Notas iniciais
Tempo: Idade Média
Roland narra se dirigindo a ela.
Bom, espero que gostem...
Boa leitura.

Lá embaixo, olhando para a torre onde fica seu quarto e as estrelas ao fundo, pensei se valeria a pena subir e olhar teu rosto por mais uma única vez. Há séculos a saudade (literalmente) veem me corroendo e agora estou aqui. Você estará bem?

Ainda deve sorrir da mesma forma que me deixa louco. Não posso me conter, tenho que subir.

Sem avaliar as consequências comecei a escalar a parede do castelo. Pensei nas outras inúmeras vezes que escalei a mesma e você me esperava na sacada. Agora não havia nada ali, nem você, nem ao menos as flores que costumavam ficar sobre a sacada. Aquilo parecia tão melancólico e sem vida. Quanto tempo se passou desde a última vez que meu eu do passado a viu, quantos anos? A noção me sumia a mente, agora dominada novamente pelo desejo dos seus lábios.

Você não parecia estar no quarto, à luz estava acesa, mas eu não via a sombra do teu corpo.

Eu deveria voltar, descer e encontrar Daniel, é por isso que estou aqui. Não precisamente aqui, na sacada do teu quarto. Não quero reabrir suas feridas, eu parti para o seu bem. Fui imaturo, não nego, mas você não seria capaz de aceitar. Você nunca me aceitaria assim. Passaram-se tantos séculos e eu ainda a amo. Percebi um movimento em seu quarto, já era tarde demais para pensar em voltar, você já havia me visto.

- R-Roland, você voltou? – Você pareceu não acreditar no que viu.

- Rosaline, você não mudou quase nada. – Comentei com calmaria na voz.

- Sim, já faz tanto tempo. Tu me deixaste. Por que voltou? – Disse com rudeza.

- Desculpe.

- Não se desculpe. – Me abraçou. – Estou sonhando? Já sonhei tantas vezes com esse momento, em que você estava aqui. Por que me deixou?

- Rosaline – Te distanciei. – é complicado, mas não voltei para ficar, sou um insano. – Você riu.

- Sua linguagem está tão diferente. Onde estavas?

- Para onde tenho que voltar.

- É tão complexo. – Passou a delicada mão pelo meu rosto. Estremeci.

- Rosaline, eu não deveria estar aqui.

- Não importa. Eu te amo Roland, e sempre irei te amar.

- É doloroso.

- Como nosso amor pode ser doloroso?

- Porque eu também te amo Rosaline e não existe o sempre para nós. Um dia você morrerá e a dor restará apenas a mim.

- E como sabes que não morrerás primeiro?

- Queria eu.

- Falas com tanta certeza. – Você pareceu assustada.

- A questão é que você precisa me esquecer, Rosaline.

- Jamais.

- Precisa fazer isso por você.

- Mas eu te amo. – Seus olhos estavam marejados.

- Eu também te amo.

- E então, por que não podemos?

- É tão complexo, vai alem da compreensão mortal. – Me aproximei e deixei um último beijo em seus lábios.

- Adeus Rosaline.

- Não, você não pode me deixar novamente.

- Me esqueça, Rosaline. Eu nunca existi.

- Existiu sim para mim.

- Não dificulte. – Voltei á sacada.

- Por favor, não vá. – Você chorava e eu morria por dentro.

- Me esqueça, Rosaline. – E então comecei a descer.

- Roland.

- Adeus. – Foi minha última palavra.

- Roland, Por favor...

Notas finais
Alguém gostou? Por favor Reviews...
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!