One last Dance and One last song
4 I don't have choice
Notas iniciais
Pov Austin (7 anos atrás)
—Você tem muitas músicas legais!- disse Alexa enquanto analisava atentamente minha coleção de CDs organizados em uma estante acima da minha cama.
Ri sem graça. Mas que droga! Já fazia uma semana que eu e Alexa tínhamos começado a conversar e ela ainda me deixa nervoso...mas eu não posso evitar. Quando olho aqueles olhos doces e escuros e aquele sorriso espontâneo, eu fico todo besta. Austin não seja covarde!
—É...meu pai sempre comprou muitos CDs pra mim. — comentei md colocando ao seu lado. Ela me olhou curiosa.
— Pois é. Não consigo imaginar você comprando para si mesmo As Melhores Músicas Clássicas. — Alexa riu sarcástica enquanto se esticava para pegar o CD de música clássica o qual eu não faço a menor ideia do porque meu pai achou que eu iria gostar.
—Ah é?! Acha que não posso bancar o culto e sério e ouvir uns solos de violoncelo? — fingi indignação.
—Não mesmo.
Arqueei as sobrancelhas e peguei o CD da sua mão. Fui até minha mesa no canto do quarto, liguei o rádio e coloquei pra tocar. O som de violinos e cellos encheram o ambiente.
—Viu só?! Essa peça é a minha favorita. — Na verdade eu não fazia a menor porcaria de ideia de que música era aquela.
—Oh. Como ela se chama? — Alexa fingiu seriedade, mas eu podia ver o deboche estampado na cara dela. Merda ela ficava linda debochando...
—Solo para violoncelo. — falei a primeira coisa que passou pela minha cabeça.
Ela riu enquanto se sentava na minha cama. Nossa o som da risada dela parece algo sagrado.
—Tenho certeza que os músicos clássicos apelidaram Área da Quarta Corda em D maior de Solo para violoncelo. Ignorando o fato de que o violino faz o solo. — ela disse divertida.
Andei lentamente em sua direção ficando a sua frente. Ela olhou para cima e seus olhos encontraram os meus.
Usando a coragem a qual nem sabia que eu tinha, peguei suas mãos e a puxei para cima, fazendo-a ficar de pé. Ela me encarou, a seriedade tomando suas feições junto com a expectativa. Enrolei um braço envolta da sua cintura e peguei sua mão com o outro. Puxei-a para mais perto fazendo nossos peitos se encostarem.
Fiquei inebriado com o cheiro dela, com o calor dela. Lentamente comecei a me mover, convidando-a para dançar comigo. Ela se movia graciosamente, concentrada. Nossos olhares nunca se desgrudavam.
Alexa era incrível. Confiante, brilhante e cheia de energia. Quente como um dia de sol. Desde que começamos a nos falar há uma semana após o "incidente" causado por Griffin, descobri que ela é ainda melhor do que eu pensava. Linda e única.
Quando a música acabou, Alexa me olhou com seus olhos cheios de calor e me abraçou. Envolvi meus braços ao redor de sua cintura fina e inalei seu perfume.
—Posso não entender de música clássica. Mas acho que não sou tão ruim dançando. — sussurrei. Senti-a sorrindo contra o meu pescoço.
—Não, não é.
Pov Ally (Presente)
Eu fico pensando se ir para a forca faz você sentir uma sensação semelhante.
Enquanto Troy e Robbert me carregavam para dentro do prédio, os seguintes pensamentos vieram a minha cabecinha oca.
Primeiro: Por que diabos eu ainda não tinha dado o fora? Segundo: Por que eu não disse simplesmente "Não"? Talvez a vontade de arrumar um emprego e salvar meu irmão é maior do que o medo. Porém haverá outros empregos, certo? Não precisa ser necessariamente esse...o qual eu ainda nem sei direito do que se trata Senhor!
Assim que adentramos o prédio, senti cheiro de riqueza. Trabalhei como faxineira na casa de uma senhora rica há alguns anos atrás, e posso dizer que esse lugar cheira a perfumes caros e hortelã.
Meu queixo caiu quando olhei em volta e vi que eu estava em um lugar semelhante a um palácio. Quadros gigantes e esculturas modernas preenchiam os corredores e as pessoas vestidas com roupas que deveriam custar meu fígado.
Acho que estou mal vestida.
Paramos em frente a um elevador. Trish entrou na frente, os rapazes e eu fomos logo em seguida. Trish checou seu relógio e fez uma careta.
—Hmm. 20 minutos atrasados. Acham que Austin vai notar? — Perguntou a latina.
Troy e Robbert riram relaxados.
—Se ele não tiver sofrido um infarto, talvez não. — Troy disse me lançando um olhar de quem estava assistindo ao mais interessante programa de TV.
Trish deu de ombros. Ela me examinou de cima abaixo e fez uma careta.
—Minha filha você está um regaço! Dios mío!
Me encolhi enquanto ela abria sua bolsa e remexia procurando algo. Tirou de la um frasco cinza, derramou um creme em suas mãos e passou nos meu cabelos. Suas mãos habilidosas ajeitavam meus cachos. Depois de parecer satisfeita com o trabalho, guardou o creme e tirou um pó de arroz da bolsa, tossi quando ela espalhou no meu rosto.
Depois de pequenas camadas de blush, gloss labial e rímel, Trish se aquietou enquanto saíamos do elevador.
—Acho que basta por enquanto. — Ela concluiu.
Seguimos por um corredor grande, as paredes de vidro me fizeram ver L.A em primeira mão do alto do prédio.
Nós quatro paramos na frente de uma porta de madeira grande. Trish colocou a mão na maçaneta e olhou para mim.
—Pronta?
Será que estou?
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