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5 Capítulo 5


Notas iniciais
Esse capítulo pra mim foi o melhor, então aproveitem! Boa leitura.

Ele continuou observando todos os movimentos que ela fazia com os lábios enquanto falava.

— Eu sei que as coisas entre nós dois estão complicadas, mas.. O problema é que quando você me beija, tudo parece ser resolvido.

— Eu posso te beijar pra sempre, então. – Sussurrou encostando seus lábios novamente nos dela.

— German... E a viagem pra Sevilla? – Angeles parou o beijo e o olhou nos olhos.

— Ah, caramba. Eu esqueci de avisar, ficou tudo pronto pra amanhã, já que tivemos de mudar a data por causa do seu acidente.

— E os alunos já estão informados, certo?

— Sim, já estão todos preparados. Pode ficar tranquila.

— DIA SEGUINTE, SEVILLA –

— Já que estão todos prontos e instalados em seus devidos quartos, o que acham de irem conhecer um pouco a cidade? Lembre-se de que todos devem estar aqui mais tarde para descansar. – German dava todas as indicações ao lado de Angie, ambos excessivamente preocupados.

Observaram os alunos sairem rapidamente, cada casal para um lado específico e ficaram parados, olhando para um ponto fixo que nem mesmo eles sabiam qual era.

Não tinham tido tempo pra falar do que acontecera no Studio um dia antes e agora que tinham, não queriam. Os dois estavam com medo de acabarem falando algo que irritasse o outro ou os levassem para uma briga.

Escutou-se a voz de German:

— É... O que você acha de irmos jantar? O restaurante do hotel é um dos melhores da cidade.

— Está me convidando para jantar com você, Senhor Castillo? – Perguntou em tom sarcástico, segurando a risada.

— Se você quiser interpretar assim, pode ser. Então sim, eu estou te convidando para jantar comigo, Senhorita Carrara. O que me diz? – Estendeu a mão na direção dela.

— Hum... Está bem. Vou lhe dar essa chance. – Sorriu enquanto falava e segurou sua mão.

— RESTAURANTE –

Após o jantar, as taças de vinho acabaram por ultrapassar o limite da sobriedade de ambos, fazendo com que a conversa que antes focava no show dos alunos partisse para um elevado nível de intimidade.

— A minha primeira vez foi com a minha melhor amiga. Eu ainda estava começando a faculdade e foi muito estranho, de verdade. – Ele bebeu o restante do vinho que banhava o fundo da taça de vidro e riu ao lembrar do que vinha em sua mente.

Angie apenas conseguia rir ao escutar aquelas histórias sobre as primeiras paixões do famoso German Castillo e enquanto isso, bebia seu vinho um pouco mais rápido que ele, o que acabou resultando em uma leve dor de cabeça.

— E a sua primeira vez, Angeles? – Ele a olhou com certa curiosidade.

— Também foi com o meu melhor amigo. – Sussurrou com vergonha, mesmo depois de tanto vinho.

— E foi bom? – Atreveu-se a perguntar.

— Foi confuso, mas eu diria que está mais pra razoável. – Soltou uma risada lembrando.

— E depois? Ele continuou sendo o seu melhor amigo? – Encheu novamente as taças com a garrafa de vinho tinto que já se encontrava quase seca.

— Ele continua sendo meu melhor amigo até hoje, German.

Ele sentiu seu punho fechar com força, involuntariamente. Sentiu a garganta ficar secar, os olhos fecharem e o corpo estremecer.

— Pablo. – Sussurrou o nome dele quase com ódio.

— Pablo. – Repetiu ela, enquanto encostava sua taça nos lábios rosados para saborear mais uma vez o vinho que tanto a atraia.

— Eu preciso ir. Estou cansado. A conta vai ser mandada para o meu quarto. Boa noite.

German levantou-se rapidamente e entrou no elevador, deixando para trás uma Angie confusa e nada sóbria.

Ele encostou o corpo na parede do elevador e pôs as mãos nos bolsos da calça social. Respirou fundo algumas vezes e fechou os olhos. Ele já havia tocado nela, já conhecia sua intimidade e mesmo assim, eram amigos. Uma onda de curiosidade tomou conta do seu corpo e passou a mão pelo cabelo, tentando se acalmar e deixar de lado esses pensamentos que tanto o atormentavam no momento.

Entrou no quarto apressado, em busca de alguma bebida que o fizesse esquecer de tudo o que tinha acabado de saber. Encontrou um whisky fechado e acabou abrindo para em seguida, encher completamente um copo com o líquido extremamente forte. Sabia que misturar bebidas não iria resultar em algo bom, mas tinha que fazer.

Tirou os sapatos e folgou a gravata, dando origem a um German extremamente sexy. E bêbado.

Quando já estava na metade do copo, escutou alguém bater na porta.

— Não preciso de serviço... – Antes de terminar a frase, Angie entrou um pouco desajeitada e ele percebeu que por descuido, não havia trancado a porta. Talvez tudo por culpa da bebida. – O que você está fazendo aqui?

— Eu vim pedir uma explicação. – Pôs as duas mãos na cintura e parou de frente para ele, que estava sentado no sofá.

— Eu te fiz alguma coisa? Não. Por que eu daria uma explicação? – Bebeu mais um pouco do whisky e a olhou nos olhos.

— Você me deixou sozinha, German. – Bufou e revirou os olhos.

— Você mereceu. – Desviou o olhar do dela e observou como as veias da sua mão saltavam.

— E você é um idiota. – Cruzou os braços e o encarou quase querendo arrancar a cabeça dele pra fora do corpo. – Você me pediu pra falar com quem tinha sido a minha primeira vez e eu respondi. Foi com o Pablo. E quer saber? Eu menti, porque não foi razoável, foi muito bom.

— Cala a boca. – Deixou o copo de whisky no móvel ao lado do sofá e levantou-se devagar. Aproximou seu corpo do dela e a olhou nos olhos. – Você não sabe o que é bom, Senhorita Carrara.

Ele estava calmo. Falava pausadamente e com um tom sensual na voz, causado pelo excesso de álcool.

— E por que não, German? Por que eu não sei o que é bom?

Os dois olhavam-se nos olhos e perceberam que quase não havia mais distância entre seus corpos. Ela estava alterada, continuava com raiva dos comentários que ele fazia.

— Porque você ainda não fez amor comigo.

Dito isso, ele juntou seus lábios e a puxou para mais perto pela cintura, acabando com qualquer distância que os separavam. As mãos de ambos estavam determinadas a tornar aquele momento ainda mais excitante e apaixonado, acariciando o corpo do outro da forma mais desesperada possível. Tinham certeza de que não queriam o fim daquele beijo nem tão cedo e só conseguiam escutar os seus corações batendo forte. No começo do beijo, os lábios estavam trêmulos, como se nunca tivessem se tocado. O hálito forte do whisky se misturou com o sabor leve do vinho e isso acabou por fazer com que tudo tomasse outro rumo. O beijo, que antes focava na necessidade das bocas de estarem juntas, agora estava cada vez mais intenso, fazendo com que as língua se tocassem e logo surgisse um gemido de um deles. Angeles estava entregue. Entregue aos beijos, aos braços e ao amor dele por completo.

Ele a segurou pela cintura e encostou seu corpo na parede, pressionando seu corpo contra o dela.

— Seu cheiro é um vício pra mim, meu amor. – Ele sussurrou e iniciou um caminho de beijos lentos desde o pescoço dela até o decote do vestido estampado.

Angie não conseguia mais pensar direito, porque naquele momento, só conseguia sentir. Seu corpo estava queimando de prazer e sabia onde aquilo iria parar. Queria ser amada por ele e mesmo que não estivesse bêbada, tinha certeza de que aquela também seria a sua vontade. Observou-o enquanto lhe dava beijos por todo o pescoço e apoiou as mão em sua gravata, que foi retirada lentamente, até ser atirada no chão com certa sensualidade. Aquela cena deixou German completamente excitado. Não conhecia aquele lado dela e agora, mais que nunca, sabia que iria gostar. Olhou seu corpo com prazer e tirou o vestido dela com agilidade e sem demora. Ao observar aquele corpo, sentiu o seu estremecer e algo crescer dentro de sua calça, fazendo com que seu desespero em levar ela para sua cama, aumentasse.

Deixou-se levar pela pele macia que se encontrava com seu corpo e fechou os olhos, voltando a colar sua boca na dela. Enquanto a beijava, começou a acariciar seu corpo com ambas as mãos e sentiu ela morder seu lábio com certa força e sorriu. Estava tão perdido naquela sensação de prazer e amor que nem lembrava qual tinha sido a última vez que sentira tudo o que estava sentindo.

Ela o empurrou até fazer ele sentar no sofá, surpreso com tanta sensualidade. Seus olhos faiscaram de prazer ao vê-lo morder o lábio enquanto ela desabotoava sua camisa e tirava seu terno. Apoiou suas mãos no sofá ao redor da cabeça dele e sentou em seu colo lentamente, deixando escapar um gemido baixo ao sentir o volume na calça dele.

— O que você está fazendo comigo, Angeles? – Ele sussurrou, acompanhando o gemido dela e fechando os olhos.

— Ainda nem começamos.

Ele sorriu ao escutar aquelas palavras e apoiou suas mãos na sua cintura dela, que tirava sua camisa e em seguida, descia a atenção para arrancar o cinto que tanto atrapalhava. Ele percebeu tudo que estava prestes a acontecer e a pegou no colo, levando-a até a cama e deitando por cima, começando a beijar todo seu corpo. Ela se apressou em desabotoar sua calça e puxar a cueca junto, liberando absolutamente toda a pressão que estava presa e voltou a juntar suas bocas ao sentir que ele já estava tirando seu sutiã. Mesmo que os movimentos fossem lentos, eles não conseguiam acompanhar.

German abriu um leve sorriso de admiração ao ver os seios expostos dela, deixando uma sensação maravilhosa tomar conta de seu corpo, até não suportar mais tanto prazer dentro de si. Abriu o preservativo que tinha pego no móvel ao lado da cama e pôs em seu membro. Arrancou-lhe o único pedaço de pano que impedia o contato entre os dois e a penetrou de vez, liberando gemidos e a fazendo inclinar a cabeça para trás, quase gritando. Ela estava excitada demais para pensar e acabou segurando nos braços dele que estavam apoiados na cama para segurar seu corpo enquanto estava por cima dela. Ele a olhou nos olhos e buscou alguma indicação de que ela não havia gostado daquele primeiro momento, mas o único que encontrou foi a sensação de que ela queria mais. Apoiou seus braços mais firmes na cama e começou com os movimentos de forma lenta e profunda, enquanto a beijava com paixão e segurava em sua mão, entrelaçando seus dedos aos dela. Estavam começando a suar e ele começou a acelerar os movimentos, sem deixar de beijar os lábios dela que se encontravam abertos não só para estarem juntos aos deles, mas também para liberar os gemidos que ela tanto necessitava para conseguir aguentar tudo que ele lhe estava causando.

Encostaram suas testas e ela sentiu que estava chegando ao ápice. Segurou-se nas costas dele e gemeu alto quando chegou ao orgasmo. Ele continuou por alguns segundos e gemeu em seu ouvido quando sentiu seu corpo se desmanchar em prazer.

Jogou-se para o lado e tentou se recuperar aos poucos, ainda ofegante. Ambos estavam felizes, principalmente porque depois daquilo, colocariam toda a culpa na bebida.

Notas finais
Desculpem-me qualquer erro, eu estou em época de provas, aí me complica um pouco