One more try

4 Capítulo 4


Notas iniciais
Esse capítulo foi um dos melhores que escrevi e é a partir de agora que a fanfic vai ficar mais emocionante, então vamos lá!

– DUAS SEMANAS DEPOIS —

A,

Duas semanas desde que eu havia saído daquele maldito hospital. Culpava-me cada segundo por ter me deixado levar pelas palavras dele. Eu o escutei e simplesmente fui tranquila. Não queria sofrer e sabia que de uma forma ou de outra, se eu estivesse com ele, não teria saída.

Estava no Studio, planejando as aulas de toda a semana pra depois ficar descansada e não ter muito o que fazer. O único problema era que a minha cabeça doía e eu não estava em condições de continuar com aquilo. Levantei-me e fui em busca de um forte café, pra tirar todos esses pensamentos sobre ele da minha mente.

— Angie! – Eu estava de costas para a porta e escutar aquela voz rouca chamando pelo meu nome era como estar no paraíso.

— German. – Falei tão baixo que cheguei a pensar em repetir, mas não o fiz.

Virei-me com a xícara na mão e observei ele fechar a porta devagar. Estava lindo. O cabelo tinha crescido um pouco e usava um suéter vermelho com uma calça jeans escura que parecia combinar perfeitamente com os sapatos sociais que calçava. Casual e elegante. Não sei o que ele fazia para me deixar daquela forma, mas eu o observava boba, morta de amor.

— Angie.. – Percebi que ele chamava a minha atenção e rapidamente organizei meus pensamentos.

— Sim, é... O que? Aconteceu algo com a Violetta? – Tentei soar firme.

— Não. Ela está bem, é que eu acho que nós dois precisamos conversar. Sobre o que aconteceu no hospital, sobre o que aconteceu antes do hospital e sobre a Priscila.

— Por que você sempre tem que falar dessa mulher na minha frente? – Senti que eu tinha aumentado o tom de voz.

— Tranquila. Eu apenas estou comentando que... Preciso que você faça alguma denúncia. – Ele se aproximou.

— German... Por favor. Eu estou bem. Foram alguns arranhões. Nada mais que isso.

ESCRITORA,

Ele sorriu da forma que ela falava que não tinha sido nada mais que alguns arranhões e passou a mão pelo cabelo, como se estivesse nervoso por algo.

— Você precisa me perdoar.

Ela escutou aquelas palavras e rapidamente a raiva chegou pra acabar com todas as esperanças que ela tinha de ficar calma ou levar tudo na boa conversa.

— Perdoar você? – Riu em tom de sarcasmo. – Eu não preciso perdoar você, German. Eu preciso suportar você. Porque você ainda é meu chefe, ainda é o pai da minha sobrinha.

— Então eu sou apenas isso pra você? – Sussurrou e deu dois passos na direção dela, ficando mais próximo.

— Sim, German. Você é apenas isso. O que mais poderia ser? – Tentou soar o mais fria possível, mas pareceu não conseguir.

Ele se aproximou mais e ela engoliu em seco, sentindo sua respiração acelerar e seu corpo não obedecer mais a ela. Ela não recuou, não se afastou, não fez nada. Ficou apenas ali, encarando-o tão de perto.

— Você sabe que em algum momento houve algo entre nós dois. – Ele sussurrou tão próximo que seus narizes se tocaram e ela conseguiu sentir o hálito forte e chamativo da boca daquele homem tão sensual.

— Por que você está fazendo isso comigo? – Perguntou quase implorando que ele se afastasse. Estava nervosa e não queria se entregar.

— Não sou eu quem está fazendo algo aqui. Você não me quer e isso está me deixando louco, Angie. – Segurou as mãos dela enquanto falava.

— Você quer que tenha algo entra a gente? Então lute por isso, porque eu não vou te perdoar de vez.

Terminada a frase, ele a beijou com paixão, com calor e com toda a raiva que sentia por amar tanto aquela mulher, por desejar tanto que ela estivesse em sua cama e em sua vida, sendo mais que apenas uma governanta e uma tia para a sua filha. Queria saber quais eram os seus mistérios e decifrar todos. Queria amá-la com todo o amor que possuía.

Angie se entregou por completo no beijo, deixando que ele a puxasse para perto, colando suas cinturas e pondo uma das mãos em seu rosto para não deixar ela se separar. O beijo ficou mais intenso e ela sentiu seu corpo estremecer por completo quando suas línguas se tocaram e mesmo com tanta fúria de não se separarem mais, ele a beijava com cuidado, esperando até que não aguentassem mais para se separar.

— German.. – Sussurrou e logo em seguida, soltou um baixo gemido, causado por uma mordida sensual em seu lábio. Ele estava perdido naquele contato tão intenso que os dois estavam tendo. Estava perdido no beijo, na sua excitação crescendo cada vez mais e perdido na vontade incontrolável que sentia de ter ela para ele. Queria passar o dia inteiro escutando aquele gemido de prazer, era desesperador que os dois estivessem no Studio. Não podiam fazer mais nada, só aproveitar aquele momento ao máximo.

— German, por favor... – Sentiu sua voz falhar.

Ele parou com o contato entre suas bocas e desceu os beijos lentos para o pescoço dela, sentindo que suas mãos acabaram o apertando com força, quase cravando as unhas em sua pele. Sorriu mentalmente ao ver o que estava causando nela e a abraçou calmamente, percebendo que estava segurando quase todo o peso do seu corpo, porque ela estava trêmula, estava nervosa e quase tão excitada quanto ele, podia sentir pela respiração acelerada em seu pescoço.

— Você está bem? – Sussurrou enquanto a segurava pela cintura.

— Sim. – Respondeu com um tom de voz quase inaudível.

E ali, naquele momento, ele soube que a queria mais que nunca. Ele precisava estar com ela, ter mais que abraços e beijos aleatórios. Ele percebeu que não precisava de mais nada para o momento, só saber que ela ainda o amava. Mas a sua maior vontade era de tirar ela dali e torná-la sua.

— Obrigada. – A voz dela novamente o tirou daquele transe em que se encontrava.

— Pelo quê? – Perguntou confuso e teve que a olhar nos olhos, afastando-se só um pouco.

— Por não desistir de mim, por me amar e por me mostrar isso.

Notas finais
Desculpa a organização nos parágrafos, estou postando pelo celular.