com firmeza. Eu estava louca para rir de Christian e Lissa, mas não faria isso na frente de Dimitri.
Puxei a cadeira em que estava sentada antes e apontei a cadeira ao meu lado que estava desocupada. Dimitri prontamente se sentou.
– Pode começar. – disse eu não aliviando para lado dele.
Dimitri ficou mudo e o vi engolir a seco. Suas mãos estavam sob a mesa e tremia pelo o que eu puder perceber, o mesmo estava encarando as mãos, procurando uma forma de começar o assunto.
– Dá pra você desembuchar Belikov? Daqui fecha o restaurante e ainda estamos aqui. – disse ele.
Lissa o chamou e olhou com cara feia.
– O que? – perguntou ele inocente erguendo os ombros como se não fosse nada de demais.
– Vamos pra casa e lá conversamos Dimitri. – disse eu. Dimitri assentiu positivamente e sorriu para mim, eu arqueei a sobrancelha e seu sorriso só aumentou.
Entramos nosso carro com os seguranças em seu próprio, Dimitri fora com o seu carro nos seguindo. Fora então que eu me lembrei de contar sobre o casamento de Adrian e Sidney. Quem sabe assim essa tensão sumia do ar?!
– Quem me ligou na hora em que eu saí foi o Adrian. – disse eu.
– Como está a minha irmãzinha? – perguntou Chris com seus olhos brilhando só ao mencionar Sidney.
– Está melhor do que nunca! – disse eu empolgada. – Eles irão se casar! Seremos uma família de verdade Chris! E ainda tem mais... Seremos tios Chris! – disse eu. Ele parou o carro ab-ruptamente.
– O QUE? – perguntou ele histérico. Aquele safado engravidou a minha irmãzinha? Ela só tem dezenove anos Rose! – disse ele berando um ataque de nervos. – Pelo menos Abe me apoia e dará uma senhora bronca nele. – disse ele se conformando.
Caí na gargalhada.
– Na verdade, ele ficou radiante com a notícia. E pare de graça! Eles estão felizes e isso que importa. – disse eu.
– Concordo com Rose. – disse Liss.
– Sidney pediu para você veja o vestido pra ela, disse-me também que mandará para você as medidas por e-mail. E antes que me esqueça... O casamento deles é nesse final de semana. – disse eu felicíssima.
Os olhos de Christian eram dois pratos rasos de tamanha surpresa. Durante todo o caminho ele mostrou a sua indignação e ficou fazendo beicinho para que Liss se comovesse. O que fez com ela risse dele, o deixando mais irritado.
Chegamos em casa e assim que eu que eu desci do carro guiei Dimitri para o meu quarto, Christian estava surtando hoje e não queria que ninguém ouvisse nossa conversa. Christian estava bufando e liss estava com uma expressão estranhando que não consegui identificar. Subi as escadas sem olhar para trás. Não queria encarar Dimitri. Depois me dei conta de que estava de vestido e ele estava apreciando uma visão privilegiada do meu corpo.
Abri a porta do meu quarto e entrei, permaneci perto da porta segurando-a para que ele passasse. Quando ele entrou a fechei e tranquei. Andei até o meio do quarto, minhas mãos suavam, pela primeira vez em meses eu estava num quarto com Dimitri. Não pude conter a minha mente que voltou para aquela noite. E mais uma vez em meu quarto. Respirei fundo, procurando coragem para encará-lo. Eu estou de costas para ele.
Virei-me para encará-lo e deparei-me com seu peito. Minhas mãos automaticamente foram para ele como modo de afastá-lo e manter distancia. Minha mente e corpo precisavam desse espaço.
– Pode falar. Diga-me porque você desapareceu assim que eu lhe entreguei de bandeja a minha virgindade? – perguntei direta e ácida. O vi engoli a seco e me afastei. Eu o encarava prestando atenção as suas reações e ele fazia o mesmo comigo.
– Eu havia recebi uma mensagem de minha irmã Viktoria. Minha vó mora na Rússia teve um infarto e tive que ir embora ás pressas para lá. – disse ele. Mas pelo o que me lembro a vó dele mora aqui. Arqueei a sobrancelha esperando por uma explicação detalhada. – Na verdade, é minha vó por parte de pai. – disse ele entendo minha reação e completando. – Meu pai morreu a muito tempo atrás e só tinha um irmão, mas este também morreu a pouco tempo. Depois de minha vó. – disse ele.
Eu cruzei os braços sobre o peito esperando por mais.
– Tive que ficar lá por todo esse tempo e perdi um semestre. Minha vó faleceu assim que eu pisei na Rússia e meu tio estava com câncer. Cuidei dele até que semana passada ele veio a falecer. – disse ele dando ppor encerrado a explicação. Mesmo assim não consegui me convencer.
Em um átomo de segundo Dimitri estava perto de mim.
– Me perdoe Roza! – pediu ele sussurrando em meu ouvido.
Meu corpo respondeu imediatamente se arrepiando por inteiro. Ele pegou meus cabelos em sua mão esquerda mais perto o possível da nuca e o puxou para cima, fazendo com que eu o encarasse. Meus lábios se entre abriram e fechei os olhos. Seu perto era firme, porém gentil.
Com a outra mão ergueu minha perna alisando lentamente desde o tornozelo até a minha coxa na parte interna, puxando-me mais para si. Gemi. Nossos sexos se encontraram e senti sua ereção contra mim. Meus olhos continuavam fechados.
– Peça para que eu a tome, Roza. Você é minha. – sussurrou ele com a voz incrivelmente rouca em meu ouvido.
Logo em seguida mordeu o lóbulo de minha orelha. Fazendo com que eu me excitasse. Isso era golpe baixo! Ele está usando meus hormônios contra mim. Eu engoli a seco e abri os olhos. Quando menos espero sua língua percorre o meu lábio inferior fazendo uma carícia imoral. Tremi em suas mãos. Céus!
Ele estava em cima de mim. Como isso aconteceu? Sua boca estava furiosamente sob a minha e não consegui me conter. Eu me perdi em suas carícias, meu corpo clamava por elas e eu gemia descontroladamente. Ele pediu para que eu falasse se eu quisesse que eu o tomasse, mas ele nem esperou que eu dissesse. De repente, lembrei-me de um ditado antigo e que Abe sempre dizia. Quem cala consente! Disse a mim mesma. E no meu caso... Quem geme consente!
– Dimitri... – eu disse seu nome enlouquecida e saudosa de seu corpo sobre o meu.
– Você está voltando para onde você nunca deveria ter saído Roza... – disse ele tirando o meu vestido e espalhando beijos pelo meu corpo. Meu corpo estava febril nesse momento. Estávamos nus; eu arranhava suas costa com fervor.
Oh... Meu corpo se fundia ao dele. Minha mente estava vazia... Tudo eram sensações e toques, era incrível que cada toque dele produzia faíscas e fazia com que meus nervos entrassem em pane. Enfim, meu orgasmo assolou nossos corpos e meu corpo se arqueava unindo-me mais a ele. Minha mente estava enevoada de prazer.
Amamos-nos a noite toda até dormirmos um nos braços do outro. Nunca dormi tão bem depois de tanto tempo. Os primeiros raios de sol entraram pela janela quando ouço a porta se abrir e...
– AIMEUDEUS! – disse uma liss chocada.
Dimitri estava apagado do meu lado da cama e por sorte coberto. Ela olhou para mim, piscou e fez um joinha e saiu do quarto. Levantei e fui tomar banho. Assim que saí vi que Dimitri havia levantado e não estava mais na cama. Não me importei com isso e me dirigi ao closet pegar a minha roupa, escolhi um vestido leve, porque estava calor e separei mais uma muda de roupa para deixar no meu armário. Assim que eu saí do closet, encontro minha cama arrumada e Dimitri com o café da manhã.
Eu estava pensando esse tempo no closet... Eu não vou ficar com Dimitri, não depois do que ele me fez, porque ele se mandou pra Rússia e nem pra me mandar um bilhete? Ligar e conversar comigo por e-mail! Caramba! Estamos no século 21, não tem desculpa pra isso.
Porém, agora o vendo assim tão amoroso entro numa batalha interna e franzo a testa. Ele vem em mim direção e dou um passo pra trás para manter a distância e minha mente. Minha razão e mágoa venceram. Aliás, desde quando uma noite de sexo iria resolver? Foi incrível, mas não o bastante. Não para mim.
– Pare! – disse firme e seca.
– Roza... – eu o interrompi.
– Você acha que depois de uma explicação fuleira e uma noite de sexo serão capazes de apagar o que eu sofri Dimitri? – perguntei sarcástica. – Existe internet, telefone e você poderia ter mandado cartas! Porra! – digo colocando tudo para fora.
– Eu te expliquei tudo! Fui sincero... Você tem que acreditar em mim. – disse ele tentando se aproximar e mais uma vez recuei. – Saiba que eu não deixei de pensar em você uma noite sequer, meu amor. – disse ele desesperadamente.
Droga! Eu estou amolecendo.
– Mesmo assim. – digo tentando recuperar a frieza. – Que tentasse um contato! Nem vem com historinhas... Não sou mais idiota de acreditar em você Dimitri. Por favor, saía! – digo tentando me aproximar da porta quando ele puxou-me pelo braço.
– Roza... Não me expulse de sua vida! – disse ele implorando. Seu desespero era palpável.
Ele colou sua boca a minha com desespero. Tentei me afastar e empurrei seu peito, inútil. Ele é mais alto e forte do que eu. Sua mão segurava minha cintura firme e possessivamente. O pouco autocontrole que eu se esvaio e, puxei seu cabelo o puxando para perto. Logo nos separamos em busca de ar.
– Dimitri... – falou pensando nas palavras. – Isso tudo é só diversão! – digo.
Ele me olha com mágoa e sai do quarto. Assim que ele saiu meu peito dói. Como meu café da manhã lá em cima e desço depois com a bandeja. Não me permito pensar nessa noite e no que aconteceu agora de manhã.
Chego à universidade e me separo dos outros. Eles não me perguntaram nada sobre o que aconteceu entre mim e Dimitri. Eu o tempo todo estava imersa em pensamento sobre tudo o que aconteceu, olhando para a janela com o meu fone de ouvido. Eu achei uma música perfeita para mim e Dimitri. You give Love a bad name do Bom Jovi diz muito sobre o efeito que ele tem sobre mim.
Um sorriso angelical é o que você vende
Você me prometeu o céu, e então me pôs no inferno...
Essa frase fazia todo o sentido pra mim. Quando Dimitri sol é como um nascer do sol, tudo se ilumina e acabar com qualquer sentimento obscuro. Seu sorriso parece ter uma ligação direta com os meus hormônios. E, também, pôs todas as minhas esperanças e sonhos em cheque quando me abandonou depois do sexo incrível da noite anterior.
Agora ele vem com essa história triste da morte da vó, doença do tio e seus cuidados e a morte logo em seguida... Eu não sei em que acreditar. Ele não pode sair como agora de manhã se achando a vítima da história. Afinal de contas, que acordou sozinha e com um bilhete de volto logo fui eu; e não ele! Droga! Depois aparece meses depois com um eu te amo e acha que está tudo certo? Ele pensa que eu vou abrir os braços e aceitá-lo?
Essa noite foi sim mais do que diversão, mas como eu posso me deixar levar e ficar vulnerável? Se eu aceitá-lo de volta vou correr o risco de ele me machucar de novo. Será que eu sou capaz de jogar pro alto todo o resentimento e mágoa? Não! No momento não. Vez ou outra percebo olhares furtivos de Lissa em minha direção, sei que ela está louca para me abraçar e dizer que está tudo bem. No entanto, ela sabe só de me olhar, que se ela fizer isso eu desabo em seu colo e, temos que ir para a aula.
E mais uma vez coloco a música pra reiniciar. Atingido no coração e você é a culpada... Querida, você dá ao amor uma má reputação... Eu sorri com a ironia. Dimitri realmente dava má fama ao amor. Mas será que eu conseguiria esquecê-lo? Será que eu quero esquecê-lo? Não! Corro minha mão pelos meus cabelos; nervosa. Abe me disse uma vez sobre o amor. Você só pode amar uma pessoa uma vez na vida. Fato. Eu queria tanto dizer a mim mesma que isso é coisa de adolescente, que é somente uma droga de apaixonite passageira.
Mas eu não consigo nem ao menos olhar para outra pessoa! Eu beijei Eddie e não senti nada! Eu poderia, não, eu deveria amar alguém como Eddie. Ele é fácil simples e me entende com um só olhar. Simples assim.
Finalmente chegamos à universidade.
Finalmente chegou o final de semana e, o casamento de Adrian! Eu estava ansiosa para vê-lo e também ver Sid. Fui pega de guarda baixa quando Sid disse que Dimitri estaria lá, mas também como pude ser tão burra? Ele é o melhor amigo dela! Merda! Seremos padrinhos de casamentos deles. A única coisa que eu pude fazer fora sorrir e aceitar.
Depois do dia em que fizemos sexo, Dimitri e eu não nos falamos desde então. Víamos-nos corredores e eu fazia questão de ignorar sua presença. O irônico era que eu podia fingir isso, mas cada célula do meu corpo sabia quando ele estava perto. Eu andava distraída em casa, sempre pensando em cada toque e carícias dele.
Minhas noites eram intensas e povoadas de sonhos eróticos. Em meus sonhos minhas mãos percorrem o seu corpo devagar e deixando marcas pela sua pele bronzeada e sexy. Ele sussurrava em meu ouvido que me amava e o quanto eu era linda. E finalmente ficaríamos juntos. Então, quando acordo, me deparo com a cama vazia e fria.
Minha rotina deprimente começou. Acordar de madrugada, chorar, dormir de exaustão e acordar um caco e universidade. Mal tenho comido e estou emagrecendo e, pra alegria de liss estou me maquiando, pelo menos para esconder minhas olheiras. O que a deixa triste é o motivo de eu começar a usar maquiagem.
Durante essa semana – que pareceram meses! –, liss estava estressada fazendo o vestido de Sid. Que este lindíssimo! Ela será uma ótima estilista da alta costura. Eu comprei um vestido azul clarinho de renda e simples, para que eu possa usar sempre, acima dos joelhos.
Estava fechando as malas quando liss entra no quarto e senta na minha cama. Ficamos em silêncio por um momento até que ela decide quebrá-lo.
– Já terminei o vestido da Sid. Quer ver? – pergunta ela. Eu balanço a cabeça concordando. Ela se levanta e a sigo até o seu ateliê recente inaugurado. O vestido está num armário e protegido por uma capa escuro. Ela o pega e vem em minha direção.
– Nossa é lindo! Sidney vai amar o vestido! – digo realmente maravilhada com o seu desempenho.
– Pelo e-mail que ela me mandou com suas medidas ela está com a mesma medida que você! – disse ela me olhando pensativa. Gemi de frustração. Ah não! Sem bem onde ela quer chegar. – Prove. – ordena.
– Lissa! – digo reprovando. – Não posso vestir o vestido de Sidney! Quando ela souber disso ficará uma fera! – disse tentando fazê-la enxergar a razão. Lissa olha para mim e sorri. Puta merda! Ela sabe de algo que eu não sei.
– Sidney mesmo que me deu a ideia e disse para eu tirar foto e mandar para ela ver. – disse ela vitoriosa. Lanço-lhe um olhar enviesado e começo a tirar a roupa.
Ela me ajuda a colocar o vestido, faz uma trança lateral e coloca o arranjo que Lea mesma fez em minha cabeça. Depois disso, ela permite que eu me olhe no espelho.
–UAU! – é a primeira coisa que eu digo encarando-me no espelho.
Eu girava e girava na frente do espelho encanta com a minha imagem diante do espelho. Uma risada escapou de meus lábios, liss me observava e sorria. Estávamos conectadas e sabíamos o quanto aquilo representava. Paro de rodopiar assim que eu escuto um suspiro. Olho para trás e me deparo com Dimitri.
O sorriso some de meu rosto e minhas mãos que estavam na saia do vestido caem flacidamente ao lado do meu corpo. Não conseguia desviar o meu olhar dos seus. Desde aquela noite não o havia olhado direito. Agora, deparo-me com olheiras e barba por fazer. Seu olhar demonstrava tristeza.
Eu me aproximei dele e ele acabou com a pouca distância que nos separava. Suas mãos encontraram as minhas sem quebra o nosso contato visual, ele ergueu uma das minhas mãos e a beijou. Fechei os olhos para apreciar a carícias. Assim que abri, ele colou a sua testa na minha.
– Roza... – ele sussurra meu apelido em russo. Nossas respirações se encontram e estão aceleradas. Eu o silencio levando o meu dedo aos seus lábios. Ele o beijou, fazendo com que meu corpo se arrepie.
– Preciso me trocar. – digo quebrando o clima. Logo me arrependi e quis me chutar pela minha idiotice.
Mas como não posso voltar atrás me viro em direção ao closet, porém acabo olhando pra trás e encontrando seus olhos nos meus. Eu sorri sem graça para ele, e o mesmo sorriu aquele sorriso deslumbrante que me faz esquecer o meu nome.
Enquanto estou no closet, me dou contar que esqueci tudo que Dimitri fez. Basta só olhar pra ele que me esqueço do mundo. Droga! Será que eu não tenho vergonha na cara? Ele me faz sofrer e ainda fico como uma idiota quando ele me olha! Ele me sacaneou feio.
Meu coração se aperta com o fato de esquecê-lo, e então, me dou conta de que sou sim capaz de seguir em frete com ele. E, por incrível que pareça, eu quero! Eu o amo! Eu só posso ser masoquista! Não é possível!
Acabo de me trocar e me deparo com liss sozinha em seu ateliê. Olho por todo o cômodo procurando por ele, no entanto, não o vejo. Lissa quebre o silêncio respondendo a minha pergunta silenciosa.
– Ele está lá em baixo com Christian. – disse ela simplesmente.
Seguimos para a sala, assim que termino de descer o último degrau vejo todas as nossas malas na porta de entrada da sala de visitas. Como não havíamos encontrado os meninos lá, fomos para a cozinha e os vimos conversando e tomando um copo d’água. Cheguei primeiro e analisei a cena, Dimitri estava rígido e Christian tinha um olhar frio. Quando ambos perceberam a nossa presença, Christian sorriu para nós e Dimitri passou a mão nervosamente nos cabelos.
– E então... Vamos? – perguntei indo em direção à porta. Todos me seguiram e os seguranças pegaram nossas malas.
– Você está linda, pequena! – disse ele me dando um abraço de urso.
– ADRIAN! – disse digo tentando respirar. – Assim que eu morrer sufocada! – digo fazendo biquinho.
Sidney estava abraçada ao Dimitri, seu melhor amigo. Vê-los juntos me fez sorrir, eles me lembram de liss e eu. Adrian enlaçou a minha cintura e fomos em direção aos demais. Lissa estava conversando com Sidney sobre o vestido com certeza. Adrian foi para o lado de Sidney e eu pro lado de Dimitri.
– Vamos? – pergunta Adrian nos guiando para fora do aeroporto de Las Vegas.
Fomos divididos em três taxis para o hotel. Eu estava junto com Dimitri, durante boa parte do caminho acha um silêncio até que o próprio Dimitri o quebra.
– Sinto sua falta. – disse ele com a voz rouca, me encarando.
– Eu também. – deixo escapar e me repreendo mentalmente por isso. Eu o encarei e vi a sinceridade em suas feições. Sua mão foi parar em minha perna que estava de fora. Droga! Ele estava acariciando minha perna em círculos enviando pequenos choques deliciosos pelo meu corpo. Fechei os olhos para me entregar aos seus toques e meus lábios se entre abriram.
– Você mentiu pra mim, Roza. – disse ele baixinho. – Você havia me dito que aquela noite tinha sido só diversão, mas nós dois sabíamos que era mais do que isso. – ele ergueu o meu queixo fazendo com que eu o encarasse. – Eu quero você, Roza. Eu quero fazer com que nós dermos certos! – disse ele encurtando o espaço entre nós, e colando nossos lábios.
Dane-se! Minha indecisão, meu orgulho, minhas mágoas, tudo! Eu sou dele, sempre fora. Desde o dia em que o vi pela primeira vez. Meu primeiro amor, meu primeiro homem. Sempre o quis, só com ele me senti completa.
Entreguei-me ao beijo agarrando-me aos seus cabelos para puxá-lo para mais e mais perto. O desejo corre quente e avassalador por minhas veias. Uma de minhas mãos fora para a sua nuca para tê-lo mais e mais perto, quero me fundir a ele, nos tornamos só um. Nem me importei com o fato de estarmos no maior amasso com ele num taxi! Suas mãos estavam por toda parte, agora estava e minhas coxas apertando e subindo até entre minhas pernas. Gemi. Ele tem total controle sobre os meus hormônios.
– Dimitri! – seu nome escapava de meus lábios.
– Roza... Eu te amo. – disse ele. – Me perdoa? – pediu ele.
– Sim... – disse eu ofegando. Nós separamos e suas mãos estavam nas minhas. Durante toda a viagem, estávamos parecendo um casal apaixonado, aliás, somos um.
E enfim, meu sonho se tornou realidade. Eu estou com o homem que eu amo! Meu peito inflava de felicidade! Somos apenas nós, sem a Vaca da Tasha pra encher o saco!
Chegamos ao hotel e ficamos no mesmo corredor, apenas em quartos separados. Porque, é claro, meus pais podem chegar a qualquer instante e isso, definitivamente não iria dar certo.
– Rose! – ouvi meu pai me chamando e batendo de modo discreto na porta.
– Estou indo. – respondi terminando de me trocar, pois há pouco havia saído do banho.
Ao abrir a porta fui pega num abraço de urso.
– Ei! Calma! Abe, você quer me quebrar ao meio? – disse eu achando graça. – Tenho que me arrumar para o casamento! – digo eu o apertando. Quando nos afastamos ele se afastou um pouco mais para poder me admirar.
– Oh Kiz! Está linda! – disse ele. Ele faz um sinal para eu rodar; e eu o obedeço. – Azul é a sua cor. – disse ele animado.
– Obrigada Baba, agora você pode me falar o que o está incomodando. – digo eu sempre direto. Nós sempre fomos assim um com o outro, e um sabe quando o outro quer dizer algo.
– Qual é a natureza desse relacionamento que você tem com Dimitri, Kiz? – perguntou ele direto. Eu engoli a seco.
O que eu poderia dizer a ele além da verdade, que eu desconfio que ele saiba? Talvez, ele até desconfie, mas Abe odeia esperar por uma resposta que ele pode obter, rapidamente por outros meios. Eu teria que dizer para Abe justo agora? Sim! Ele não sairia daqui enquanto eu não dissesse isso é Abe. Em seus olhos eu vi a confirmação do meu pensamento. Bem, chegou a hora de fala.
Fiz um gesto para que ele se sentasse na cama, e ele assim o fez. Eu o encarei e comecei a contar a história, aliás, menos à parte em que fiz amor com Dimitri, por alguma razão eu desconfiava que se ele descobrisse seria o fim dele. Sua face estava inexpressiva e impenetrável, de modo algum saberia dizer o que se passava em sua cabeça.
Assim que eu terminei de falar, como que houvesse uma sincronia quando ouço uma batida tímida na porta. Eu me levanto para abrir e dou de cara com Dimitri. Eu fico confusa, e ele aparentemente também quando vem me beijar e eu me esquivo. Abro mais a porta e ele vê Abe sentado na minha cama o olhando com cara de poucos amigos.
– Entre Belikov! – disse Abe, com a voz firme.
Dimitri o obedeceu e entrou no quando. Eu me sentei ao lado de Abe e Dimitri pegou uma cadeira e colocou-a de frente para nós.
– Quais são as suas intenções com a minha Kiz, senhor Belikov? – perguntou Abe com a voz obscura. Eu pensei que Dimitri iria sair correndo, quando o vejo olhando Abe nos olhos e o responde de modo sério, de homem para homem. Faço uma careta mental com esse pensamento.
– Eu estou apaixonado por uma filha, senhor Mazur. Quero namorá-la como se deve, se é claro, o senhor me conceder essa honra. – ele o olhou com um quê de desafio, que fez com que meu pai desse um sorriso debochado.
– Kiz, eu sempre soube que você saberia escolher um genro bom para mim e, mais uma vez, não errei em minha aposta. – disse ele me olhando e logo depois, para Dimitri. – Eu lhe concedo essa honra, senhor Belikov. Sua avó sempre fora boa para comigo. Fora minha mãe quando a minha mãe não pode ser. Mesmo assim, teremos uma conversa antes de partimos de Vegas. – disse ele. E Dimitri assentiu concordando. Céus!
O que será que Abe quer faça com ele? Só falta eu perder Dimitri, no final das contas, por causa do jeito de gangster de Abe.
– Relaxes, Kiz, não farei nada ao seu namorado... E, isso dependerá somente dele. – disse ele encarando Dimitri. Baba esticou o braço e apertou o ombro de Dimitri, relaxei. Isso era bom, ele gostou dele.
Abe saiu e deixou-me sozinha com Dimitri, mas não sem antes nos lançar um olhar a La gangster e nos dizer para termos juízos.
– Seu pai é... intenso, não? – perguntou Dimitri, ainda atordoado com o ocorrido minuto antes. Logo ele mudou, em sua expressão eu via desejo e ele me olhava de cima a abaixo. – Você está deslumbrante! – disse ele encurtando a distância entre nós e enlaçando minha cintura. Colando meu corpo ao seu e roubando os meus lábios para um beijo avassalador.
Nos separamos para buscar o ar que não havia em nossos pulmões, pela primeira vez eu o admiro, ele estava lindo com camisa, calças e jaqueta preta. O encaro nos lábios e mordo o lábio inferior. O desejo entre nós era quase palpável. Sem mais delongas estávamos nos beijando e ele me arrastou para a cama sem que eu percebesse.
– Dimitri! Vamos perder o casamento e, somos os padrinhos! – digo tentando impor um pouco de razão a nós. Estávamos próximos demais e, quase estava retirando o que havia dito. Minha mente estava enevoada de desejo.
– Estamos com tempo! Falta uma hora! – disse ele mordendo o meu queixo e distribuindo beijinhos pelo meu pescoço. Gemi com sua doce tortura.
Suas mãos estavam na lateral do meus vestido abrindo o zíper e puxando o vestido acima da minha cabeça e jogando em cima da cadeira. Eu estava somente de calcinha. Ele admirava meu corpo, por um milagre consegui não corar violentamente. Pelo contrário, me senti mulher, me senti sua.
Minhas mãos passearam por seu abdômen e levando consigo a camisa, até tirá-la por completo. Admirei seu abdômen sarado, até puxá-lo pelo pescoço e beijá-lo.
Estávamos nos beijando quando minhas mãos criaram vida novamente e foram para a sua calça. Abri-a e abaixando-a junto com a cueca por completo. Dimitri nos virou me deixando por cima e, sentou-se. Gememos quando nossos sexos se chocaram, mesmo com eu estando com calcinha.
Como em todo Hotel há camisinhas no quarto, e as avistamos na cômoda, Dimitri esticou o braço me afastei por um instante, o vendo colocar a camisinha e admirando seu corpo. Tirei a única peça que nos separava de nos fundirmos, voltei prontamente para o seu colo, enfim éramos um só.
Sidney estava linda! Lissa, eu e mamãe estávamos em seu quarto para ajudá-la a se vestir, arrumar seu cabelo e penteá-la. Sem bem que eu estava mesmo para ser cuidada assim como a noiva.
– Tome querida, — minha mão deu presilhas azuis para Sidney. -, no casamento você precisa de algo azul, velho, novo e emprestado para dar sorte na sua nova vida de casada. O velho simboliza o passado e a continuidade, o novo representa otimismo, esperança para a vida futura, o emprestado é a felicidade que deverá ser partilhada pelo casal e o azul, a fidelidade, amor eterno e pureza. – disse ela. Lissa animada bateu palmas.
O casamento pode ser definido em três palavras: simples, divertido e romântico. Sidney entrou na capela tocando nada mais, nada menos que Elvis Presley – Love Me Tender.
Minha mão estava de braços dados com meu pai e as lágrimas corriam livremente por seu rosto. Eu olhei para Dimitri que estava me olhando, sorri, mas não um sorriso qualquer, e sim um que irradiava alegria e amor. Finalmente estamos juntos, tentando fazer com que déssemos certos. Lissa estava indo as lágrimas. Enquanto isso, Christian estava gravando e ela tirando fotos.
Saímos de lá sorrindo e brincando, leves como deveria ser quando se presencia um amor como aquele. Adrian e Sidney se veneravam! Pelo olhar que ambos lançavam um ao outro. Fomos comemorar numa boate, Abe e Janine; preferiram não ir e voltaram para o hotel para jantar e... bem, namorar.
Horas depois voltamos para o hotel. Dimitri veio para o meu quarto e nos amamos intensamente durante toda a noite, e sinceramente eu queria que não fosse diferente. Naquele quarto, eu sentia que éramos somente nós, que não existiria mais ninguém no mundo. Era tão fácil! Eu estava aconchegada em seus braços onde o via dormir tranquilamente, passavam das 11 horas.
– Roza... – disse ele com a voz rouca. – Você está me observando há muito tempo? – perguntou ele pegando uma mecha do meu cabelo e a coloca atrás da orelha.
– Há muito tempo me soa algo muito relativo... Pode ser anos, semanas, dias, horas ou minutos... Seja específico, camarada? – digo fazendo graça. – Pois, o observo há anos, semanas, dias, horas e minutos! Desde que o vi pela primeira vez e, não sei lhe dizer quando eu percebi que o amava. – disse o beijando.
– Então, saiba que eu tanto a observo há anos, semanas, dias, horas e minutos. Desde sempre! Eu sempre fora tímido, covarde e medroso. Sidney sabe há tempos de meus sentimentos por você. – eu sorri. Ela era muito boa em esconder segredos!
– Seu sorriso fazia com que eu ganhasse meu dia! Ah, o que eu não faria por esse seu sorriso torto? Ele faz com que eu entre em combustão! Você dá má fama ao amor, camarada. – digo eu citando a música do Bom Jovi.
– Ah é? – ele está em cima de mim, mostrando-me todo o seu desejo por mim. – Você com esse rosto angelical e esse corpo de mulher, é que dá má fama ao amor, Roza! – disse ele tomando meus lábios. E nos amamos mais uma vez, e cheguei à conclusão de que eu nunca sairia do seu lado. Eu pertencia a ele e, ele a mim.
“...Atingido no coração e você é a culpada
Você dá ao amor uma má reputação
Eu fiz meu papel e você fez o seu jogo
Você dá ao amor uma má reputação...”
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Nota Autora
Eu espero que você tenham gostado! Mandem seus reviews e indiquem para a minha felicidade! Demorei muito, mas enfim, está postado. Minha vida está díficil! Eu estou escrevendo essa One-Shot, desde que retornei de férias e só agora terminei. Peço desde já perdão pelos erros de português que tem. Obrigada pelo apoio de você e por me acompanharem pelo face e, quem quiser só clicar lá no final no Lin Nasct., ok?
Logo logo posto o Epílogo de Enfim Felizes! Vou às lágrimas só me lembrar que depois de dois anos estou encerrando um ciclo! Mas, enfim, obrigada pela paciência, deixe seu review, indique e curta a minha playlist inspiração!
Kissus;
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