One last dance
3 Entre a Vida e a Morte
Notas iniciais
Pov Dez
Cara, o Austin só pode ter pirado de vez. Dessa vez tenho certeza absoluta que ele passou dos limites. Que idéia é essa de ir atrás da menina do hospital? Ela nem deve lembrar quem é ele, nem de onde ele vem. Várias dessas perguntas atordoam meu pensamento.
– Tá pensando em que, Dez? — Austin fala bagunçando seus cabelos.
– Estou analisando sua idéia, e cheguei a conclusão que é... L-O-U-C-U-R-A! -
Falo com um tom irônico.
– Olha Dez, eu não quero saber da sua opinião, eu só sei que irei até o fim, e não irei desistir. — Austin fala com certeza.
Saímos do quarto de Austin, e passamos pela sala, e pude ver Tia Mimi, apenas parei e falei com ela.
– Tiaaaa, a senhora tem que impedir o Austin, ele pirou de vez. — Falo rápido e ofegante apontando para o Austin.
– Ãn?, não entendi do que se trata Dez. — Tia Mimi falou confusa.
Pude ver Austin me olhar furioso, me fuzilando com seus olhos.
– Nada mãe, nada não. — Austin fala me puxando.
– Tia, o Austin pirou, ele colocou na cabeça que tem que ajudar uma menina do hospital chamada Ally que está em coma profundo, ele pensa que ela é aquela menina da foto que está no seu quarto. -Pude ver Tia Mimi, ficar nervosa e com um olhar de desdém.
– Olha Austin, a Ally nem deve mais estar por aqui. Esquece isso, isso deve ser algo da sua cabeça. E você nunca se interessou por ela, porque se interessar agora?
– Olha mãe, é a Ally sim, eu sei que é ela, e não, não dá pra esquecer isso. Eu sempre me interessei por ela, só você e o papai que nunca perceberam isso, e eu nunca entendi porque nós separamos, nunca entendi porque ela não voltou mais aqui, nunca entendi porque você não a chamava mais para comemorar meus aniversários. Mãe, só você e o pai que não perceberam isso, mais eu amo a Ally, amo ela desde que quando éramos crianças, desde quando brincávamos. E eu sinto muita falta da risada dela, do seu choro quando caía, sinto falta dos seus abraços. Sinto falta dela por inteira, quando eu era uma criança eu não podia ir atrás dela, mais. já que cresci a minha decisão é de ir atrás dela, cuidar dela. — Austin fala com seus olhos marejados, e fixa o olhar na sua mãe, que o olha sem reação.
– Faça o que você quiser, mais quando voltar teremos que conversar, mocinho! — Tia Mimi fala e volta sua atenção para a televisão.
Eu e Austin saímos, seguimos até o hospital, decedi ir com ele, para ajudá-lo nessa loucura.
Pov Austin
Não acredito que acabei de bater de frente com minha mãe, que falei tudo o que eu sentia pela Ally, não acredito. Mais foi bom ter falado, foi bom ter me livrado desse peso. Eu e Dez, estávamos no carro em pleno silêncio desde que saímos da minha casa. Então, ele resolve quebrar.
– O que iremos fazer quando chegar lá? — Dez fala sem tirar o olho da janela do carro.
– Ah, iremos até o quarto dela, quero conversar com ela.
– Hmm, então tá.
Chegamos ao hospital, e falo com a senhora encarregada da sala de espera.
– Por favor, queria saber se a paciente Ally, está recebendo visita. — Falo encarando-a.
– Sim, ela está mais, você não poderá entrar pois não é da família. Me desculpe. -La fala sem tirar os olhos do computador.
– Olha, eu só queria ajudá-la, eu quero a visitar, pra saber mais sobre ela, eu quero ser o doador dela, e pra isso tenho que saber se os nossos sangues são compatíveis, certo?
– Sim, o senhor está certo, mais terá que ser uma visita rápida pois ela teve uma recaída hoje pela manhã. Ela agora está no quarto 305. — A mulher fala me ensinando o caminho que devo seguir.
– Obrigado! — Falo saindo. — Vamos Dez!
Dez se levanta da cadeira e segue comigo até o quarto 305.
Ao chegar nele pude ver uma Ally pálida, mais pálida do que tinha visto pela manhã.
– Noossa, essa é a famosa Ally? — Dez fala a olhando.
– Sim, espero que sim. — Falo segurando a a mão dela.
– Ela mudou muito, ta mais branquinha. Ela ta precisando de um bom bronze, me lembra de quando ela sair daqui, para eu poder a convidada para ir a uma praia. – Dez fala com seu jeito brincalhão de sempre.
Então Dez se senta na poltrona do quarto e me observa a conversar com a Ally.
– Ally, estou aqui, eu estou com você novamente, desculpa a demora, mas finalmente estamos juntos, e prometo que dessa vez será para todo o sempre. — Falo segurando sua mão.
Pov Ally
Mais uma lembrança invade meu pensamento, uma lembrança do aniversário do Austin de sete anos, quando éramos pequenos, ele sempre teve raiva de ser mais novo que eu três meses.
– Parabéns Austin, finalmente estamos com idades iguais. — Falo rindo e abraçando ele.
– Nossa, você me abraçando? — Ele fala rindo.
– Ah, não se acostuma não, que só é dessa vez. — Falo saindo, mais ele pega na minha mão, e me olha nos olhos, e ficamos assim nos encarando. Até a Trish chegar.
O pensamento fica meio turvo na minha mente, começo a escultura barulhos de aparelhos, e ouço a voz de um garoto, que parece bem conhecida, confesso que tentei abrir meus olhos para olhar ele, mais. não consegui, enquanto eles estavam saindo segurei a sua mão.
– Você viu isso Dez? — O garoto fala com um tom de animação.
– Sim, Austin, eu vi, agora temos que ir embora, depois você volta, já está ficando tarde, ainda temos que ir até a casa da sua namorada a busca la.
Percebo que eles saíram do mesmo local que estou. E comecei a ficar feliz, quando eu pode escutar aquele nome "Austin", confesso que fiquei muito feliz, confesso que meu coração parou por um segundo de tanta felicidade, mais pude ver meu coração parar mais agora por tristeza. Ele é de outra, ele tem outra. Ele ama a outra. Meu coração parou, e dessa vez parou de vez. Parou para nunca mais bater. Ainda pude ouvir gritos de uma enfermeira chamando o médico, mais é isso. Chegou minha hora.
Pov Dallas
Ouvi uma enfermeira me chamar falando que minha paciente estava entre a vida e a morte.
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