One and only
24 Dickens, Shekespeare e mais alguns segredos.
Notas iniciais
Beatriz acabou cochilando durante o voo e quando se deu conta já estava próxima ao seu destino. Após despertar não demorou mais de 40 minutos para o avião pousar no aeroporto internacional do Recife em Pernambuco. A morena caminhava rumo ao portão de desembarque a passos largos afim de terminar logo todos os procedimentos, quando fez o que tinha de ser feito começou a procurar por Gabriel em meio a multidão de turistas maravilhados, parentes felizes, crianças ansiosas e etc... Quando a morena virou para a sua direita viu um lindo rapaz com uma plaquinha nas mãos onde estava escrito um “Seja bem-vinda a Recife, Beatriz!” olhando para o sorriso largo de Gabriel ela andou rapidamente para logo abraça-lo fortemente deixando sua mala ao lado dos seus pés.
_Hey! É muito bom te ver aqui, Bia! –o rapaz estava radiante seus olhos brilhavam de felicidade ao ver a garota por quem havia se apaixonada ali, tão perto dele.
_Eu também estou muito feliz por estar aqui! –falou em reposta com um sorriso bonito e sincero.
_Pronta para irmos? –perguntou rapidamente afim de chegar o mais rápido possível a casa de praia.
_Sim sim, vamos! –apesar de tudo Beatriz estava entusiasmada para aquele final de semana.
Os dois saíram do aeroporto e logo estavam a caminho de Porto de galinhas uma bela praia do litoral pernambucano. A viagem foi tranquila, eles não conversaram o tempo todo, mas o silencio que se instalou entre uma conversa e outra não foi constrangedor mas sim confortável. Quando estavam próximos da casa Gabriel notou uma expressão diferente no rosto da morena ao seu lado, aquilo o deixou curioso e levemente preocupado em saber o que se passava na cabeça dela.
_O que houve Bia? Está preocupada com alguma coisa? –perguntou tentando manter um certo tom de neutralidade em sua voz.
_Não não, está tudo bem, é só que... –por algum motivo a moça hesitou em terminar a frase pois ela não queria falar sobre o Mateus naquela viagem.
_ É só que...? –insistiu incentivando-a a continuar.
_Bom, é só que já estamos chegando, não é mesmo? –falou a primeira coisa que veio em sua cabeça tentando desviar aquela resposta de tudo o que ela realmente estava pensando.
_Sim, em menos de 10 minutos estaremos em minha casa de verão. –respondeu olhando para a moça rapidamente.
_Então, os seus pais estão lá? – perguntou rapidamente, o que também não deixava de ser uma curiosidade.
_Não, eles só irão chegar no sábado, hoje só quem está na casa é Roberto, Martha e Helena. –falou sorrindo notando o ar apreensivo da moça.
_Quem são essas pessoas? –perguntou olhando para ele.
_Um casal de empregados e sua filha, eles estão conosco a muito tempo. Você está apreensiva por causa da minha família ou algo assim? –perguntou enquanto fazia uma curva para entrar numa estrada particular.
_Não, não tanto como você está pensando, está tudo bem, de verdade! –Beatriz fez questão de enfatizar sua resposta pois realmente aquilo não a preocupava tanto, ela sabia que obviamente teria que conhecer a família do rapaz algum dia, mas o único problema era que eles provavelmente achariam que a moça era ou com toda certeza seria namorada do Gabriel.
_Tudo bem, vem, chegamos! –falou Gabriel com um grande sorriso no rosto notando o quanto a moça estava surpresa olhando através do carro para a bela e imensa casa que estava a sua frente.
_Ual! É aqui mesmo? Digo, isso tudo pertence a sua família? –perguntou achando aquilo tudo completamente incrível e caro.
_Sim, eu lhe disse que meu pai é dono de uma grande empresa. Mas não precisa ficar acanhada, por favor, não ligamos tanto para dinheiro, essa casa só é assim tão exuberante por causa dos meus avós, eles sim amam o dinheiro... –falou rapidamente enquanto abria o porta malas do seu carro que estava estacionado próximo ao jardim da casa.
_Tudo bem, mas não posso deixar de dizer que seus avós tem um ótimo gosto, ela é linda. –falou ainda admirando a propriedade, que era rodeada por uma varanda com o piso de madeira incrivelmente brilhante, com um luxuoso sofá cama em tons de cinza e várias janelas de vidro que iam até o piso, o teto e as paredes também eram compostos de madeira e através das janelas de vidro era possível ver os belos moveis sofisticados em tons de branco e marrom escuro no interior da casa.
_É mesmo. Eu amo esse lugar! Mas você não vai querer ficar olhando daqui para sempre, não é mesmo? Vem, vamos entrar! –falou Gabriel sorrindo segurando a mala da moça em uma mão para que com a outra pudesse segurar a da morena afim de conduzi-la até o interior da casa.
Beatriz havia acabado de entrar na casa ainda sorrindo maravilhada com tudo aquilo, ela estava em pé no meio do quarto de hospedes onde Gabriel havia dito que seria o seu quarto pelo tempo em que iria ficar ali, quando de repente ouviu um barulho de alguém se aproximando, então por instinto se virou para ver quem era, e para sua surpresa viu uma bela moça com os cabelos castanhos escuros e levemente loiros nas pontas, ela vestia um shorts jeans branco e uma t-shirt cinza um pouco gasta mas que dava para perceber o porquê de já está naquele estado, a blusa era linda, assim como a garota que estava vestindo-a.
_Hey! Você deve ser a Beatriz de são Paulo, certo? –falou sorrindo com carisma mostrando que sorrindo era ainda mais bonita.
_Sim, sou eu! E você é a Helena, acertei? –disse se aproximando da moça que deu um passo a frente entrando no quarto.
_Exatamente! Seja muito bem-vinda Beatriz, o Gabriel já me falou muito de você! –falou enquanto dava um breve abraço na morena.
_Foi mesmo? Vocês são amigos? –perguntou torcendo para que a moça não entendesse aquilo da maneira errada.
_Sim ele falava sobre você quase todos os dias... e sim, somos amigos, quase irmãos assim como ele diz, nos conhecemos desde que erámos crianças. –falou ainda sorrindo olhando para Beatriz.
_Oul certo, eu não sabia que ele falava tanto assim de mim... –disse sentando na cama de casal king size enquanto Helena se encostava na escrivaninha que ali havia.
_Você é muito famosa por aqui Beatriz, ele está completamente caidinho por você... –disse tentando manter um tom neutro, pois de maneira alguma deixaria Beatriz perceber seus verdadeiros sentimentos.
_É, dessa parte eu já estou sabendo, gostaria apenas que fosse menos complicado. –falou sem perceber que logo estava conversando sobre aquele assunto com alguém que havia acabado de conhecer.
_Hey, estou vendo que já se conhecem... –disse Gabriel entrando no quarto beijando o topo da cabeça de Helena que era um pouco baixa demais para a idade que aparentava ter, a moça media 1,60 mais ou menos.
_Sim, vim dar as boas-vindas. Mas agora vou deixá-los sozinhos, a mamãe me intimou em ajudá-la com o jantar. Até mais Beatriz, é um prazer ter você aqui. –disse educadamente enquanto saia do quarto, porém Beatriz conseguiu notar algo diferente em sua voz, só não soube dizer ao certo o que era.
Beatriz começou a desfazer a sua mala enquanto Gabriel a observava sentado na beirada da cama lhe contando todos os planos de lugares que iriam conhecer naquele final de semana, após 15 minutos de conversa o rapaz disse que a deixaria sozinha para que ela pudesse descansar um pouco, já se passava das 17:30 quando Beatriz despertou de um cochilo. A morena resolveu que iria tomar um banho rápido e se arrumar para o jantar. Vestindo um shorts jeans não tão curto e uma polo verde água a morena penteava os cabelos prendendo os fios num rabo de cavalo alto, conseguindo o resultado que queria aplicou um pouco de rímel nos olhos e um pouco de gloss rosa claro nos lábios, quando estava devidamente pronta saiu do quarto caminhando pelo longo corredor, até que ouviu algumas vozes vindo de um dos quartos e sem querer a moça acabou ouvindo.
_Ela é linda mãe, agora eu sei o porquê dele ter se apaixonado tão rápido por ela. –era a voz de Helena que falava sobre Beatriz para Martha, provavelmente.
_Lena, minha filha, não fique assim, você também é linda, eu achei que já havíamos superado isso. Você sabe que... –disse a voz feminina quando foi interrompida por Helena.
_Eu sei mãe, eu sei, não precisa repetir, Okay? Só me deixe um pouco sozinha, por favor. –pediu educadamente.
_Tudo bem, mas por favor, não quero ver você triste, certo? Seu pai não irá gostar nem um pouco se souber que você ainda está nesta situação. –falou enquanto se aproximava da porta.
Rapidamente Beatriz começou a caminhar a passos largos rumo ao fim do corredor e quando chegou na sala de estar estava um pouco confusa sobre tudo o que havia escutado, mas resolveu que pensaria naquilo mais tarde, olhando para o imenso sofá branco viu Gabriel lendo um livro concentrado.
_Literatura Inglesa? É isso mesmo que estou vendo? –perguntou brincalhona se surpreendendo um pouco por ver que Gabriel gostava daquele tipo de livro.
_Sim, mas por que a surpresa? Achou que apenas pelo fato de trabalhar numa empresa eu não poderia ser amigo dos livros? –falou no mesmo tom que a moça usou observando-a sentar-se ao seu lado.
_Han... digamos que sim, não por você está lendo um livro, mas sim por você está lendo literatura inglesa meu caro! Vamos lá, não sou tão preconceituosa assim, não é todos os dias que presenciamos alguém da área dos negócios apreciando um livro do Charles... –a morena sorria enquanto falava observando a expressão forçadamente séria do rapaz, enquanto continha um sorriso.
_Bom, eu sempre gostei de ler, e a medida que fui crescendo meu avô, pai da minha mãe, me ensinou a degustar um pouco não só de literatura inglesa, como as demais também, porém tenho uma certa preferência pelos autores ingleses, a Lena também gosta mas prefere os romances skekespearianos como quase todas as mulheres da face da terra... –falou fechando Great expectations colocando-o ao seu lado, para poder conversar melhor com a bela moça ao seu lado.
_Entendo, e não discordo da Helena, mas sou apaixonada por muitos escritores, daí fica difícil preferir apenas um... –falou em resposta encostando-se no sofá.
_Você escreve também não é? –perguntou sem conseguir lembrar se eles já haviam conversado sobre aquilo anteriormente.
_Sim, escrevo. Mas não me olhe assim, não é nada demais. Tudo bem, eu consegui a minha primeira publicação mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. –falou deixando seu lado perfeccionista transparecer em meio a suas palavras.
_Você já deu um grande passo Bia, qualquer dia desses, quero ler alguma coisa sua, não, melhor que isso, irei comprar seu primeiro exemplar e quero uma linda dedicatória. –disse olhando-a nos olhos.
_Bom, acho que já podemos jantar, vem, estou faminta! – a lembrança de uma certa pessoa falando que compraria seu primeiro exemplar inundou a mente da morena, fazendo-a mergulhar por completo naquele doce momento em que Mateus havia dito aquelas palavras, mas voltando a si, cortou o assunto e encontrou uma saída no jantar que provavelmente já estava pronto.
Beatriz sentou-se ao lado de Gabriel ficando de frente para Helena, que parecia um pouco relutante em estar ali, mas que sorria largamente quando Gabriel ou ela comentava alguma coisa sobre suas histórias ao longo da infância de ambos. Helena terminou sua refeição primeiro que os dois e voltou seu olhar para a grande janela de vidro que dava para o jardim da casa, ela ficou apenas observando a paisagem como se desejasse e esperasse que algo acontecesse a qualquer momento. Gabriel terminou um pouco antes de Beatriz e quando os três estavam satisfeitos retiraram já que os empregados já haviam se recolhido. Enquanto Gabriel lavava a louça e passava os pratos para Beatriz que enxugava e levava tudo para Helena guardar, em certo momento Beatriz notou um olhar demasiado de Helena para o rapaz, um olhar contido e apaixonado, que fora desviado antes mesmo do rapaz encara-la, sem motivo algum quando os três estavam sentados no terraço Helena disse que iria dormir, Beatriz achou estranho pois ainda não havia passado das 20:00Hrs, mas logo entendeu que a moça não gostou quando viu Gabriel passar um braço por cima dos ombros de Beatriz que estava ao seu lado. Aquilo tudo poderia ficar estranho se continuasse no ritmo que estava.
_Poderíamos dar uma volta na praia? A noite está tão bonita para ficarmos apenas aqui... –sugeriu afim de conversar um pouco sobre o comportamento suspeito da moça, mas de forma alguma deixaria que ele soubesse que ela havia notado algo.
_Claro, mas você tem certeza? Achei que gostaria de descansar um pouco... –disse olhando para a morena.
_Não, está tudo bem, estou ansiosa para conhecer a praia. –disse sincera pois realmente também estava ansiosa para isso.
_Okay, vem! Você vai amar esse lugar! –falou conduzindo-a para fora da propriedade.
Beatriz e Gabriel caminhavam distraidamente sob a areia fofa e úmida da praia enquanto as ondas lhes molhavam os pés sorrateiramente, a moça estava completamente entorpecida pela beleza daquele lugar, tudo parecia ser perfeito, a brisa fresca que brincava com seus cabelos, as inúmeras estrelas bastante visíveis que adornavam o céu azul escuro, as vozes de pessoas conversando, das crianças brincando, tudo era simples e lindo ao mesmo tempo. Porém, mesmo estando longe ela não pode deixar de pensar em Mateus, que com toda certeza iria adorar tudo aquilo, daí sem permissão alguma, aquela dor que havia se tornado constante no coração de Beatriz apareceu novamente, a dor que fazia ela perceber que seu amor muito provavelmente não voltaria a se mexer nunca mais, tornando uma visita a aquele lugar improvável.
_No que está pensando? –a voz meio rouca de Gabriel a resgatou de suas lembranças, fazendo-a virar-se e caminhar em direção ao mar.
Gabriel observou a morena se afastar lentamente, e uma batalha dentro dele travou-se sem demora “devo ou não devo me aproximar?” pensou consigo mesmo, mas se não se aproximasse o que iria fazer? Ficar ali plantado? Com toda certeza algo mexeu com ela, algo que acabou levando embora seu sorriso distraído que a poucos instantes estava presente em seu rosto. Sem pensar muito sobre aquilo, Gabriel resolveu se aproximar da morena, ela estava olhando para o infinito a sua frente abraçando seu próprio corpo sem dizer uma única palavra.
_Desculpe! Eu... –falou Beatriz quebrando o silencio sem conseguir terminar a frase, percebendo que se continuasse a falar derramaria algumas lágrimas ali mesmo.
_Não se preocupe, eu sei que é tudo muito difícil para você neste momento, eu não quero pressiona-la a nada, minha única intenção em te trazer para cá é te fazer feliz, fazer com que você esqueça um pouco os problemas que te rodeiam em São Paulo, não é uma vinda para o litoral que vai fazer você esquecer o Mateus e me amar de uma hora para outra, e acredite, eu compreendo. Não tenho pressa alguma Bia, e se quiser conversar sobre ele comigo fique a vontade, eu estou aqui para você! –Beatriz não conseguiu deixar de olhar para o loiro depois de ouvir todas aquelas doces palavras, e mais do que olha-lo ela o abraçou fortemente agradecendo-o em voz baixa por tudo.
_Você é incrível Gaby, mas não quero falar sobre ele, não agora. –disse afastando-se dos seus braços olhando-o nos olhos.
_Tudo bem, eu entendo, quer um sorvete? Aqui tem um pequena sorveteria italiana que vende o melhor sorvete do mundo! –falou com um sorriso largo.
_sim, claro! Mas antes quero lhe fazer uma pergunta! –disse caminhando de volta a areia fazendo Gabriel acompanha-la pois sabia que a qualquer momento uma onda maior poderia fazer a água que estava em seus tornozelos os molharem quase completamente.
_Pode falar, só não garanto que irei responder... – o sorriso no canto dos lábios do rapaz deixava-o ainda mais bonito.
_Bom, não é nada demais, reparei que a Helena é uma moça muito bonita, mas aparenta ser um pouco solitária... Ela tem namorado? Ou acabou de sair de algum relacionamento? –perguntou sabendo que não havia abordado o assunto da melhor forma possível, sabia que provavelmente Gabriel acharia aquelas perguntas estranhas vindo dela e se arrependeu assim que proferiu aquelas palavras.
_Então, que eu saiba ela não está namorando no momento, já teve alguns relacionamentos mas sempre era ela quem acabava e não foi diferente com o ultimo, o Júlio nosso vizinho e um grande amigo meu foi premiado com o término inesperado do namoro, ele me disse que não sabia o motivo pelo qual ela o havia feito, mas admitiu que fora melhor assim pois segundo ele, a Helena estava sempre distante, não conversava muito sobre seus sentimentos mesmo estando com ele a quase 7 meses. Porém, não acho que ela seja solitária, talvez ela só não tenha encontrado ainda a pessoa certa. –falou tranquilamente fazendo Beatriz perceber que nada mais que uma grande amizade havia acontecido entre ele e a moça.
_Entendo, mas é estranho, ela nunca lhe falou nada a respeito? –perguntou tentando soar o mais neutra possível.
_A Lena é uma garota maravilhosa, mas não costuma conversar muito sobre seus sentimentos, houve uma época em que achei que ela estava interessada por mim, mas quando decidi ter uma conversa franca com ela, ela negou tudo, fingindo um completo desinteresse, então resolvi esquecer isso, hoje somos grandes amigos, mas confesso que há uma certa barreira entre nós que eu nunca soube o motivo pelo qual fora estabelecida uma vez que ela jurou não sentir nada além de carinho por mim. –disse pensativo quando já estavam caminhando pela praça da cidade.
_E você nunca sentiu nada além de carinho por ela? –perguntou rapidamente torcendo para que ele entendesse que ela estava apenas continuando a conversa sem interesse algum.
_Sim e não, ela é linda e tudo que um homem gostaria de ter ao seu lado, mas depois da negação dela, eu vi que realmente não poderia acontecer nada entre nós dois, então preferi esquecer de uma vez por todas qualquer sentimento diferente de amizade, daí não a vejo mais como uma mulher, mas sim como uma irmã querida. –falou sinceramente enquanto ambos entravam na sorveteria.
_Hum... tudo bem, obrigada por responder! Será que aqui tem sorvete de amora? É um dos meus preferidos. –perguntou antes que Gabriel tivesse alguma oportunidade de perguntar o motivo pelo qual ela o havia enchido de perguntas sobre a morena praticamente perfeita que morava com ele.
Fale com o autor