One Thing Vol. 02 - Segredos revelados.
11 Tirando do meu caminho parte de I de III
Ao entramos em nosso quarto nos deparamos com ele todo desarrumado. Roupas fora do guarda-roupa, camas desfeitas, livros espalhados pelo chão. Traduzindo: o lugar estava uma zona total, parecia que um furacão tinha passado por ali.
— O que raios aconteceu aqui? – Olhei para Louis.
— Não olhe pra mim Zayn, quando sai para esperar vocês tudo estava em perfeita ordem, o Jay está de prova.
— É verdade Zayn. – Jay confirmou com a cabeça. Arqueei uma das sobrancelhas arqueadas ainda não confiava nesse loiro.
— Então quem foi?! – Liam começou a pegar as roupas do chão. – Porque roupas não saem de seus lugares sozinhas.
— Sei quem foi e dessa vez ele me paga. – Louis saiu bufando parecendo um touro bravo. Fui atrás dele para evitar que fizesse uma besteira muito grande.
— Louis volta aqui!
— Não Zayn! Ele já foi longe demais. – Louis estava com tanta raiva que a voz fina chegava a subir dois tons. Nunca tinha o visto assim.
Ao virarmos uma esquina indo em direção as escadas avistamos Thomas conversando com um monitor. Mais bravo do que nunca Louis foi até eles.
— Você não tem mais o que fazer não garoto?! – Tomlinson já chegou empurrando. Ai céus! Acho que deveria ter ficado na casa do Niall mais um pouco.
— Ta doido Tomlinson? – Por incrível que pareça o outro garoto não revidou.
— Eu que quero saber isso, por que a pessoa que perde tempo desarrumando o quarto dos outros, ou é doido ou tem muita vontade de apanhar. – Louis se exaltou ainda mais.
— Calma Louis, você não tem provas que foi ele. – O segurei pelo braço impedindo que ele pulasse no pescoço do projeto de mau caráter.
— Calma coisa nenhuma Zayn! Sei que foi ele! – Meu amigo apontou o dedo na cara do outro.
— Garanto que não foi o senhor Stanley, pois ele permaneceu aqui comigo o tempo todo. – O monitor resolveu se manifestar. – Sendo assim. Você deve desculpas a ele, por acusá-lo sem provas.
— Não vou pedir desculpas coisa nenhuma pra esse aí! – Louis fechou as mãos em punhos.
— Chega Louis, vamos sair daqui. – O peguei pelo braço.
— Me solta Zayn! – Ele esperneou.
— Vem caramba! Não podemos fazer nada agora. – Praticamente o arrastei de volta para o quarto. Liam, Niall e Harry já tinham arrumado quase toda a bagunça e Jay não estava mais lá.
— Droga! – Louis chutou a perna da cama.
— O que aconteceu Tommo? – Niall nos olhou preocupado.
— Thomas vai se safar de novo! Sei que foi ele. – Tomlinson começou andar de um lado pro outro.
— Também acho isso Louis, mas não podemos fazer nada agora. – O fiz sentar e sentei do lado dele. – O melhor agora é esfriar a cabeça para não fazer besteira. Ainda mais sem provas
— Concordo com você Zaym. Thomas é um perigo. Estou até começando a ficar preocupado com a integridade física do Jay por ele andar com a gente. – Liam terminou de juntar os livros.
— Verdade Liam, Thomas pode tentar fazer alguma coisa contra o Jay, já que ele anda com a gente. – Concordei.
— Alguém pode me dizer quem é esse tal de Thomas?! – Niall nos olhava totalmente confuso; tinha esquecido que ele não sabia do Thomas. Contei tudo o que aconteceu durante toda a semana de sua ausência. – Definitivamente esse cara é pior que o George. – Niall arregalou os olhos surpreso.
— Bota pior nisso, o George é um gatinho manso perto do Thomas. – Harry cruzou os braços sério. – Pior que não consigo pensar em nada que posso nos ajudar a acabar com as perseguições desse maluco.
— Por mais que a situação esteja caótica precisamos deixar o assunto Thomas para lá, pelo menos por agora. E irmos falar com o diretor a respeito da matricula do Niall.
— Liam tem razão, isso é mais urgente do que aquele imbecil. – Louis levantou desarrumando os cabelos aparentemente estando mais calmo.
Fomos os cinco para a diretoria. Era para essa frase soar estranha, mas nos metemos tanto em confusão que já perdeu até o efeito. Ao entrarmos na sala do diretor ficamos olhando para o homem de paletó sem saber como falar. Bem que poderíamos ter passado no quarto das meninas e as chamado para vir junto. Elas com certeza não irão ficar com cara de tonta olhando para o diretor. Mas quem não tem cão caça com gato.
— Vai lá Liam. Desenrola aí as coisas. – O empurramos para frente da mesa do diretor; Payne passou as mãos nos cabelos ajeitando os fios que estavam fora do lugar e deu seu maior sorriso para o diretor que arqueou uma das sobrancelhas claramente desconfiado.
— Com licença diretor, viemos renovar a matricula do Niall.
— A matricula do senhor Horan já foi renovada, e a mensalidade também já foi paga. – Hã?! Pera, aí como isso pode ser possível?! Mais alguém aí está confuso?
— O senhor sabe quem fez isso? – Harry perguntou meio desconfiado.
— A pessoa pediu sigilo e se prontificou a pagar por todo o ano letivo. – Nossa que estranho. Quem mais faria isso alem de nós?! – Seja bem vindo de volta senhor Horan. E tente não se meter e muita confusão sim?
— Sim senhor. – O loiro assentiu atordoado.
Saímos todos da sala confusos e com cara de tacho. A dúvida pairava sobre cada um de nós.
— Quem será que está pagando? – Louis estreitou os olhos pensativo.
— Não faço a menor idéia. – Liam deu de ombros. – Seja lá quem for que está pagando está fazendo uma bela de uma boa ação. Não é? – Todos assentimos menos Harry parecia distante, e estava com a maior cara de culpado... Tem caroço nesse angu. Ah se tem. Mas por agora isso não vem ao caso, o importante é que o duende está de volta e nada vai mudar isso.
Jay narrando
Ao voltar para o quarto ainda não acreditava que Thomas tinha sido capaz daquilo. Esse cara ta passando dos limites, Louis não agüenta nem ouvir o nome dele e tenho medo do que ainda está por vir. Estava devaneando quando Thomas entra no quarto quase sem fazer barulho. O medi com o olhar.
— Ta olhando o que Stuart?
— Sei que foi você que bagunçou o quarto dos meninos. – Estreitei os olhos.
— Você não tem provas, e se eu fosse você parava de andar com eles ou vai sobrar para você também. – Ele imitou meu gesto. Só que no caso dele era mais assustador.
— Eles são meus amigos e não é você que vai mudar isso. – Levantei a voz mostrando que não tinha medo dele.
— Se está disposto a arcar com as conseqüências vá em frente. – Ele me empurrou com força me fazendo desequilibrar e cair. Não agüento mais isso! Minha vontade era de quebrar a cara desse metidinho, mas não podia arriscar colocar tudo a perder. Para não me comprometer saí do quarto. Estava tão nervoso que acabei esbarrando em alguém ao ir em direção as escadas.
— Jay? O que aconteceu com você? – Era o Zayn. Os outros garotos estavam com ele.
— Não agüento mais o Thomas. – Serrilhei os dentes.
— Nem nós cara, mas infelizmente não podemos fazer nada se o nosso quarto coubesse você poderia ir para lá. – Louis me olhou solidário assim como seus amigos. Quer dizer, todos menos Harry que parecia nutrir alguma antipatia por mim. Não lembro ter feito nada para despertar esse sentimento nele. Tenho que lembrar de conversar com ele e resolver isso.
Por hora tenho que pensar em algo para acabar com a impáfia de meu colega de quarto. Thomas já foi longe de mais. Preciso fazer algo o quanto antes.
No meio do dia estava na aula de geografia concentrado em meu exercício quando um celular começou a tocar do meu lado. Olhei de esguelha vendo Thomas pegar o aparelho de dentro do bolso.
— Droga, esqueci de colocar esse troço no silencioso. Número desconhecido? – Ele olhou para o visor do celular com o cenho franzido.
— Você sabe que é proibido celular na sala de aula, talvez o diretor refresque a sua memória rapaz. – O professor expulsou Thomas e pude ver Louis rindo do outro lado da sala. Sacudi a cabeça rindo junto.
Na hora do intervalo fui para a mesa onde Max e Thomas estavam. Ambos estavam calados apenas comendo.
— Resolveu sentar com a gente hoje Stuart? – Thomas falou irônico. Respirei fundo; calma Jason vai ser por uma boa causa.
— Pensei no que você falou e vi que está certo.
— Que bom que viu isso a tempo, por que vou acabar com aquela turminha e vou começar pelo Tomlinson. Tenho certeza que o meu celular não tocou do nada, isso tem o dedo dele.
— Fica na tua Thomas, eles são muito unidos. – Max revirou os olhos.
— Não se mete Max se não vai sobrar para você também. – Thomas fuzilou Max com o olhar fazendo o rapaz se encolher.
— E o que você pretende fazer? – Perguntei.
— Vou fazer com que ele seja expulso e você vai me ajudar Stuart. Você conhece o terreno melhor do que eu e hoje a noite vamos colocar uma surpresinha nas coisas do Tomlinson.
— E o que seria?
— Só algumas cervejas, mas já vai ser o suficiente para expulsá-lo.
— Thomas isso é perigoso, podemos ser pegos. – Fingi medo.
— Relaxa cara, tenho meus contatos aqui dentro. – Ele sorriu de um jeito que me assustou.
A noite chegou, saímos quando todos estavam dormindo. Eu levava a mochila com as bebidas; tenho que fazer alguma coisa e rápido. Estávamos quase chegando ao quarto dos meninos quando uma lanterna apareceu bem na nossa frente, era um monitor; graças a Deus.
— A barra ta limpa, sejam rápidos. – O monitor sorriu para Thomas; droga e agora?! O contato do Thomas é um monitor.
Agora ferrou tudo de vez, outra lanterna se aproximo e essa é a minha chance. Sai sem que eles me vissem, saí correndo o mais rápido possível.
Agora tenho que me livrar disso; esbarrei em alguém, agora me ferrei, pois só pode ser um monitor, mas não era e para a minha surpresa era a July que me olhou assustada, mas o que raios ela ta fazendo aqui e a essa hora?! Concentra-se Jason, ela pode te ajudar.
— July preciso de ajuda. – Supliquei.
— O que ta pegando? – Ela cruzou os braços esperando pelo o que eu tinha a dizer. Sem perder tempo contei tudo. – Ok... Sei o que vamos fazer, me segue. – Andamos um pouco, percebi que tínhamos voltado para o dormitório masculino. O que ela vai fazer? Paramos no quarto que divido com Max e com o meliante do Thomas.
— Coloca a mochila encima da cama do Thomas. – ela pediu e prontamente obedeci. Entrei sem fazer barulho. Max dormia feito uma pedra em sua cama, fiz o que July mandou e saí. – Agora vamos falar com o meu pai. – Corremos o mais rápido que conseguíamos em direção as instalações dos professores. Torcia internamente para que o plano dela desse certo. Caso contrario estaríamos todos encrencados.
Fale com o autor