One-shot - Meu triângulo bizarro
1 Capítulo único - Meu triângulo bizarro
Notas iniciais
Minha cara amiga, fico muitíssimo feliz em ter te tirado. Pela primeira vez nossos papéis estão trocados, e você que lerá um capítulo meu, haha. Espero realmente que você goste. Sem querer fazer doce, mas já fazendo, nunca tinha escrito yaoi, então, me desculpe desde já.
Ah, antes de "revelar", quero agradecer minha sis, que meio que tentou betar esse capítulo. Esforços reconhecidos, ok Bea?
E agora, espero que a Maia Oliveira goste dessa fanfic. Pernico, para maiores de 18, assim como prometido.
Boa leitura. :D
Eu sabia que aquilo era tão errado, de tantas formas diferentes, que eu deveria me sentir a pior pessoa do mundo. Aquilo era traição. Bianca provavelmente nunca me perdoaria. Meu pai nem olharia em minha cara. Provavelmente não existia triângulo mais bizarro do que aquele que eu acabara de criar; mas tendo ele tão próximo a mim, ficava difícil raciocinar ou sentir remorso por qualquer coisa.
Antes que vocês me julguem mal, é preciso entender a situação. Acho que tudo começou quando nossa mãe morreu. Meu pai, que nunca fora do tipo “família”, afastou-se ainda mais, fazendo com que Bianca se tornasse minha referência, (apesar de termos a mesma idade). Fui me tornando cada vez mais parecido com ela, ao ponto de querer ser ela. Quando tinha doze anos, porém, meu pai mostrou que eu nunca poderia fazê-lo. Ele me chamou de coisas bem ofensivas, e disse que “preferia morrer ao ter um filho veado”. Com essas palavras, sem tirar nem por. Depois disso, eu resolvi mudar. Comecei a usar preto da cabeça aos pés. Não era o que meu pai aprovaria e chamaria de másculo, mas estava melhor do que antes. Meu pai, Bianca e eu nunca tocamos nesse assunto novamente, mas agora, quatro anos depois, eu percebi que tudo aquilo estava escondido, esperando por um catalisador. E é claro que esse catalisador tinha que ser Percy Jackson, o namorado de minha irmã.
Nós erámos da mesma turma no ensino médio, sendo que foi lá que nos conhecemos. Percy fazia aula de biologia comigo, mas nunca tinha puxado assunto antes. Até que eu comecei a reparar que Bianca começou a chegar à nossa casa toda feliz, além de ficar suspirando pelos cantos. Dois meses se passaram, e o corajoso Percy resolveu visitar a casa dos di Angelo, a fim de pedir Bianca em namoro.
Meu pai, como sempre, mostrou-se indiferente ao novo relacionamento de Bianca. Já ela, ficou radiante, ignorando totalmente nosso pai, sua opinião e seu mal humor. Eu, por minha vez, fiquei feliz por minha irmã. Nossa vida era uma merda, então ela merecia um pouco de felicidade.
O tempo ia passando, o relacionamento deles evoluindo, e Percy mostrava ser um cara cada vez mais foda (no melhor sentido da palavra). Ele era um namorado incrível, tratava minha irmã superbem, jogava videogame comigo e topava tudo que eu ou Bianca propúnhamos. Eu passei a sentir por ele um carinho muito grande, que aumentava todos os dias. Claro, naquele tempo eu pensava que esse carinho era apenas algo fraternal. Paternal, talvez, já que por ele ser o menino popular e eu o carinha tímido, eu o via como meu exemplo. Mas no fim, eu descobriria que o que eu sentia era nada mais, nada menos que paixão.
Nunca eu poderei esquecer o dia que minha amiga Thalia disse que não poderia ir comigo ao show do The Pretty Reckless comigo. Eu estava desolado em meu quarto com dois ingressos na mão, quando Percy bateu na porta.
“E ai cara, o que aconteceu?” – ele me perguntou com aquele jeitão legal e descolado que ele tinha.
“Minha amiga não pode ir ao show comigo. Bianca e ela estarão fazendo algum programa de menina, no mesmo horário. Acho que terei que cancelar.” – respondi desanimado, chateado pela situação.
“Ah, que isso cara! Estar sem sua garota não significa que você deva desistir de seus planos. Eu, por exemplo, ficarei sem Bianca, mas isso não significa “deprê”. Na real, se você quiser, vou com você. O que você acha?” – ele propôs, me deixando empolgado. Eu apenas assenti animado, recebendo um soco fraco no ombro em sinal de aprovação.
Acho que foi um dos dias mais divertidos de minha vida. Eu pulei e cantei, me sentindo livre. No começo fiquei um pouco incomodado por Percy, já que aquele obviamente não era o tipo de lugar que ele frequentava, mas ele se adaptava fácil, e mesmo não sabendo as músicas, ele pulava e me acompanhava.
“Foi divertido pra caralho, cara. Prometa-me que vamos voltar a esse show de gente maluca!” – ele gritava perto de meu ouvido, quando saímos da casa de show e íamos em direção ao carro dele.
“Pode deixar. Sempre que eu tiver ingressos, irei te chamar.” – falei satisfeito pela ótima noite que acabara de ter.
Quando chegamos ao carro, ligamos o rádio, que passava músicas péssimas. Percy sabia a maioria, e me fazia rir enquanto cantava desafinando nas músicas com letras bem bregas.
“Você não está com nada, cara.” – usei a gíria dele, o fazendo gargalhar.
“Bem original, só que não. Hei, antes de irmos para casa eu queria fazer uma coisa.” – ele disse a última frase mais seriamente enquanto se aproximava de mim. Estávamos no banco da frente do carro, o que me fazia questionar o que ele tinha de tão sério para me contar, que precisava ficar próximo a mim num lugar já confinado.
“O que é?” – questionei.
Para minha surpresa, como resposta não obtive palavras, e sim, um beijo. Eu nunca tinha beijado ninguém antes, então, tudo era bem estranho para mim. A língua que se enroscava na minha, o hálito em minha boca, a mão que colou nossos rostos... Não era ruim. Apesar de me sentir confuso, na hora eu só retribuí, fazendo exatamente o que ele fazia comigo. Encostar os lábios, abrir a boca, enrolar a língua.
Foi bom enquanto durou, mas assim que nos separamos, eu me senti esquisito. Aquele era o namorado de Bianca afinal. Ele não disse nada também, estando preso em suas próprias reflexões. Conforme seguíamos a caminho de casa, foi impossível não lembrar meu pai. Seu pesadelo de ter um filho maricas, tinha se tornado realidade? Eu era “veado”?
Essas dúvidas conseguiram me manter longe dele por um tempo, mas logo ficou difícil demais ignorá-lo. Percy frequentava minha casa, e volta e meia puxava assunto comigo, como se nada houvesse acontecido entre nós. Entretanto, eu tinha ficado muito balançado, e não conseguia agir naturalmente em sua presença. Bianca chegou a me perguntar se eu tinha brigado com seu namorado, e ordenou que eu fizesse as pazes. Mal sabia ela que na verdade tínhamos sido “carinhosos” demais.
Não vou ficar enumerando quantas vezes mais aconteceu. O fato é que os beijos entre Percy e eu continuaram, até tornarem-se coisas frequentes. Tudo muito escondido, claro. Eu odiava enganar Bianca, mas eu sabia que era impossível continuar a beijar Percy se eu contasse a verdade a ela, por vários motivos. O principal deles, é que ele não queria que ninguém soubesse que era gay. Bem, nunca conversamos diretamente sobre isso, e no fim das contas, a opção sexual dele era a última coisa que me importava. Eu estava mais interessado em nosso mais-do-que-óbvio rolo, que ele estava disposto a esconder, se possível, para sempre. Eu, porém, queria uma posição dele. Não estava a fim de esconder o jogo, então juntei todas minhas forças para confrontá-lo hoje. E eu falhei.
Isso porque ele resolveu me dar um ótimo presente hoje. Percy chegou aqui em casa com a desculpa de ver Bianca, mesmo sabendo que ela ficaria fora o dia inteiro, pois iria ajudar no aniversário de uma de nossas primas. O convidei para entrar normalmente, já sabendo que uma longa seção de beijos me esperava.
“Então, Bianca ficará fora o dia inteiro, mesmo. Quer jogar uma partida de vídeo game?” – eu perguntei, com bastante malícia, eu confesso.
“Pode ser.” – sussurrou ele em meu ouvido, me causando arrepios.
Subimos para meu quarto, adentrando o recinto e na mesma hora já começando a nos beijar vorazmente, de forma que me fez esquentar e querer mais do que simples beijos.
“Nico, eu estou confuso. Mas devo confessar que não vim aqui para ver Bianca. Eu vim aqui porque queria ver, tocar e beijar você” – Percy disse em meu ouvido, mostrando um sorriso bem sexy ao se afastar de meu rosto.
“Confusão é uma palavra bem propícia.” – foi tudo o que eu consegui dizer.
“Eu queria tentar algo. Eu nunca fiz isso antes, mas eu realmente quero tentar com você, Nico. Mas só se você quiser.” – ele pediu, de uma forma que não consegui negar. Em poucos segundos, eu estava beijando Percy, até encostá-lo na parede mais próxima.
“Também sou inexperiente. Mas para tudo se tem uma primeira vez, certo?” – respondi safado, enquanto colocava a mão na barra de sua blusa. Por instinto, abaixei minha cabeça na altura de seu abdômen, e comecei a subir sua blusa com minhas mãos, enquanto trilhava com a boca o mesmo caminho.
Assim que terminei de tirar a peça, fiz o caminho de volta, e acabei encontrando ele com a calça aberta e o membro já para fora da cueca, envolto em suas mãos.
“Não acha que está indo rápido demais?” – perguntei colocando minha mão sobre a parte descoberta de suas extremidades, o fazendo gemer pelo contato direto. Nem hesitei na hora de começar a movimentar meu braço, a fim de proporcionar um pouco de prazer para ele.
“Tem razão. Vamos dar uma desacelerada.” – ele disse, retirando minhas mãos de si, enquanto me empurrava para o meio do quarto e tirava minha blusa.
Ele jogou seu sapato longe, enquanto eu sentava na cama, e me abaixava para tirar meus tênis e calça. Quando eu me ajeitei sentado novamente, ele enfiou seu pênis em minha cara, deixando bem claro qual era sua intenção. Eu sabia como bater punheta, pois já tinha feito. Mas nunca tinha chupado nada em toda minha vida. Coloquei então minhas mãos na base de seu membro, punhetando enquanto chupava a cabeça. Não demorou nada para ele querer mais e guiar a velocidade que ele queria, me agarrando pela nuca.
Por minha vez, eu estava gostando demais daquilo, e acabei com a mão em volta de minha ereção, a fim de me satisfazer. Eu ia cada vez mais fundo com minha boca, e cada vez Percy gemeu mais. Até que ele afastou minha cabeça de seu membro, e começou a se punhetar, igualmente eu estava fazendo.
“Tira a cueca, e me mostra seu cuzinho, Nico”. – ele pediu, e eu fiz sem hesitar. Se eu tivesse pensando, provavelmente eu teria parado para pensar. Mas naquele momento eu estava tão excitado que não me importava com mais nada. Não queria saber se iria doer. Se eu nunca tinha feito aquilo. Só queria ter mais prazer, e eu sabia que Percy podia me dar.
Enquanto estava de bruços, continuei a massagear meu pau, quando de repente senti um líquido escorrer pela entrada do meu cu e minhas coxas. Percy tinha gozado.
Eu confesso que fiquei meio decepcionado, mas a decepção passou assim que eu senti um de seus dedos adentrar meu buraco, enquanto suas mãos substituíam as minhas. Tudo o que eu sabia fazer era gemer loucamente. Mesmo colocando dois dedos na minha bunda, eu estava achando ótimo, foi um pouco incômodo no começo, mas eu não diria que chegou a ser doloroso.
“Eu preciso da sua ajuda” – pediu Percy em meu ouvido, enquanto tirava seus dedos de mim. Quando me virei, vi seu pau novamente, e entendi seu pedido. Voltei a chupá-lo, até que ele estivesse duro novamente. Assim que ele se sentiu pronto, e tirou a minha boca de seu pênis, eu esperava que ele fosse diretamente para meu cu.
Para minha surpresa, porém, ele se abaixou, indo em direção ao meu pau, me chupando enquanto me punhetava. Não durei nem alguns minutos, e logo gozei, sem nem conseguir avisá-lo.
Ele mal esperou eu me recuperar, senti meu corpo sendo virado e invadido. Aquilo tinha doído. Ele colocava devagar, mas mesmo assim, eu gemia de dor. Ele começou a massagear minhas bolas, fazendo com que eu relaxasse um pouco, mas mesmo assim era difícil aceita-lo totalmente. Não sei quanto tempo demorou, mas depois de certo tempo finalmente comecei a sentir algum prazer com as bombadas que ele dava em mim. Logo ele começou a ir mais rápido, até chegar em seu clímax ainda dentro de mim, fazendo com que escorresse por minhas pernas. Percy continuou me punhetando, até que eu atingisse um orgasmo também, o que não demorou muito.
Deitamos então atravessados na cama, aproveitando aquele momento de letargia após o prazer.
“E agora?” – eu perguntei quando a realidade caiu sobre mim.
“Hã?” – questionou Percy, ainda letárgico devido ao orgasmo. Ou pela lentidão característica dele.
“E agora, Percy, o que a gente faz?” – questionei novamente, recebendo um olhar perdido. Tudo estava muito bom, mas eu precisava ser realista. – “Traímos Bianca. Transamos. Nos envolvemos. E... E sinceramente, doeria muito deixa-lo agora.” – confessei jogando todos os meus medos e preocupações. Ele suspirou alto, enquanto se virava para mim, me encarando docemente.
“Vamos pensar primeiro positivamente. Você não está grávida.” – ele fez aquela piada horrível e de péssimo gosto, me fazendo revirar os olhos. – “Mas falando sério agora, eu não posso te prometer muita coisa. Gosto muito de você, Nico, mas não estou pronto para me assumir ainda. Prometo terminar com Bianca ainda hoje, se isso te fizer feliz. Podemos contar a ela, se você confiar. Mas por hora, isso é tudo que eu posso dar.” – completou ele.
“Por hora, posso conviver com isso. Se pudermos continuar com isso”. – eu disse apontando para nossos corpos nus.
“Quem disse que eu pretendia parar?!” – respondeu ele, com um sorriso sacana no rosto.
Não resolveríamos nada naquele dia. Na verdade, aquele era apenas o primeiro degrau de uma grande escadaria que teríamos que subir para ficarmos juntos. Mas no fim, eu estava disposto a passar por qualquer coisa, se eu tivesse a oportunidade de ficar com ele.
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