One day to change several
1 "How much you wanna risk?"
Notas iniciais
Vou confessar que estou nervosa em postar essa fanfic. Quem me conhece, sabe que eu só escrevo Solangelo, então essa é a minha primeira fic com outro casal. ESTOU COM MEDO!
Peço desculpas já por qualquer coisa, não percam a fé em mim .
Bom, acho que não tenho mais o que falar rs. Boa leitura. Espero que gostem desse primeiro capítulo ❤️
??”monogatari
— Volte sempre! – falou Percy entregando uma sacola repletas de HQ’s, para talvez, o último cliente do dia.
Quinta-feira, 17 horas. Tudo o que Percy mais quer é ir para casa, vestir seu pijama e maratonar alguma série ou ler algumas das suas HQ's. Hoje, para seu azar, um dos funcionários da loja teve que faltar devido a problemas de saúde. Ou seja, mais trabalho para Jackson.
Não que isso o incomodasse, trabalhar na única loja de quadrinhos e action figures na cidade, é emocionante, ainda mais para ele, um fã desse universo. Só que, o dia em questão é mais um daqueles em que ele acorda desanimado.
Percy desde que nasceu, morou em uma pequena cidade no sul do Texas, chamada Galveston. Nunca viajou ou visitou outra cidade, apenas memorizou cada lugar que um dia gostaria um dia ir.
Apesar de possuir alguns pontos turísticos, Galveston só era movimentada nas férias de verão, fora isso, a cidade ficava mergulhada em um silêncio perturbador. Sendo assim, a vida de Percy depois de ter entrado na faculdade, ficou calma e padronizada.
Com 18 anos começou a trabalhar na loja e, dois anos depois, ingressou na faculdade da cidade cursando História. Com a sorte de ser bolsista e economizando cada centavo do seu salário, com 19 anos conseguiu se mudar da casa da mãe para morar sozinho. Então, basicamente sua rotina era estudar de manhã, trabalho a tarde e usar as poucas horas que restavam do seu dia para ver algum episódio de uma série ou dormir.
Ia voltar a ler a sua HQ do Flash que estava aberta em cima da bancada quando o sino da porta da loja balança indicando que alguém havia entrado.
— Boa tarde, Percy.
Jason, seu amigo da faculdade, entra na loja e acena para Percy que faz o mesmo com a cabeça. Ele é um pouco maior que Jackson, de tal maneira que apenas uma fita métrica consegue perceber essa diferença. Possui cabelos loiros, olhos azuis e uma pequena cicatriz perto da boca, na qual adquiriu quando tentou, acidentalmente, comer um grampeador quando pequeno. Crianças.
— Teve bastante movimento hoje? – disse seu amigo se apoiando na bancada.
— O de sempre. Quer alguma coisa em especial? – diz Percy passando as páginas da HQ sem prestar atenção na história, já que era a quarta vez que estava lendo.
— Na verdade, vim fazer um convite e você não tem a opção de recusar.
— Fala logo.
— Vou dar uma festa hoje na minha casa, aproveitar que meus pais viajaram para visitar minha tia. Estou indo convidar todo mundo agora, então te espero vinte horas lá em casa.
Percy suspirou fundo.
— Eu tenho aula amanhã cedo, Jason. Eu só quero ir para casa e dormir. – falou, mesmo sabendo que seria inútil.
— Eu disse que não tinha opção. Já é a quinta vez que você aparece com essa desculpa. Está na hora de fazer algo diferente no seu dia. Além disso, minha prima chegou hoje de viagem e quero te apresentar a ela na festa.
— Você pode fazer isso outro dia. – insistiu.
— 20 horas, Percy. Te espero lá ou vou na sua casa te tirar do sofá. – disse Jason dando dois pequenos tapas no ombro do amigo e caminhando até a porta, não dando espaço para o moreno questionar a sua autoridade.
Percy, depois disso, só teve tempo de revirar os olhos antes de seu chefe ordenar que fechasse a loja e arrumasse tudo.
“Eu realmente só queria ficar em casa”, pensou.
⚡
Annabeth não hesitou em se jogar na cama assim que entrou no quarto. Esqueceu de tirar a mala do caminho, de tirar os seus sapatos e lavar o rosto. Tudo o que queria era relaxar o seu corpo e não levantar por nada nesse mundo.
Infelizmente isso não ia acontecer.
Seu primo Jason, que gentilmente se ofereceu em recebê-la, estava organizando uma festa e como ela é uma hóspede na casa, teria que participar da celebração.
“Se fosse só isso”, pensou olhando para o teto branco do quarto.
Annabeth pela primeira vez em muitos anos desde que começou a trabalhar, recebeu férias. Ela não se lembra da última vez que deixou o seu tão precioso notebook longe dela. Vivia com ele para cima e para baixo. Até nas reuniões de família ele estava lá do seu lado.
“Nunca se sabe quando uma inspiração vai chegar”, falava sempre quando alguém perguntava sobre o aparelho que ficava embaixo do seu braço.
Entretanto, agora é diferente.
Annabeth Chase, uma renomada escritora juvenil, estava sem inspiração. A caminho do segundo livro da saga que estava em andamento, os seus editores a alertaram que o romance do casal principal estava raso, sem vida. Então, depois de muitas tentando de arrumar a relação dos seus personagens e falhando em todas, a editora decidiu dar férias para a valiosa escritora, no intuito dela achar a inspiração que havia fugido.
Annabeth, claro, no começo recusou, mas depois de ver o quão exausta estava, cedeu ao pedido. Poderia ter ido para cidades grandes e turísticas, mas decidiu relaxar em pequenas cidades, fazendo a última parada na casa do primo. Ela precisava apenas de paz.
“Como vou achar a essência do romance para meus personagens aqui?”, pensou. Sua editora selecionou dezenas de cidades consideradas dedicadas exclusivamente para os casais apaixonados, porém Annabeth recusou, já que todas traziam ânsia para ela ao se imaginar meio de todas aquelas pessoas.
— Deveria ter pensado em uma história que não incluísse romance. – disse se levantando da cama e indo tirar a bolsa no meio da porta para pegar suas roupas e tomar um banho.
“A resposta vai ter que estar nessa cidade”, lembrou dessa frase que disse ao escolher o seu último destino na viagem. Sabia que as possibilidades de encontrar o que realmente precisava eram mínimas em cidades pequenas, mas teve esperança que o amor fraternal que sentia pelos seus tios e pelo seu primo a ajudassem, nem que fosse um pouco.
Tirou um pijama confortável da mala e foi para o banheiro tomar um banho refrescante e aproveitar as poucas horas que tinha até a casa estar cheia.
— O que minha vida se tornou? – falou em um suspiro lamentável.
⚡
Depois de uma hora após sair do trabalho, Percy chegou em casa e tomou um banho. Estava agora com uma toalha enrolada na altura dos quadris encarando o seu guarda-roupa.
Depois de passar por uma vasta reflexão no banho, decidiu ao menos comparecer por poucos minutos na festa de Jason. É o mínimo que devia ao amigo, pois este sempre se mostrou companheiro desde que Grover, amigo de infância de Percy, se mudou para o centro do Texas.
Olhou todas as suas blusas e pela primeira vez reparou que seu guarda-roupa só tem blusas de super-heróis e uma social, onde ele usou apenas uma vez no casamento de sua mãe. Quer dizer, ele nunca precisou se preocupar com a vestimenta no dia-a-dia, já que os locais que ia não eram ocasiões especiais.
Pegou uma blusa do Batman e analisou. “Muito preta”, pensou e jogou ela em uma cadeira próxima. Pegou uma do Superman. “Vermelha demais”, e jogou na cadeira também. E fez isso em quase todas as blusas.
Apenas percebeu que estava lá há um bom tempo, quando sentiu seu cabelo quase seco.
— Vai ser você mesmo. – pegou a próxima blusa pendurada e vestiu sem reparar direito na estampa. – Só vou ficar uma hora lá, ninguém vai reparar por muito tempo no que estou vestindo.
Dito isso, vestiu o restante das suas roupas e calçou o sapato. Se sentiu atraído em passar pelo menos um pouco de perfume e pentear o seu cabelo rebelde. Pegou suas chaves e o celular e respirou fundo antes de fechar a porta de casa e caminhar até a festa.
Por ser uma cidade pequena, não demorou muito até chegar até a casa de Jason, mas assim que avistou ela se arrependeu de ter vindo.
Viu pessoas sentadas no jardim bebendo, outros na varanda amontoados conversando e sabia que lá dentro está pior. Ouviu também a música alta que tocava lá dentro, fazendo as paredes da casa tremerem.
— Tinha me esquecido como eram as festas do Jason. – disse baixo tentando entrar na casa do amigo sem esbarrar em todas as pessoas.
Ao entrar, seus ouvidos foram tomados pela música alta e pelo falatório das pessoas. Percorreu os olhos no local procurando Jason, mas estava impossível encontrar alguém naquela multidão.
— Percy! Não estou acreditando no que meus olhos estão vendo! – Sentiu de imediato um peso em seus ombros e percebeu que era seu amigo do ensino médio, Leo, pendurado nele. – Vem, dessa vez você não vai fugir.
Sem esperar uma resposta, Leo puxou Percy para mais perto da multidão e entregou uma bebida para ele. Jackson sabia agora que ficar apenas uma hora na festa não seria possível com Leo em sua cola.
Uma ou duas horas devem ter se passado, Percy não soube. Por incrível que pareça, estava se divertindo na festa. No meio da multidão encontrou alguns dos seus amigos da faculdade e do ensino médio. “Parece que o Jason convidou a cidade toda”.
Jackson tomou alguns copos de bebida, dançou desajeitadamente algumas músicas e conversou com algumas pessoas. Apenas parou quando sentiu um pequeno enjoo.
— Já volto! – gritou na roda de amigos e correu antes mesmo deles responderem algo.
Infelizmente, os únicos banheiros da casa ficavam no andar de cima, então Percy teve que aguentar a sua vontade de vomitar ao desviar de todas as pessoas que bloqueavam o acesso à escada.
Sem pensar, entrou no primeiro quarto que viu e correu para o banheiro despejando tudo o que havia ingerido no vaso sanitário. Sentiu um alívio assim que terminou.
“Deveria ter ficado em casa e maratonando The Giftet”, pensou.
Deu descarga e lavou a sua boca e, em seguida, seu rosto. Ao se olhar no espelho viu como estava acabado. O cansaço é nítido em seus olhos, assim como a cara desgastada após vomitar. Então, se sentindo impossibilitado de voltar agora para a festa, decidiu permanecer alguns minutos no quarto.
Assim que saiu do banheiro, ficou surpreso por reparar em qual quarto havia entrado. Conhecia esse cômodo há alguns anos. É o antigo quarto da irmã de Jason, Thalia. A garota havia entrado em uma faculdade na Flórida e se mudou para lá indo morar com os avós.
Percy sorriu nostálgico ao reparar que ainda se lembrava de cada detalhe do quarto. Passou bons momentos aqui, já que era bem próximo de Thalia.
Olhou para o lado e avistou a pequena prateleira preta que segurava algumas HQ's e livros, nos quais boa parte Percy havia dado de presente nos aniversários dela. Na época, achou que estava apaixonado pela irmã do amigo, mas assim que ela foi embora, percebeu que tinha apenas confundindo os sentimentos.
Pegou uma das HQ's e folheou as páginas. Ao sentir suas pernas doerem, decidiu se deitar no chão ao lado da cama e dar uma pequena lida na história, até se sentir disposto para voltar aos braços dos amigos para uma dança.
Jackson não soube quanto tempo se passou, já se sentia disposto, mas não conseguiu parar de ler. Lembrava que essa HQ era sua, mas havia dado de presente para Thalia no seu último aniversário na cidade, então simplesmente não podia largar a história sem ler tudo.
Sua atenção só foi desviada da HQ quando ouviu a porta do quarto abrindo. Sem saber o que fazer, permaneceu no chão segurando a revista.
“Por favor, que não seja alguém querendo transar”, pensou ao imaginar a cena constrangedora.
Esperou alguns segundos para ver se mais alguma coisa acontecia, mas só ouviu o som de sapatos sendo retirados dos pés de alguém.
Respirou fundo e decidiu levantar com calma para não assustar a pessoa.
— Licença. – disse baixo, mas o suficiente para a pessoa ouvir.
Depois disso, tudo aconteceu muito rápido. Percy só teve tempo de gritar de dor quando sentiu um sapato acertando a sua cabeça.
— Ai! – gritou de dor.
— O que é isso?! – Ouviu a outra pessoa protestar. – Quem é você?!
Ainda com a mão na testa e se encolhendo de dor, Percy levantou os olhos para ver quem o havia agredido.
Em pé, do outro lado da cama com outro sapato na mão, viu uma garota de cabelos loiros e olhos cinzentos o encarando espantada.
— Você é doida?! – diz ele ainda sentindo uma dor aguda na cabeça.
— O que você está fazendo aqui no meu quarto? – diz ela ainda confusa.
— Seu quarto? Esse quarto é da… – parou no meio da frase assim que percebeu o que estava acontecendo.
“Ah, então essa é a prima do Jason. Ótima forma de nos conhecermos”, disse mentalmente.
— Olha, calma. Eu sou amigo do Jason, eu só vim aqui descansar um pouco, não queria te assustar…
Parou novamente de falar quando reparou que não sabia o nome da menina.
— Annabeth. Annabeth Chase. – A garota diz agora largando o sapato, fazendo Percy ficar aliviado.
— Certo, Annabeth. Sou o Percy. E eu não queria te assustar. – falou se levantando do chão e se movimentando devagar. Odiaria ser agredido de novo.
A garota parecia analisar cada frase que Jackson dizia e cada detalhe do quarto para ver se não tinha mais nada estranho.
— Tudo bem… Desculpa pelo sapato, eu me assustei e foi a primeira coisa que vi para jogar. – A garota diz.
— Sem problema, você tem bons reflexos. – falou Percy sorrindo tentando diminuir a tensão do local.
Por sorte, a loira também sorri e relaxa o corpo.
— Eu já volto, vou buscar um gelo para a sua testa. Fique aí. – disse saindo do quarto.
Percy suspirou aliviado por não ter levado mais uma sapatada na cara e sentou na cama. “Só tem doido nessa família?”, refletiu.
Como prometido, poucos minutos depois, Annabeth voltou com um pouco de gelo enrolado em uma toalha. Ela entregou a toalha para Percy e se sentou ao lado dele, o deixando um pouco desconfortável.
Então, o silêncio constrangedor pairou no ar.
— Aquaman? – diz Annabeth pegando a HQ em cima da cama.
Percy a olhou confuso. “Ok, eu joguei um sapato na sua cara. Tudo bem, lide com isso”, pensou.
— Ah, é da Thalia. Eu dei para ela de aniversário. – diz Jackson nostálgico.
— Ah, então você é amigo do Jason há um bom tempo. Ele não me falou de você.
Percy poderia ter ficado magoado com isso, mas sabia que não tinha muita que pudessem falar dele.
— Não tem muito o que falar de mim. – sorriu.
E de novo, o silêncio.
Percy decidiu então, se levantar e voltar para festa para se despedir das pessoas. O sapato em sua cara tinha sido o ápice da noite para ele.
— DC ou Marvel? – Annabeth disse apontando para a camiseta de Percy o surpreendendo.
O moreno seguiu o olhar e pela primeira vez na noite reparou na estampa da camiseta. Nela, inúmeras figuras de super-heróis tomavam conta do tecido.
— Na verdade, os dois. – Percy sorriu. – Não consigo escolher entre eles. Ambos possuem heróis e vilões bons e bem desenvolvidos. Cada um com a sua originalidade. Claro que as duas tem pontos negativos, mas os personagens compensam, também. – Percy parou no meio da frase ao perceber que estava falando demais. – Desculpa.
— Tudo bem, é impossível se segurar quando se está falando de algo que ama. Então, você é fã de HQ's, super-heróis e “coisas nerds”?
— Sim, acho que até muito.
Annabeth sorriu e isso de um certo modo surpreendeu Percy. Poucas pessoas não o criticam por ser fã de super-heróis. Na verdade, só seus amigos não fazem isso e as pessoas que frequentam a loja.
— E você? – disse Percy curioso também sobre a menina na sua frente.
— O que quer saber? – Annabeth diz descontraída, jogando um pouco do seu corpo para trás e apoiando seu peso nos braços.
— O que você veio fazer nesse fim de mundo? – falou Percy se sentando no chão de frente para Chase.
— Sou escritora, mas por ironia do destino eu não estou conseguindo desenvolver minha história, então vim tentar a sorte aqui na cidade, tendo esperança de achar minha inspiração. – disse Annabeth pensativa.
— Então eu acho que você veio ao lugar errado. Aqui não acontece nada. – Percy ri baixo lembrando que podia contar nos dedos quantas coisas diferentes haviam acontecido na cidade desde que se lembrava.
— Você está sendo exagerado.
— Moro aqui desde que nasci, acredite em mim.
Percy pensou que a loira ia insistir mais uma vez falando que ele estava errado, a teimosia parecia típica para ela. Mas, em vez disso, Annabeth apenas o ficou encarando.
O moreno se sentiu ameaçado e ao mesmo tempo hipnotizado com aqueles olhos, como se eles matassem alguém e ao mesmo tempo, o trouxessem de volta à vida.
— Por que você não tenta mudar algo na cidade? – diz ela depois de um tempo refletindo.
— Eu? E faria o que? Não tenho nada a acrescentar aqui.
— Você não precisa fazer muito para acrescentar algo. Ou você quer ser como os personagens das suas HQ's? – Annabeth esboça um sorriso.
Percy não pode deixar de dar um sorriso de lado. Realmente ele queria. Desde pequeno mergulhou no mundo fictício. Tudo teve início quando sua mãe, ao ser questionada pelo moreno sobre o seu nome, Perseu Jackson, começou a ler contos, mitos, lendas para o filho.
Foi amor à primeira vista ao mundo das fantasias. Quando criança, Percy se fantasiava de super-heróis e semideuses famosos. Ansiava ser eles: ter super velocidade igual o Flash, voar como o Superman, se comunicar com animais aquáticos como o Aquaman, mover metais igual o Magneto, entre muitos outros.
Porém, conforme foi crescendo, percebeu que jamais seria eles. Percy nasceu sendo Percy, e seria assim até morrer: apenas ele.
— Talvez eu realmente queria. – respondeu pensativo encarando seus pés.
Annabeth não respondeu de imediato, pelo jeito, o tom da voz de Percy havia mostrado a ela como ele desejava realmente ser os personagens das histórias que lia.
— Então, você conhece cada pedaço e lugar dessa cidade? – disse a loira aparentemente querendo mudar de assunto, e Jackson agradeceu por isso.
— Sim, se algo muda, com certeza eu reparo. – “Lamentável”, pensou Percy.
— Decidido então, você vai me ajudar a achar o que procuro. – disse Annabeth com um sorriso maior no rosto e um brilho intenso nos olhos.
— Como? – Claro que a proposta pegou o moreno de surpresa.
— Eu preciso de alguém para me mostrar toda a cidade. Os pontos essenciais que muita gente não enxerga. E você parece ser ideal para esse cargo!
— Todo turista é louco assim? Você nem me conhece direito. Posso ser um maníaco. – brincou.
— Você é tudo menos um maníaco, Percy.
Por algum motivo desconhecido, Jackson se alegrou ao ouvir o timbre da voz da loira falando seu nome.
— Tenho certeza que você pode achar um guia melhor.
— Pode até ser, mas eu escolhi você. Vai ser uma ajuda mútua.
— E você estaria me ajudando em quê? – perguntou curioso.
— Vou te mostrar que você não precisa ser igual aos personagens de quadrinhos e de mitos para ser especial e um super-herói. – Percy até pensou em rir da proposta da prima de Jason, mas assim que encarou os olhos da menina, viu que falava muito sério. E sentiu que se risse, outro sapato voaria em sua cara.
— Tem certeza?
— Absoluta. Um dia para mudar vários, o que acha? – diz Annabeth estendendo a mão para Percy.
O moreno pensou, encarou a mão da loira e pensou de novo. Por fim, estendeu a mão e ambos selaram no aperto a aventura.
“Ela realmente é doida”, pensou Percy ao mesmo tempo gostando da ideia de acompanhar a garota de olhos cinzentos nessa aventura.
Após o trato feito, os dois continuaram conversando, não porque seria estranho darem as costas depois de combinarem ajudar um ao outro, mas porque eles queriam.
Para Percy, a sua semana já estava salva apenas por essa noite.
Notas finais
Eu sei que não teve aquele "WOOOOOWW", mas calma, vai ter apenas dois capítulos, então no próximo se preparem ❤️.
Por enquanto, me falem o que acharam!! Estou ansiosa para ler a opinião de vocês.
Lembrando que é a minha primeira fic Percabeth, então não desistam desse ser humano aqui KKKKKKK
Bom, espero vocês nos comentários ❤️. Tenham uma boa semana e até o próximo capítulo *-*. Ah, não esqueçamos de favoritar e adicionar a fic na lista de leitura de vocês para receberem a notificação do próximo capítulo!
Com amor, monogatari
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